Bruno Alves da Mota Rocha et al. Pedro H. M. C. de Melo Luis Mapa Rafael Nunes Oliveira … Antônio Fernando Freire Hernán Patricio García Mejía Vanessa Corcioli Bellini Liliane Kopel Silvia Gelás Lage Fabiana Goulart Marcondes-Braga Sandrigo Mangini Monica S. Ávila Iascara Wozniak de Campos Fernando Bacal Fábio Sândoli de Brito Jr Alexandre A. Abizaid Pedro Felipe Gomes Nicz
Resumo
Fundamento
O balão intra-aórtico (BIA) é o dispositivo de assistência circulatória mecânica mais amplamente utilizado em pacientes com insuficiência cardíaca (IC) avançada em nosso meio; entretanto, o implante por via femoral limita a mobilidade do paciente durante o suporte.
Objetivo
Relatar a experiência inicial de um centro de referência em IC avançada no Brasil com o implante percutâneo de BIA por via axilar.
Métodos
Foram incluídos pacientes consecutivos hospitalizados por IC e submetidos ao implante percutâneo de BIA por via axilar em um centro de referência em cardiologia. Valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.
Resultados
Entre dezembro de 2020 e dezembro de 2023, 22 pacientes foram submetidos ao implante percutâneo de BIA por via axilar. A média de idade foi de 53 ± 10,7 anos. Todos os pacientes encontravam-se hospitalizados por IC refratária e em lista de espera para transplante cardíaco. O implante foi realizado com sucesso em todos os pacientes com indicação da via axilar. A mediana do tempo de suporte foi de 15 dias (intervalo interquartil: 7-28 dias). As complicações observadas incluíram deslocamento do dispositivo (18,2%), isquemia de membro (9,1%) e eventos infecciosos e neurológicos isolados. Metade dos pacientes evoluiu para transplante cardíaco ou desmame do dispositivo.
Conclusão
A experiência inicial com o implante percutâneo de BIA por via axilar demonstrou que a técnica é viável, segura e reprodutível. Estudos adicionais são necessários para definir o papel dessa estratégia na linha de cuidado de pacientes hospitalizados por IC avançada em lista de espera para transplante cardíaco.