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  2. Keyword: Insuficiência Cardíaca Sistólica
ABC
Editorial

Terapêutica da ICFER: Evidência Randomizada e Mundo Real

Daniella Motta da Costa Dan

Resumo

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) apresentou importante avanço terapêutico com a consolidação dos quatro pilares farmacológicos modificadores do prognóstico. A utilização abrangente dessas terapias se associa a expressiva redução de morte cardiovascular e hospitalizações por insuficiência cardíaca, sustentando estratégias contemporâneas de rápida introdução e posterior otimização até as doses-alvo ou máximas toleradas. Nesse contexto, o sacubitril/valsartana demonstrou benefício prognóstico no PARADIGM-HF e maior redução do NT-proBNP no PIONEER-HF. Entretanto, resultados distintos foram observados em outros cenários, como no PARADISE-MI e no LIFE, contribuindo para delimitar as populações nas quais seu benefício foi demonstrado. O estudo publicado nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia avaliou, em uma coorte observacional de mundo real, pacientes com ICFER tratados com doses máximas de sacubitril/valsartana, enalapril ou losartana. Em comparação ao grupo tratado com enalapril ou losartana, o sacubitril/valsartana não se associou à redução estatisticamente significativa de hospitalização ou mortalidade, embora tenha se associado à melhora da classe funcional. Esses achados devem ser interpretados considerando limitações metodológicas, como desenho observacional, ausência de randomização, número restrito de eventos e heterogeneidade do grupo comparador. Estudos de mundo real ampliam a compreensão sobre efetividade, aplicabilidade e implementação das terapias, devendo ser analisados em conjunto com as evidências consolidadas dos ensaios clínicos randomizados.

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome complexa e grave, associada a elevadas taxas de hospitalização e mortalidade. Na ICFER, grandes ensaios clínicos estabeleceram quatro pilares farmacológicos modificadores do prognóstico: betabloqueadores, que atenuam a ativação do sistema nervoso simpático; inibição do sistema renina-angiotensina, através do uso do inibidor do receptor da angiotensina e da neprilisina (ARNI), inibidor da enzima conversora da angiotensina (IECA) ou bloqueador do receptor da angiotensina (BRA); antagonistas dos receptores mineralocorticoides (ARM) e inibidores do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2).,

[…]

  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Prática Clínica Baseada em Evidências
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21/09/2026 DOI: 10.36660/abc.20260588
Correlação Entre Medidas Hemodinâmicas Invasivas e Ecocardiográficas em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida
ABCIC
Artigo Original

Correlação Entre Medidas Hemodinâmicas Invasivas e Ecocardiográficas em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida

João Pedro da Rosa Barbato et al. Fernando Luis Scolari Guilherme Pinheiro Machado André Barcellos Amon … Pedro Castilhos de Freitas Crivelaro Willian R. Menegazzo Solano Vinicius Berger Gustavo Neves de Araujo Felipe Homem Valle Rodrigo Vugman Wainstein

Resumo

Introdução:

O manejo da insuficiência cardíaca (IC) com fração de ejeção reduzida (ICFER) avançou com o uso de marcadores hemodinâmicos invasivos, como a potência cardíaca (CPO) e o índice de pulsatilidade da artéria pulmonar (PAPI). Simultaneamente, cresceu o interesse em indicadores prognósticos não invasivos, especialmente a integral velocidade–tempo do trato de saída do ventrículo esquerdo (LVOT-VTI).

Objetivo:

O presente estudo visou avaliar a correlação entre parâmetros invasivos e ecocardiográficos, particularmente CPO, PAPI e LVOT-VTI, em pacientes com ICFER.

Métodos:

Trata-se de um estudo transversal e unicêntrico que incluiu pacientes internados e ambulatoriais com ICFER crônica estável ou agudamente descompensada. Foram excluídos aqueles com choque cardiogênico (CC). O cateterismo cardíaco direito (CCD) e o ecocardiograma foram realizados no mesmo dia. A significância estatística foi definida como um valor de p bicaudal < 0,05.

Resultados:

Foram observadas correlações significativas entre a CPO invasiva e a CPO ecocardiográfica (r = 0,737, p < 0,001) e entre o PAPI invasivo e o PAPI ecocardiográfico (r = 0,604, p < 0,05). A LVOT-VTI apresentou correlação significativa com a CPO medida por cateter de artéria pulmonar (CAP) (r = 0,469, p < 0,01). A PAPI ecocardiográfica foi mensurável em apenas 16 pacientes. Uma análise de sensibilidade dos pacientes que receberam inotrópicos mostrou uma correlação ainda mais forte entre a CPO invasiva e a CPO ecocardiográfica (r = 0,812, p = 0,005).

Conclusão:

Em pacientes com ICFER, os parâmetros ecocardiográficos e hemodinâmicos invasivos apresentaram correlações significativas, particularmente a CPO, reforçando o potencial da ecocardiografia como uma alternativa para a avaliação hemodinâmica. No entanto, a baixa viabilidade da medição não invasiva da PAPI destaca limitações importantes nessa população.

  • ecocardiografia
  • Frequência Cardíaca
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Monitorização Hemodinâmica
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03/09/2026 DOI: 10.36660/abcimg.20260059
Sacubitril/Valsartana versus Enalapril ou Losartana em Doses Máximas na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida: Dados de Mundo Real
ABC
Artigo Original

Sacubitril/Valsartana versus Enalapril ou Losartana em Doses Máximas na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida: Dados de Mundo Real

Renato de Carvalho Barros et al. Vinícius C. Fiusa Gabrielle N. Tim Victoria T. V. Goulart … Caio Henrique M. Nascimento Gustavo T. de Moura Adriana J. B. A. Guimarães Sergio Henrique Rodolpho Ramalho Armindo Jreige Jr. Filipe A. Moura Luiz Sérgio Fernandes de Carvalho

Resumo

Fundamento:

Sacubitril/valsartana reduziu a mortalidade e as hospitalizações em pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) em comparação com enalapril em estudos clínicos pivotais. No entanto, os dados de mundo real sob doses otimizadas continuam limitados.

Objetivo:

Comparar os desfechos de pacientes com ICFEr tratados com sacubitril/valsartana versus enalapril ou losartana nas doses máximas recomendadas pelas diretrizes.

Métodos:

Analisamos dados de uma coorte observacional de insuficiência cardíaca (n = 2.314), incluindo pacientes atendidos entre agosto de 2010 e setembro de 2024 em seis hospitais públicos de uma grande área metropolitana. A análise primária incluiu 254 pacientes com ICFEr que receberam as doses máximas recomendadas pelas diretrizes dos medicamentos investigados. Uma análise de sensibilidade incluiu 452 pacientes que receberam quaisquer doses submáximas. O desfecho primário foi a combinação de hospitalização ou óbito. As diferenças basais foram ajustadas por meio do pareamento por escore de propensão. Foram considerados significativos valores de p < 0,05.

Resultados:

Entre 254 pacientes com ICFEr (idade média de 63,6 ± 12,3 anos, 61,4% do sexo masculino), 115 receberam sacubitril/valsartana 97/103 mg duas vezes ao dia, 33 enalapril 20 mg duas vezes ao dia e 106 losartana 100 mg ao dia. Durante um seguimento mediano de 23,9 meses (intervalo interquartil 11,9–41,1), ocorreram 70 eventos do desfecho primário (56 primeiras hospitalizações e 32 óbitos). Em comparação com doses equivalentes de enalapril ou losartana, sacubitril/valsartana não foi associado a reduções significativas na combinação de hospitalização ou mortalidade (odds ratio 0,650, intervalo de confiança de 95% 0,354–1,195, p = 0,165), mas foi associado à melhora do estado funcional (odds ratio 3,902, intervalo de confiança de 95% 1,745–8,726, p = 0,001).

Conclusão:

O presente estudo de mundo real não demonstrou reduções significativas de hospitalização ou mortalidade com sacubitril/valsartana em comparação a enalapril ou losartana nas doses máximas recomendadas pelas diretrizes; no entanto, sacubitril/valsartana foi associado à melhora da classe funcional.

  • Enalapril
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Valsartana
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10/08/2026 DOI: 10.36660/abc.20260069
Revisão Sistemática: Antagonistas dos Receptores de Mineralocorticoides na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada e Levemente Reduzida
ABC
Revisão

Revisão Sistemática: Antagonistas dos Receptores de Mineralocorticoides na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada e Levemente Reduzida

Marcus Vinicius Simões et al. Luiz Claudio Danzmann Sílvia Marinho Martins José Albuquerque de Figueiredo Neto … Fabiana G. Marcondes-Braga Ricardo Mourilhe-Rocha Denilson Campos de Albuquerque Mucio Tavares de Oliveira Jr Lidia Ana Zytynski Moura

Resumo

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) ou levemente reduzida (ICFElr) é uma condição prevalente associada à significativa morbidade e mortalidade em que os benefícios dos antagonistas dos receptores de mineralocorticoides (ARMs) ainda não são claros. Nosso objetivo foi desenvolver uma revisão sistemática sobre o uso de ARMs em pacientes com ICFEp ou ICFElr. Foi realizada uma revisão sistemática com metanálise, utilizando uma estratégia de busca ampla nas bases de dados MEDLINE, Embase e Cochrane Central Register of Controlled Trials (CENTRAL). Foram incluídos ensaios clínicos randomizados que avaliaram o uso de ARMs em pacientes com ICFEp, comparados a grupos controle. A qualidade da evidência e a força da recomendação foram avaliadas segundo a metodologia Grading of Recommendations Assessment, Development, and Evaluation (GRADE). Oito estudos foram incluídos. Não foram observadas diferenças estatisticamente significativas para os desfechos de mortalidade geral e mortalidade cardiovascular em comparação ao grupo controle para qualquer dos ARMs. Identificou-se benefício na redução do risco de hospitalização por insuficiência cardíaca (risco relativo: 0,87; intervalo de confiança de 95%: 0,79 a 0,96; certeza da evidência moderada) e piora da insuficiência cardíaca (risco relativo: 0,83; intervalo de confiança de 95%: 0,77 a 0,89; certeza da evidência alta). Os resultados da metanálise indicam significativo benefício dos ARMs, espironolactona ou finerenona, para redução de hospitalizações e eventos de piora da insuficiência cardíaca em pacientes com ICFEp ou ICFElr.

  • Antagonistas de Receptores de Mineralocorticoides
  • Insuficiência Cardíaca Diastólica
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Metanálise
  • Revisão Sistemática
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06/07/2026 DOI: 10.36660/abc.20250622
Estimulação do Sistema de Condução Versus Estimulação Biventricular na Insuficiência Cardíaca Crônica: Protocolo para a Análise Econômica do Estudo PhysioSync-HF
ABC
Artigo Original

Estimulação do Sistema de Condução Versus Estimulação Biventricular na Insuficiência Cardíaca Crônica: Protocolo para a Análise Econômica do Estudo PhysioSync-HF

Sérgio R. R. Decker et al. Ana Paula Beck da S Etges André Zimerman Fernanda D. Alves … Caique M. Ternes Juliana S. Santos Leandro Zimerman Luis Eduardo Rohde Alexander Dal Forno André d’Avila Dhruv S. Kazi Eduardo G. Bertoldi Carisi A. Polanczyk

Resumo

Fundamento

A estimulação do sistema de condução (ESC) surgiu como uma alternativa à estimulação biventricular (EBV) para terapia de ressincronização cardíaca (TRC), com potenciais benefícios clínicos e menores custos. O PhysioSync-HF é um estudo multicêntrico e randomizado que compara essas estratégias sob as perspectivas clínica e econômica em pacientes com insuficiência cardíaca e fração de ejeção reduzida (ICFER).

Objetivo

Descrever a justificativa e o desenho da avaliação econômica baseada em ensaio clínico incorporada ao estudo PhysioSync-HF.

Métodos

O estudo PhysioSync-HF incluiu 179 pacientes com seguimento de 1 ano. Os dados de custo do procedimento serão coletados utilizando a abordagem de custeio baseado em atividades e tempo. Os custos associados ao dispositivo, eventos clínicos adversos e cuidados ambulatoriais durante o seguimento serão estimados por meio de métodos de contabilidade baseados em recursos consumidos. Métodos apropriados serão empregados para tratar dados ausentes, e as análises estatísticas considerarão a distribuição assimétrica das variáveis de custo.

Resultados

O desfecho econômico primário é a diferença entre os grupos no custo médico direto total por paciente ao longo de 1 ano de seguimento (ESC vs. EBV). Os desfechos secundários incluem a decomposição dos custos diretos em componentes e uma análise de impacto orçamentário que estima o efeito anual no sistema de saúde brasileiro se todos os pacientes elegíveis recebessem ESC em vez de EBV.

Conclusão

Aproveitando um ensaio cardiovascular multicêntrico para mensurar os custos da ESC em comparação à EBV, esta avaliação econômica busca identificar oportunidades de redução de custos que possam ampliar o acesso com equidade à TRC para indivíduos com ICFER no Brasil, além de fornecer informações relevantes para outros sistemas de saúde no mundo.

Registro do Ensaio

NCT05572736.

  • Custos de Cuidados de Saúde
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Terapia de Ressincronização Cardíaca
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27/02/2026 DOI: 10.36660/abc.20250254 Views 3
Figura Central
ABCHF
Artigo Original

Efeito do Sacubitril/Valsartana na Redução da Mortalidade em Pacientes Submetidos à Terapia de Ressincronização Cardíaca: SALVA-CRT

Luiz Carlos Santana Passos et al. William Carvalho Jackson Pedro Barros-Pereira Clara Salles Figueiredo … Gabriela Pio Dourado Fernanda Pinheiro Martin Tapioca Caio Rebouças Fonseca Cafezeiro

Resumo

Fundamento

A terapia de ressincronização cardíaca (TRC) é indicada para pacientes com insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) em uso de terapia tríplice convencional (TTC). Embora o sacubitril/valsartana (S/V) seja um componente fundamental da terapia tríplice moderna (TTM) para ICFEr, sua eficácia em pacientes submetidos ao implante de TRC ainda não foi adequadamente avaliada.

Objetivo

Comparar a mortalidade por todas as causas entre pacientes submetidos à TRC em uso de TTC e aqueles em uso de TTM, com seguimento mínimo de 1 ano.

Métodos

Estudo de coorte observacional e prospectivo com pacientes submetidos ao primeiro implante de TRC. Foram incluídos pacientes com fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) ≤ 35% e bloqueio de ramo com QRS ≥ 150 ms, em uso prévio de TTC ou TTM. Foram excluídos os pacientes que descontinuaram qualquer medicação, que iniciaram uso de Inibidor do cotransportador sódio-glicose tipo 2 (iSGLT2) ou que migraram entre TTC e TTM durante o seguimento. As análises estatísticas incluíram o teste t de Student não pareado, com significância estabelecida para p < 0,05. A regressão de Cox foi aplicada para variáveis com possível associação com o desfecho (p < 0,1).

Resultados

Entre 2017 e 2022, foram realizados 425 implantes de TRC; desses, 58 (13,6%) pacientes foram excluídos. Dos 367 analisados, 286 (78%) estavam em uso de TTC e 81 (22%) em TTM. A média de idade da amostra foi de 61 anos (±12); a FEVE média foi de 26% (±6), sendo a doença de Chagas a etiologia mais prevalente (34,3%). O tempo médio de seguimento foi de 58 meses (±8), com mortalidade por todas as causas de 62 pacientes (16,9%): 59 (21%) no grupo TTC e 3 (3,7%) no grupo TTM. A HR para o grupo TTC foi de 1,27 (IC 95% 1,17-1,39) e para o grupo TTM, de 0,18 (IC 95% 0,06-0,58). Na análise multivariada, o uso de TTC foi o único preditor independente de mortalidade (HR 5,83; IC 95% 1,81-18,70; p = 0,003).

Conclusão

O uso da TTM, incluindo S/V, reduziu significativamente o risco de mortalidade por todas as causas em pacientes submetidos ao implante de TRC.

  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Mortalidade
  • Terapia de Ressincronização Cardíaca
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15/12/2025 DOI: 10.36660/abchf.20250003 Views 1
ABC
Editorial

Um Passo à Frente na Avaliação da Força de Preensão Manual na Insuficiência Cardíaca

Evandro José Cesarino et al. Marildes Luiza de Castro Regina Célia Garcia de Andrade Carolina Baraldi Araujo Restini

Importância da força de preensão manual na IC

A FPM é uma medida simples e não invasiva da força muscular, correlacionando-se com a condição física e considerada um marcador prognóstico na IC., Uma revisão sistemática de 7.350 pacientes com IC revelou que uma redução de 1 kg na FPM aumenta o risco de mortalidade em 8% (RR 1,08, IC 95% 1,05–1,11). Ao contrário de medidas complexas, como o teste de exercício cardiopulmonar, a FPM é de baixo custo, acessível e viável em todos os cenários clínicos, tornando-se uma ferramenta direta para avaliar a fragilidade e orientar a reabilitação., No entanto, as equações de referência de FPM existentes são derivadas principalmente de populações saudáveis, falhando em levar em conta fatores específicos da IC, como débito cardíaco (DC) reduzido e atrofia muscular, levando a conclusões imprecisas. O desenvolvimento do manuscrito de uma equação de FPM específica para IC representa um avanço oportuno.

[…]

  • Força da Mão
  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Cardíaca Diastólica
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Valores de Referência
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14/11/2025 DOI: 10.36660/abc.20250579
Figura Central
ABCHF
Review Article

O Uso de Inibidores do Cotransportador Sódio-Glicose 2 (ISGLT2) nos Pacientes com Fração de Ejeção Reduzida: Uma Revisão Integrativa

Irving Gabriel Araújo Bispo et al. Guilherme Martins Chaves Mariana Gonçalves Fernandes Larissa Hiromi Yamamoto Giulia Amorim Almeida

Resumo

A insuficiência cardíaca (IC) é caracterizada como uma síndrome clínica composta por diferentes etiologias. A IC pode ser classificada de acordo com a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) em insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp) e insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr). Estudos demonstram que os inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (ISGLT2) podem colaborar com o tratamento da IC. Realizar um levantamento bibliográfico como revisão integrativa qualitativa sobre a utilização dos inibidores de SGLT2 no tratamento da IC. Trata-se de um estudo realizado por meio da elaboração de uma revisão integrativa da literatura. Foram selecionados artigos das bases de dados PubMed, SciELO, LILACS e Cochrane Library, publicados nos últimos 5 anos, sendo utilizados os seguintes descritores: “diabetes mellitus”, “insuficiência cardíaca”, “insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida” e “inibidores do transportador 2 de sódio-glicose”. Foram encontrados 1.504 artigos publicados nas plataformas PubMed, SciELO, Cochrane Library e LILACS. Após análise conforme os critérios de inclusão e exclusão, leitura dos resumos ou texto na íntegra e exclusão de artigos duplicados, foram selecionados 17 trabalhos. Nos últimos cinco anos, houve uma escassez de estudos conclusivos sobre o uso de inibidores do cotransportador sódio-glicose 2 (ISGLT2). Estudos como o DAPA-HF evidenciaram que a dapagliflozina reduz hospitalizações e mortes cardiovasculares em pacientes com IC, independentemente de seu status glicêmico. Recentes diretrizes já incorporam os ISGLT2 para o tratamento da ICFER devido às fortes evidências científicas.

  • Diabetes mellitus
  • Inibidores do Transportador 2 de Sódio-Glicose
  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
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01/04/2025 DOI: 10.36660/abchf.20240048i
ABC
Editorial

Insuficiência Cardíaca no Brasil: Como Podemos Melhorar sua História Natural?

Filipe Ferrari et al. Arthur Proença Rossi Igor Rafael Miranda Ferreira Santander

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome complexa, com altas taxas de morbidade e mortalidade em todo o mundo., Apesar dos esforços significativos, incluindo vários ensaios clínicos recentes envolvendo dezenas de milhares de pacientes e diversas terapias farmacológicas,– reduzir a carga da IC continua sendo um desafio.

Em 2021, dados epidemiológicos estimaram que aproximadamente 57 milhões de pessoas foram afetadas por IC globalmente, e sua prevalência está projetada para aumentar em 34% nas próximas décadas. Pacientes hospitalizados devido ao agravamento da IC estão entre os grupos de maior risco, enfrentando taxas elevadas de readmissão e mortalidade, particularmente durante o período vulnerável logo após a alta. O fardo econômico da IC também é significativo; até 2030, os custos relacionados à IC nos EUA estão projetados para exceder US$ 70 bilhões anualmente.

[…]

  • Brasil
  • Insuficiência Cardíaca
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
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02/12/2024 DOI: 10.36660/abc.20240644
Associação do Valor Pan-Imune-Inflamatório com Desfechos de Longo Prazo na Insuficiência Cardíaca Agudamente Descompensada
ABC
Artigo Original

Associação do Valor Pan-Imune-Inflamatório com Desfechos de Longo Prazo na Insuficiência Cardíaca Agudamente Descompensada

Bektas Murat et al. Selda Murat Mehmet Eren Altınbas Halit Emre Yalvac … Fatih Enes Durmaz Kadir Ugur Mert Yüksel Cavusoglu

Resumo

Fundamento

Embora tenha havido melhorias significativas no tratamento da insuficiência cardíaca (IC) nas últimas décadas, seu prognóstico permanece desfavorável. Embora existam muitos biomarcadores que podem ajudar a prever o prognóstico de pacientes com IC, há necessidade de biomarcadores mais simples, menos dispendiosos e mais facilmente disponíveis.

Objetivo

Avaliar o valor preditivo do valor pan-imune-inflamatório (PIV, do inglês pan-immune-inflammation value) em pacientes com IC agudamente descompensada.

Métodos

Analisamos 409 pacientes com IC com fração de ejeção reduzida internados por IC aguda descompensada. Os pacientes foram divididos em 3 grupos de acordo com os tercis de PIV: tercil 1 (PIV < 357,25), tercil 2 (PIV ≥ 357,25 e < 834,55) e tercil 3 (PIV ≥ 834,55). Foram considerados estatisticamente significativos valores de p < 0,05. Curvas de Kaplan-Meier e modelos de regressão de riscos proporcionais de Cox foram utilizados para avaliar a associação entre PIV e mortalidade por todas as causas. O desfecho primário foi mortalidade por todas as causas em 5 anos, e o desfecho secundário compreendeu a mortalidade por todas as causas intra-hospitalar em 30 dias, em 180 dias e em 1 ano

Resultados

Mostramos que valores mais elevados de PIV estavam associados a desfechos primários e secundários. A curva de Kaplan-Meier mostrou que pacientes com valores mais elevados de PIV apresentaram risco aumentado de mortalidade por todas as causas em curto e longo prazo (log-rank p < 0,001). Na análise multivariada, o PIV foi identificado como um preditor independente de mortalidade por todas as causas em longo prazo em pacientes com IC aguda descompensada, e observamos um aumento de 1,96 vezes no risco de um evento (razão de chances: 1,96; intervalo de confiança de 95%: 1,330 a 2,908; p = 0,001).

Conclusões

Nosso estudo mostrou que o novo biomarcador PIV pode ser usado como preditor de prognóstico em pacientes com IC aguda descompensada.

  • Biomarcadores
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Mortalidade
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15/07/2024 DOI: 10.36660/abc.20230817
ABC
Editorial

Avaliação de Risco em Insuficiência Cardíaca: Abrangente é Sempre Melhor!

Miguel Mendes

A avaliação de risco na insuficiência cardíaca (IC) é muito desafiadora, abrangendo muitos dados, como classe NYHA, história clínica, comorbidades, parâmetros de testes clínicos, marcadores bioquímicos, adesão e tolerância aos medicamentos recomendados pelas diretrizes. ,

A avaliação do risco é fundamental na IC avançada para apoiar a decisão de fornecer a terapia mais adequada para um determinado paciente, desde o transplante cardíaco até o DAVi de longa duração ou cuidados paliativos. –

[…]

  • Clasiificação de Weber
  • Classificação/New York Heart Association
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Medição de Risco /métodos
  • Teste de Esforço Cardiopulmonar/métodos
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22/12/2023 DOI: 10.36660/abc.20230760
Figura 1
ABC
Revisão

Deficiência de Ferro na Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida: Fisiopatologia, Diagnóstico e Tratamento

Guilherme Augusto Reissig Pereira et al. Luís Beck-da-Silva

Resumo

A deficiência de ferro (DF) ou ferropenia é uma importante comorbidade na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER) estável, e muito prevalente tanto nos anêmicos como não anêmicos. A ferropenia na ICFER deve ser pesquisada por meio da coleta de saturação de transferrina e ferritina. Há dois tipos de ferropenia na IC: absoluta, em que as reservas de ferro estão depletadas; e funcional, onde o suprimento de ferro é inadequado apesar das reservas normais. A ferropenia está associada com pior classe funcional e maior risco de morte em pacientes com ICFER, e evidências científicas apontam melhora de sintomas e de qualidade de vida desses pacientes com tratamento com ferro parenteral na forma de carboximaltose férrica. O ferro exerce funções imprescindíveis como o transporte (hemoglobina) e armazenamento (mioglobina) de oxigênio, além de ser fundamental para o funcionamento das mitocôndrias, constituídas de proteínas à base de ferro, e local de geração de energia na cadeia respiratória pelo metabolismo oxidativo. A geração insuficiente e utilização anormal de ferro nas células musculares esquelética e cardíaca contribuem para a fisiopatologia da IC. A presente revisão tem o objetivo de aprofundar o conhecimento a respeito da fisiopatologia da ferropenia na ICFER, abordar as ferramentas disponíveis para o diagnóstico e discutir sobre a evidência científica existente de reposição de ferro.

  • Deficiência de ferro
  • Ferro
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
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18/03/2022 DOI: 10.36660/abc.20201257
ABC
Editorial

Strain Longitudinal Global ou Medida da Fração de Ejeção: Qual Método Estratifica Melhor os Pacientes com Insuficiência Cardíaca?

Filipe Ferrari et al. Willian Roberto Menegazzo

A insuficiência cardíaca (IC) é uma síndrome complexa, de mau prognóstico e com estigma de alta mortalidade. A prevalência atual estimada nos Estados Unidos é de seis milhões de casos, com uma incidência prevista de mais dois milhões de pacientes até 2030. No Brasil, especificamente, ocorreram mais de 26 mil mortes por IC em 2012, com aproximadamente 230 mil internações sendo atribuídas a essa doença.

Os principais sintomas da IC incluem dispneia progressiva, fadiga, intolerância ao esforço físico e sinais de sobrecarga volêmica, gerando redução na capacidade funcional e qualidade de vida dos pacientes e aumentando consideravelmente o risco de morbimortalidade. Nesse sentido, não é raro que o consumo de oxigênio de pico (maxVO2) seja, em média, aproximadamente 50% menor em pacientes com IC quando comparados a indivíduos saudáveis pareados por variáveis como idade e sexo. Por sua vez, o teste de exercício cardiopulmonar (TECP) é um método amplamente utilizado e confiável nesse cenário, com papel consistente na estratificação de risco de pacientes com IC e com diversas variáveis obtidas com valor prognóstico consolidado. O maxVO2 é um importante marcador de mortalidade em 1 ano, superando a fração de ejeção e a pressão capilar pulmonar; sendo utilizado como Classe I para definição de candidatura para transplante cardíaco. Outros marcadores prognósticos obtidos do TECP, como a medida da eficiência ventilatória através da inclinação VE/VCO2, a presença de ventilação periódica, inclinação da eficiência de captação do oxigênio (OUES), a recuperação da frequência cardíaca no primeiro minuto, a competência cronotrópica e a pressão parcial de dióxido de carbono no repouso (PetCO2) se mostraram marcadores prognósticos importantes nesta população.,

[…]

  • Contração Miocárdica
  • Distensão
  • Ecocardiografia/ métodos
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Miocárdio Atordoado
  • Volume sistólico
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02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190151
Determinantes prognósticos de pacientes com insuficiência cardíaca sistólica crônica secundária à hipertensão arterial sistêmica
ABC
Artigo Original

Determinantes prognósticos de pacientes com insuficiência cardíaca sistólica crônica secundária à hipertensão arterial sistêmica

Dalva M.S. Rolande et al. João Paulo Fantini Augusto Cardinalli Neto José A. Cordeiro Reinaldo B. Bestetti

FUNDAMENTO: A Hipertensão Arterial Sistêmica (HAS) é importante causa de Insuficiência Cardíaca sistólica Crônica (ICC) em países em desenvolvimento. Seria necessário conhecerem-se os fatores de predição de mortalidade para pacientes com essa condição clínica para melhor tratamento científico. OBJETIVO: Determinar os fatores de risco de mortalidade geral em pacientes com ICC secundária à HAS na era moderna do tratamento da ICC por disfunção sistólica do ventrículo esquerdo. MÉTODOS: Todos os pacientes rotineira e prospectivamente tratados na Clínica de Cardiomiopatia em nossa instituição de janeiro de 2000 a abril de 2008 com o diagnóstico de ICC secundária à HAS foram selecionados para o estudo. O modelo de riscos proporcionais de Cox foi utilizado para o estabelecimento de fatores de predição independentes de mortalidade geral. RESULTADOS: Cento e trinta pacientes foram estudados; 74 (57%) eram homens. Trinta e um (24%) pacientes faleceram; cinco (4%) submeteram-se a transplante cardíaco; e 94 (72%) estavam vivos ao final do estudo. A probabilidade de sobrevivência aos 12, 24, 36, 48 e 60 meses foi de 96%, 93%, 84%, 79% e 76%, respectivamente. Idade (Razão de Riscos = 1,05, Intervalo de Confiança 95% de 1,01 a 1,08, p = 0,01), dimensão diastólica do ventrículo esquerdo (Razão de Riscos = 1,08; Intervalo de Confiança 95% de 1,02 a 1,09; p = 0,003) e terapia com betabloqueador (Razão de Riscos = 0,41; Intervalo de Confiança 95% de 0,19 a 0,86; p = 0,02) foram os fatores de predição independentes de mortalidade geral. CONCLUSÃO: Idade, dimensão diastólica do ventrículo esquerdo e não uso de betabloqueador são fatores de predição independentes de mortalidade geral em pacientes com ICC sistólica secundária à HAS na população estudada.

  • Hipertensão
  • Insuficiência Cardíaca Sistólica
  • Prognóstico
  • Remodelação Ventricular
  • Sobrevivência
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15/12/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000123

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