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  2. Palavra-chave: Choque
Figura 1
ABC
Artigo Original

Discordância entre Diretrizes Internacionais sobre Critérios de Prevenção Primária de Morte Súbita na Cardiomiopatia Hipertrófica

Beatriz Piva e Mattos et al. Fernando Luís Scolari Henrique Iahnke Garbin

Resumo

Fundamento

A estratificação de risco para morte súbita (MS) na cardiomiopatia hipertrófica (CMH) baseia-se em algoritmos distintos propostos pela diretriz norte-americana, ACCF/AHA 2011 e europeia, ESC 2014.

Objetivo

Analisar o modelo ESC 2014 na determinação do risco de MS e indicação de cardiodesfibrilador implantável (CDI) em prevenção primária na CMH por meio de confrontação com a normativa norte-americana.

Métodos

Foi avaliada uma coorte de pacientes com CMH, calculado o escore ESC HCM-Risk-SCD e analisada a concordância dos critérios de indicação de CDI entre as duas diretrizes pelo coeficiente de Kappa. O nível de significância adotado nas análises estatísticas foi de 5%.

Resultados

Em 90 pacientes consecutivos, seguidos por 6±3 anos, o escore calculado foi de 3,2±2,5%. Os preditores que mais contribuíram para o cálculo nas faixas de baixo (1,88% [1,42-2,67]), médio (5,17% [4,89-5,70]) e alto risco (7,82% [7,06-9,19]) foram espessura parietal máxima do ventrículo esquerdo (1,60% [1,25-2,02] ; 3,20% [3,18-3,36] ; 4,46% [4,07-5,09]), diâmetro do átrio esquerdo (0,97% [0,83-1,21]; 1,86% [1,67-2,40]; 2,48% [2,21-3,51]) e idade (-0,91% [0,8-1,13]; -1,90% [1,12-2,03]; -2,34% [1,49-2,73]). O modelo europeu reduziu as recomendações de CDI em 32 (36%) pacientes. Entre os 43 (48%) em classe IIa pela ACCF/AHA , 8 (18%) migraram para IIb e 24 (56%) para III. Baixa concordância foi identificada entre as duas sistematizações, Kappa = 0,355, p = 0,0001. Dos 8 (9%) pacientes com MS ou choque apropriado, 4 (50%) atingiram indicação IIa pela ACCF/AHA , mas nenhum pela ESC .

Conclusão

Baixa concordância foi identificada entre as diretrizes analisadas. O novo modelo reduziu as indicações de CDI, notadamente em classe IIa, mas deixou desprotegida a totalidade de pacientes com MS ou choque apropriado. (Arq Bras Cardiol. 2020; 115(2):197-204)

  • Arritmias Cardíacas
  • Cardiomiopatia hipertrófica / genética
  • Choque
  • Desfibriladores Implantáveis
  • Estudos de Coortes
  • Hereditariedade
  • Morte Súbita Cardíaca
  • Síncope
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28/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20190161 Visualizações 3
Choques inapropriados em portadores de CDI VR versus DR: meta-análise de ensaios clínicos randomizados
ABC
Artigo Original

Choques inapropriados em portadores de CDI VR versus DR: meta-análise de ensaios clínicos randomizados

Juliana Gonçalves et al. Telmo Pereira

FUNDAMENTO: Apesar da evolução tecnológica do cardiodesfibrilador implantável, uma das questões que permanece em aberto é sobre o eventual benefício do cardiodesfibrilador implantável de dupla câmara comparativamente ao de câmara única, para diminuir os choques inapropriados. OBJETIVO: Avaliar, em pacientes com cardiodesfibrilador implantável, qual é o tipo de dispositivo que proporciona menor número de choques inapropriados (câmara dupla versus câmara única). MÉTODOS: Meta-análise da literatura publicada, de estudos randomizados, comparando cardiodesfibrilador implantável de câmara dupla ao de câmara única, que tenham, como endpoint avaliado, a ocorrência de choques inapropriados. RESULTADOS: O cardiodesfibrilador implantável de câmara dupla não mostrou benefícios na redução do número de pacientes com choques inapropriados. Pelo contrário, na análise de efeitos fixos, a associação foi tendencialmente favorável ao cardiodesfibrilador implantável de câmara única (OR = 1,53; IC95%: 0,91-2,57), não obstante a ausência de significado estatístico (p = 0,11). Merece destaque a heterogenia observada nos resultados (I2 = 53%), o que motivou a replicação da análise utilizando um modelo de efeitos aleatórios. No entanto, as diferenças significativas permaneceram na ocorrência de choques inapropriados em ambos os grupos (OR = 1,1; IC95%: 0,37-3,31; p = 0,86). Para complementar a análise, procedeu-se à análise de sensibilidade, na qual se verificou que a exclusão de um estudo resultava na mais baixa heterogenia observada (I2=24%) e na associação com os choques inapropriados significativamente favorável ao cardiodesfibrilador de câmara única (OR = 1,91; IC95%: 1,09-3,37; p = 0,27). CONCLUSÕES: Verificou-se a não existência de evidência clara de superioridade de qualquer um dos dispositivos avaliados.

  • Choque
  • Desfibriladores Implantáveis
  • Metanálise
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02/07/2013 DOI: 10.5935/abc.20130125 Visualizações 2
Caso 05/12: mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente
ABC
Correlação Clínico-Radiográfica

Caso 05/12: mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente

Fernanda Marinho Mangione et al. Thiago Nunes Pereira Leite Paulo Sampaio Gutierrez

CORRELAÇÃO ANATOMOCLÍNICA

Caso 05/12 – mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente

[…]

  • Aneurisma Aórtico
  • Choque
  • Fibrilação Atrial
  • Hipertensão
  • Parada cardíaca
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22/11/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012001400015
ABC
Artigo Original

Influência da pressão expiratória final positiva (PEEP) e da função renal sobre o nível de peptídeo natriurético tipo B em pacientes com sepse grave e choque séptico

Victor Sarli Issa et al. Leandro Utino Taniguchi Marcelo Park Luiz Monteiro Cruz … Edimar Alcides Bocchi Irineu Tadeu Velasco Francisco Soriano

FUNDAMENTO: Disfunção miocárdica é uma complicação associada com pior prognóstico em pacientes sépticos. Existe um grande interesse em descobrir um marcador biológico da função cardíaca com valor prognóstico em pacientes sépticos. OBJETIVO: Procuramos determinar os níveis de peptídeo natriurético tipo B em pacientes com sepse grave e choque séptico. MÉTODOS: Realizamos um estudo prospectivo em pacientes com sepse grave/choque séptico internados na unidade de terapia intensiva de um hospital universitário. Determinamos os níveis de peptídeo natriurético tipo B nas primeiras 24 horas após o diagnóstico de sepse grave/choque séptico. Analisamos a taxa de mortalidade e a existência de correlação entre o peptídeo natriurético tipo B e variáveis clínicas, hemodinâmicas e respiratórias. RESULTADOS: Vinte e três pacientes (9 mulheres e 14 homens) com idades entre 20 e 79 anos (média de 51,3±18,6) e índice APACHE 22,6±11,8 foram incluídos no estudo; 15 pacientes (65,2%) foram monitorados com cateter de artéria pulmonar e 20 (87%) foram submetidos à ventilação mecânica. A análise multivariada revelou que o peptídeo natriurético tipo B estava inversamente relacionado com a pressão expiratória final positiva e diretamente relacionado com a creatinina (beta 0,548 e 0,377, p 0,02 e 0,002, respectivamente), mas não com mortalidade ou com parâmetros clínicos e hemodinâmicos. CONCLUSÃO: Este é o primeiro relato de relação inversa entre os níveis de BNP e a pressão expiratória final positiva em pacientes com sepse grave e choque séptico. Nesses casos, o BNP e o nível de creatinina devem ser levados em consideração na análise dos níveis de peptídeo natriurético tipo B.

  • Baixo Débito cardíaco
  • Choque
  • Peptídeo Natriurético-Tipo B
  • respiração com pressão positiva
  • Sepse
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11/08/2008 DOI: 10.1590/S0066-782X2008001400008 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mattos BP, Scolari FL, Garbin HI. Discordância entre Diretrizes Internacionais sobre Critérios de Prevenção Primária de Morte Súbita na Cardiomiopatia Hipertrófica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(2):197-204.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mattos, Beatriz Piva e; Scolari, Fernando Luís; Garbin, Henrique Iahnke. Discordância entre Diretrizes Internacionais sobre Critérios de Prevenção Primária de Morte Súbita na Cardiomiopatia Hipertrófica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 2, p. 197-204, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mattos, B. P. , Scolari, F. L., & Garbin, H. I. (2020). Discordância entre Diretrizes Internacionais sobre Critérios de Prevenção Primária de Morte Súbita na Cardiomiopatia Hipertrófica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(2), 197-204.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mattos, Beatriz Piva e and Scolari, Fernando Luís and Garbin, Henrique Iahnke. Discordância entre Diretrizes Internacionais sobre Critérios de Prevenção Primária de Morte Súbita na Cardiomiopatia Hipertrófica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 197-204. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/discordancia-entre-diretrizes-internacionais-sobre-criterios-de-prevencao-primaria-de-morte-subita-na-cardiomiopatia-hipertrofica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Gonçalves J, Pereira T. Choques inapropriados em portadores de CDI VR versus DR: meta-análise de ensaios clínicos randomizados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2013;101(2):141-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gonçalves, Juliana; Pereira, Telmo. Choques inapropriados em portadores de CDI VR versus DR: meta-análise de ensaios clínicos randomizados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 101, n. 2, p. 141-148, jul. 2013.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gonçalves, J., & Pereira, T. (2013). Choques inapropriados em portadores de CDI VR versus DR: meta-análise de ensaios clínicos randomizados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 101(2), 141-148.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gonçalves, Juliana and Pereira, Telmo. Choques inapropriados em portadores de CDI VR versus DR: meta-análise de ensaios clínicos randomizados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2013, vol. 101, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 141-148. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/choques-inapropriados-em-portadores-de-cdi-vr-versus-dr-meta-analise-de-ensaios-clinicos-randomizados/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mangione FM, Leite TNP, Gutierrez PS. Caso 05/12: mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;99(5):153-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mangione, Fernanda Marinho; Leite, Thiago Nunes Pereira; Gutierrez, Paulo Sampaio. Caso 05/12: mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 99, n. 5, p. 153-158, nov. 2012.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mangione, F. M., Leite, T. N. P., & Gutierrez, P. S. (2012). Caso 05/12: mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 99(5), 153-158.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mangione, Fernanda Marinho and Leite, Thiago Nunes Pereira and Gutierrez, Paulo Sampaio. Caso 05/12: mulher de 67 anos portadora de hipertensão arterial e fibrilação atrial com choque seguido de parada cardíaca sem pulso dois meses após cirurgia para correção de aneurisma de aorta ascendente. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, vol. 99, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 153-158. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/caso-05-12-mulher-de-67-anos-portadora-de-hipertensao-arterial-e-fibrilacao-atrial-com-choque-seguido-de-parada-cardiaca-sem-pulso-dois-meses-apos-cirurgia-para-correcao-de-aneurisma-de-aorta-ascende/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Issa VS, Taniguchi LU, Park M, Cruz LM, Bocchi EA, Velasco IT, Soriano F, et al. Influência da pressão expiratória final positiva (PEEP) e da função renal sobre o nível de peptídeo natriurético tipo B em pacientes com sepse grave e choque séptico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2008;91(2):119-25.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Issa, Victor Sarli; Taniguchi, Leandro Utino; Park, Marcelo; Cruz, Luiz Monteiro; Bocchi, Edimar Alcides; Velasco, Irineu Tadeu; Soriano, Francisco. Influência da pressão expiratória final positiva (PEEP) e da função renal sobre o nível de peptídeo natriurético tipo B em pacientes com sepse grave e choque séptico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 91, n. 2, p. 119-125, ago. 2008.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Issa, V. S., Taniguchi, L. U., Park, M., Cruz, L. M., Bocchi, E. A., Velasco, I. T., & Soriano, F. (2008). Influência da pressão expiratória final positiva (PEEP) e da função renal sobre o nível de peptídeo natriurético tipo B em pacientes com sepse grave e choque séptico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 91(2), 119-125.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Issa, Victor Sarli and Taniguchi, Leandro Utino and Park, Marcelo and Cruz, Luiz Monteiro and Bocchi, Edimar Alcides and Velasco, Irineu Tadeu and Soriano, Francisco. Influência da pressão expiratória final positiva (PEEP) e da função renal sobre o nível de peptídeo natriurético tipo B em pacientes com sepse grave e choque séptico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2008, vol. 91, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 119-125. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/influencia-da-pressao-expiratoria-final-positiva-peep-e-da-funcao-renal-sobre-o-nivel-de-peptideo-natriuretico-tipo-b-em-pacientes-com-sepse-grave-e-choque-septico/>. ISSN 0066-782X

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