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  2. Palavra-chave: Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
ABC
Editorial

Estatinas na Gestação – Novas Recomendações do Food and Drug Administration

Marcio Sommer Bittencourt

O Food and Drug Administration (FDA), orgão responsável pelo controle de segurança e eficácia de medicações nos Estados Unidos, tradicionalmente utiliza uma classificação do nível de risco para o uso de medicações durante a gestação. Nesta classificação, as estatinas eram consideradas da categoria X, o que indica um risco demonstrado de anormalidades fetais acima do benefício do seu uso. No entanto, em julho de 2021, o FDA retirou esta recomendação.

Antes da mudança, a recomendação americana era de que as estatinas fossem suspensas desde o início das tentativas de concepção até o término do aleitamento materno. A presente mudança tem embasamento científico adequado. A recomendação prévia de risco fetal associado ao uso de estatinas vem de literatura de estudos experimentais em animais com doses muito mais altas que as utilizadas em humanos. Já estudos mais recentes e com dados em humanos não demonstram o mesmo risco identificado nos estudos experimentais. Em um estudo observacional recente o uso de estatinas não se associou a maior risco de malformações fetais. No entanto, seu uso associou-se a baixo peso ao nascer e parto prematuro. Ainda, uma metánalise de 5 estudos de coorte publicada recentemente corroborou tais achados. É importante destacar que o uso de estatinas está associado a maior número de comorbidades que podem levar a baixo peso ao nascer ou parto prematuro. Logo, é possível que estas complicações estejam associadas a comorbidades e não ao uso de estatinas.

[…]

  • Dislipidemias
  • Gestação
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
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11/07/2022 DOI: 10.36660/abc.20220413
ABC
Editorial

Uso de Estatina Associado ao Treinamento Físico: Uma Combinação Perfeita

Stephanie Bastos da Motta et al. Vanessa Caroline Toledes Leandro Franzoni

A dislipidemia e a síndrome metabólica crescem exponencialmente nos últimos anos, inclusive em crianças, principalmente pela baixa qualidade da alimentação e pelo elevado nível de sedentarismo populacional.– Essas duas doenças são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A redução da lipoproteína de baixa densidade (LDL), bem como do colesterol total (CT) e da relação CT pela lipoproteína de alta densidade (HDL – CT/HDL) são as principais formas de prevenção cardiometabólica. O uso de estatinas é considerado tratamento padrão, sendo a medida farmacológica mais eficaz para melhorar o perfil lipídico. No entanto, existem alternativas não farmacológicas que também são eficazes, sendo uma delas o exercício físico.

Diferentes evidências trazem a importância da adesão ao treinamento físico regular como forma de prevenção primária ou secundária no desenvolvimento ou agravamento de doenças cardiometabólicas.– No entanto, ainda não há um consenso sobre o efeito da combinação entre o uso de estatinas com o treinamento físico, duas poderosas ferramentas que, combinadas, podem promover um impacto ainda maior no perfil lipídico. Foi o que Costa et al. fizeram nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, analisando a influência do uso de sinvastatina nas adaptações lipídicas decorrentes do treinamento aeróbico e de força em meio aquático em mulheres idosas com dislipidemia. Para tal, foram analisadas 69 mulheres idosas (66,13±5,13 anos), sedentárias, dislipidêmicas, tanto não usuárias quanto usuárias de sinvastatina (20 mg e 40 mg).

[…]

  • Dislipidemias/prevenção e controle
  • Esportes
  • Exercício
  • Fatores de risco
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • natação
  • Síndrome X Metabólica
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06/09/2021 DOI: 10.36660/abc.20210509 Visualizações 2
ABC
Editorial

Uso de Estatinas e Hipercolesterolemia: Estão sendo Seguidas as Recomendações das Diretrizes Atuais?

Renato Jorge Alves

Apesar dos avanços no tratamento das doenças cardiovasculares, o infarto agudo do miocárdio e o acidente vascular cerebral ainda são as principais causas de morte em todo o mundo.

A prevenção da doença aterosclerótica coronariana (DAC), representada pelo tratamento do colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-c), é uma das principais alternativas para aumentar a sobrevida de pacientes com fatores de risco cardiovascular. Estudos de caso-controle, observacionais e genéticos confirmam a importância do nível elevado de colesterol como um dos principais fatores de risco modificáveis para doenças cardiovasculares, especialmente para DAC e acidente vascular cerebral isquêmico. A redução do LDL-c ao longo da vida tem sido associada a um menor risco de desenvolver DAC. Parece haver uma relação causal entre o LDL-c e a DAC, que é contínua e depende da magnitude da redução do LDL-c.–

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  • Acidente Vascular Cerebral
  • Aterosclerose
  • Doenças Cardiovasculares
  • Fatores de risco
  • Hospitais Públicos
  • Hospitalização
  • Infarto Do Miocárdio
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Mortalidade
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16/04/2021 DOI: 10.36660/abc.20210089 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Carta Científica

Estatinas e COVID-19: Suspender ou não Suspender? Eis a Questão!

Filipe Ferrari et al. Raul D. Santos

Introdução

Em meio a tantas incertezas que permeiam a nova doença de coronavírus 2019 (COVID-19), as evidências relacionando a presença de dislipidemia à gravidade da doença e às consequentes implicações prognósticas ainda são escassas. Em maio de 2020, um estudo chinês retrospectivo investigou a associação entre as mudanças nos níveis de colesterol e o prognóstico em aproximadamente 600 pacientes com COVID-19, pareados por idade e sexo com controles saudáveis. Primeiramente, observou-se que os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e colesterol total foram significativamente mais baixos em pacientes com COVID-19. Em segundo lugar, houve uma tendência para os níveis de LDL-C e de colesterol total diminuirem à medida que a gravidade da infecção aumentava (leve, grave e crítica, respectivamente). No mesmo estudo, os níveis de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) também diminuíram em casos graves. Foram observados dados parecidos por Fan et al.,onde os níveis de LDL-C foram inversamente associados à gravidade da COVID-19. Esses dados sugeriram uma possível relação entre níveis baixos de colesterol e piora da infecção por COVID-19. Além disso, estudos experimentais têm mostrado que as estatinas podem aumentar a abundância da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), o que pode contribuir parcialmente para a entrada do vírus na célula e o aumento do risco de infectividade.

Com base nesses achados prévios, foi hipotetizado que o uso de terapias hipolipemiantes como as estatinas poderiam agravar a infecção por COVID-19. No entanto, sabe-se que os níveis de colesterol sérico podem cair em pacientes com infecções virais ou bacterianas ativas,, uma vez que o LDL e o HDL desempenham um papel no sistema imunológico. Por outro lado, a hiperlipidemia pode comprometer a resposta imunológica e agravar ainda mais o estado inflamatório dos pacientes com COVID-19, aumentando o risco cardiovascular.Desta maneira, surge a seguinte pergunta: as estatinas deveriam ou não ser suspensas em pacientes com COVID-19?

[…]

  • Betacoronavírus
  • Colesterol
  • Coronavírus
  • COVID-19
  • Dislipidemias
  • infecção
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Lipoproteínas
  • Pandemia
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03/02/2021 DOI: 10.36660/abc.20200949 Visualizações 2
ABC
Editorial

Mudanças em Nossos Tempos e nas Metas de Colesterol

Tania Leme da Rocha Martinez

Desde os anos 80, tem havido muitas abordagens quanto à interpretação das concentrações de colesterol na prática clínica. Houve até encontros médicos com títulos como – “Colesterol: Mito ou Verdade?”.

Ao mesmo tempo, ensaios para precipitação de HDL e cálculo do colesterol LDL utilizando a fórmula de Friedewald tornaram-se disponíveis nos laboratórios.

[…]

  • Doenças Cardiovasculares/prevenção e controle
  • Fatores de risco
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • LDL-Colesterol
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28/09/2020 DOI: 10.36660/abc.20200670 Visualizações 1
ABC
Editorial

Discordância da Lipoproteína de Baixa Densidade e da Lipoproteína de Alta Densidade com Gravidade de Doença Arterial Coronariana

Iran Castro et al. Hugo Fontana Filho

As doenças cardiovasculares (DCVs) são as principais causas de morte em todo o mundo. A dislipidemia é um fator de risco e também um fator causal de DCVs, sendo foco da terapia de prevenção primária e secundária das DCVs.

Existe um consenso e um amplo conhecimento acerca dos mecanismos causais da lipoproteína de baixa densidade (LDL) nas DCVs, e os benefícios da terapia hipolipemiante, sendo que a magnitude de seu efeito é proporcional à redução dos níveis circulantes. No entanto, apesar do uso intensivo de agentes hipolipemiantes, permanece um risco residual, um alvo constante de pesquisa e terapia.

[…]

  • Doença da Artéria Coronariana
  • Doenças Cardiovasculares / mortalidade
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Lipoproteínas HDL
  • Lipoproteínas LDL
  • Pró-Proteína Convertase 9
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06/04/2020 DOI: 10.36660/abc.20200033 Visualizações 2
ABC
Letter to the Editor

Não Trate Crianças com Estatinas

David M. Diamond et al. Uffe Ravnskov Michel de Lorgeril

Em sua metanálise, Radaelli et al., conclui que o tratamento com estatinas é eficiente na redução de lipídios em crianças com hipercolesterolemia familiar (HF) e sugere que devem ser realizados estudos clínicos de longo prazo para estabelecer a segurança a longo prazo. Nós alertaríamos contra esta recomendação por vários motivos.

Como mostramos em um artigo recente, há várias evidências de que os níveis elevados de LDL-colesterol (LDL-C) não sejam a causa da doença arterial coronariana prematura na HF. É mais provável que sejam fatores anormais de coagulação congênitos, e apenas uma pequena minoria entre aqueles com HF herdam esses fatores. Em média, pessoas com HF vivem tanto quanto qualquer outra pessoa, porque os níveis elevados de LDL-C protegem contra câncer e doenças infecciosas. Além disso, tratar crianças com estatinas pode causar danos, porque o colesterol é necessário para o cérebro em desenvolvimento e é um precursor essencial de co-fatores e hormônios metabólicos, incluindo a vitamina D e todos os esteroides sexuais.

[…]

  • Crianças
  • Estatinas
  • Hipercolesterolemia II/genética
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Metanálise
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01/03/2019 DOI: 10.5935/abc.20190034
Figura 1
ABC
Artigo Original

Tratamentos e Dosagens de Estatinas em Crianças com Hipercolesterolemia Familiar: Uma Meta-Análise

Graciane Radaelli et al. Grasiele Sausen Claudia Ciceri Cesa Francisco de Souza Santos … Vera Lucia Portal Jeruza Lavanholi Neyeloff Lucia Campos Pellanda

Resumo

Fundamentos:

Crianças com hipercolesterolemia familiar podem desenvolver dano endotelial precoce, aumentando o risco de desenvolver doenças cardiovasculares. As estatinas tiveram sua eficácia em diminuir níveis de colesterol LDL e eventos cardiovasculares em adultos comprovada. O efeito das estatinas na população pediátrica não está claramente demonstrado.

Objetivo:

Revisar sistematicamente a literatura para avaliar os efeitos e a segurança de diferentes estatinas e suas dosagens nos níveis de colesterol total em crianças e adolescentes com hipercolesterolêmica familiar.

Métodos:

Artigos publicados desde o início até fevereiro de 2016 foram pesquisados nas bases PubMed, EMBASE, Bireme, Web of Science, Cochrane Library, SciELO e LILACS. Dois revisores independentes avaliaram a qualidade dos estudos incluídos. Realizamos meta-análise com efeitos aleatórios e variância inversa. Análises de subgrupos foram realizadas.

Resultados:

Dez ensaios envolvendo 1.543 pacientes preencheram os critérios de inclusão. Em nosso estudo, as análises demostraram reduções nos níveis de colesterol, de acordo com a intensidade das doses de estatina (alta, intermediária e baixa): (-104,61 mg/dl, -67,60 mg/dl, -56,96 mg/dl) e no nível de lipoproteínas de baixa densidade: [-105,03 mg/dl (IC95% -115.76, -94.30), I2 19.2%], [-67.85 mg/dl (IC95% -83.36, -52.35), I2 99.8%], [-58.97 mg/dl (IC95% -67.83, -50.11), I2 93,8%. A duração da terapia com estatina variou de 8 a 104 semanas, impedindo conclusões sobre os efeitos a longo prazo.

Conclusão:

O tratamento com estatinas é eficiente na redução de lipídios em crianças com hipercolesterolemia familiar. É necessário realizar ensaios controlados randomizados de longo prazo para estabelecer a segurança do uso de estatinas a longo prazo.

  • Crianças
  • Estatinas
  • Hipercolesterolemia II/genética
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Meta-análise
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18/10/2018 DOI: 10.5935/abc.20180180 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo Original

Dislipidemia Secundária em Crianças Obesas – Há Evidências para Tratamento Farmacológico?

Graciane Radaelli et al. Grasiele Sausen Claudia Ciceri Cesa Vera Lucia Portal Lucia Campos Pellanda

Resumo

Fundamento:

A segurança em longo prazo, a eficácia e os critérios para o tratamento com estatinas em crianças são ainda pouco claros na prática clínica. Existem evidências muito limitadas para o uso de medicação em crianças com dislipidemia secundária à obesidade e que não respondem bem à modificação do estilo de vida.

Objetivo:

Revisão sistemática de ensaios clínicos randomizados de uso de estatinas para o tratamento de crianças e adolescentes com dislipidemia secundária à obesidade.

Métodos:

Realizamos a busca nas bases de dados PubMed, EMBASE, Bireme, Web of Science, Cochrane Library, SciELO e LILACS para coleta de dados para avaliar o efeito das estatinas sobre: melhora dos marcadores de doença arterial coronariana (DAC) nos resultados clínicos na idade adulta, aumento dos níveis séricos de colesterol total (CT), lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e apolipoproteína B (APOB) e diminuição dos níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) desde o início até fevereiro de 2016. Crianças e adolescentes foram incluídos.

Resultados:

Das 16793 citações potencialmente relevantes recuperadas das bases de dados eletrônicas, nenhum ensaio clínico randomizado atendeu aos critérios de inclusão de crianças com dislipidemia secundária à obesidade.

Conclusões:

Não encontramos evidência específica para considerar as estatinas no tratamento da hipercolesterolemia secundária à obesidade em crianças. A prática usual de extrapolar achados de estudos em dislipidemia genética ignora as diferenças nos riscos cardiovasculares de longo prazo e os riscos de tratamento de drogas de longo prazo, quando comparada com a recomendação de mudanças de estilo de vida. Ensaios clínicos randomizados são necessários para compreender o tratamento medicamentoso na dislipidemia secundária à obesidade.

  • Adolescentes
  • Colesterol
  • Criança
  • Dislipidemias
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Obesidade
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23/08/2018 DOI: 10.5935/abc.20180155 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Review Article

Tratamento das Dislipidemias com Estatinas e Exercícios Físicos: Evidências Recentes das Respostas Musculares

Mariana Rotta Bonfim et al. Acary Souza Bulle Oliveira Sandra Lia do Amaral Henrique Luiz Monteiro

A associação do tratamento medicamentoso por estatinas com a prática de exercícios físicos pode reduzir substancialmente o risco de mortalidade cardiovascular de indivíduos dislipidêmicos, porém sua realização vem sendo associada à exacerbação de quadros miopáticos. O presente trabalho teve como objetivo apresentar os resultados mais recentes da literatura específica sobre os efeitos da associação de estatinas ao exercício físico na musculatura esquelética. Para tanto, realizou-se levantamento da literatura nas bases de dados PubMed e SciELO, utilizando a combinação dos unitermos: “estatina/estatinas” AND “exercício” AND “músculo” (“statin” AND “exercise” AND “muscle”), sendo selecionados apenas artigos originais publicados entre janeiro de 1990 e novembro de 2013. Foram analisados 16 artigos que avaliaram o efeito da associação das estatinas com exercício agudo ou crônico na musculatura esquelética. Os resultados dos estudos apontaram que atletas podem experimentar efeitos deletérios na musculatura esquelética quando do uso de estatinas, visto que os quadros de exacerbação da lesão muscular pelo exercício foram mais frequentes com treinamento intenso ou exercícios agudos excêntricos e extenuantes. O treinamento físico moderado, por sua vez, quando associado às estatinas, não aumenta os relatos de dor nem os níveis de creatina quinase, além de acarretar ganhos nas funções musculares e metabólicas advindas do treinamento. Sugere-se, portanto, que pacientes dislipidêmicos em tratamento com estatinas sejam expostos ao treinamento físico aeróbio combinado a exercícios resistidos, de intensidade moderada, em três sessões semanais, sendo que a oferta do treinamento físico previamente à administração do tratamento medicamentoso, quando possível, faz-se desejável.

  • Dislipidemias / terapia
  • Exercício
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Músculo Esquelético
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13/02/2015 DOI: 10.5935/abc.20150005 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Papel dos microRNAs 221/222 na Liberação de Óxido Nítrico Induzida por Estatinas em Células Endoteliais Humanas

Alvaro Cerda et al. Cristina Moreno Fajardo Rodrigo Gouveia Basso Mario Hiroyuki Hirata Rosario Dominguez Crespo Hirata

Fundamento:

O óxido nítrico (NO) tem sido amplamente associado com proteção cardiovascular através de melhoria da função endotelial. Recentemente, novas evidências sobre a modulação do NO na liberação de microRNAs (miRs) têm sido relatadas, o que poderia estar envolvido com efeitos pleiotrópicos dependentes de estatinas, incluindo propriedades anti-inflamatórias relacionadas com a função do endotélio vascular.

Objetivo:

Avaliar os efeitos dos medicamentos redutores de colesterol, incluindo os inibidores da síntese de colesterol, atorvastatina e sinvastatina, e o inibidor da absorção de colesterol, ezetimiba, na liberação de NO, expressão do mRNA do NOS3 e miRs potencialmente envolvidos na biodisponibilidade do NO.

Métodos:

Células endoteliais da veia umbilical humana (HUVEC) foram expostas à atorvastatina, sinvastatina ou ezetimiba (0 a 5,0 μM). As células foram submetidas à extração do RNA total e quantificação relativa de mRNA do NOS3 e dos miRs-221,-222 e -1303 por qPCR. A liberação de NO foi medida em sobrenadantes por ozônio-quimioluminescência.

Resultados:

Ambas as estatinas aumentaram os níveis de NO e a expressão do mRNA do NOS3, mas nenhum efeito foi observado em relação ao tratamento com ezetimiba. A atorvastatina, sinvastatina e ezetimiba regularam negativamente a expressão do miR-221, enquanto que o miR-222 reduziu somente após o tratamento com atorvastatina. A magnitude da redução de miR-221 e miR-222 após tratamento com estatinas correlacionou com o incremento nos níveis de mRNA do NOS3. Nenhuma influência foi observada sobre a expressão do miR-1303 após os tratamentos.

Conclusão:

A liberação de NO pelas células endoteliais é aumentada por estatinas, mas não pelo inibidor da absorção de colesterol ezetimiba. Nossos resultados fornecem novas evidências sobre a participação dos miRs regulatórios 221/222 na liberação de NO mediada por estatinas. Embora a ezetimiba não tenha modulado os níveis de NO, a regulação negativa do miR-221 poderia envolver efeitos potenciais sobre a função endotelial.

  • Celulas Endoteliais
  • Colesterol
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • MicroRNAs
  • Óxido Nítrico
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16/12/2014 DOI: 10.5935/abc.20140192
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

O Efeito da Pitavastatina na Reatividade Vascular em Coelhos Hipercolesterolêmicos

Eros Antonio de Almeida et al. Michiko Regina Ozaki

Fundamento:

A pitavastatina é a mais nova estatina disponível no Brasil e com prováveis menores efeitos colaterais. Assim, a pitavastatina foi avaliada em coelhos hipercolesterolêmicos em relação à ação na reatividade vascular.

Objetivo:

Investigar a menor dose de pitavastatina na redução dos lípides plasmáticos, colesterol e peroxidação lipídica tecidual e função endotelial em coelhos hipercolesterolêmicos.

Métodos:

Trinta coelhos divididos em seis grupos (n=5): G1 – dieta ração padrão; G2 – dieta hipercolesterolêmica por 30 dias; G3 – dieta hipercolesterolêmica e a partir do 16º dia suplementada com pitavastatina (0,1 mg); G4 – dieta hipercolesterolêmica e suplementada com pitavastatina (0.25 mg); G5 – dieta hipercolesterolêmica e suplementada com pitavastatina (0,5 mg); G6 – dieta hipercolesterolêmica e suplementada com pitavastatina (1,0 mg). Após 30 dias foram dosados o colesterol total, HDL, triglicérides, glicose, creatinoquinase, aspartato aminotransferase, alanina aminotransferase e o LDL calculado. Aprofundada a anestesia com tiopental sódico e retirado segmentos de aorta para estudo da função endotelial, colesterol e peroxidação lipídica tecidual. O nível de significância adotado para os testes estatísticos foi 5%.

Resultados:

Colesterol total e LDL elevados significativamente em relação ao G1. HDL reduzida significativamente em G4, G5 e G6 em relação ao G2. Triglicérides, creatinoquinase, aspartato aminotransferase, alanina aminotransferase, colesterol e peroxidação lipídica tecidual sem diferença estatística entre G3-G6 e G2. Disfunção endotelial revertida significativamente em G5 e G6 em relação ao G2.

Conclusão:

A pitavastatina, a partir da dose de 0,5mg, foi eficaz em reverter à disfunção endotelial em coelhos hipercolesterolêmicos.

  • Coelhos
  • Disfunção endotelial
  • Hipercolesterolemia
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
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09/07/2014 DOI: 10.5935/abc.20140090 Visualizações 2
Uso crônico e regular de estatina previne fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca
ABC
Artigo Original

Uso crônico e regular de estatina previne fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca

Renato Jorge Alves et al. Rodrigo Noronha Campos Kenji Nakiri

FUNDAMENTO: Fibrilação atrial é uma complicação frequente no pós-operatório de cirurgia cardíaca. O uso prévio de estatinas pode reduzir a incidência dessa arritmia. OBJETIVO: Avaliar se o uso crônico e regular de estatina, por um período de seis meses, previne fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca eletiva. MÉTODOS: Estudo realizado em 107 pacientes submetidos à cirurgia cardíaca, 66% do sexo masculino e com idade média de 60,4 anos (25 a 84). Avaliou-se a presença de fibrilação atrial entre os pacientes que usavam ou não estatina de forma regular no pré-operatório. Foram excluídos pacientes com cirurgia cardíaca de urgência, insuficiência renal, doenças inflamatórias, fibrilação atrial prévia, portadores de tireoidopatia e aqueles em uso de marca-passo definitivo. RESULTADOS: No período pós-operatório, fibrilação atrial esteve presente em 42 pacientes (39%) da amostra, sendo 11 (26%) em uso regular de estatina no período pré-operatório e 31 (74%) não. Observou-se que, em 22% do total de pacientes em uso de estatina, não houve desenvolvimento de fibrilação atrial, enquanto 45% dos que não usavam estatina apresentaram arritmia (ρ=0,02). Na revascularização miocárdica isolada, 47% dos pacientes que não usavam estatina e 23% dos que usavam desenvolveram fibrilação atrial (ρ =0,02). Não houve diferença estatística significativa na análise dos grupos com ou sem estatina quanto à presença dos fatores de risco para desenvolvimento de fibrilação atrial ( ρ=0,34). CONCLUSÃO: O uso regular de estatina, por seis meses ou mais no período pré-operatório, reduziu a incidência de fibrilação atrial no pós-operatório de cirurgia cardíaca eletiva.

  • Arritmias Cardíacas
  • Cirurgia Torácica
  • Cuidados Pós Operatórios
  • Fibrilação Atrial
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
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24/09/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000129 Visualizações 1
Ausência de interação clopidogrel-estatina em pacientes submetidos a implante de "stent" coronário
ABC
Artigo Original

Ausência de interação clopidogrel-estatina em pacientes submetidos a implante de "stent" coronário

Carlos Vicente Serrano Júnior et al. Alexandre de Matos Soeiro Leila Fernandes Araújo Bruna Jabot … Fabiana Rached Noemia Mie Orii José Carlos Nicolau Alberto J. Duarte José Antonio F. Ramires

FUNDAMENTO: Alguns estudos têm sugerido redução da atividade do clopidogrel sobre a ativação e adesão plaquetárias em pacientes em uso de estatinas. OBJETIVO: Avaliar se a ativação e agregação plaquetárias diminuem com clopidogrel, e se ocorre redução da ação do clopidogrel quando associado à atorvastatina ou à sinvastatina. MÉTODOS: Estudo prospectivo que incluiu 68 pacientes com angina estável em uso prévio de sinvastatina, atorvastatina, ou nenhuma estatina (grupo controle), com indicação prévia eletiva de realização de intervenção coronária percutânea. Foi analisada a ativação plaquetária através do número de plaquetas, níveis de P-selectina e glucoproteína IIb/IIIa (com e sem estímulo de ADP) através de citometria de fluxo. Os resultados foram analisados antes e após a intervenção coronária percutânea e da administração de clopidogrel. RESULTADOS: Observamos redução da atividade plaquetária com uso de clopidogrel. Além disso, não houve diferenças entre as variáveis analisadas que comprovassem redução da atividade do clopidogrel quando associado à estatinas. Observou-se níveis de p-selectina (pré-angioplastia: 14,23±7,52 x 11,45±8,83 x 7,65±7,09; pós angioplastia: 21,49±23,82 x 4,37±2,71 x 4,82±4,47, ρ<0,01) e glicoproteína IIb/IIIa (pré-angioplastia: 98,97±0,43 x 98,79±1,25 x 99,21±0,40; pós angioplastia: 99,37±0,29 x 98,50±1,47 x 98,92±0,88, ρ=0,52), respectivamente nos grupos controle, atorvastatina e sinvastatina. CONCLUSÃO: Concluímos que a ativação plaquetária diminui com a administração de clopidogrel, e que o clopidogrel não tem seu efeito antiplaquetário reduzido na presença de sinvastatina ou atorvastatina.

  • angioplastia transluminal percutânea coronária
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • sinvastatina
  • Stents
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13/08/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000106 Visualizações 1
Doses intermitentes de estatina em pacientes em hemodiálise com LDL-colesterol espontaneamente baixo
ABC
Artigo Original

Doses intermitentes de estatina em pacientes em hemodiálise com LDL-colesterol espontaneamente baixo

Paulo Giovanni de Albuquerque Suassuna et al. Marcus Gomes Bastos

FUNDAMENTO: A mortalidade na diálise continua elevada e ocorre principalmente por causas cardiovasculares. A inflamação participa da gênese da aterosclerose acelerada, calcificação vascular, desnutrição e anemia, e tem enorme impacto na sobrevida destes pacientes. As estatinas, através dos seus efeitos pleiotrópicos, podem representar uma opção terapêutica para atenuação do processo inflamatório crônico dos pacientes em hemodiálise. OBJETIVO: Avaliar os efeitos de uma baixa dose de sinvastatina sobre marcadores inflamatórios, parâmetros hematimétricos e nutricionais de pacientes em hemodiálise. MÉTODOS: Pacientes em hemodiálise clinicamente estáveis foram divididos, segundo os níveis basais de LDL-colesterol, em um grupo com níveis abaixo (Grupo 1) e outro com níveis iguais ou superiores a 100 mg/dl (Grupo 2) e tratados com sinvastatina por oito semanas. O Grupo 1 recebeu apenas 20 mg após cada sessão de diálise (dose intermitente), enquanto o Grupo 2 recebeu 20 mg/dia. Dados laboratoriais, índice de resistência a eritropoetina e parâmetros nutricionais foram obtidos antes e após o tratamento. RESULTADOS: Houve redução significativa e equivalente dos níveis de proteína C-reativa em ambos os grupos (35,97±49,23% vs 38,32±32,69%, p=0,86). No Grupo 1 também houve tendência a queda da resistência a eritropoetina (228,6±16,2 vs 208,9±16,2, p=0,058) e melhora dos parâmetros hematimétricos (hematócrito: 33,1±5,9% vs 36,1±4,5%, p=0,021). CONCLUSÃO: A dose intermitente mostrou-se tão eficaz quanto a dose usual em reduzir os níveis de proteína C-reativa e resistência a eritropoetina, além de melhorar os parâmetros hematimétricos, apontando para uma importante redução do risco cardiovascular avaliado por esses parâmetros.

  • Hemodiálise
  • Inflamação
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Proteína C Reativa
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28/04/2008 DOI: 10.1590/S0066-782X2008000200007

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