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  2. Palavra-chave: Lipoproteínas
Associação entre Estimativa de Colesterol de Lipoproteína de Baixa Densidade (sdLDL-C) e Risco de Doença Cardiovascular Aterosclerótica
ABC
Artigo Original

Associação entre Estimativa de Colesterol de Lipoproteína de Baixa Densidade (sdLDL-C) e Risco de Doença Cardiovascular Aterosclerótica

Shutang Zhang et al. Jinjie Du Peng Wang Min Lei … Canye Zhong Yang Ou Zhen Sun

Resumo

Fundamento

Uma nova fórmula para estimar o colesterol de lipoproteínas pequenas, densas e de baixa densidade (sdLDL-C) com base nos resultados do painel lipídico padrão é proposto.

Objetivos

Para avaliar a associação entreestimado sdLDL-C (EsdLDL-C) e o risco de doença cardiovascular arterosclerótica (DCVA).

Métodos

Um total de 12.192 participantes do banco de dados do Korea National Health and Nutrition Examination Survey (KNHANES) entre 2010 e 2020 foram incluídos neste estudo transversal. EsdLDL-C foi calculada como EsdLDL-C = LDL-C- [1,43 × LDL-C – (0,14 × (ln (TG) × LDL-C)) – 8,99]. Análises de regressão logística foram utilizadas para avaliar a associação entre EsdLDL-C e risco de DCVA. As análises de subgrupos foram realizadas com base na idade, índice de massa corporal (IMC), hipertensão, e diabetes. Uma razão de possibilidades (OR) com um intervalo de confiança de 95% (IC) foi utilizado para avaliação. P<0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados

Entre 12.192 participantes, 1.239 (10,16%) tinham DCVA. A média de sdLDL-C dos participantes foi estimada em 42,43±14,75 mg/dL usando a fórmula. Níveis elevados de EsdLDL-C (OR=1,33; IC 95%, 1,06-1,66) foram associados a um aumento do risco de DCVA. As análises de subgrupos descobriram que pode haver uma interação entre EsdLDL-C (Pinteração=0,001) ou não-HDL-C (Pinteração=0,015) e hipertensão no risco de DCVA.

Conclusões

Níveis elevados estimados de sdLDL-C foram associados ao risco de DCVA, e o sdLDL-C estimado pode ser uma alternativa à medição do sdLDL-C para avaliação do risco de DCVA.

  • Aterosclerose
  • Fatores de risco
  • Lipoproteínas
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03/02/2025 DOI: 10.36660/abc.20240265 Visualizações 2
Uso de Índices Aterogênicos como Métodos de Avaliação das Doenças Ateroscleróticas Clínicas
ABC
Artigo Original

Uso de Índices Aterogênicos como Métodos de Avaliação das Doenças Ateroscleróticas Clínicas

Yuri Barbosa Araújo et al. Ana Beatriz Rocha Almeida Márcio Fellipe Menezes Viana Rafael Alexandre Meneguz-Moreno

Resumo

Fundamento

A busca por métodos clinicamente úteis de avaliação de doenças ateroscleróticas, com boa acurácia, de baixo custo, sem invasividade e de fácil manejo, há anos vem sendo estimulada. Dessa forma, os índices aterogênicos avaliados deste estudo podem se encaixar nesta demanda crescente.

Objetivos

Avaliar o potencial dos índices aterogênicos como métodos de avaliação de pacientes portadores de aterosclerose clínica.

Métodos

Estudo transversal de centro único, por meio do qual foram avaliados os índices de Castelli I e II, índice aterogênico plasmático (IAP), índice de combinação de lipoproteínas e a variação do índice de perfusão periférica entre 90 e 120 segundos após um estímulo vasodilatador endotélio-dependente (ΔIPP90-120) na predição de aterosclerose. A significância estatística foi estabelecida em p < 0,05.

Resultados

A amostra foi composta por 298 indivíduos com idade média de 63,0 ± 16,1 anos, dos quais 57,4% eram mulheres. Comparações pareadas da análise curva ROC dos índices que alcançaram área sob a curva (ASC) > 0,6 mostram que ΔIPP90-120 e IAP foram superiores aos demais índices, sem diferenças observadas entre si (diferença entre ASC = 0,056; IC95% -0,003-0,115). Ademais, tanto a ΔIPP90-120 [odds ratio (OR) 9,58; IC95% 4,71-19,46] quanto o IAP (OR 5,35; IC95% 2,30-12,45) foram preditores independentes de aterosclerose clínica.

Conclusões

O IAP e ΔIPP90-120 apresentaram melhor acurácia para discriminar aterosclerose clínica. Além disso, foram preditores independentes de aterosclerose clínica, evidenciando uma possibilidade promissora para o desenvolvimento de estratégias preventivas e de controle para doenças cardiovasculares. Tratam-se, portanto, de marcadores adequados para estudos multicêntricos do ponto de vista de praticidade, custo e validade externa.

  • Aterosclerose
  • Índice de Perfusão
  • Lipoproteínas
  • Placa Aterosclerótica
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22/12/2023 DOI: 10.36660/abc.20230418 Visualizações 1
ABC
Editorial

Ácidos Graxos Saturados e Implicações em Doenças Cardiovasculares

Matheus Augusto Callegari et al. Ricardo Luiz Damatto Priscila Portugal dos Santos

As doenças cardiovasculares (DCV) são a principal causa de mortalidade, sendo responsáveis por 17,9 milhões de mortes em 2019, 32% de todas as mortes globais. É importante detectar precocemente a DCV para iniciar o tratamento. Para isso, existem vários fatores de risco padrão na predição de DCV, mas o interesse em encontrar biomarcadores mais sensíveis e precisos é intenso. Gonçalinho et al. propõem que o uso de biomarcadores de inflamação e disfunção endotelial pode refletir DCV e predizer pior prognóstico, independentemente dos fatores de risco tradicionais. A maioria das DCV pode ser prevenida abordando fatores de risco comportamentais, como dieta. A ingestão de gordura na dieta é um dos principais fatores de risco modificáveis implicados na causa da DCV. Gonçalinho et al. mostraram que o ácido esteárico (AE) está associado a biomarcadores inflamatórios e disfunção endotelial em indivíduos com risco cardiovascular.

Para estudar a associação dos ácidos graxos (AG) com fatores de risco cardiovascular, Gonçalinho et al. usaram AG de fosfolipídios de membrana de glóbulos vermelhos (GV) como um biomarcador do status de AG. Esta análise tem sido utilizada, uma vez que estes AGs podem ser incorporados a partir das lipoproteínas séricas. Além disso, oferece uma vantagem sobre a análise no plasma, porque os GV duram em média 120 dias, em comparação com 3 semanas para os lípidos plasmáticos, refletindo uma melhor ingestão de AG na dieta a longo prazo. Porém, é importante destacar que o custo de preparação de hemácias supera o método plasmático e que existem diferentes estratégias analíticas., Portanto, para que o AG dos fosfolipídios da membrana das hemácias se torne um biomarcador do estado nutricional do AG dietético, na prática clínica, continua sendo necessário uma investigação sobre custo-efetividade e padronização de métodos.

[…]

  • Ácido Palmítico
  • Ácidos Esteáricos
  • Ácidos Graxos
  • Fatores de risco cardiovascular
  • Lipoproteínas
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30/10/2023 DOI: 10.36660/abc.20230612 Visualizações 1
Figura Central
ABC
Artigo Original

Investigação da Relação entre Índice de Triglicerídeos-Glicose e Fluxo Lento Coronariano: Um Estudo Retrospectivo de Caso-Controle

Mustafa Kaplangoray et al. Kenan Toprak Fuat Başanalan Ali Palice … Cihan Aydın Aykut Demirkıran Yusuf Cekici

Resumo

Fundamento

O fluxo lento coronariano (FLC) refere-se à opacificação retardada dos vasos distais na ausência de estenose da artéria coronária epicárdica. O mecanismo etiopatogênico do FLC ainda não está claro.

Objetivos

Este estudo investiga a relação entre o FLC e o índice de triglicerídeos-glicose (TyG).

Métodos

A amostra do estudo consistiu de 118 pacientes com FLC e 105 pacientes com fluxo coronariano normal (FCN). A taxa de fluxo coronariano foi medida por medio do método de contagem de quadros (TFC) Thrombolysis in Myocardial Infarction (TIMI) em todos os pacientes. O índice TyG foi calculado como o logaritmo do valor [triglicerídeos em jejum (mg/dL)×glicose em jejum (mg/dL)]/2. Adotou-se como estatisticamente significativo o nível de significância < 0,05.

Resultados

O índice TyG, lipoproteína de baixa densidade (LDL), índice de massa corporal (IMC), relação neutrófilo-linfócito (RNL) e valores de TFC, proporção masculina e proporção de fumantes foram maiores, enquanto os níveis de lipoproteína de alta densidade (HDL) foram significativamente menores no grupo FLC em comparação com o grupo FNC (p<0,05). A análise de correlação revelou que o FLC estava significativamente correlacionado com os valores do índice TyG, IMC, RNL e HDL. A mais forte dessas correlações foi entre o FLC e o índice TyG (r= 0,57, p<0,001). Além disso, a análise multivariada revelou que o índice TyG, IMC, razão RNL e sexo masculino foram preditores independentes para FLC (p<0,05). A análise da curva ROC (Receiver Operating Characteristic) indicou que um valor de corte ≥ 9,28 para o índice TyG previu FLC com sensibilidade de 78% e especificidade de 78,1% [Área sob a curva (AUC): 0,868 e 95% intervalo de confiança (IC): 0,823-0,914].

Conclusão

Os achados deste estudo revelaram uma relação muito forte entre o FLC e o índice TyG.

  • Doença arterial coronária
  • Isquemia Miocárdica
  • LDL
  • Lipoproteínas
  • Triglicerides-Glicose
  • Velocidade do fluxo sanguíneo
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26/05/2023 DOI: 10.36660/abc.20220679 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Carta Científica

Estatinas e COVID-19: Suspender ou não Suspender? Eis a Questão!

Filipe Ferrari et al. Raul D. Santos

Introdução

Em meio a tantas incertezas que permeiam a nova doença de coronavírus 2019 (COVID-19), as evidências relacionando a presença de dislipidemia à gravidade da doença e às consequentes implicações prognósticas ainda são escassas. Em maio de 2020, um estudo chinês retrospectivo investigou a associação entre as mudanças nos níveis de colesterol e o prognóstico em aproximadamente 600 pacientes com COVID-19, pareados por idade e sexo com controles saudáveis. Primeiramente, observou-se que os níveis de colesterol de lipoproteína de baixa densidade (LDL-C) e colesterol total foram significativamente mais baixos em pacientes com COVID-19. Em segundo lugar, houve uma tendência para os níveis de LDL-C e de colesterol total diminuirem à medida que a gravidade da infecção aumentava (leve, grave e crítica, respectivamente). No mesmo estudo, os níveis de colesterol de lipoproteína de alta densidade (HDL-C) também diminuíram em casos graves. Foram observados dados parecidos por Fan et al.,onde os níveis de LDL-C foram inversamente associados à gravidade da COVID-19. Esses dados sugeriram uma possível relação entre níveis baixos de colesterol e piora da infecção por COVID-19. Além disso, estudos experimentais têm mostrado que as estatinas podem aumentar a abundância da enzima conversora de angiotensina 2 (ECA2), o que pode contribuir parcialmente para a entrada do vírus na célula e o aumento do risco de infectividade.

Com base nesses achados prévios, foi hipotetizado que o uso de terapias hipolipemiantes como as estatinas poderiam agravar a infecção por COVID-19. No entanto, sabe-se que os níveis de colesterol sérico podem cair em pacientes com infecções virais ou bacterianas ativas,, uma vez que o LDL e o HDL desempenham um papel no sistema imunológico. Por outro lado, a hiperlipidemia pode comprometer a resposta imunológica e agravar ainda mais o estado inflamatório dos pacientes com COVID-19, aumentando o risco cardiovascular.Desta maneira, surge a seguinte pergunta: as estatinas deveriam ou não ser suspensas em pacientes com COVID-19?

[…]

  • Betacoronavírus
  • Colesterol
  • Coronavírus
  • COVID-19
  • Dislipidemias
  • infecção
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Lipoproteínas
  • Pandemia
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03/02/2021 DOI: 10.36660/abc.20200949 Visualizações 2
ABC
Editorial

A Relação entre PCR e EAC: Associação de Proteína C Reativa para Proporção de Albumina em Pacientes com Ectasia Isolada da Artéria Coronária

Iran Castro et al. Hugo Antonio Fontana Filho

Ectasia arterial coronária (EAC), definida como um aumento do diâmetro coronariano 1,5 vez o diâmetro do leito adjacente normal, é um achado incomum em cineangiocoronariografias, com incidência de 1,2 a 4,9%. Na maioria das vezes, está relacionada com doença aterosclerótica coronariana (DAC), sendo que apresentam vários fatores em comum, como acumulação de lipoproteínas na camada íntima, infiltração de células inflamatórias, ativação do sistema renina-angiotensina e geração de estresse oxidativo, com expansão e remodelamento arterial. Os elevados níveis de oxido nítrico causam vasodilatação e ativação excessiva de metaloproteinases da matriz extracelular, resultando em dilatação vascular. Pode ainda, menos comumente, estar relacionada com doença de Kawasaky, doenças do tecido conjuntivo, infecciosas ou autoimunes.

A incidência é maior em homens, hipertensos e tabagistas. Usuários de cocaína apresentam maior incidência de EAC e aneurismas coronarianos. Interessantemente, diabetes melito (DM) parece não ter relação com EAC, podendo até mesmo ser fator protetor, fato relacionado com a inibição da expressão das metaloproteinases da matriz extracelular.

[…]

  • Aterosclerose
  • Dilatação Patológica
  • Doença arterial coronária
  • Estresse Oxidativo
  • Fatores de risco
  • Lipoproteínas
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03/02/2021 DOI: 10.36660/abc.20200580 Visualizações 1
ABC
Editorial

Biomarcadores na Insuficiência Cardíaca

Pedro Pimenta de Mello Spineti

A Organização Mundial da Saúde define biomarcador como qualquer substância, estrutura ou processo que pode ser medido no corpo ou em seus produtos e que influencia ou prediz a incidência ou desfecho de uma doença. Os biomarcadores podem servir a múltiplos propósitos: diagnóstico, estadiamento da doença, prognóstico e previsão e monitoramento da resposta a uma intervenção.

Um biomarcador útil deve permitir medições repetidas e precisas com um tempo de resposta rápido a um custo razoável, fornecer informações que ainda não estão disponíveis a partir de uma avaliação clínica cuidadosa e seu desempenho deve ser superior a outros testes disponíveis e auxiliar na tomada de decisões e melhorar o cuidado clínico.

[…]

  • Biomarcadores
  • Diabetes mellitus
  • Hipertensão
  • Insuficiência Cardíaca
  • Lipoproteínas
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02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190167
Figura 1
ABC
Artigo Original

Nível Alto de Lipoproteína (a) como Preditor de Insuficiência Cardíaca Recorrente em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Crônica: um Estudo de Coorte

Jianlong Yan et al. Yanbin Pan Junhui Xiao Wenxue Ma … Li Li Mingjiang Zhong Haiquan Long Fanliang Kong Wenming Shao

Resumo

Fundamento:

Níveis plasmáticos elevados de lipoproteína (a) [Lp(a)] são reconhecidos como um fator de risco significativo para doença vascular aterosclerótica. No entanto, existem dados limitados sobre a associação entre a Lp(a) e insuficiência cardíaca (IC) recorrente em pacientes com IC crônica causada por doença arterial coronariana (DAC).

Objetivo:

Níveis elevados de Lp(a) podem ter um impacto prognóstico na IC recorrente em pacientes com IC crônica por DAC.

Métodos:

Um total de 309 pacientes com IC crônica causada por DAC foram consecutivamente incluídos neste estudo. Os pacientes foram divididos em 2 grupos de acordo com os níveis de Lp(a), acima ou abaixo do nível mediano de toda a coorte (20,6 mg/dL): o grupo Lp(a) alto (n = 155) e o grupo Lp ( a) baixo (n = 154). Um p < 0,05 bicaudal foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados:

Durante a mediana do período de seguimento de 186 dias, 31 casos de um total de 309 pacientes (10,03%) não puderam ser contatados durante o acompanhamento. A análise de Kaplan-Meier demonstrou que pacientes com níveis mais elevados de Lp(a) apresentavam maior incidência de IC recorrente do que aqueles com níveis mais baixos de Lp(a) (log-rank < 0,0001). Uma análise de regressão multivariada de Cox revelou que os níveis de Lp(a) foram independentemente correlacionados com a incidência de IC recorrente após ajuste de potenciais fatores de confusão (hazard ratio 2,720, intervalo de confiança de 95%: 1,730-4,277, p < 0,0001).

Conclusões:

Em pacientes chineses com IC crônica causada por DAC, níveis elevados de Lp(a) estão associados de forma independente à IC recorrente.

  • Apolipoproteínas
  • Diabetes mellitus
  • Doença da Artéria Coronariana
  • Ecocardiografia/ métodos
  • Estudos de Coortes
  • Hipertensão
  • Insuficiência Cardíaca
  • Lipoproteínas
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18/07/2019 DOI: 10.5935/abc.20190120
Figura 1
IJCS
Artigo Original

Avaliação do Perfil Lipídico de Adolescentes

Eduardo del Bosco Brunetti Cunha et al. Rafael Pereira Fagundes Edson Emílio Scalabrin Roberto Hirochi Herai

Resumo

Fundamentos:

A aterosclerose é uma doença crônica, multifatorial e insidiosa, podendo iniciar-se na infância ou adolescência, com suas principais consequências aparecendo na fase adulta. As dosagens séricas de lipoproteínas como LDL-c, colesterol total (CT), HDL-c e NÃO HDL-c podem ser usadas como forma de triagem de um diagnóstico. No Brasil há ainda pouquíssimos estudos correlacionando níveis séricos dessas lipoproteínas com a idade das pessoas.

Objetivo:

Avaliar as concentrações séricas de LDL-c, CT, HDL-c, NÃO HDL-c, VLDL-c e triglicerídeos (TG) em adolescentes de 10 a 19 anos do município de Araucária/PR.

Métodos:

Pesquisa transversal retrospectiva, que coletou os seguintes dados de 600 adolescentes: idade, sexo e dosagens de LDL-c, CT, HDL-c, NÃO HDL-c, VLDL-c e TG. Os dados foram avaliados com o programa de análise estatística SPSS 2.0, o teste U de Mann-Whitney e o coeficiente de correlação de Spearman para identificação de significado estatístico (p < 0,05).

Resultados:

O sexo feminino exprimiu níveis séricos de CT, TG e LDL-c maiores que o sexo masculino. O HDL-c apresentou valores idênticos em ambos os sexos, com 48% de valores desejáveis e 52% de baixos. O estudo identificou forte correlação entre as frações lipídicas e associação com a idade de 10 a 14 anos.

Conclusão:

Os resultados apontam que, em comparação ao LDL-c, o NÃO HDL-c apresentou maior correlação com as demais frações lipídicas (TG, LDL-c e CT), sugerindo que o NÃO HDL-c pode ser utilizado como um método eficaz na complementação de diagnóstico para avaliar riscos ateroscleróticos em adolescentes.

  • Adolescente
  • Aterosclerose
  • Dislipidemias / epidemiologia
  • Hipercolesterolemia/epidemiologia
  • Lipoproteínas
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14/06/2018 DOI: 10.5935/2359-4802.20180034 Visualizações 1
Avaliação por imagem da área de gordura visceral e suas correlações com alterações metabólicas
ABC
Artigo Original

Avaliação por imagem da área de gordura visceral e suas correlações com alterações metabólicas

Anna Karla Carneiro Roriz et al. Adriana Lima Mello Juliana Fontes Guimarães Fabiana Cajuhy dos Santos … Jairza Maria Barreto Medeiros Lílian Ramos Sampaio

FUNDAMENTO: A obesidade androgênica está associada a um risco maior de distúrbios metabólicos, favorecendo assim a ocorrência de doenças cardiovasculares e outras morbidades. OBJETIVO: Verificar a influência da área de tecido adiposo visceral (ATAV), medida pela tomografia computadorizada, sobre alterações metabólicas em adultos e idosos. MÉTODOS: Tomografias computadorizadas e valores de lipoproteínas: o colesterol total e frações, os triglicérides, a glicemia e o ácido úrico foram obtidos de 194 indivíduos estratificados por sexo, grupo etário e massa corporal, e analisados utilizando os testes de correlação e de média. RESULTADOS: Os idosos apresentaram maiores valores da ATAV, glicemia, ácido úrico e colesterol total. As maiores correlações foram encontradas entre a ATAV, os triglicérides e o VLDL-c (r > 0,5; p < 0,01), em ambos os grupos etários. A média da área de tecido adiposo visceral mostrou-se sempre mais elevada quando os valores de triglicérides e de glicemia estavam alterados, em ambos os grupos etários. CONCLUSÃO: A maioria dos exames apresentou forte correlação com a ATAV considerada de risco para alterações metabólicas. Em idosos, a área de tecido adiposo visceral de risco parece ser superior a de adultos.

  • Ácido Úrico
  • Glicemia
  • Gordura Abdominal
  • Lipoproteínas
  • Tomografia Computadorizada
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10/12/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000159 Visualizações 1
Transferências lipídicas para HDL em diabéticos tipo 2: associações com microalbuminúria, estatina e insulina
ABC
Artigo Original

Transferências lipídicas para HDL em diabéticos tipo 2: associações com microalbuminúria, estatina e insulina

Gilson Soares Feitosa-Filho et al. Talita de Mattos Seydell Alina Coutinho Rodrigues Feitosa Raul Cavalcante Maranhão José Antônio Franchini Ramires

FUNDAMENTO: O diabete melito tipo 2 (DM2) é um fator de risco isolado para coronariopatia, principalmente quando associado à microalbuminúria (MA). Alterações estruturais e funcionais das lipoproteínas não são totalmente esclarecidas nesse contexto. OBJETIVO: Avaliar a transferência de lípides para HDL (T) em pacientes DM2 e a associação com a presença da MA e com o tratamento com estatina ou insulina. MÉTODOS: Estudamos 33 pacientes com DM2 e 34 controles pareados para idade. Uma nanoemulsão lipídica artificial radiomarcada com ³H-Triglicéride (TG) e 14C-colesterol livre (CL) ou ³H-colesterol éster (CE) e 14C-fosfolípide (FL) foi incubada com plasma. A nanoemulsão e as lipoproteínas foram precipitadas, exceto a HDL, que teve sua radioatividade contada. RESULTADOS: A TFL (%) foi maior no grupo com DM2 que no grupo-controle (25,2±3,2 e 19,7±3,2 respectivamente; p < 0,001), assim como a TCL (%): 9,1±2,7 e 6,3±1,5 respectivamente; p < 0,001. O diagnóstico de MA não se associou a mudanças da propriedade de transferência. O uso da insulina associou-se à menor TFL (%): 23,5±2,1 contra 26,1±3,3; p = 0,018. Já o uso da estatina associou-se à queda de todas – TCE (%): 3,5±0,9; TFL (%):23,8±2,0; TTG (%): 3,9±0,8; TCL (%):7,4±1,3 – quando comparado ao grupo que não usava estatina (TCE (%):5,9±2,4; TFL (%):26,9±3,6; TTG (%):6,4±2,2; TCL (%):11,1±2,6). CONCLUSÃO: O DM2 aumentou a transferência de lípides de superfície para HDL, enquanto o uso de estatina diminuiu todas as transferências de lípides. A presença de MA não se associou às alterações das transferências de lípides.

  • albuminúria
  • Colesterol- HDL
  • diabete melito tipo 2
  • inibidores de hidroximetilglutaril-CoA redutase
  • insulina
  • Lipoproteínas
  • nefropatias diabéticas
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06/04/2009 DOI: 10.1590/S0066-782X2009000200005
ABC
Artigo Original

Polimorfismo S447X da lipase lipoprotéica: influência sobre a incidência de doença arterial coronariana prematura e sobre os lípides plasmáticos

Kátia A. Almeida et al. Célia M. C. Strunz Raul C. Maranhão Antonio P. Mansur

OBJETIVO: O objetivo deste estudo foi avaliar o efeito do polimorfismo S447X sobre os lípides plasmáticos em pacientes com doença arterial coronariana (DAC) prematura. MÉTODOS: Os lípides plasmáticos e a genotipagem foram determinados em 2 grupos: 313 pacientes com DAC prematura (<55 anos) e 150 controles sem DAC. RESULTADOS: A freqüência do polimorfismo S447X foi de 18% nos pacientes com DAC e de 23% no grupo controle. O polimorfismo S447X da lipase lipoprotéica está relacionado com diminuição das concentrações plasmática de triglicérides nos pacientes do sexo masculino com DAC, não havendo essa relação no sexo feminino. CONCLUSÃO: A presença do polimorfismo S447X da lípase lipoprotéica não foi associada à incidência de DAC.

  • Colesterol
  • Lipoproteínas
  • Mutações da lípase lipoprotéica
  • Triglicerides
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21/05/2007 DOI: 10.1590/S0066-782X2007000300008 Visualizações 2
ABC
Artigo Original

Perfil lipídico e efeitos da orientação nutricional em adolescentes com história familiar de doença arterial coronariana prematura

Gislaine A. Mendes et al. Tania L. Martinez Maria C. Izar Olga M. Amancio … Neil F. Novo Simone C. Matheus Marcelo C. Bertolami Francisco Antonio Helfenstein Fonseca

OBJETIVO: Examinar o perfil lipídico e parâmetros nutricionais de adolescentes com história familiar de doença arterial coronariana (DAC) prematura e avaliar os efeitos da orientação nutricional. MÉTODOS: O estudo incluiu 48 adolescentes de ambos os sexos e idades entre 10 e 19 anos (grupo caso, n=18; grupo controle, n=30). RESULTADOS: Os filhos de coronarianos jovens apresentaram valores mais elevados de colesterol total (189 ± 30 vs. 167 ± 26 mg/dl, p<0,01), LDL-C (144 ± 20 vs. 100 ± 27 mg/dl, p<0,001) e Apo B (80 ± 15 vs. 61 ± 18 mg/dl, p=0,001) e valores mais baixos de HDL-C (45 ± 9 vs. 51 ± 13 mg/dl, p<0,02) que os jovens controles. Não se observaram diferenças para os triglicérides e Apo A-I. Com a orientação dietoterápica obteve-se redução no consumo alimentar de ácidos graxos saturados (pré: 15,5 ± 4,7% vs. pós: 6,6 ± 3,7%, p=0,003) e melhora no perfil lipídico: CT (-8%, p=0,033), LDL-C (-18,2%, p=0,001), TG (-53%, p=0,002) nos filhos de pacientes com DAC prematura que apresentavam hiperlipidemia. CONCLUSÃO: A presença de dislipidemia foi mais prevalente em adolescentes filhos de portadores de DAC prematura, mas foi responsiva à intervenção nutricional.

  • Apolipoproteínas
  • Dieta
  • Lipídeos
  • Lipoproteínas
  • Saúde do Adolescente
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29/05/2006 DOI: 10.1590/S0066-782X2006000500006 Visualizações 1
Ausência de efeito do captopril no metabolismo de uma emulsão lipídica artificial semelhante aos quilomícrons em pacientes hipertensos e hipercolesterolêmicos
ABC
Artigo Original

Ausência de efeito do captopril no metabolismo de uma emulsão lipídica artificial semelhante aos quilomícrons em pacientes hipertensos e hipercolesterolêmicos

Renato J. Alves et al. Jayme Diament Rosângela F. Amâncio Neusa Forti Raul C. Maranhão

OBJETIVO: Avaliar o efeito do captopril, sobre o metabolismo dos quilomícrons e de seus remanescentes e as possíveis alterações nas concentrações dos lípides plasmáticos em hipertensos e hipercolesterolêmicos. MÉTODOS: O metabolismo dos quilomícrons foi testado pelo método da emulsão lipídica artificial de quilomícrons marcada com 3H-oleato de colesterol, foi injetada intravenosamente em 10 pacientes com hipertensão arterial leve-moderada antes e após 45 dias de tratamento com captopril (50 mg/dia). Após injeção, foram coletadas amostras de sangue durante 60min em intervalos de tempo pré-estabelecidos para determinar a curva de decaimento e a taxa fracional de remoção (TFR em min-1), bem como o tempo de residência no plasma, da emulsão lipídica artificial, por análise compartimental. As concentrações dos lípides do plasma também foram avaliadas antes e após o tratamento. RESULTADOS: A taxa fracional de remoção (em min-1) da emulsão lipídica antes e após o tratamento com captopril (0,012±0,003 e 0,011±0,003, respectivamente; p=0,85, n.s.) ou o tempo de permanência da emulsão no plasma (83,3±20,8 e 90,9± 22,5 min, n.s.) não se alteraram, mas os níveis de colesterol total e de LDL-c reduziram-se em 7% e 10% respectivamente (p=0,02). As concentrações de HDL-c, triglicérides, Lp(a) e apolipoproteínas AI e B não se modificaram. CONCLUSÃO: O tratamento com captopril, avaliado pelo método da emulsão lipídica artificial, não provoca alterações deletérias no metabolismo dos quilomícrons e seus remanescentes.

  • captopril
  • Lipoproteínas
  • Metabolismo
  • quilomícrons
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07/01/2005 DOI: 10.1590/S0066-782X2004001800009

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Zhang S, Du J, Wang P, Lei M, Zhong C, Ou Y, Sun Z, et al. Associação entre Estimativa de Colesterol de Lipoproteína de Baixa Densidade (sdLDL-C) e Risco de Doença Cardiovascular Aterosclerótica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;122(1):e20240265.

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Zhang, Shutang; Du, Jinjie; Wang, Peng; Lei, Min; Zhong, Canye; Ou, Yang; Sun, Zhen. Associação entre Estimativa de Colesterol de Lipoproteína de Baixa Densidade (sdLDL-C) e Risco de Doença Cardiovascular Aterosclerótica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 1, e20240265, fev. 2025.

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Zhang, S., Du, J., Wang, P., Lei, M., Zhong, C., Ou, Y., & Sun, Z. (2025). Associação entre Estimativa de Colesterol de Lipoproteína de Baixa Densidade (sdLDL-C) e Risco de Doença Cardiovascular Aterosclerótica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(1), e20240265.

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