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  2. Palavra-chave: Dislipidemias/prevenção e controle
ABC
Editorial

Uso de Estatina Associado ao Treinamento Físico: Uma Combinação Perfeita

Stephanie Bastos da Motta et al. Vanessa Caroline Toledes Leandro Franzoni

A dislipidemia e a síndrome metabólica crescem exponencialmente nos últimos anos, inclusive em crianças, principalmente pela baixa qualidade da alimentação e pelo elevado nível de sedentarismo populacional.– Essas duas doenças são importantes fatores de risco para o desenvolvimento de doenças cardiovasculares. A redução da lipoproteína de baixa densidade (LDL), bem como do colesterol total (CT) e da relação CT pela lipoproteína de alta densidade (HDL – CT/HDL) são as principais formas de prevenção cardiometabólica. O uso de estatinas é considerado tratamento padrão, sendo a medida farmacológica mais eficaz para melhorar o perfil lipídico. No entanto, existem alternativas não farmacológicas que também são eficazes, sendo uma delas o exercício físico.

Diferentes evidências trazem a importância da adesão ao treinamento físico regular como forma de prevenção primária ou secundária no desenvolvimento ou agravamento de doenças cardiometabólicas.– No entanto, ainda não há um consenso sobre o efeito da combinação entre o uso de estatinas com o treinamento físico, duas poderosas ferramentas que, combinadas, podem promover um impacto ainda maior no perfil lipídico. Foi o que Costa et al. fizeram nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, analisando a influência do uso de sinvastatina nas adaptações lipídicas decorrentes do treinamento aeróbico e de força em meio aquático em mulheres idosas com dislipidemia. Para tal, foram analisadas 69 mulheres idosas (66,13±5,13 anos), sedentárias, dislipidêmicas, tanto não usuárias quanto usuárias de sinvastatina (20 mg e 40 mg).

[…]

  • Dislipidemias/prevenção e controle
  • Esportes
  • Exercício
  • Fatores de risco
  • Inibidores de Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • natação
  • Síndrome X Metabólica
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
06/09/2021 DOI: 10.36660/abc.20210509 Visualizações 2
ABC
Editorial

Cálcio Arterial Coronariano – do Reastreamento a uma Ferramenta Personalizada de Tomada de Decisões Compartilhada: Novas Diretrizes Americanas de Prevenção

Marcio Sommer Bittencourt et al. Michael J. Blaha Khurram Nasir

O Programa Nacional de Educação sobre Colesterol dos Estados Unidos (NCEP) formou o Painel de Tratamento do Adulto (ATP) em 1985 com o objetivo de orientar o médico e fornecer recomendações de diretrizes para o tratamento de dislipidemias. Em suas primeiras recomendações de 1998, a abordagem da prevenção primária de doença cardiovascular incluiu a redução do LDL-colesterol (LDL-C) em indivíduos com mais de dois fatores de risco e níveis de LDL-C acima de 160 mg/dL e o tratamento opcional naqueles com níveis “borderline” de LDL-C entre 130 – 159 mg/dL. Em sua segunda versão, em 1994, foi introduzida uma categoria de prevenção secundária com um LDL-C abaixo de 100 mg/dL. Em 2001, a terceira versão do documento, o ATP-III, introduziu o conceito de LDL-C “ideal” < 100 mg/dL e introduziu o uso do Escore de Risco de Framingham (ERF) de 10 anos para a estimativa do risco para definir a intensidade do tratamento e atingir os níveis de LDL-C, e uma atualização deste documento introduziu um alvo mais agressivo de LDL-C < 70 mg/dL para aqueles com risco extremamente alto. O ATP-III também menciona o cálcio da artéria coronária (CAC) como um “fator de risco emergente”, afirmando que pode ser útil para a estratificação de risco adicional, predominantemente nos grupos de risco intermediário. Curiosamente, neste ponto, as recomendações eram de que o CAC poderia ser útil em indivíduos com múltiplos fatores de risco ou indivíduos mais velhos, nos quais “os fatores de risco tradicionais perdem um pouco de seu poder preditivo”. Em ambos os casos, o CAC foi proposto como uma ferramenta para rastrear indivíduos com um risco ainda maior do que o esperado, embora o ATP-III tenha sido claramente contra o uso generalizado de CAC como uma ferramenta de triagem.

Após a atualização do ATP-III, houve um intervalo considerável até a publicação das diretrizes da ACC/AHA para o Colesterol do Sangue de 2013, e uma abordagem completamente nova foi adotada para a seleção de candidatos ao tratamento do LDL-C. Primeiro, este documento atualizou as equações da fórmula para calcular o risco cardiovascular em 10 anos (Escore de Risco de Framingham apenas previa o risco de cardiopatia coronariana). Segundo, identificou grupos de maior risco que deveriam ser tratados independentemente do risco (LDL-C > 190 mg/dL, diabéticos). Terceiro, propôs uma recomendação muito mais ampla do uso de estatinas para a prevenção primária, incluindo todos os indivíduos com LDL-C > 70 mg/dL e um risco de doença cardiovascular aterosclerótica calculado > 5% em 10 anos. Essa abordagem mais ampla tem sido criticada por muitos, pois resultou em um aumento substancial do número de indivíduos nos quais as estatinas seriam recomendadas, incluindo recomendações de tratamento de indivíduos de menor risco devido à superestimação do risco derivada da ferramenta de avaliação de risco. Esse documento também conferiu ao CAC uma indicação de classe IIb para uso seletivo em indivíduos que atendessem à descrição vaga “nos quais a decisão de iniciar o tratamento não estava clara”. Neste documento, marcadores adicionais de risco incluíram CAC, proteína C-reativa de alta sensibilidade, índice braquial de tornozelo, história familiar de doença cardiovascular prematura ou indivíduos com LDL-C > 160 mg/dL – e todos receberam recomendações de IIb semelhantes com pouca coisa para diferenciar seu poder preditivo. Conforme recomendado no ATP-III, o uso desses marcadores foi como uma ferramenta de triagem adicional para identificar indivíduos com maior risco de tratamento mais agressivo, embora nenhuma recomendação clara sobre seu uso tenha sido fornecida.

[…]

  • Atenção à Saúde
  • Dislipidemias/prevenção e controle
  • Doenças Cardiovasculares/prevenção e controle
  • Escore de Cálcio
  • Fatores de risco
  • LDL-Colesterol
  • Tomada de Decisões
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/01/2019 DOI: 10.5935/abc.20190008 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Motta SB, Toledes VC, Franzoni L. Uso de Estatina Associado ao Treinamento Físico: Uma Combinação Perfeita. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(2):279-80.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Motta, Stephanie Bastos da; Toledes, Vanessa Caroline; Franzoni, Leandro. Uso de Estatina Associado ao Treinamento Físico: Uma Combinação Perfeita. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 2, p. 279-280, set. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Motta, S. B. , Toledes, V. C., & Franzoni, L. (2021). Uso de Estatina Associado ao Treinamento Físico: Uma Combinação Perfeita. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(2), 279-280.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Motta, Stephanie Bastos da and Toledes, Vanessa Caroline and Franzoni, Leandro. Uso de Estatina Associado ao Treinamento Físico: Uma Combinação Perfeita. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 279-280. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/uso-de-estatina-associado-ao-treinamento-fisico-uma-combinacao-perfeita/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Bittencourt MS, Blaha MJ, Nasir K. Cálcio Arterial Coronariano – do Reastreamento a uma Ferramenta Personalizada de Tomada de Decisões Compartilhada: Novas Diretrizes Americanas de Prevenção. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;112(1):1-2.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Bittencourt, Marcio Sommer; Blaha, Michael J.; Nasir, Khurram. Cálcio Arterial Coronariano – do Reastreamento a uma Ferramenta Personalizada de Tomada de Decisões Compartilhada: Novas Diretrizes Americanas de Prevenção. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 112, n. 1, p. 1-2, dez. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Bittencourt, M. S., Blaha, M. J., & Nasir, K. (2019). Cálcio Arterial Coronariano – do Reastreamento a uma Ferramenta Personalizada de Tomada de Decisões Compartilhada: Novas Diretrizes Americanas de Prevenção. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 112(1), 1-2.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Bittencourt, Marcio Sommer and Blaha, Michael J. and Nasir, Khurram. Cálcio Arterial Coronariano – do Reastreamento a uma Ferramenta Personalizada de Tomada de Decisões Compartilhada: Novas Diretrizes Americanas de Prevenção. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 112, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 1-2. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/calcio-arterial-coronariano-do-reastreamento-a-uma-ferramenta-personalizada-de-tomada-de-decisoes-compartilhada-novas-diretrizes-americanas-de-prevencao/>. ISSN 0066-782X

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