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O Twitter (X) como Ferramenta de Comunicação e Educação para Cardiologistas Brasileiros: Perfil, Influência e Desafios
ABC
Artigo Original

O Twitter (X) como Ferramenta de Comunicação e Educação para Cardiologistas Brasileiros: Perfil, Influência e Desafios

Aline Goneli de Lacerda et al. Luana de Oliveira Ribas Estephany de Jesus Ronaldo Ferreira de Araújo … Thaiane Moreira de Oliveira Claudio Tinoco Mesquita

Resumo

Fundamento

O Twitter (recentemente renomeado X) é uma mídia social popular que pode ser usada para a comunicação em saúde, mas há poucos estudos sobre o perfil dos cardiologistas brasileiros na plataforma. Objetivos: Identificar o perfil dos cardiologistas brasileiros no Twitter (X), sua rede de influência e alcance, e a forma de apresentação da sua biografia.

Métodos

Foram analisadas 1083 contas de cardiologistas brasileiros criadas entre 2006 e 2021. Os dados foram coletados usando a ferramenta FollowerWonk e analisados com o software IRAMUTEQ.

Resultados

A maioria dos perfis foi de homens (76,5%) e 0,8% era institucional. A maioria dos perfis tem até 100 seguidores (71%) e baixa autoridade social (81,8%). Os 20 perfis de maior influência são de homens (80%), com alta concentração na região sudeste (68%).

Conclusões

Os cardiologistas brasileiros preferem uma comunicação pessoal e direta nas redes sociais, em vez de uma representação institucional. Há uma disparidade de gênero entre os cardiologistas brasileiros no Twitter (X), com predominância de homens. Os cardiologistas brasileiros com maior influência online são homens, com alta concentração na região sudeste. Novos estudos devem ser realizados sobre o tema para verificar o impacto destas características na população.

  • Cardiologistas
  • Comunicação em Saúde
  • Redes Sociais Online
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14/02/2025 DOI: 10.36660/abc.20230694 Visualizações 1
ABC
Editorial

O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação

Sergio Emanuel Kaiser

O canal de mídia proeminentemente influente, agora conhecido como X (anteriormente “Twitter”) foi originalmente concebido como uma plataforma de microblog destinada a transmitir atualizações de status curtas, passíveis de entrega imediata a amigos e seguidores. No entanto, ele desencadeou uma revolução no modo de expressar e compartilhar opiniões, ao permitir o estabelecimento de conexões em tempo real. Com seu formato de mensagem curta, a plataforma permite a comunicação instantânea entre indivíduos a milhares de quilômetros de distância com apenas alguns toques na tela de um smartphone.

No contexto de algoritmos orientados por aprendizado de máquina, textos e imagens altamente emocionais impulsionam o engajamento, se espalham rapidamente e amplificam a visibilidade de anúncios incorporados ou mensagens patrocinadas. As expectativas de lucro para os proprietários da plataforma, portanto, dependem da eficiência desses algoritmos para gerar engajamento, independentemente da precisão e autenticidade das informações compartilhadas. Em 2023, os anúncios patrocinados (e personalizados) representaram 74% da receita da plataforma.

[…]

  • Brasil
  • Cardiologistas
  • Mídias sociais
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20/01/2025 DOI: 10.36660/abc.20240711
Figura 1
ABC
Carta Científica

Impacto da COVID-19 na Vida do Cardiologista e Cirurgião Cardiovascular Brasileiros

Andre Luiz Cerqueira Almeida et al. Marcelo Melo Rodrigo Elton Ferreira Rodrigues Luis Fábio Botelho … Paulo André Abreu Almeida Silvio Henrique Barberato

Introdução

A pandemia da COVID-19 (sigla do inglês Coronavirus Disease – 2019) impactou significativamente os serviços de cardiologia. O número de consultas, exames e intervenções cardiológicas diminuiu em várias partes do mundo nos últimos meses.1,2 Contudo, apesar da pressão crescente e da carga sobre o sistema de saúde, a oferta de serviços em cardiologia não foi interrompida, já que doença cardiovascular preexistente coloca os pacientes sob maior risco de infecção, complicações e a manifestações cardíacas primárias da COVID-19.

Além disso, os efeitos da COVID-19 têm afetado a sociedade em geral e os profissionais de saúde em particular, a saber: impacto na saúde física e mental, perturbações financeiras e alterações na qualidade de vida.– Sendo assim, a pandemia causou verdadeira ruptura em diversos aspectos da prática profissional e da vida de médicos e demais profissionais de saúde.,,

[…]

  • Cardiologistas
  • Cirurgiões
  • Comportamento Sedentário
  • Coronavírus-19
  • COVID-19
  • Doenças Cardiovasculares
  • Epidemiologia
  • Fatores de risco
  • Infecção/complicações
  • Pandemia
  • Profissionais de saúde
  • Sistemas de Saúde
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22/11/2021 DOI: 10.36660/abc.20201231 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia

Maria Emília Figueiredo Teixeira et al. Priscila Valverde de O. Vitorino Celso Amodeo Tânia Martinez … Andréa Araujo Brandão Eduardo Costa Duarte Barbosa Audes Diógenes Magalhães Feitosa Paulo Cesar B. Veiga Jardim Ana Luiza Lima Souza Weimar Kunz Sebba Barroso

Resumo

Fundamento:

Principal causa de morte em todo o mundo, as doenças cardiovasculares (DCV) e sua prevalência nos médicos cardiologistas são pouco conhecidas.

Objetivos:

Descrever os hábitos de vida e os fatores de risco cardiovascular e verificar a prevalência de diagnóstico, conhecimento e controle dos fatores de risco cardiovasculares (FRCV) de médicos cardiologistas associados e especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia.

Métodos:

Estudo multicêntrico nacional transversal que avaliou cardiologistas brasileiros por meio de questionário sobre hábitos de vida, doenças preexistentes, medicações em uso, medidas antropométricas, pressão arterial e dosagens de glicose e lípideos sanguíneos.

Resultados:

Foram avaliados 555 cardiologistas, 67,9% do sexo masculino, média de idade de 47,2±11,7 anos. A maioria era não tabagista (88,7%), fisicamente ativa (77,1%), consumia bebida alcóolica (78,2%), com circunferência abdominal normal (51,7%) e excesso de peso (56,1%). As prevalências de hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM) e dislipidemia (DLP) foram de 32,4%, 5,9% e 49,7%, respectivamente e, destes, apenas 57,2%, 45,5% e 49,6% sabiam ter as doenças.

Conclusões:

Os cardiologistas brasileiros participantes do estudo apresentaram prevalências significativas de HAS, DM e DLP, mas apenas a metade dos participantes sabia ser portador dessas condições e, entre eles, as taxas de controle eram baixas para HAS e DLP, apesar de os cardiologistas serem profissionais detentores de conhecimento diferenciado sobre esses FRCV. Os achados representam um alerta para a abordagem dos FRCV em cardiologistas brasileiros e estimulam a realização de estudos futuros.

  • Antropometria
  • Cardiologistas
  • Diabetes mellitus
  • Dislipidemias
  • Doenças Cardiovasculares
  • Estilo de Vida
  • Fatores de risco
  • Hipertensão
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16/04/2021 DOI: 10.36660/abc.20200125
ABC
Editorial

Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia: Lições a serem Aprendidas

Claudio Tinoco Mesquita et al. Wilter dos Santos Ker

As doenças cardiovasculares (DCV) continuam sendo a principal causa de morte no mundo. Fatores de risco como hipertensão arterial sistêmica (HAS), diabetes mellitus (DM), dislipidemia, obesidade, tabagismo e alcoolismo associados ao comportamento sedentário, privação de sono, estresse e histórico familiar favorecem a aterosclerose. A complexidade da fisiopatologia no processo de formação da aterosclerose e a variedade de fatores de risco para doença arterial têm impactos importantes na mortalidade.– A HAS é um importante fator de risco, sendo o mais prevalente para DCV, e sua relação é decorrente de lesões vasculares que causam hiperplasia e hipertrofia da camada média do vaso. As doenças cardiovasculares são a principal causa de mortalidade e morbidade em pessoas com diabetes. Resulta da hiperglicemia e resistência à insulina, levando à inflamação crônica, estresse oxidativo e, em última instância, disfunção endotelial. A DM tem aumentado significativamente nos últimos anos, tornando-se uma das principais causas de mortalidade. A resistência à insulina promove dislipidemia, acelerando a aterosclerose em pacientes diabéticos.– A prevalência da obesidade tem crescido muito nas últimas décadas. É uma entidade complexa, de grande impacto nas doenças cardiovasculares e importante no comprometimento dos fatores de risco (HAS, DM e dislipidemia). Há aumento da incidência de morte súbita entre pacientes obesos, geralmente por arritmias ventriculares frequentes e complexas. Tabagismo, ingestão de álcool e sedentarismo estão relacionados ao aumento do risco cardiovascular, afetando todas as fases da aterosclerose. A alimentação não saudável está relacionada a fatores que interferem na prevenção e controle das DCV, sendo de grande importância para a mortalidade precoce em todo o mundo. A adoção de hábitos saudáveis exige constante esforço pessoal e resiliência.– A melhora no estilo de vida associada à alimentação saudável traz novas perspectivas para a prevenção cardiovascular. A atividade física tem efeitos positivos no metabolismo lipídico, glicose e pressão arterial e, combinada com novas classes de medicamentos para controlar os fatores de risco, resultou na diminuição de desfechos cardiovasculares. O controle do tabagismo é um importante instrumento de prevenção primária que, por meio da educação continuada nos últimos anos, tem levado a uma redução importante no número de dependentes.–

Em um novo estudo com cardiologistas, Teixeira e cols. encontraram menor prevalência de sedentarismo e tabagismo, mas maior prevalência de consumo de álcool. A prevalência de dislipidemia foi maior do que HAS e DM. Embora os especialistas tivessem maior conhecimento sobre a doença, não foi possível observar hábitos mais saudáveis do que o restante da população– Em contrapartida, no Canadá, um estudo de coorte com 17.071 médicos em atividade e 5.306.038 membros da população em geral apontou que os médicos usavam menos serviços preventivos recomendados pelas diretrizes e tiveram taxas mais baixas de fatores de risco cardíaco. Após oito anos de acompanhamento, os médicos tiveram um risco substancialmente menor de desfechos adversos do que a população em geral. Esses resultados podem nos levar a especular sobre as possíveis causas dessas diferenças. O estilo de vida estressante e a jornada excessiva de trabalho atrelada à prática médica no Brasil podem ser responsáveis por parte desses achados.

[…]

  • Aterosclerose
  • Cardiologistas
  • Diabetes mellitus
  • Dislipidemias
  • Doença Arterial Coronária/mortalidade
  • Fatores de risco
  • Obesidade
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16/04/2021 DOI: 10.36660/abc.20210153
Figura 1
ABC
Editorial

Pintando a História da Cardiologia do Brasil

Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes et al. Gláucia Maria Moraes de Oliveira Evandro Tinoco Mesquita Marcelo Dantas Tavares de Melo Fernando Bacal

O mural que o artista plástico Flávio Tavares criou para a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), O Coração dos Trópicos, é um testemunho eloquente do seu talento ímpar como pintor ( ). A obra retrata o desenvolvimento da cardiologia no Brasil. Trata-se de um conjunto de três painéis de tinta acrílica sobre tela justapostos, medindo 6,30m de largura e 1,80m de altura, com personagens reais e imaginários que integram a narrativa de mais de um século da prática da cardiologia na maior nação dos trópicos. O mural de Flávio Tavares será um legado para a história da cardiologia brasileira assim como tem sido o mais famoso mural da história da cardiologia mundial pintado por Diego Rivera, em 1944, para o Instituto de Cardiologia na cidade do México.

[…]

  • Cardiologia/história
  • Cardiologia/tendências
  • Cardiologistas
  • Medicina nas Artes/história
  • Pinturas
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18/01/2021 DOI: 10.36660/abc.20201133 Visualizações 2
Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?
ABC
Letter to the Editor

Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?

Viviana Guzzo Lemke

Com grande interesse no assunto lemos o artigo “O Perfil do Cardiologista Brasileiro – Uma Amostra de Sócios da Sociedade Brasileira de Cardiologia”, de Faganello et al., em que são apresentadas as características profissionais e pessoais dos cardiologistas brasileiros. As diferenças significativas entre os gêneros foram ressaltadas no minieditorial “Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década”, de Mesquita et al., em que peculiaridades como a remuneração e o pequeno número de mulheres na Cardiologia são analisadas sob um ponto de vista inquietante.

Essas matérias fazem coro com a “Carta das Mulheres”, de Oliveira et al., documento alicerçado em objetivos atuais, mas que necessitam de trabalho incansável a longo prazo, com mudanças estruturais na cultura médica, especialmente no que se refere à participação da mulher em cargos executivos dentro das sociedades de especialidades médicas e entidades governamentais relacionadas à saúde da população.

[…]

  • Cardiologistas
  • Educação Médica
  • Identidade de Gênero
  • Intervencionistas
  • Liderança
  • Medicina/tendências
  • Mulheres
  • Participação nas Decisões
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02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190168 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Editorial

Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década

Evandro Tinoco Mesquita et al. Eduardo Thadeu de Oliveira Correia Letícia Mara dos Santos Barbetta

A cardiologia é uma especialidade médica que frequentemente exerce atividade ambulatorial e hospitalar, liderando o cuidado cardiovascular em um ambiente complexo, frente ao envelhecimento. A maior necessidade de tomadas de decisões complexas e conhecimento sobre recursos tecnológicos pode gerar sobrecarga de atividades e mudanças do perfil do cardiologista brasileiro como, por exemplo, em sua mecânica remuneratória, horas de lazer e níveis de estresse. Dessa forma, estudos de demografia médica são fundamentais para entender a dinâmica desses profissionais de saúde.

No estudo de Faganello et al., os autores investigaram o perfil do cardiologista brasileiro por meio de um estudo transversal baseado no envio de questionários via e-mail para cardiologistas adimplentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2017. É importante ressaltar que a possibilidade de cardiologistas com menores rendas serem mais inadimplentes configura um ponto capaz de promover viés no estudo, influenciando os resultados sobre a renda dos profissionais. Além disso, o estudo não inclui profissionais que podem estar exercendo sua atividade profissional sem serem filiados à SBC.

[…]

  • Cardiologistas
  • Identidade de Gênero
  • Liderança
  • Mulheres
  • Preconceito
  • Salários e Benefícios
  • Sexismo
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08/08/2019 DOI: 10.5935/abc.20190132 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

O Perfil do Cardiologista Brasileiro – Uma Amostra de Sócios da Sociedade Brasileira de Cardiologia

Lucas Simonetto Faganello et al. Mauricio Pimentel Carisi Anne Polanczyk Tiago Zimerman … Marcus Vinicius Bolivar Malachias Oscar Pereira Dutra Leandro Ioschpe Zimerman

Resumo

Fundamento:

Dados internacionais mostram mudanças no perfil e nas características da atuação dos cardiologistas. No entanto, não há na literatura dados acerca da realidade brasileira.

Objetivo:

Avaliar as características profissionais e pessoais de amostra de cardiologistas brasileiros.

Método:

Estudo transversal realizado por meio de questionário enviado via e-mail para os cardiologistas adimplentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia em 2017. Os resultados foram analisados considerando nível de significância de p < 0,05.

Resultados:

Foram enviados 13.462 questionários, havendo 2.101 (15,6%) respostas, com predominância de homens (71,8% versus 28,2%). A distribuição etária e o estado civil foram significativamente diferentes entre os gêneros (p < 0,001). O número de cardiologistas sem filhos foi maior entre as mulheres (40,5% versus 16,1%; p < 0,001). O local de trabalho mais frequente foi hospital público (46,5%), seguido por hospital privado (28,5%) e consultório privado (21,1%). O consultório é a principal atividade de 23,9% dos homens e 14% das mulheres (p < 0,001), predominantemente entre aqueles com mais de 50 anos (31,7% versus 10,1%, respectivamente; p < 0,001). A maioria (64,2%) trabalha mais de 40 horas semanais (69% dos homens e 51,9% das mulheres; p < 0,001). A renda mensal de 88% é superior a R$ 11.000 (US$ 3,473.43), e 66,5% dos homens recebem mais que R$ 20.000,00 (US$ 6,315.32) mensais, contra 31,2% das mulheres (p < 0,001). Nível elevado de estresse foi relatado por 11,3%.

Conclusões:

Os homens são maioria entre os cardiologistas, têm maior carga de trabalho e renda superior à das mulheres. A taxa de estresse em grande proporção foi de 11,3%.

  • Cardiologistas
  • Dados Demográficos
  • Gênero
  • Inquéritos e Questionários
  • Qualidade de Vida
  • Renda
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27/06/2019 DOI: 10.5935/abc.20190089 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Prevalência de Opacidades do Cristalino em Cardiologistas Intervencionistas e Profissionais Atuantes na Área de Hemodinâmica no Brasil

Adriano Henrique Pereira Barbosa et al. Regina Bitelli Medeiros Adriana Maria Rodrigues Corpa Fabiana Shinzato Higa … Marco Túlio de Souza Patrícia Lopes Barbosa Antônio Carlos Moreira Alexandre Shaan de Quadros Viviana de Mello Guzzo Lemke Marcelo José de Carvalho Cantarelli

Resumo

Fundamento:

A catarata subcapsular posterior é uma reação tecidual encontrada com frequência nos profissionais expostos à radiação ionizante.

Objetivo:

Avaliar a prevalência de catarata nos profissionais que atuam na área de hemodinâmica no Brasil.

Métodos:

Profissionais expostos à radiação ionizante (grupo 1, G1) foram submetidos ao exame biomicroscópico com lâmpada de fenda para avaliação do cristalino, e comparados aos não expostos (grupo 2, G2). Os achados foram descritos e classificados quanto ao grau de opacidade e localização por meio do Lens opacities classification system III. Ambos os grupos responderam questionário sobre condições de trabalho e de saúde para afastar fatores de risco para catarata, e foram comparados quanto aos achados. Foi utilizado um nível de significância de 5% (p < 0,05).

Resultados:

Foram avaliados 112 voluntários (G1) com média de idade 44,95 (±10,23) anos e 88 voluntários (G2) com média de 48,07 (±12,18) anos. Desses, 75,2% (G1) e 85,2% (G2) eram médicos. A análise estatística entre os grupos G1 e G2 mostrou uma prevalência da catarata no grupo G1 de 33% comparada ao G2 de 16% (p = 0,0058), sendo a catarata subcapsular posterior presente em 13% no G1 e 2% no G2 (p = 0,0081). Considerando apenas os médicos, 38% no G1 e 15% no G2 (p = 0,0011) apresentaram catarata, sendo a subcapsular posterior 13% e 3% (p = 0,0176), respectivamente. No grupo dos profissionais não médicos, não houve diferença estatisticamente significativa na prevalência dos achados oftalmológicos.

Conclusões:

A catarata esteve mais presente no grupo de profissionais expostos à radiação ionizante, sendo que a catarata subcapsular posterior foi o dano tecidual mais encontrado.

  • Cardiologistas
  • Catarata/cirurgia
  • Hemodinâmica
  • Proteção Radiológica
  • Radiação Ionizante
  • Riscos Ocupacionais
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21/02/2019 DOI: 10.5935/abc.20190028

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lacerda AG, Ribas LO, Jesus E, Araújo RF, Oliveira TM, Mesquita CT. O Twitter (X) como Ferramenta de Comunicação e Educação para Cardiologistas Brasileiros: Perfil, Influência e Desafios. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;121(12):e20230694.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lacerda, Aline Goneli de; Ribas, Luana de Oliveira; Jesus, Estephany de; Araújo, Ronaldo Ferreira de; Oliveira, Thaiane Moreira de; Mesquita, Claudio Tinoco. O Twitter (X) como Ferramenta de Comunicação e Educação para Cardiologistas Brasileiros: Perfil, Influência e Desafios. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 12, e20230694, fev. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lacerda, A. G. , Ribas, L. O., Jesus, E. , Araújo, R. F. , Oliveira, T. M. , & Mesquita, C. T. (2025). O Twitter (X) como Ferramenta de Comunicação e Educação para Cardiologistas Brasileiros: Perfil, Influência e Desafios. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(12), e20230694.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lacerda, Aline Goneli de and Ribas, Luana de Oliveira and Jesus, Estephany de and Araújo, Ronaldo Ferreira de and Oliveira, Thaiane Moreira de and Mesquita, Claudio Tinoco. O Twitter (X) como Ferramenta de Comunicação e Educação para Cardiologistas Brasileiros: Perfil, Influência e Desafios. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2025, vol. 121, n. 12, [citado 2026-10-14], e20230694. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-twitter-x-como-ferramenta-de-comunicacao-e-educacao-para-cardiologistas-brasileiros-perfil-influencia-e-desafios/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Kaiser SE. O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;121(12):e20240711.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kaiser, Sergio Emanuel. O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 12, e20240711, jan. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kaiser, S. E. (2025). O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(12), e20240711.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kaiser, Sergio Emanuel. O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2025, vol. 121, n. 12, [citado 2026-10-14], e20240711. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-uso-do-twitter-x-por-cardiologistas-brasileiros-um-chamado-a-acao/>. ISSN 0066-782X

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Almeida ALC, Melo M, Rodrigues REF, Botelho LF, Almeida PAA, Barberato SH. Impacto da COVID-19 na Vida do Cardiologista e Cirurgião Cardiovascular Brasileiros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(5):1048-55.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Almeida, Andre Luiz Cerqueira; Melo, Marcelo; Rodrigues, Rodrigo Elton Ferreira; Botelho, Luis Fábio; Almeida, Paulo André Abreu; Barberato, Silvio Henrique. Impacto da COVID-19 na Vida do Cardiologista e Cirurgião Cardiovascular Brasileiros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 5, p. 1048-1055, nov. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Almeida, A. L. C., Melo, M., Rodrigues, R. E. F., Botelho, L. F., Almeida, P. A. A., & Barberato, S. H. (2021). Impacto da COVID-19 na Vida do Cardiologista e Cirurgião Cardiovascular Brasileiros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(5), 1048-1055.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Almeida, Andre Luiz Cerqueira and Melo, Marcelo and Rodrigues, Rodrigo Elton Ferreira and Botelho, Luis Fábio and Almeida, Paulo André Abreu and Barberato, Silvio Henrique. Impacto da COVID-19 na Vida do Cardiologista e Cirurgião Cardiovascular Brasileiros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 1048-1055. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/impacto-da-covid-19-na-vida-do-cardiologista-e-cirurgiao-cardiovascular-brasileiros/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Teixeira MEF, Vitorino PVO, Amodeo C, Martinez T, Brandão AA, Barbosa ECD, Feitosa ADM, et al. Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(4):774-81.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Teixeira, Maria Emília Figueiredo; Vitorino, Priscila Valverde de O.; Amodeo, Celso; Martinez, Tânia; Brandão, Andréa Araujo; Barbosa, Eduardo Costa Duarte; Feitosa, Audes Diógenes Magalhães; Jardim, Paulo Cesar B. Veiga; Souza, Ana Luiza Lima; Barroso, Weimar Kunz Sebba. Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 4, p. 774-781, abr. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Teixeira, M. E. F., Vitorino, P. V. O., Amodeo, C., Martinez, T., Brandão, A. A., Barbosa, E. C. D., Feitosa, A. D. M., Jardim, P. C. B. V., Souza, A. L. L., & Barroso, W. K. S. (2021). Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(4), 774-781.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Teixeira, Maria Emília Figueiredo and Vitorino, Priscila Valverde de O. and Amodeo, Celso and Martinez, Tânia and Brandão, Andréa Araujo and Barbosa, Eduardo Costa Duarte and Feitosa, Audes Diógenes Magalhães and Jardim, Paulo Cesar B. Veiga and Souza, Ana Luiza Lima and Barroso, Weimar Kunz Sebba. Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Especialistas pela Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 774-781. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/fatores-de-risco-cardiovascular-em-cardiologistas-especialistas-pela-sociedade-brasileira-de-cardiologia/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mesquita CT, Ker WS. Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia: Lições a serem Aprendidas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(4):782-3.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mesquita, Claudio Tinoco; Ker, Wilter dos Santos. Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia: Lições a serem Aprendidas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 4, p. 782-783, abr. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mesquita, C. T., & Ker, W. S. (2021). Fatores de Risco Cardiovascular em Cardiologistas Certificados pela Sociedade Brasileira de Cardiologia: Lições a serem Aprendidas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(4), 782-783.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

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Formato de Documento Eletrônico (APA)

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Mesquita, Evandro Tinoco and Correia, Eduardo Thadeu de Oliveira and Barbetta, Letícia Mara dos Santos. Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 69-70. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/perfil-dos-cardiologistas-brasileiros-um-olhar-sobre-lideranca-feminina-na-cardiologia-e-sobre-o-estresse-desafios-para-a-proxima-decada/>. ISSN 0066-782X

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Faganello, Lucas Simonetto; Pimentel, Mauricio; Polanczyk, Carisi Anne; Zimerman, Tiago; Malachias, Marcus Vinicius Bolivar; Dutra, Oscar Pereira; Zimerman, Leandro Ioschpe. O Perfil do Cardiologista Brasileiro – Uma Amostra de Sócios da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 1, p. 62-68, jun. 2019.

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Faganello, L. S., Pimentel, M., Polanczyk, C. A., Zimerman, T., Malachias, M. V. B., Dutra, O. P., & Zimerman, L. I. (2019). O Perfil do Cardiologista Brasileiro – Uma Amostra de Sócios da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(1), 62-68.

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Faganello, Lucas Simonetto and Pimentel, Mauricio and Polanczyk, Carisi Anne and Zimerman, Tiago and Malachias, Marcus Vinicius Bolivar and Dutra, Oscar Pereira and Zimerman, Leandro Ioschpe. O Perfil do Cardiologista Brasileiro – Uma Amostra de Sócios da Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 62-68. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-perfil-do-cardiologista-brasileiro-uma-amostra-de-socios-da-sociedade-brasileira-de-cardiologia/>. ISSN 0066-782X

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Barbosa AHP, Medeiros RB, Corpa AMR, Higa FS, Souza MT, Barbosa PL, Moreira AC, et al. Prevalência de Opacidades do Cristalino em Cardiologistas Intervencionistas e Profissionais Atuantes na Área de Hemodinâmica no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;112(4):392-9.

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Barbosa, Adriano Henrique Pereira; Medeiros, Regina Bitelli; Corpa, Adriana Maria Rodrigues; Higa, Fabiana Shinzato; Souza, Marco Túlio de; Barbosa, Patrícia Lopes; Moreira, Antônio Carlos; Quadros, Alexandre Shaan de; Lemke, Viviana de Mello Guzzo; Cantarelli, Marcelo José de Carvalho. Prevalência de Opacidades do Cristalino em Cardiologistas Intervencionistas e Profissionais Atuantes na Área de Hemodinâmica no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 112, n. 4, p. 392-399, fev. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Barbosa, A. H. P., Medeiros, R. B., Corpa, A. M. R., Higa, F. S., Souza, M. T. , Barbosa, P. L., Moreira, A. C., Quadros, A. S. , Lemke, V. M. G., & Cantarelli, M. J. C. (2019). Prevalência de Opacidades do Cristalino em Cardiologistas Intervencionistas e Profissionais Atuantes na Área de Hemodinâmica no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 112(4), 392-399.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Barbosa, Adriano Henrique Pereira and Medeiros, Regina Bitelli and Corpa, Adriana Maria Rodrigues and Higa, Fabiana Shinzato and Souza, Marco Túlio de and Barbosa, Patrícia Lopes and Moreira, Antônio Carlos and Quadros, Alexandre Shaan de and Lemke, Viviana de Mello Guzzo and Cantarelli, Marcelo José de Carvalho. Prevalência de Opacidades do Cristalino em Cardiologistas Intervencionistas e Profissionais Atuantes na Área de Hemodinâmica no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 112, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 392-399. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-de-opacidades-do-cristalino-em-cardiologistas-intervencionistas-e-profissionais-atuantes-na-area-de-hemodinamica-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

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