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Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?
ABC
Letter to the Editor

Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?

Viviana Guzzo Lemke

Com grande interesse no assunto lemos o artigo “O Perfil do Cardiologista Brasileiro – Uma Amostra de Sócios da Sociedade Brasileira de Cardiologia”, de Faganello et al., em que são apresentadas as características profissionais e pessoais dos cardiologistas brasileiros. As diferenças significativas entre os gêneros foram ressaltadas no minieditorial “Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década”, de Mesquita et al., em que peculiaridades como a remuneração e o pequeno número de mulheres na Cardiologia são analisadas sob um ponto de vista inquietante.

Essas matérias fazem coro com a “Carta das Mulheres”, de Oliveira et al., documento alicerçado em objetivos atuais, mas que necessitam de trabalho incansável a longo prazo, com mudanças estruturais na cultura médica, especialmente no que se refere à participação da mulher em cargos executivos dentro das sociedades de especialidades médicas e entidades governamentais relacionadas à saúde da população.

[…]

  • Cardiologistas
  • Educação Médica
  • Identidade de Gênero
  • Intervencionistas
  • Liderança
  • Medicina/tendências
  • Mulheres
  • Participação nas Decisões
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02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190168 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Editorial

Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década

Evandro Tinoco Mesquita et al. Eduardo Thadeu de Oliveira Correia Letícia Mara dos Santos Barbetta

A cardiologia é uma especialidade médica que frequentemente exerce atividade ambulatorial e hospitalar, liderando o cuidado cardiovascular em um ambiente complexo, frente ao envelhecimento. A maior necessidade de tomadas de decisões complexas e conhecimento sobre recursos tecnológicos pode gerar sobrecarga de atividades e mudanças do perfil do cardiologista brasileiro como, por exemplo, em sua mecânica remuneratória, horas de lazer e níveis de estresse. Dessa forma, estudos de demografia médica são fundamentais para entender a dinâmica desses profissionais de saúde.

No estudo de Faganello et al., os autores investigaram o perfil do cardiologista brasileiro por meio de um estudo transversal baseado no envio de questionários via e-mail para cardiologistas adimplentes da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), em 2017. É importante ressaltar que a possibilidade de cardiologistas com menores rendas serem mais inadimplentes configura um ponto capaz de promover viés no estudo, influenciando os resultados sobre a renda dos profissionais. Além disso, o estudo não inclui profissionais que podem estar exercendo sua atividade profissional sem serem filiados à SBC.

[…]

  • Cardiologistas
  • Identidade de Gênero
  • Liderança
  • Mulheres
  • Preconceito
  • Salários e Benefícios
  • Sexismo
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08/08/2019 DOI: 10.5935/abc.20190132 Visualizações 1
ABC
Editorial

Disparidades de Gênero e Desfechos das Síndromes Coronarianas Agudas no Brasil

Andrea De Lorenzo

A doença arterial coronariana (DAC) foi considerada durante anos uma “doença masculina”, um conceito que tem influenciado processos de tomada de decisão clínicos e terapêuticos., No entanto, atualmente existem evidências consistentes mostrando que a DAC é uma das principais causas de morte de mulheres. Com base em pools de dados de estudos do National Heart, Lung and Blood Institute (1995-2012), estima-se que no período de um ano após o primeiro infarto do miocárdio, 18% dos homens e 23% das mulheres morrerão, e a mediana do tempo de sobrevida é, acima de 45 anos de idade, 8,2 anos para homens e 5,5 para mulheres. A subestimação do risco cardiovascular em mulheres frequentemente resultou em um tratamento mais conservador e contribuiu para desfechos piores. Na última década, diversos estudos avaliaram a questão das disparidades de gênero no diagnóstico, tratamento e desfechos das síndromes coronarianas agudas (SCA)., Neste contexto, o estudo de Soeiro et al. contribui para a compreensão desse problema, apresentando dados de um registro brasileiro de SCA.

Neste registro multicêntrico, o desfecho primário foi a mortalidade hospitalar por todas as causas, e o desfecho secundário foi a combinação de choque cardiogênico, morte, reinfarto, acidente vascular cerebral isquêmico e sangramento durante um seguimento médio de 8 meses. Como qualquer registro, este apresenta limitações, como a ausência de dados sobre outras doenças, tais como o câncer, bem como dados sobre as diferenças no manejo pós-alta, adesão ao tratamento, entre outros, todos os quais podem influenciar a sobrevivência em qualquer grupo. No entanto, o registro possui um grande número de pacientes (2.437 homens e 1.308 mulheres), e pode oferecer uma visão interessante do cenário brasileiro a respeito das diferenças de gênero nas SCA.

[…]

  • Fatores de risco
  • Identidade de Gênero
  • Idoso
  • Infarto Do Miocárdio
  • Intervenção Coronária Percutânea
  • Mulheres
  • Prognóstico
  • Síndrome Coronariana Aguda
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01/11/2018 DOI: 10.5935/abc.20180210 Visualizações 1
ABC
Editorial

Ansiedade e Depressão após Infarto do Miocárdio: Fatores Inflamatórios podem estar Envolvidos?

João Manoel Theotonio dos Santos

Este interessante artigo publicado por Serpytis et al., avaliou a presença de depressão e transtornos de ansiedade após infarto agudo do miocárdio, e as diferentes formas de apresentação e prevalência conforme o sexo e a idade dos pacientes.

Os autores observaram, em um período de até 31 dias após o infarto agudo do miocárdio, que mais de dois terços dos pacientes apresentaram depressão e/ou transtornos de ansiedade. As mulheres tiveram uma prevalência maior que os homens destas comorbidades e, também tenderam a ter apresentações mais graves tanto de depressão quanto de transtornos de ansiedade. Adicionalmente, nos homens, a depressão foi mais grave e o transtorno de ansiedade foi menos grave a medida em que tinham idade mais avançada; enquanto nas mulheres estas comorbidades tiveram uma apresentação linear, quanto a gravidade, independentemente do fator idade.

[…]

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Fatores de risco
  • Identidade de Gênero
  • Infarto Do Miocárdio
  • Inflamação
  • Proteína C Reativa
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01/11/2018 DOI: 10.5935/abc.20180233 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Diferenças Prognósticas entre Homens e Mulheres com Síndrome Coronariana Aguda. Dados de um Registro Brasileiro

Alexandre de Matos Soeiro et al. Pedro Gabriel Melo de Barros e Silva Eduardo Alberto de Castro Roque Aline Siqueira Bossa … Bruno Biselli Tatiana de Carvalho Andreucci Torres Leal Maria Carolina Feres de Almeida Soeiro Fábio Grunspun Pitta Carlos V. Serrano Jr. Múcio Tavares Oliveira Jr.

Resumo

Fundamento:

Existem diferenças relatadas entre pacientes com síndrome coronariana aguda, de acordo com o sexo. A descrição deste achado comparativo em registro brasileiro ainda não foi documentada.

Objetivo:

Comparar pacientes do sexo masculino vs. feminino quanto a características basais, achados coronarianos, tratamento e prognóstico intra-hospitalar e em longo prazo.

Métodos:

Trata-se de estudo retrospectivo, multicêntrico e observacional, no qual foram incluídos 3.745 pacientes (2.437 do sexo masculino e 1.308 do sexo feminino) entre maio de 2010 e maio de 2015. O desfecho primário intra-hospitalar foi mortalidade por todas as causas. O desfecho secundário foi eventos combinados (choque cardiogênico, reinfarto, morte, acidente vascular cerebral e sangramento). A comparação entre grupos foi realizada por meio de qui-quadrado e teste t, sendo considerado significativo p < 0,05. Em longo prazo, foram avaliados a mortalidade e os eventos combinados pelo método Kaplan-Meier, com seguimento médio de 8,79 meses.

Resultados:

A média de idade foi de 60,3 anos no sexo masculino e 64,6 no feminino (p < 0,0001). O fator de risco mais prevalente foi hipertensão arterial sistêmica em 72,9% das mulheres e 67,8% nos homens (p = 0,001). Intervenção coronária percutânea foi realizada em 44,9% no sexo masculino e 35,4% no feminino (p < 0,0001), e revascularização miocárdica cirúrgica em 17% no sexo masculino e 11,8% no feminino (p < 0,0001), com maior prevalência de padrão coronariano triarterial no sexo masculino (27,3% vs. 16,2%; p < 0,0001). Cerca de 79,9% dos pacientes do sexo feminino enquadraram-se no diagnóstico de síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST, enquanto no sexo masculino este número foi de 71,5% (p < 0,0001). Em curto e longo prazos não se observaram diferenças significativas entre os grupos, tanto em mortalidade quanto em eventos combinados.

Conclusão:

Observaram-se múltiplas diferenças relacionadas ao sexo em pacientes com síndrome coronariana aguda no que se refere a características demográficas, padrão coronariano e tratamento adotado. No entanto, a evolução prognóstica foi semelhante entre os grupos.

  • Estudo Multicêntrico
  • Hipertensão
  • Identidade de Gênero
  • Intervenção Coronária Percutânea
  • Mortalidade
  • Prognóstico
  • Síndrome Coronariana Aguda/epidemiologia
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21/09/2018 DOI: 10.5935/abc.20180166 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Diferenças por Sexo na Ansiedade e Depressão após Infarto Agudo do Miocárdio

Pranas Serpytis et al. Petras Navickas Laura Lukaviciute Alvydas Navickas … Ramunas Aranauskas Rokas Serpytis Ausra Deksnyte Sigita Glaveckaite Zaneta Petrulioniene Robertas Samalavicius

Resumo

Fundamento:

Os pacientes com doença cardíaca, depressão e transtornos de ansiedade são altamente prevalentes e persistentes. A depressão e a ansiedade desempenham um papel significativo na progressão da doença cardiovascular e são reconhecidas como fatores de risco independentes. No entanto, há muito pouca análise relacionada ao gênero em relação às doenças cardiovasculares e transtornos emocionais.

Objetivo:

Avaliar os níveis de depressão e ansiedade em pacientes com infarto do miocárdio (IM) no primeiro mês após o IM e avaliar a relação entre os fatores de risco para doença cardiovascular, indicadores demográficos e distúrbios emocionais, bem como determinar se existem diferenças ou semelhanças baseadas no sexo do paciente.

Métodos:

Esta pesquisa incluiu questões demográficas, características clínicas, questões sobre fatores de risco de doença cardiovascular e a Escala Hospitalar de Ansiedade e Depressão [HADS]. Todos os testes estatísticos foram bilaterais, e valores de p < 0,05 foram considerados estatisticamente significativos.

Resultados:

Determinou-se que 71,4% dos pacientes do sexo feminino e 60,4% dos pacientes do sexo masculino apresentavam sintomatologia concomitante de ansiedade e/ou depressão (p = 0,006). Utilizando os homens como o ponto de referência, as mulheres mostraram um risco elevado de apresentar qualquer distúrbio psiquiátrico (odds ratio, 2,86, p = 0,007). O escore da HADS-D foi notavelmente maior nas mulheres (8,66 ± 3,717) do que nos homens (6,87 ± 4,531, p = 0,004). Foi determinado que os pacientes do sexo masculino que desenvolveram depressão eram em média mais jovens do que aqueles sem depressão (p = 0,005).

Conclusões:

As mulheres demonstraram risco mais elevado de apresentar distúrbio de ansiedade e/ou depressão em comparação aos homens. Além disso, a gravidade da depressão aumentou com a idade entre os homens, enquanto o gravidade da ansiedade diminuiu. Em contraste, a gravidade da depressão e ansiedade foram semelhantes para mulheres de todas as idades após o IM. Um maior escore de depressão foi associado com diabetes e inatividade física, e o maior escore de ansiedade foi associado ao tabagismo nos homens. A hipercolesterolemia foi associada tanto aos maiores escores de ansiedade e depressão, enquanto um maior escore de depressão foi associado à inatividade física entre mulheres.

  • Ansiedade
  • Depressão
  • Doenças Cardiovasculares
  • Fatores de risco
  • Identidade de Gênero
  • Infarto Do Miocárdio
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23/08/2018 DOI: 10.5935/abc.20180161
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Efeitos da Exposição a Poluentes do Ar no Infarto Agudo do Miocárdio, Segundo Gêneros

Tássia Soldi Tuan et al. Taís Siqueira Venâncio Luiz Fernando Costa Nascimento

Resumo

Fundamento:

Existem evidências sobre os efeitos da poluição do ar nas internações por doenças cardiovasculares, entre elas o infarto do miocárdio.

Objetivo:

Estimar a associação entre exposição a poluentes do ar e internações por infarto segundo gêneros, entre 01 de Janeiro de 2012 e 31 de Dezembro de 2013, em São José dos Campos – SP.

Métodos:

Estudo ecológico de série temporal com dados diários de internações por IAM dos poluentes CO, O3, PM10, SO2, NO2, segundo gêneros. Utilizou-se modelo linear generalizado da Regressão de Poisson para estimar os riscos relativos para internações com defasagens de 0 a 5 dias, ajustados por temperatura, umidade, sazonalidade e dias da semana.

Resultados:

Foram 1837 internações por doenças isquêmicas do coração, sendo 636 mulheres e 1201 homens. Para o gênero feminino, os riscos foram significativos para o CO nos lag 0 (RR = 1,09), lag1 (RR = 1,08) e lag 5 (RR = 1,10) e para o SO2 no lag 0 (RR = 1,10) e 3 (RR = 1,09). Para o gênero masculino houve significância para o CO no lag 3 e lag 5 (RR = 1,05). Sem distinção de gênero houve significância para o CO no lag 1 (RR = 1,05) e lag 5 (RR = 1,07) e no lag 0 para o SO2 (RR = 1,06).

Conclusão:

Os dados apresentados mostram o importante papel do CO e do SO2 na gênese das internações por infarto e que as respostas à exposição aos poluentes são diferentes se analisadas por sexo e em conjunto, daí a importância de se estratificarem as análises.

  • Dióxido de Enxofre
  • Identidade de Gênero
  • Infarto Do Miocárdio
  • Monóxido de Carbono
  • Poluentes Ambientais
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11/08/2016 DOI: 10.5935/abc.20160117
Figura 1
ABC
Original Article

Remodelamento Cardíaco e Expressão da ILK Diferem entre os Gêneros após Infarto do Miocárdio

Renato Rodrigues Sofia et al. Andrey Jorge Serra Jose Antonio Silva Jr Ednei Luiz Antonio … Martha Trindade Manchini Fernanda Aparecida Alves de Oliveira Vicente Paulo Castro Teixeira Paulo José Ferreira Tucci

Fundamento:

O gênero pode ser decisivo no remodelamento cardíaco após infarto do miocárdio.

Objetivo:

Avaliar diferenças de gênero associadas ao remodelamento do ventrículo esquerdo (VE) após infarto do miocárdio (IM) e associadas à modulação de quinases acopladas à integrina (integrin-linked kinases-ILK).

Métodos:

Ratos Wistar machos e fêmeas foram divididos em 3 grupos: grupo sham, grupo com IM de extensão moderada (tamanho: 20-39% da área do VE); grupo com IM de grande extensão (tamanho: ≥ 40% da área do VE). O IM foi produzido por oclusão coronária e as análises ecocardiográficas foram obtidas após 6 semanas para avaliar a extensão do IM, bem como a morfologia e função do VE. RT-PCR em tempo real e Western blott foram realizados para quantificar a ILK no miocárdio.

Resultados:

A extensão do IM foi semelhante entre os gêneros. O IM resultou em disfunção sistólica e aumento do tamanho do VE no final da diástole e da sístole em função do tamanho da área necrótica para ambos os sexos. Ratos fêmeas com IM de grande extensão apresentaram dilatação diastólica e sistólica inferior a de ratos machos, mas a disfunção do VE foi semelhante em ambos os sexos. Os níveis gênicos e proteicos de ILK aumentaram em ratos fêmeas com infartos de extensão moderada e grande, mas apenas ratos machos com infartos de grande extensão apresentaram níveis alterados de mRNA do ILK. Uma correlação linear negativa foi observada entre as dimensões do VE e a expressão de ILK em ratos fêmeas com IM de grande extensão.

Conclusões:

A expressão de ILK pós-IM variou de maneira gênero-especifica, e os níveis mais elevados de ILK observados em fêmeas podem ser suficientes para melhorar a geometria do VE, mas não suficientes para melhorar a função do VE.

  • Identidade de Gênero
  • Infarto Do Miocárdio
  • Proteínas Serina-Treonina Quinases/metabolismo
  • Ratos
  • Remodelamento Atrial
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01/08/2014 DOI: 10.5935/abc.20140113
Sensibilidade do eletrocardiograma na hipertrofia ventricular de acordo com gênero e massa cardíaca
ABC
Artigo Original

Sensibilidade do eletrocardiograma na hipertrofia ventricular de acordo com gênero e massa cardíaca

Ana P. Colossimo et al. Francisco de Assis Costa Andrés R. P. Riera Maria T. N. Bombig … Valter C. Lima Francisco A. H. Fonseca Maria C. O. Izar Bráulio L. Filho Dilma Souza Rui M. S. Povoa

FUNDAMENTO: Sabe-se que vários fatores interferem na sensibilidade do Eletrocardiograma (ECG) no diagnóstico da Hipertrofia Ventricular Esquerda (HVE), sendo o gênero e a massa cardíaca alguns dos principais. OBJETIVO: Avaliar a influência do sexo na sensibilidade de alguns dos critérios utilizados para a detecção de HVE, de acordo com a progressão do grau de hipertrofia ventricular. MÉTODOS: De acordo com o gênero e com o grau de HVE ao ecocardiograma, os pacientes foram divididos em três grupos: HVE leve, moderada e severa. Avaliou-se a sensibilidade do ECG para detectar HVE entre homens e mulheres, conforme o grau de HVE. RESULTADOS: Dos 874 pacientes, 265 eram homens (30,3%) e 609, mulheres (69,7%). Os critérios [(S + R) X QRS], Sokolow-Lyon, Romhilt-Estes, Perúgia e padrão strain mostraram alto poder discriminatório no diagnóstico de HVE entre homens e mulheres nos três grupos de HVE, com desempenho superior na população masculina e destaque para os escores [(S + R) X QRS] e Perúgia. CONCLUSÃO: A sensibilidade diagnóstica do ECG é maior com o aumento da massa cardíaca. O exame é mais sensível entre homens, destacando-se os escores [(S + R) X QRS] e Perúgia.

  • Eletrocardiografia
  • Hipertensão
  • Hipertrofia Ventricular Esquerda
  • Identidade de Gênero
  • Insuficiência Cardíaca
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12/08/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000085

Como citar este artigo

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lemke VG. Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):299.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lemke, Viviana Guzzo. Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 299-299, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lemke, V. G. (2019). Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 299-299.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lemke, Viviana Guzzo. Equidade de Gênero na Saúde: Justiça ou Necessidade?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 299-299. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/equidade-de-genero-na-saude-justica-ou-necessidade/>. ISSN 0066-782X

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Mesquita ET, Correia ETO, Barbetta LMS. Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(1):69-70.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mesquita, Evandro Tinoco; Correia, Eduardo Thadeu de Oliveira; Barbetta, Letícia Mara dos Santos. Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 1, p. 69-70, ago. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mesquita, E. T., Correia, E. T. O., & Barbetta, L. M. S. (2019). Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(1), 69-70.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mesquita, Evandro Tinoco and Correia, Eduardo Thadeu de Oliveira and Barbetta, Letícia Mara dos Santos. Perfil dos Cardiologistas Brasileiros: Um Olhar sobre Liderança Feminina na Cardiologia e sobre o Estresse – Desafios para a Próxima Década. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 69-70. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/perfil-dos-cardiologistas-brasileiros-um-olhar-sobre-lideranca-feminina-na-cardiologia-e-sobre-o-estresse-desafios-para-a-proxima-decada/>. ISSN 0066-782X

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Lorenzo AD. Disparidades de Gênero e Desfechos das Síndromes Coronarianas Agudas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(5):654-5.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lorenzo, Andrea De. Disparidades de Gênero e Desfechos das Síndromes Coronarianas Agudas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 5, p. 654-655, out. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lorenzo, A. D. (2018). Disparidades de Gênero e Desfechos das Síndromes Coronarianas Agudas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(5), 654-655.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lorenzo, Andrea De. Disparidades de Gênero e Desfechos das Síndromes Coronarianas Agudas no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 654-655. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/disparidades-de-genero-e-desfechos-das-sindromes-coronarianas-agudas-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

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Santos JMT. Ansiedade e Depressão após Infarto do Miocárdio: Fatores Inflamatórios podem estar Envolvidos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(5):684-5.

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Santos, João Manoel Theotonio dos. Ansiedade e Depressão após Infarto do Miocárdio: Fatores Inflamatórios podem estar Envolvidos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 5, p. 684-685, out. 2018.

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Santos, J. M. T. (2018). Ansiedade e Depressão após Infarto do Miocárdio: Fatores Inflamatórios podem estar Envolvidos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(5), 684-685.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Santos, João Manoel Theotonio dos. Ansiedade e Depressão após Infarto do Miocárdio: Fatores Inflamatórios podem estar Envolvidos?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 684-685. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ansiedade-e-depressao-apos-infarto-do-miocardio-fatores-inflamatorios-podem-estar-envolvidos/>. ISSN 0066-782X

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Soeiro AM, Silva PGMB, Roque EAC, Bossa AS, Biselli B, Leal TCAT, Soeiro MCFA, et al. Diferenças Prognósticas entre Homens e Mulheres com Síndrome Coronariana Aguda. Dados de um Registro Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(5):648-53.

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Soeiro, Alexandre de Matos; Silva, Pedro Gabriel Melo de Barros e; Roque, Eduardo Alberto de Castro; Bossa, Aline Siqueira; Biselli, Bruno; Leal, Tatiana de Carvalho Andreucci Torres; Soeiro, Maria Carolina Feres de Almeida; Pitta, Fábio Grunspun; Serrano Jr., Carlos V.; Oliveira Jr., Múcio Tavares. Diferenças Prognósticas entre Homens e Mulheres com Síndrome Coronariana Aguda. Dados de um Registro Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 5, p. 648-653, set. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Soeiro, A. M., Silva, P. G. M. B. , Roque, E. A. C., Bossa, A. S., Biselli, B., Leal, T. C. A. T., Soeiro, M. C. F. A., Pitta, F. G., Serrano Jr., C. V., & Oliveira Jr., M. T. (2018). Diferenças Prognósticas entre Homens e Mulheres com Síndrome Coronariana Aguda. Dados de um Registro Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(5), 648-653.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Soeiro, Alexandre de Matos and Silva, Pedro Gabriel Melo de Barros e and Roque, Eduardo Alberto de Castro and Bossa, Aline Siqueira and Biselli, Bruno and Leal, Tatiana de Carvalho Andreucci Torres and Soeiro, Maria Carolina Feres de Almeida and Pitta, Fábio Grunspun and Serrano Jr., Carlos V. and Oliveira Jr., Múcio Tavares. Diferenças Prognósticas entre Homens e Mulheres com Síndrome Coronariana Aguda. Dados de um Registro Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 648-653. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/diferencas-prognosticas-entre-homens-e-mulheres-com-sindrome-coronariana-aguda-dados-de-um-registro-brasileiro/>. ISSN 0066-782X

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Serpytis P, Navickas P, Lukaviciute L, Navickas A, Aranauskas R, Serpytis R, Deksnyte A, et al. Diferenças por Sexo na Ansiedade e Depressão após Infarto Agudo do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(5):676-83.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Serpytis, Pranas; Navickas, Petras; Lukaviciute, Laura; Navickas, Alvydas; Aranauskas, Ramunas; Serpytis, Rokas; Deksnyte, Ausra; Glaveckaite, Sigita; Petrulioniene, Zaneta; Samalavicius, Robertas. Diferenças por Sexo na Ansiedade e Depressão após Infarto Agudo do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 5, p. 676-683, ago. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Serpytis, P., Navickas, P., Lukaviciute, L., Navickas, A., Aranauskas, R., Serpytis, R., Deksnyte, A., Glaveckaite, S., Petrulioniene, Z., & Samalavicius, R. (2018). Diferenças por Sexo na Ansiedade e Depressão após Infarto Agudo do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(5), 676-683.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Serpytis, Pranas and Navickas, Petras and Lukaviciute, Laura and Navickas, Alvydas and Aranauskas, Ramunas and Serpytis, Rokas and Deksnyte, Ausra and Glaveckaite, Sigita and Petrulioniene, Zaneta and Samalavicius, Robertas. Diferenças por Sexo na Ansiedade e Depressão após Infarto Agudo do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 676-683. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/diferencas-por-sexo-na-ansiedade-e-depressao-apos-infarto-agudo-do-miocardio/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Tuan TS, Venâncio TS, Nascimento LFC. Efeitos da Exposição a Poluentes do Ar no Infarto Agudo do Miocárdio, Segundo Gêneros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;107(3):216-22.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Tuan, Tássia Soldi; Venâncio, Taís Siqueira; Nascimento, Luiz Fernando Costa. Efeitos da Exposição a Poluentes do Ar no Infarto Agudo do Miocárdio, Segundo Gêneros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 107, n. 3, p. 216-222, ago. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Tuan, T. S., Venâncio, T. S., & Nascimento, L. F. C. (2016). Efeitos da Exposição a Poluentes do Ar no Infarto Agudo do Miocárdio, Segundo Gêneros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 107(3), 216-222.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Tuan, Tássia Soldi and Venâncio, Taís Siqueira and Nascimento, Luiz Fernando Costa. Efeitos da Exposição a Poluentes do Ar no Infarto Agudo do Miocárdio, Segundo Gêneros. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 107, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 216-222. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/efeitos-da-exposicao-a-poluentes-do-ar-no-infarto-agudo-do-miocardio-segundo-generos/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Sofia RR, Serra AJ, Silva Jr JA, Antonio EL, Manchini MT, Oliveira FAA, Teixeira VPC, et al. Remodelamento Cardíaco e Expressão da ILK Diferem entre os Gêneros após Infarto do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;103(2):124-30.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Sofia, Renato Rodrigues; Serra, Andrey Jorge; Silva Jr, Jose Antonio; Antonio, Ednei Luiz; Manchini, Martha Trindade; Oliveira, Fernanda Aparecida Alves de; Teixeira, Vicente Paulo Castro; Tucci, Paulo José Ferreira. Remodelamento Cardíaco e Expressão da ILK Diferem entre os Gêneros após Infarto do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 103, n. 2, p. 124-130, jul. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Sofia, R. R., Serra, A. J., Silva Jr, J. A., Antonio, E. L., Manchini, M. T., Oliveira, F. A. A. , Teixeira, V. P. C., & Tucci, P. J. F. (2014). Remodelamento Cardíaco e Expressão da ILK Diferem entre os Gêneros após Infarto do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 103(2), 124-130.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Sofia, Renato Rodrigues and Serra, Andrey Jorge and Silva Jr, Jose Antonio and Antonio, Ednei Luiz and Manchini, Martha Trindade and Oliveira, Fernanda Aparecida Alves de and Teixeira, Vicente Paulo Castro and Tucci, Paulo José Ferreira. Remodelamento Cardíaco e Expressão da ILK Diferem entre os Gêneros após Infarto do Miocárdio. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 103, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 124-130. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/remodelamento-cardiaco-e-expressao-da-ilk-diferem-entre-os-generos-apos-infarto-do-miocardio/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Colossimo AP, Costa FA, Riera ARP, Bombig MTN, Lima VC, Fonseca FAH, Izar MCO, et al. Sensibilidade do eletrocardiograma na hipertrofia ventricular de acordo com gênero e massa cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2011;97(3):225-31.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Colossimo, Ana P.; Costa, Francisco de Assis; Riera, Andrés R. P.; Bombig, Maria T. N.; Lima, Valter C.; Fonseca, Francisco A. H.; Izar, Maria C. O.; L. Filho, Bráulio; Souza, Dilma; Povoa, Rui M. S.. Sensibilidade do eletrocardiograma na hipertrofia ventricular de acordo com gênero e massa cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 97, n. 3, p. 225-231, ago. 2011.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Colossimo, A. P., Costa, F. A., Riera, A. R. P., Bombig, M. T. N., Lima, V. C., Fonseca, F. A. H., Izar, M. C. O., L. Filho, B., Souza, D., & Povoa, R. M. S. (2011). Sensibilidade do eletrocardiograma na hipertrofia ventricular de acordo com gênero e massa cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 97(3), 225-231.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Colossimo, Ana P. and Costa, Francisco de Assis and Riera, Andrés R. P. and Bombig, Maria T. N. and Lima, Valter C. and Fonseca, Francisco A. H. and Izar, Maria C. O. and L. Filho, Bráulio and Souza, Dilma and Povoa, Rui M. S.. Sensibilidade do eletrocardiograma na hipertrofia ventricular de acordo com gênero e massa cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2011, vol. 97, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 225-231. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/sensibilidade-do-eletrocardiograma-na-hipertrofia-ventricular-de-acordo-com-genero-e-massa-cardiaca/>. ISSN 0066-782X

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