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ABC
Editorial

O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação

Sergio Emanuel Kaiser

O canal de mídia proeminentemente influente, agora conhecido como X (anteriormente “Twitter”) foi originalmente concebido como uma plataforma de microblog destinada a transmitir atualizações de status curtas, passíveis de entrega imediata a amigos e seguidores. No entanto, ele desencadeou uma revolução no modo de expressar e compartilhar opiniões, ao permitir o estabelecimento de conexões em tempo real. Com seu formato de mensagem curta, a plataforma permite a comunicação instantânea entre indivíduos a milhares de quilômetros de distância com apenas alguns toques na tela de um smartphone.

No contexto de algoritmos orientados por aprendizado de máquina, textos e imagens altamente emocionais impulsionam o engajamento, se espalham rapidamente e amplificam a visibilidade de anúncios incorporados ou mensagens patrocinadas. As expectativas de lucro para os proprietários da plataforma, portanto, dependem da eficiência desses algoritmos para gerar engajamento, independentemente da precisão e autenticidade das informações compartilhadas. Em 2023, os anúncios patrocinados (e personalizados) representaram 74% da receita da plataforma.

[…]

  • Brasil
  • Cardiologistas
  • Mídias sociais
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20/01/2025 DOI: 10.36660/abc.20240711
Figura 1
ABCIC
Editorial

O Uso do X (Ex-Twitter) na Área de Imagem Cardiovascular: Oportunidades e Riscos

Alex dos Santos Felix

Introdução

As mídias sociais transformaram de forma decisiva a maneira como difundimos informações e conhecimento médico, trazendo novas ferramentas digitais para impulsionar o debate científico e ajudar a redesenhar os meios de educação na área de saúde. De uma forma global, o X, ou antigo Twitter, se destaca na área médica como uma plataforma que propicia intenso debate técnico, com grande interação entre pares, permitindo que médicos e outros profissionais de saúde de todos os continentes se conectem para discutir publicações, evidências científicas e dividir experiências clínicas. O X também tem grande importância como um canal para a divulgação de eventos científicos, cursos e congressos. Em estudo recente envolvendo profissionais de saúde de 35 países, Guerra e colaboradores identificaram que o X era a segunda rede social mais acessada (55,1%), ficando apenas atrás do LinkedIn (60,8%). A rapidez na difusão de informações e a interatividade são pontos altos do X, com a possibilidade de aproximar médicos mais jovens, ou que trabalham em instituições de menor complexidade, de profissionais renomados que atuam em grandes centros ao redor do mundo. Essa valiosa troca de experiências constrói um grande “round” virtual, agregando outros profissionais ao debate, permitindo a discussão de conceitos técnicos controversos e casos clínicos desafiadores.

O X foi fundado em 2006, ainda como Twitter, como um ambiente de troca de mensagens curtas, inicialmente limitadas a 140 caracteres, tendo sido estendido para 280 caracteres em 2017, e flexibilizado recentemente para 25.000 caracteres apenas para usuários Premium. Segundo o Digital Report 2024, o Brasil é o segundo país do mundo onde os usuários passam maior tempo online. Existem 245 milhões de usuários no X, com mais de 500 milhões de postagens por dia, sendo o Brasil a quarta maior base de usuários desta plataforma no mundo.

[…]

  • ecocardiografia
  • Mídias sociais
  • Técnicas de Imagem Cardíaca
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09/12/2024 DOI: 10.36660/abcimg.20240109
Figura 1
ABC
Carta ao Editor

O Outro Lado da Moeda: Os Riscos da Discussão de Dados Médico-Científicos pela Mídia Durante a Pandemia de COVID-19

Caio Julio Fernandes et al. Fernando Ganem Fabio Gravina Olivieri Marcelo Fadul Vilibor Alfredo Salim Helito

A pandemia de COVID-19, assim determinada pela ONU em março de 2020, trouxe uma série de mudanças no cotidiano de toda a população. Medidas de isolamento social, quarentena e lockdown foram implementadas em diversos países. O número elevado de casos, já próximo de 4 milhões no mundo, com mais de 250.000 mortos pela doença, fez com que houvesse um grande interesse na patologia, e uma verdadeira revolução na produção e divulgação de dados médicos ocorreu por conta disso. Uma grande quantidade de artigos científicos avaliando todos os aspectos de COVID-19, desde a sua epidemiologia, passando pelo seu quadro clínico e por potenciais possibilidades terapêuticas tornou-se disponível para a comunidade médica. Em pouco mais de 4 meses mais de 10.000 artigos foram publicados sobre o tema e, de forma inédita, disponibilizados gratuitamente, em tempo real, pelos principais periódicos da literatura médica.

Essa velocidade de produção e imensa quantidade de dados disponíveis não vêm sem um preço. Boa parte destes artigos não passou por uma revisão de metodologia adequada, sequer foi avaliada por pares e não foi depurada pelo tempo. A necessidade de compreender a COVID-19 e de buscar melhores alternativas terapêuticas fez com que houvesse uma avalanche de estudos questionáveis. O joio misturou-se ao trigo e recomendações médicas passaram a mudar com uma velocidade assustadora. Dados com maiores graus de confiabilidade e de evidência, advindos de estudos aleatorizados e controlados por placebo passaram a ser considerados demorados demais. Séries de casos e opiniões de especialistas começaram a pautar condutas clínicas, com impacto direto no manejo clínico dos pacientes. Ao invés de demonstrarem soluções, a inundação de estudos passou a ser um problema e a gerar confusão para a prática clínica no manejo dos pacientes com COVID-19.

[…]

  • Coronavírus
  • COVID-19
  • Diagnóstico Diferencial
  • Doenças Respiratórias
  • Doenças Transmissíveis
  • Mídias sociais
  • Pandemia
  • Quarentena Isolamento Social
  • Tecnologia da Informação/tendências
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28/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20200449
ABC
Editorial

Pandemônio Durante a Pandemia: Qual o Papel dos Profissionais da Saúde e a Ciência?

André d’Avila et al. Marco F. Vidal Melo Renato D. Lopes

A conduta dos comentaristas esportivos brasileiros durante a recente pandemia da COVID-19 merece destaque. Dia após dia, mesmo socialmente distantes, eles vêm à televisão dar a sua contribuição para amenizar o desconforto do público. Durante horas, discutem exaustivamente jogos do passado, problemas atuais e o futuro do esporte sobre o qual se especializaram. Em nenhum momento, no entanto, se arriscam a comentários fora da sua área. Mesmo que, como cidadãos, tenham uma opinião sobre a gravidade da COVID-19, sobre o benefício do distanciamento social ou sobre o uso de medicamentos sem comprovação científica, preferem continuar restritos às áreas de excelência nas quais são reconhecidos como especialistas, pois conhecem aquele assunto melhor que ninguém.

Mais difícil de compreender, entretanto, é a postura dos que insistem em emitir opinião não fundamentada sobre várias intervenções no tratamento da COVID-19, mesmo sabendo que não há confirmação baseada em alto nível de evidência do potencial efeito benéfico dessas recomendações. Alguns simplesmente optam pelo proselitismo médico. Outros, por não reconhecerem nem entenderem a necessidade da investigação clínica adequada, preferem a omissão: não aprovam nem desaprovam nada, deixando a população sem nenhum referencial. Contudo, o tipo de atitude mais comum talvez seja a do médico assustado pelo desconhecido, desesperado por seus entes queridos e pacientes, pressionado por respostas e influenciado pelo bombardeio das informações nas mídias sociais e que, por isso, agarra-se à possibilidade de um tratamento redentor. Infelizmente, a única doença tratada com essa abordagem costuma ser a ansiedade dos próprios médicos e seus pacientes.

[…]

  • Aprovação de Drogas
  • Azitromicina/efeitos adversos
  • Comitê de Ética em Pesquisa
  • Coronavírus
  • COVID-19
  • Hydroxychloroquina/efeitos da medicação
  • Mídias sociais
  • Pandemias
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01/06/2020 DOI: 10.36660/abc.20200320 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Kaiser SE. O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;121(12):e20240711.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kaiser, Sergio Emanuel. O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 12, e20240711, jan. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kaiser, S. E. (2025). O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(12), e20240711.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kaiser, Sergio Emanuel. O Uso do Twitter (X) por Cardiologistas Brasileiros: Um Chamado à Ação. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2025, vol. 121, n. 12, [citado 2026-10-14], e20240711. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-uso-do-twitter-x-por-cardiologistas-brasileiros-um-chamado-a-acao/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Felix AS. O Uso do X (Ex-Twitter) na Área de Imagem Cardiovascular: Oportunidades e Riscos. ABC Imagem Cardiovascular 2024;37(4):e20240109.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Felix, Alex dos Santos. O Uso do X (Ex-Twitter) na Área de Imagem Cardiovascular: Oportunidades e Riscos. ABC Imagem Cardiovascular, v. 37, n. 4, e20240109, dez. 2024.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Felix, A. S. (2024). O Uso do X (Ex-Twitter) na Área de Imagem Cardiovascular: Oportunidades e Riscos. ABC Imagem Cardiovascular, 37(4), e20240109.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Felix, Alex dos Santos. O Uso do X (Ex-Twitter) na Área de Imagem Cardiovascular: Oportunidades e Riscos. ABC Imagem Cardiovascular [online]. 2024, vol. 37, n. 4, [citado 2026-10-14], e20240109. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-uso-do-x-ex-twitter-na-area-de-imagem-cardiovascular-oportunidades-e-riscos/>. ISSN 2318-8219

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Fernandes CJ, Ganem F, Olivieri FG, Vilibor MF, Helito AS. O Outro Lado da Moeda: Os Riscos da Discussão de Dados Médico-Científicos pela Mídia Durante a Pandemia de COVID-19. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(2):278-80.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Fernandes, Caio Julio; Ganem, Fernando; Olivieri, Fabio Gravina; Vilibor, Marcelo Fadul; Helito, Alfredo Salim. O Outro Lado da Moeda: Os Riscos da Discussão de Dados Médico-Científicos pela Mídia Durante a Pandemia de COVID-19. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 2, p. 278-280, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Fernandes, C. J., Ganem, F., Olivieri, F. G., Vilibor, M. F., & Helito, A. S. (2020). O Outro Lado da Moeda: Os Riscos da Discussão de Dados Médico-Científicos pela Mídia Durante a Pandemia de COVID-19. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(2), 278-280.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Fernandes, Caio Julio and Ganem, Fernando and Olivieri, Fabio Gravina and Vilibor, Marcelo Fadul and Helito, Alfredo Salim. O Outro Lado da Moeda: Os Riscos da Discussão de Dados Médico-Científicos pela Mídia Durante a Pandemia de COVID-19. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 278-280. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-outro-lado-da-moeda-os-riscos-da-discussao-de-dados-medico-cientificos-pela-midia-durante-a-pandemia-de-covid-19/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

d’Avila A, Melo MFV, Lopes RD. Pandemônio Durante a Pandemia: Qual o Papel dos Profissionais da Saúde e a Ciência?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(5):753-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

d’Avila, André; Melo, Marco F. Vidal; Lopes, Renato D.. Pandemônio Durante a Pandemia: Qual o Papel dos Profissionais da Saúde e a Ciência?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 5, p. 753-754, maio. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

d’Avila, A., Melo, M. F. V., & Lopes, R. D. (2020). Pandemônio Durante a Pandemia: Qual o Papel dos Profissionais da Saúde e a Ciência?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(5), 753-754.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

d’Avila, André and Melo, Marco F. Vidal and Lopes, Renato D.. Pandemônio Durante a Pandemia: Qual o Papel dos Profissionais da Saúde e a Ciência?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 753-754. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/pandemonio-durante-a-pandemia-qual-o-papel-dos-profissionais-da-saude-e-a-ciencia/>. ISSN 0066-782X

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