Mafalda Carrington et al. Pedro Silvério António Natacha Rodrigues Afonso Nunes-Ferreira … Ana Bernardes Fausto J. Pinto João de Sousa Pedro Marques
Introdução
O patrimônio vascular é uma grande preocupação em pacientes com doença renal terminal. Como os pacientes em programas crônicos de hemodiálise experimentam taxas de sobrevivência crescentes, eles frequentemente enfrentam múltiplas falhas de acesso vascular e podem precisar de inserções recorrentes de cateter venoso central e reintervenções de fístulas/enxertos para otimizar seus acessos arteriovenosos. Além disso, insuficiência cardíaca e distúrbios do ritmo cardíaco são comorbidades frequentes nessa população, e o implante de marca-passo ou desfibrilador cardíaco implantável (DCI) é frequentemente indicado. A prevalência estimada de implante de Dispositivos Eletrônicos Implantáveis Cardiovasculares (DEIC) em pacientes em hemodiálise crônica é de cerca de 10%. Nosso objetivo foi descrever uma nova técnica de implante de marca-passo, que consistia em preservar a veia cefálica ipsilateral ao fluxo da fístula arteriovenosa, e avaliar os resultados clínicos dessa técnica ao longo de 12 meses.
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