Michelle Bozko Collini et al. Gustavo Sarot Pereira da Cunha Leonardo Henrique dos Santos de Melo Matheus Bissa Duarte Ferreira … Jorge Tadashi Daikubara Neto Rafael Moretti Carolina Ruschel Senger Karoline Cordeiro Vercka Jessica Tamires Reichert Lucas Muller Prado Jamilly Giuriatti Anziliero Eduardo Leal Adam Raphael Henrique Déa Cirino Miguel Morita Fernandes-Silva
Resumo
Fundamento:
A classificação universal de insuficiência cardíaca (IC) definiu quatro categorias com base na fração de ejeção (FE). Embora tenha sido demonstrado que essas categorias baseadas em FE têm prognóstico e resposta distintos ao tratamento, a maioria dos dados se concentrou na IC crônica.
Objetivos:
Comparamos o prognóstico e as características de pacientes com IC aguda de acordo com a classificação universal de FE.
Métodos:
Estudo de coorte prospectivo com pacientes internados em um hospital terciário para o tratamento da IC aguda. Os pacientes foram classificados nas quatro categorias da classificação universal de FE: reduzida (ICFEr), levemente reduzida (ICFElr), preservada (ICFEp) e melhorada (ICFEm), com base em um ecocardiograma realizado durante a internação. O desfecho primário foi óbito por todas as causas em seis meses de acompanhamento.
Resultados:
Foram incluídos 153 pacientes hospitalizados com a IC aguda (67,2 ± 14,9 anos, 50,3% do sexo feminino, FE = 43,8 ± 17,6%), sendo 52% ICFEr, 35% ICFEp, 12% ICFElr e 1% ICFEm. Pacientes com ICFEr eram mais propensos a ter uma etiologia isquêmica (42,5%), enquanto pacientes com ICFEp eram mais frequentemente do sexo feminino (67,3%), com maior propensão a hipertensão (90,9%) e fibrilação atrial (49,1%). A mortalidade em seis meses foi semelhante entre as categorias ICFEr, ICFEp e ICFElr (15% vs 20% vs 11%, respectivamente, Log-rank p = 0,75), e a variação na FE a partir de um ecocardiograma anterior não foi associada ao risco de desfechos.
Conclusão:
Em pacientes com IC aguda, as categorias de FE da classificação universal apresentaram taxas de mortalidade semelhantes. A proporção de pacientes com FE melhorada foi muito pequena e a melhora da FE não foi associada a melhores desfechos.