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  2. Palavra-chave: Diástole
Figura 1
ABCIC
Artigo Original

Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros

Daniela do Carmo Rassi et al. Salvador Rassi Jorge Eduardo Assef Alex dos Santos Felix … Adenalva Lima de Souza Beck Cecília Beatriz Bittencourt Viana Cruz Silvio Henrique Barberato

Resumo

Fundamento:

A disfunção diastólica (DD) é altamente prevalente e está associada a alta taxa de morbidade e mortalidade. Diretrizes mais recentes introduziram a classificação de Função ou Disfunção Diastólica Indeterminada (FDI ou DDI), mas ambos os diagnósticos ainda são pouco compreendidos na prática clínica, com prevalência variável.

Objetivos:

Avaliar o entendimento sobre FDI e DDI entre cardiologistas não ecocardiografistas no Brasil.

Métodos:

Pesquisa online de abrangência nacional distribuída por plataformas de mensagens móveis, com um questionário breve e anônimo sobre conhecimento e interpretação da Função Diastólica.

Resultados:

Um total de 570 cardiologistas de todas as regiões do Brasil participaram do estudo. A maioria dos participantes (64,21%) possuía mais de dez anos de experiência clínica. Enquanto 71% identificaram corretamente os graus 2 ou 3 como indicativos de pressões de enchimento elevadas, apenas 34,21% compreendiam com precisão os critérios diagnósticos para FDI ou DDI. Entre os equívocos associados à classificação indeterminada, destacam-se atribuição desse status a condições que interferem na avaliação da diástole (49,12%), limitações técnicas dos equipamentos de ecocardiografia (3,33%) e suposta falta de conhecimento dos ecocardiografistas (4,91%). Além disso, 46,7% relataram encontrar esse diagnóstico raramente nos laudos, 33,5% acreditavam que essa classificação influenciava a conduta clínica e 43,5% consideravam que o exame poderia ter sido melhor realizado.

Conclusão:

Apesar do conhecimento sobre a função diastólica, a interpretação equivocada de FDI ou DDI ainda é comum entre cardiologistas não ecocardiografistas. Investimentos em educação, com compartilhamento desses conceitos aos clínicos, e diretrizes claras são essenciais para otimizar o uso e a precisão diagnóstica na ecocardiografia.

  • Diástole
  • ecocardiografia
  • Guias de Prática Clínica como Assunto
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28/03/2025 DOI: 10.36660/abcimg.20250013 Visualizações 2
Figura 1
ABCIC
Review Article

Como eu Faço a Análise da Função Diastólica na Presença de Fibrilação Atrial

Antonio Amador Calvilho Júnior et al. João Moron Saes Braga Jorge Eduardo Assef Andrea de Andrade Vilela

Introdução

A fibrilação atrial (FA) é uma arritmia prevalente, que pode ocorrer de forma isolada ou em combinação com outras condições clínicas. Seu aparecimento interfere tanto nos algoritmos diagnósticos comuns, como em suas respectivas condutas protocolares. No caso da avaliação da função diastólica pela ecocardiografia, ocorre drástica mudança na sequência de análise. Essa relação torna-se ainda mais complexa, pelo fato da disfunção diastólica ser associada ao surgimento da FA não valvar, ou seja, é uma de suas causas.

Não é somente a presença de FA que modifica os algoritmos de estudo. Na verdade, existe um grupo de condições, chamadas de “situações” ou “populações especiais em diastologia” que, além da FA, incluem especialmente, mas não exclusivamente, taquicardia sinusal, cardiomiopatia hipertrófica, cardiomiopatia restritiva, hipertensão pulmonar de causa não cardíaca, estenose mitral, regurgitação mitral, calcificação do anel mitral de grau maior que discreto, transplantados cardíacos e pericardite constritiva.–

[…]

  • Diástole
  • ecocardiografia
  • Fibrilação Atrial
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01/12/2022 DOI: 10.47593/2675-312X/20223504eabc344p Visualizações 2
Figura 1
ABCIC
Artigo Original

Deslocamento Linear Longitudinal do Ventrículo Esquerdo Comparado ao Strain Longitudinal Global por Ressonância Magnética Cardiovascular

Rafael Almeida Fonseca et al. Sergio Marrone Ribeiro Clerio Francisco de Azevedo Filho Roney Sampaio … Flávio Tarasoutchi Carlos Eduardo Rochitte

Resumo

Introdução

A função sistodiastólica do ventrículo esquerdo é prognóstica nas doenças cardiovasculares e pode ser avaliada por strain longitudinal global por meio de ecocardiografia e de ressonância magnética cardíaca. O strain longitudinal global pela ressonância magnética cardíaca exige a utilização de software de alto custo. O deslocamento linear longitudinal do ventrículo esquerdo pode ser uma alternativa simples e barata ao strain longitudinal global, porém eles não foram ainda comparados sistematicamente.

Objetivo

Comparar o deslocamento linear longitudinal com o strain longitudinal global e fração de ejeção do ventrículo esquerdo em valvopatas aórticos e controles.

Métodos

Incluímos 44 participantes (26 valvopatas aórticos/١٩ controles). O strain longitudinal global utilizou software específico (Circle Cardiovascular Imaging 42) e o deslocamento linear longitudinal apenas medidas lineares de distância entre a base e o ápex do ventrículo esquerdo, gerando deslocamento máximo, velocidade máxima no início da diástole, velocidade na diástase e a relação entre velocidade na diástase e velocidade máxima no início da diástole.

Resultados

Deslocamento máximo e velocidade máxima no início da diástole correlacionaram-se com strain longitudinal global (r=0,69 e r=0,65 respectivamente) e com a fração de ejeção do ventrículo esquerdo (r=0,47 e r=0,57, p<0,001 para ambos). Deslocamento máximo e velocidade máxima no início da diástole apresentaram área sob a curva Característica de Operação do Receptor de 0,88 e 0,91 e, no melhor ponto de corte (-0,13 e 0,66), sensibilidade de 72,43% e 57,14% e especificidade 80,65% e 87,10%, respectivamente, quando comparados ao strain longitudinal global. Utilizando a fração de ejeção do ventrículo esquerdo como referência, foram obtidos 0,70 e 0,82, e, no melhor ponto de corte (-0,11 e 0,61), sensibilidade de 75,00% e 50,00% e especificidade 72,97% e 78,38%, respectivamente.

Conclusão

O deslocamento linear longitudinal foi semelhante ao strain longitudinal global. O deslocamento máximo derivado do deslocamento linear longitudinal foi o melhor parâmetro na sístole, enquanto a velocidade máxima no início da diástole foi o melhor na diástole, o que possibilita a avaliação da função diastólica pela ressonância magnética cardíaca na rotina clínica de forma rápida e sem custo adicional.

  • Contração Miocárdica
  • Diástole
  • Estenose da Valva Aórtica
  • Insuficiência da Valva Aórtica
  • Ressonância Magnética
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30/06/2022 DOI: 10.47593/2675-312X/20223502eabc304 Visualizações 2
ABC
Editorial

Novo Método Melhora Avaliação da Disfunção Ventricular Esquerda Subclínica no Diabetes Mellitus Tipo 2

Lutfu Askin et al. Okan Tanrıverdi Hakan Tibilli Serdar Turkmen

Tei et al. foram os primeiros a descrever o índice de desempenho miocárdico (IPM), que mostra as funções sistólica e diastólica do ventrículo esquerdo (VE). Enquanto marcador prognóstico, o IPM tem se mostrado um preditor independente de mortalidade e morbidade em várias doenças, como infarto do miocárdio, hipertensão, diabetes e insuficiência cardíaca., skin et al. descreveram que as funções diastólica e sistólica do VE foram afetadas negativamente em pacientes pré-diabéticos. Além disso, o índice também pode ser usado para avaliar parâmetros anormais de função cardíaca em pacientes pré-diabéticos. A característica mais proeminente do nosso método é que ele pode ser obtido dentro de um curto período com equipamentos facilmente disponíveis. É importante identificar a disfunção diastólica ventricular esquerda subclínica (DDVE) para a prevenção clínica antes que seja significativa. Assim, o IPM é usado para identificar DVE subclínica no diabetes mellitus tipo 2 (DM2).

A medida da onda pressistólica (OPS) é obtida por meio de exame doppler da via de saída do VE (VSVE)., Kul et al. descobriram que a OPS está associada à DVE subclínica em pacientes com DM2. Ou seja, as OPS são um parâmetro ecocardiográfico facilmente mensurável, obtido na diástole tardia, que pode predizer DVE subclínica em pacientes com DM2. Possíveis causas da formação das OPS são a complacência prejudicada e aumento da rigidez do VE, que também são as principais causas de OPS em pacientes diabéticos, entre outros. Logo, a relação entre OPS e DDVE foi comprovada.

[…]

  • Antioxidantes/farmacologia
  • Apoptose/efeitos dos fármacos
  • Diabetes mellitus
  • Diástole
  • Espécies Reativas de Oxigênio
  • Insuficiência Cardíaca
  • Miocárdio
  • Sístole
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02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190164 Visualizações 2
Alteração precoce da matriz extracelular e parâmetros diastólicos na síndrome metabólica
ABC
Artigo Original

Alteração precoce da matriz extracelular e parâmetros diastólicos na síndrome metabólica

Angela B. S. Santos et al. Mauricio Junges Daiane Silvello Adriana Macari … Bruno S. de Araújo Beatriz G. Seligman Bruce B. Duncan Luis Eduardo P. Rohde Nadine Clausell Murilo Foppa

FUNDAMENTOS: Síndrome Metabólica (SM) está associada com maior risco cardiovascular, porém não está claro se as alterações miocárdicas presentes nessa condição, como a disfunção diastólica, são consequência de mecanismos sistêmicos ou de efeitos diretos no miocárdio. OBJETIVOS: Comparar função diastólica, biomarcadores de atividade da Matriz Extracelular (MEC), inflamação e estresse hemodinâmico, em pacientes com SM e controles saudáveis. MÉTODOS: Pacientes com SM (n = 76) e controles saudáveis (n = 30) foram avaliados clinicamente e submetidos a exame ecocardiográfico e mensuração dos níveis plasmáticos de metaloproteinase-9 (MMP9), inibidor tecidual da metaloproteinase-1 (TIMP1), proteína C reativa ultrassensível (PCR-us), resistência insulínica (HOMA-RI) e NT-proBNP. RESULTADOS: O grupo SM apresentou menor onda E’ (10,1 ± 3,0 cm/s vs. 11,9 ± 2,6 cm/s, p = 0,005), maiores valores para onda A (63,4 ± 14,1 vs. 53,1 ± 8,9 cm/s, p < 0,001), razão E/E'(8,0 ± 2,2 vs. 6,3 ± 1,2; p < 0,001), MMP9 (502,9 ± 237,1 vs. 330,4 ± 162,7 ng/mL, p < 0,001), PCR-us (p = 0,001) e HOMA-RI (p < 0,001), sem diferença nos níveis de TIMP1 e NT-proBNP. Na análise multivariada, apenas MMP9 foi independentemente associada a SM. CONCLUSÃO: Pacientes com SM apresentaram diferenças em medidas ecocardiográficas de função diastólica, na atividade da MEC, PCR-us e HOMA-RI em relação aos controles. Porém, somente MMP9 foi independentemente associada com SM. Esses achados sugerem que os efeitos precoces da SM sobre a atividade da MEC podem não ser detectados nas medidas ecocardiográficas de função diastólica usuais.

  • Diástole
  • Fatores de risco
  • Matriz Extracelular
  • Síndrome Metabólica
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06/09/2013 DOI: 10.5935/abc.20130182 Visualizações 2
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada: combater equívocos para uma nova abordagem
ABC
Revisão

Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada: combater equívocos para uma nova abordagem

Ricardo Fontes-Carvalho et al. Adelino Leite-Moreira

Durante as últimas décadas, a insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) foi alvo de menor atenção por parte das comunidades médica e científica, o que levou ao aparecimento de um conjunto de equívocos relativamente às suas características, diagnóstico e abordagem terapêutica. Nos últimos anos surgiram novos estudos que alteraram os conceitos classicamente associados à ICFEP, contribuindo para uma nova visão dessa doença. Com esta revisão pretendemos abordar as mais recentes evidências existentes na área da ICFEP e combater os principais equívocos a ela associados, de forma a melhorar a sua abordagem diagnóstica e terapêutica. Temos hoje vários dados que demonstram que a ICFEP é uma entidade que necessita de uma abordagem clínica distinta da utilizada na insuficiência cardíaca sistólica (ICS). A ICFEP deixou de ser vista como uma doença “benigna”, porque está associada a um mau prognóstico e a uma elevada prevalência. A sua fisiopatologia é complexa, não está totalmente esclarecida e, para além da disfunção diastólica, foram recentemente descobertos outros fatores, cardíacos e extracardíacos, que estão também implicados no seu aparecimento. Dispomos hoje de critérios objetivos para o seu diagnóstico, sobretudo recorrendo aos novos parâmetros ecocardiográficos de avaliação da função diastólica, nomeadamente ao cálculo da relação E/e’ obtida por meio do Doppler tecidual. Finalmente, o tratamento da ICFEP continua a ser uma incógnita, porque não dispomos atualmente de nenhuma estratégia terapêutica capaz de alterar o prognóstico da ICFEP. Desse modo, abordaremos também os potenciais novos alvos terapêuticos que poderão revolucionar o tratamento futuro da ICFEP.

  • Diástole
  • Envelhecimento da População
  • Função ventricular
  • Insuficiência Cardíaca
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03/10/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011000600012 Visualizações 1
Correlação da função diastólica com a capacidade máxima de exercício ao teste ergométrico
ABC
Artigo Original

Correlação da função diastólica com a capacidade máxima de exercício ao teste ergométrico

Maria Estefânia Bosco Otto et al. Márcio Mendes Pereira Adenalva Lima de Souza Beck Maurício Milani

FUNDAMENTO: O aumento da pressão de capilar pulmonar (PCP) é um dos mecanismos de intolerância ao exercício. A avaliação da função diastólica pelo ecocardiograma (ECO) é capaz de estimar a PCP. OBJETIVO: Identificar variáveis determinantes da capacidade de exercício em paciente submetidos a teste ergométrico (TE) de rotina, ECO convencional e doppler tecidual (DT). MÉTODOS: Foram estudados, retrospectivamente, 640 pacientes submetidos a TE e ao ECO e DT. Pacientes com fração de ejeção 10 foi considerada uma estimativa de aumento da PCP. A capacidade máxima de esforço foi avaliada pelo número de equivalentes metabólicos (MET). Para análise, os pacientes foram divididos em dois grupos: MET 7 (n = 572). O escore de Morise demonstrou uma população de baixo risco (60%) para doença coronária (DAC). RESULTADOS: O número de pacientes com E/e’ > 10 foi significativamente maior no grupo MET 7(41,7% vs 9,4%, p = 0,001), bem como a presença de algum grau de disfunção diastólica (76,6% vs 34,1% p = 0,001). Pela análise de regressão logística, as variáveis independentes de baixa capacidade de exercício (MET < 7) foram a idade, o sexo feminino e a velocidade de A (diástole tardia). CONCLUSÃO: A disfunção diastólica determinada pelo ECO, sexo feminino e idade estão associados com a menor capacidade de exercício em uma população de baixo risco de DAC.

  • Diástole
  • Disfunção Ventricular
  • Exercício
  • Teste de Esforço
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14/01/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000004
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal
ABC
Revisão

Insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal

Meliza Goi Roscani et al. Luiz Shiguero Matsubara Beatriz Bojikian Matsubara

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal (ICFEN) é uma síndrome complexa que vem sendo largamente estudada, desde a última década. É causada por disfunção ventricular diastólica evidenciada por métodos complementares, como estudo hemodinâmico ou ecocardiograma, na presença de fração de ejeção preservada. Acomete preferencialmente indivíduos mais idosos e com comorbidades, como hipertensão arterial sistêmica, insuficiência coronariana e obesidade. Os mecanismos fisiopatológicos são complexos e multifatoriais, envolvendo a rigidez passiva do miocárdio, a geometria ventricular, a força de contenção do pericárdio e a interação entre os ventrículos. Os objetivos principais do tratamento são reduzir a congestão venosa pulmonar, a frequência cardíaca e controlar as comorbidades. Ainda não há evidências fortes de que o uso de medicações específicas, como inibidores de enzima de conversão ou betabloqueadores, interfiram na mortalidade. Os fatores de pior prognóstico incluem a idade avançada, presença de disfunção renal, diabete, classe funcional III e IV (NYHA) e estágio avançado de disfunção diastólica, com padrão restritivo ao enchimento ventricular. Outro aspecto que vem ganhando espaço na literatura é o questionamento do papel da disfunção sistólica nos quadros de ICFEN. Todos esses aspectos são abordados detalhadamente na presente revisão.

  • Cardiomegalia
  • complacência
  • Diástole
  • ecocardiografia
  • Insuficiência Cardíaca
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22/09/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010000500019 Visualizações 1
Insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal: novos critérios diagnósticos e avanços fisiopatológicos
ABC
Revisão

Insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal: novos critérios diagnósticos e avanços fisiopatológicos

Evandro Tinoco Mesquita et al. Antonio José Lagoeiro Jorge

A insuficiência cardíaca (IC) é uma complexa síndrome cardiovascular com elevada prevalência, sendo que seu quadro clínico frequentemente é associado à dilatação do ventrículo, à diminuição da contratilidade e à reduzida fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FE). Porém, nas últimas duas décadas, estudos têm mostrado que muitos pacientes com sintomas e sinais de IC apresentam FE normal (maior que 50%). A grande dificuldade dos médicos estaria na identificação desses pacientes que apresentam insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal (ICFEN). Esta dificuldade parece estar relacionada principalmente a alta complexidade da síndrome e a falta de um método padrão para confirmar ou excluir o diagnóstico, que pudesse ser utilizado rotineiramente na prática clínica. Diferentemente da insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), em que um único parâmetro – a FE menor que 50% – confirma o diagnóstico da síndrome, na ICFEN diferentes índices diastólicos têm sido empregados para caracterizar a presença ou não da disfunção diastólica (DD). Esta revisão tem o propósito de mostrar novos conceitos relacionados à função diastólica que irão auxiliar no entendimento da fisiopatologia cardiovascular presente na ICFEN. O presente trabalho tem também o objetivo de discutir a nova diretriz da Sociedade Européia de Cardiologia para o diagnóstico e exclusão da ICFEN, baseada nos índices de função cardíaca obtidos pelo ecocardiograma com Doppler tecidual (EDT) e na dosagem do peptídeo natriurético.

  • Diástole
  • ecodoppler tecidual
  • Fração de Ejeção
  • Insuficiência Cardíaca
  • Sístole
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13/10/2009 DOI: 10.1590/S0066-782X2009000800018

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Rassi DC, Rassi S, Assef JE, Felix AS, Beck ALS, Cruz CBBV, Barberato SH, et al. Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular 2025;38(1):e20250013.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rassi, Daniela do Carmo; Rassi, Salvador; Assef, Jorge Eduardo; Felix, Alex dos Santos; Beck, Adenalva Lima de Souza; Cruz, Cecília Beatriz Bittencourt Viana; Barberato, Silvio Henrique. Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular, v. 38, n. 1, e20250013, mar. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rassi, D. C., Rassi, S., Assef, J. E., Felix, A. S., Beck, A. L. S., Cruz, C. B. B. V., & Barberato, S. H. (2025). Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular, 38(1), e20250013.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rassi, Daniela do Carmo and Rassi, Salvador and Assef, Jorge Eduardo and Felix, Alex dos Santos and Beck, Adenalva Lima de Souza and Cruz, Cecília Beatriz Bittencourt Viana and Barberato, Silvio Henrique. Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular [online]. 2025, vol. 38, n. 1, [citado 2026-10-14], e20250013. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/interpretacao-equivocada-da-funcao-diastolica-indeterminada-conhecimento-e-percepcoes-a-partir-de-uma-pesquisa-entre-cardiologistas-brasileiros/>. ISSN 2318-8219

EndNote RIS

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Calvilho Júnior AA, Braga JMS, Assef JE, Vilela AA. Como eu Faço a Análise da Função Diastólica na Presença de Fibrilação Atrial. ABC Imagem Cardiovascular 2022;35(4):eabc344.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Calvilho Júnior, Antonio Amador; Braga, João Moron Saes; Assef, Jorge Eduardo; Vilela, Andrea de Andrade. Como eu Faço a Análise da Função Diastólica na Presença de Fibrilação Atrial. ABC Imagem Cardiovascular, v. 35, n. 4, eabc344, nov. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Calvilho Júnior, A. A., Braga, J. M. S., Assef, J. E., & Vilela, A. A. (2022). Como eu Faço a Análise da Função Diastólica na Presença de Fibrilação Atrial. ABC Imagem Cardiovascular, 35(4), eabc344.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Calvilho Júnior, Antonio Amador and Braga, João Moron Saes and Assef, Jorge Eduardo and Vilela, Andrea de Andrade. Como eu Faço a Análise da Função Diastólica na Presença de Fibrilação Atrial. ABC Imagem Cardiovascular [online]. 2022, vol. 35, n. 4, [citado 2026-10-14], eabc344. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/como-eu-faco-a-analise-da-funcao-diastolica-na-presenca-de-fibrilacao-atrial/>. ISSN 2318-8219

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Fonseca RA, Ribeiro SM, Azevedo Filho CF, Sampaio R, Tarasoutchi F, Rochitte CE. Deslocamento Linear Longitudinal do Ventrículo Esquerdo Comparado ao Strain Longitudinal Global por Ressonância Magnética Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular 2022;35(2):eabc304.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Fonseca, Rafael Almeida; Ribeiro, Sergio Marrone; Azevedo Filho, Clerio Francisco de; Sampaio, Roney; Tarasoutchi, Flávio; Rochitte, Carlos Eduardo. Deslocamento Linear Longitudinal do Ventrículo Esquerdo Comparado ao Strain Longitudinal Global por Ressonância Magnética Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular, v. 35, n. 2, eabc304, jun. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Fonseca, R. A., Ribeiro, S. M., Azevedo Filho, C. F. , Sampaio, R., Tarasoutchi, F., & Rochitte, C. E. (2022). Deslocamento Linear Longitudinal do Ventrículo Esquerdo Comparado ao Strain Longitudinal Global por Ressonância Magnética Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular, 35(2), eabc304.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Fonseca, Rafael Almeida and Ribeiro, Sergio Marrone and Azevedo Filho, Clerio Francisco de and Sampaio, Roney and Tarasoutchi, Flávio and Rochitte, Carlos Eduardo. Deslocamento Linear Longitudinal do Ventrículo Esquerdo Comparado ao Strain Longitudinal Global por Ressonância Magnética Cardiovascular. ABC Imagem Cardiovascular [online]. 2022, vol. 35, n. 2, [citado 2026-10-14], eabc304. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/deslocamento-linear-longitudinal-do-ventriculo-esquerdo-comparado-ao-strain-longitudinal-global-por-ressonancia-magnetica-cardiovascular/>. ISSN 2318-8219

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Askin L, Tanrıverdi O, Tibilli H, Turkmen S. Novo Método Melhora Avaliação da Disfunção Ventricular Esquerda Subclínica no Diabetes Mellitus Tipo 2. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):216-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Askin, Lutfu; Tanrıverdi, Okan; Tibilli, Hakan; Turkmen, Serdar. Novo Método Melhora Avaliação da Disfunção Ventricular Esquerda Subclínica no Diabetes Mellitus Tipo 2. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 216-217, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Askin, L., Tanrıverdi, O., Tibilli, H., & Turkmen, S. (2019). Novo Método Melhora Avaliação da Disfunção Ventricular Esquerda Subclínica no Diabetes Mellitus Tipo 2. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 216-217.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Askin, Lutfu and Tanrıverdi, Okan and Tibilli, Hakan and Turkmen, Serdar. Novo Método Melhora Avaliação da Disfunção Ventricular Esquerda Subclínica no Diabetes Mellitus Tipo 2. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 216-217. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/novo-metodo-melhora-avaliacao-da-disfuncao-ventricular-esquerda-subclinica-no-diabetes-mellitus-tipo-2/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Santos ABS, Junges M, Silvello D, Macari A, Araújo BS, Seligman BG, Duncan BB, et al. Alteração precoce da matriz extracelular e parâmetros diastólicos na síndrome metabólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2013;101(4):311-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Santos, Angela B. S.; Junges, Mauricio; Silvello, Daiane; Macari, Adriana; Araújo, Bruno S. de; Seligman, Beatriz G.; Duncan, Bruce B.; Rohde, Luis Eduardo P.; Clausell, Nadine; Foppa, Murilo. Alteração precoce da matriz extracelular e parâmetros diastólicos na síndrome metabólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 101, n. 4, p. 311-316, set. 2013.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Santos, A. B. S., Junges, M., Silvello, D., Macari, A., Araújo, B. S. , Seligman, B. G., Duncan, B. B., Rohde, L. E. P., Clausell, N., & Foppa, M. (2013). Alteração precoce da matriz extracelular e parâmetros diastólicos na síndrome metabólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 101(4), 311-316.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Santos, Angela B. S. and Junges, Mauricio and Silvello, Daiane and Macari, Adriana and Araújo, Bruno S. de and Seligman, Beatriz G. and Duncan, Bruce B. and Rohde, Luis Eduardo P. and Clausell, Nadine and Foppa, Murilo. Alteração precoce da matriz extracelular e parâmetros diastólicos na síndrome metabólica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2013, vol. 101, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 311-316. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/alteracao-precoce-da-matriz-extracelular-e-parametros-diastolicos-na-sindrome-metabolica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Fontes-Carvalho R, Leite-Moreira A. Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada: combater equívocos para uma nova abordagem. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2011;96(6):504-1.

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Mesquita, Evandro Tinoco and Jorge, Antonio José Lagoeiro. Insuficiência cardíaca com fração de ejeção normal: novos critérios diagnósticos e avanços fisiopatológicos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2009, vol. 93, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 180-187. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/insuficiencia-cardiaca-com-fracao-de-ejecao-normal-novos-criterios-diagnosticos-e-avancos-fisiopatologicos/>. ISSN 0066-782X

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