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  2. Palavra-chave: Guias de Prática Clínica como Assunto
Figura 1
ABCIC
Artigo Original

Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros

Daniela do Carmo Rassi et al. Salvador Rassi Jorge Eduardo Assef Alex dos Santos Felix … Adenalva Lima de Souza Beck Cecília Beatriz Bittencourt Viana Cruz Silvio Henrique Barberato

Resumo

Fundamento:

A disfunção diastólica (DD) é altamente prevalente e está associada a alta taxa de morbidade e mortalidade. Diretrizes mais recentes introduziram a classificação de Função ou Disfunção Diastólica Indeterminada (FDI ou DDI), mas ambos os diagnósticos ainda são pouco compreendidos na prática clínica, com prevalência variável.

Objetivos:

Avaliar o entendimento sobre FDI e DDI entre cardiologistas não ecocardiografistas no Brasil.

Métodos:

Pesquisa online de abrangência nacional distribuída por plataformas de mensagens móveis, com um questionário breve e anônimo sobre conhecimento e interpretação da Função Diastólica.

Resultados:

Um total de 570 cardiologistas de todas as regiões do Brasil participaram do estudo. A maioria dos participantes (64,21%) possuía mais de dez anos de experiência clínica. Enquanto 71% identificaram corretamente os graus 2 ou 3 como indicativos de pressões de enchimento elevadas, apenas 34,21% compreendiam com precisão os critérios diagnósticos para FDI ou DDI. Entre os equívocos associados à classificação indeterminada, destacam-se atribuição desse status a condições que interferem na avaliação da diástole (49,12%), limitações técnicas dos equipamentos de ecocardiografia (3,33%) e suposta falta de conhecimento dos ecocardiografistas (4,91%). Além disso, 46,7% relataram encontrar esse diagnóstico raramente nos laudos, 33,5% acreditavam que essa classificação influenciava a conduta clínica e 43,5% consideravam que o exame poderia ter sido melhor realizado.

Conclusão:

Apesar do conhecimento sobre a função diastólica, a interpretação equivocada de FDI ou DDI ainda é comum entre cardiologistas não ecocardiografistas. Investimentos em educação, com compartilhamento desses conceitos aos clínicos, e diretrizes claras são essenciais para otimizar o uso e a precisão diagnóstica na ecocardiografia.

  • Diástole
  • ecocardiografia
  • Guias de Prática Clínica como Assunto
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28/03/2025 DOI: 10.36660/abcimg.20250013 Visualizações 2
ABC
Editorial

De Periódicos à Cabeceira: Devemos Melhorar a Adesão às Diretrizes Práticas

Barbara Kumagai et al. Bruno Caramelli

Nesta edição dos “Arquivos Brasileiros de Cardiologia”, Borges et al. descreveram a taxa de não adesão às diretrizes práticas em um estudo de base hospitalar sobre o uso de antiagregantes plaquetários no contexto perioperatório de cirurgia não cardíaca. Os autores encontraram uma taxa de não adesão extremamente alta de 80,75% e descreveram associação negativa significativa entre a não adesão, o nível de escolaridade do paciente e a presença de infarto do miocárdio prévio. Os autores concluíram que os procedimentos e protocolos locais devem ser definidos com urgência.

Os cuidados perioperatórios sofreram profundas mudanças nas últimas décadas. Inicialmente, a avaliação limitava-se a questões relacionadas aos procedimentos anestésicos ou ao cancelamento de intervenções para pacientes com alto risco de complicações. Eventualmente, o envelhecimento populacional, a melhora das técnicas cirúrgicas e o desenvolvimento de procedimentos menos invasivos trouxeram à operação pacientes com maior risco de complicações, principalmente cardiovasculares. Especialistas em cuidados perioperatórios tiveram que desenvolver habilidades novas e interdisciplinares para lidar com vários aspectos da medicina, merecidamente recebendo o apelido de médico camaleão.–

[…]

  • Adesão à Medicação
  • Assistência Perioperatória
  • Guias de Prática Clínica como Assunto
  • Infarto Do Miocárdio
  • Inibidores da Agregação de Plaquetas/uso terapêutico
  • Recusa do Paciente ao Tratamento
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01/10/2018 DOI: 10.5935/abc.20180186 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Original Article

Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol

Fernando Henpin Yue Cesena et al. Antonio Gabriele Laurinavicius Viviane A. Valente Raquel D. Conceição … Raul D. Santos Marcio S. Bittencourt

Resumo

Fundamento:

Existe controvérsia sobre a melhor forma de selecionar indivíduos para tratamento hipolipemiante na população.

Objetivos:

Em indivíduos saudáveis em prevenção primária:

Métodos:

Em indivíduos de 40 a 75 anos submetidos consecutivamente a avaliação rotineira de saúde em um único centro, quatro critérios de elegibilidade para estatina foram definidos: BR-1, BR-2 (LDL-c acima ou pelo menos 30 mg/dL acima da meta preconizada pela diretriz brasileira, respectivamente), EUA-1 e EUA-2 (risco estimado pelas PCE em 10 anos ≥ 5,0% ou ≥ 7,5%, respectivamente).

Resultados:

Foram estudados 13.947 indivíduos (48 ± 6 anos, 71% homens). A maioria dos indivíduos de risco intermediário ou alto pela V Diretriz apresentou risco calculado pelas PCE baixo e mais de 70% daqueles considerados de alto risco o foram devido à presença de fator agravante. Foram elegíveis para estatina 24%, 17%, 4% e 2% das mulheres pelos critérios BR-1, BR-2, EUA-1 e EUA-2, respectivamente (p < 0,01). Os respectivos valores para os homens foram 75%, 58%, 31% e 17% (p < 0,01). Oitenta e cinco por cento das mulheres e 60% dos homens elegíveis para estatina pelo critério BR-1 não seriam candidatos pelo critério EUA-1.

Conclusões:

Comparada à diretriz norte-americana, a V Diretriz Brasileira considera uma proporção substancialmente maior da população como elegível para estatina em prevenção primária. Isso se relaciona com discrepâncias entre o risco estratificado pela diretriz brasileira e o calculado pelas PCE, particularmente devido à reclassificação de risco baseada em fatores agravantes.

  • Anticolesterolemiantes
  • Colesterol
  • Doenças Cardiovasculares
  • Guias de Prática Clínica como Assunto
  • Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Medição de Risco
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01/06/2017 DOI: 10.5935/abc.20170088 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Rassi DC, Rassi S, Assef JE, Felix AS, Beck ALS, Cruz CBBV, Barberato SH, et al. Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular 2025;38(1):e20250013.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rassi, Daniela do Carmo; Rassi, Salvador; Assef, Jorge Eduardo; Felix, Alex dos Santos; Beck, Adenalva Lima de Souza; Cruz, Cecília Beatriz Bittencourt Viana; Barberato, Silvio Henrique. Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular, v. 38, n. 1, e20250013, mar. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rassi, D. C., Rassi, S., Assef, J. E., Felix, A. S., Beck, A. L. S., Cruz, C. B. B. V., & Barberato, S. H. (2025). Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular, 38(1), e20250013.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rassi, Daniela do Carmo and Rassi, Salvador and Assef, Jorge Eduardo and Felix, Alex dos Santos and Beck, Adenalva Lima de Souza and Cruz, Cecília Beatriz Bittencourt Viana and Barberato, Silvio Henrique. Interpretação Equivocada da Função Diastólica Indeterminada: Conhecimento e Percepções a Partir de uma Pesquisa Entre Cardiologistas Brasileiros. ABC Imagem Cardiovascular [online]. 2025, vol. 38, n. 1, [citado 2026-10-14], e20250013. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/interpretacao-equivocada-da-funcao-diastolica-indeterminada-conhecimento-e-percepcoes-a-partir-de-uma-pesquisa-entre-cardiologistas-brasileiros/>. ISSN 2318-8219

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Kumagai B, Caramelli B. De Periódicos à Cabeceira: Devemos Melhorar a Adesão às Diretrizes Práticas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(4):605-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kumagai, Barbara; Caramelli, Bruno. De Periódicos à Cabeceira: Devemos Melhorar a Adesão às Diretrizes Práticas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 4, p. 605-606, set. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kumagai, B., & Caramelli, B. (2018). De Periódicos à Cabeceira: Devemos Melhorar a Adesão às Diretrizes Práticas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(4), 605-606.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kumagai, Barbara and Caramelli, Bruno. De Periódicos à Cabeceira: Devemos Melhorar a Adesão às Diretrizes Práticas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 605-606. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/de-periodicos-a-cabeceira-devemos-melhorar-a-adesao-as-diretrizes-praticas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cesena FHY, Laurinavicius AG, Valente VA, Conceição RD, Santos RD, Bittencourt MS. Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(6):508-17.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cesena, Fernando Henpin Yue; Laurinavicius, Antonio Gabriele; Valente, Viviane A.; Conceição, Raquel D.; Santos, Raul D.; Bittencourt, Marcio S.. Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 6, p. 508-517, maio. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cesena, F. H. Y., Laurinavicius, A. G., Valente, V. A., Conceição, R. D., Santos, R. D., & Bittencourt, M. S. (2017). Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(6), 508-517.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cesena, Fernando Henpin Yue and Laurinavicius, Antonio Gabriele and Valente, Viviane A. and Conceição, Raquel D. and Santos, Raul D. and Bittencourt, Marcio S.. Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 508-517. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estratificacao-de-risco-cardiovascular-e-elegibilidade-para-estatina-com-base-na-diretriz-brasileira-vs-norte-americana-para-manejo-do-colesterol/>. ISSN 0066-782X

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