Andre Barcellos Amon et al. Mariana De Castro Lopes Marina Petersen Saadi Willian R. Menegazzo Angela Barreto Santiago Santos
Paciente do sexo masculino, 59 anos, com antecedente de hipertensão arterial sistêmica, foi admitido no pronto-socorro com histórico de dor torácica e palpitações há sete dias. Ao exame físico, encontrava-se hipotenso (93/70 mmHg) e taquicárdico (150 bpm). Apresentava na ausculta um sopro sistólico–diastólico proeminente no bordo esternal superior direito.
A investigação inicial incluiu Eletrocardiograma (ECG) e Ecocardiograma Transtorácico (ETT). O ECG revelou flutter atrial, e o ETT demonstrou dilatação biventricular [diâmetros diastólico/sistólico finais do Ventrículo Esquerdo (VE): 60/51 mm; diâmetro basal do Ventrículo Direito (VD): 54 mm] e disfunção sistólica grave (fração de ejeção do VE: 19%; fração de variação de área do VD: 16%). Identificou-se ainda valva aórtica bicúspide com dupla lesão: estenose aórtica de baixo fluxo e baixo gradiente (velocidade máxima: 3,1 m/s; gradientes máximo/médio: 39/23 mmHg; razão de velocidades: 0,15; área valvar: 0,7 cm; índice de volume sistólico: 17 ml/m) associada a regurgitação aórtica grave (tempo de meia-pressão: 170 ms; fluxo reverso holodiastólico na aorta torácica descendente com velocidade diastólica final de 24 cm/s).
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