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  2. Palavra-chave: Isquemia Miocárdica/prevenção e controle
ABC
Editorial

Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica

Artur Haddad Herdy et al. Amberson Vieira Assis

O oxigênio é, sem dúvida, um dos principais elementos para a vida de um organismo aeróbico. Os animais com estruturas mais complexas – dentre eles, os seres humanos – desenvolveram no processo evolutivo o metabolismo oxidativo como principal fonte de produção de energia. Sendo assim, a nossa capacidade de aproveitamento e utilização do oxigênio representa a principal usina de energia e está intimamente associada à nossa vitalidade. A sua aferição deveria ser considerada mais um sinal vital. Na avaliação de atletas ou de pessoas com patologias graves, o consumo de oxigênio (VO2) é um importante marcador de desempenho ou sobrevida. O VO2 também define terapias fundamentais em pacientes graves com ICC. Em uma série de 715 pacientes encaminhados para transplante cardíaco, a sobrevida livre de eventos como morte e transplante em 1 ano foi de 87% diante de VO2 >14, 77% entre 10,1 e 14 e 65% quando ≤10 mL/kg.min., Por outro lado, valores acima de 20 mL/kg.min são considerados de melhor prognóstico e podem seguir em terapia farmacológica. Recentemente, na pandemia do coronavírus-19 (Sars-CoV-2), o valor dos níveis arteriais de oxigênio se mostrou importantíssima ferramenta na avaliação da gravidade desses pacientes. Nos quadros iniciais de lesão pulmonar, os pacientes apresentavam-se relativamente bem, apesar da dessaturação de oxigênio pouco responsiva à oxigenioterapia, em um claro descolamento entre a gravidade da hipoxemia e os sintomas, o que tem sido descrito como “Happy hypoxemia”. O monitoramento precoce da saturação de oxigênio desde a fase domiciliar permitiu a antecipação do aparecimento da dispneia, que já representa um indicativo da fase adiantada do comprometimento pulmonar e da iminente necessidade de suplementação de oxigênio e/ou ventilação invasiva.

A avaliação da capacidade cardiorrespiratória (ACR) ou funcional ao exercício é uma ferramenta poderosíssima na definição do estado de saúde de uma maneira geral na população, seja em indivíduos saudáveis ou com doença cardiovascular, superando outras variáveis no valor prognóstico, como a presença de isquemia miocárdica ao eletrocardiograma no esforço. Essa análise leva em conta o funcionamento integrado dos sistemas cardiovascular, respiratório, metabólico e biomecânico.

[…]

  • Atividade Motora
  • Atletas
  • Classe Social
  • Estilo de Vida Saudável
  • Exercício
  • Isquemia Miocárdica/prevenção e controle
  • Resistência Física
  • Sedentarismo
  • Treino Aeróbico
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
18/09/2020 DOI: 10.36660/abc.20200648
Figura 1
ABC
Ponto de Vista

Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral

Roberto Muniz Ferreira et al. Ísis da Capela Pinheiro João Roquette Fleury da Rocha

Introdução

Vários estudos relataram que até 30% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico estão associados com fibrilação atrial (FA), especialmente na população idosa. , Apesar de o risco de embolia variar conforme características clínicas e comorbidades, a terapia anticoagulante tem mostrado consistentemente uma redução nas taxas de AVC de aproximadamente 70%. No entanto, estudos prévios mostraram que as taxas de tratamento com varfarina eram baixas, mesmo em pacientes com risco elevado para eventos. Apesar da evidência de várias publicações mostrando a eficácia e a segurança dos antagonistas da vitamina K, sua complexa farmacocinética e a necessidade de monitoramento contínuo e ajustes frequentes da dosagem foram as principais justificativas para baixa adesão.

Durante os últimos 10 anos, quatro Anticoagulantes Orais Diretos (AODs) tornaram-se disponíveis para prevenir eventos embólicos em pacientes com FA não valvular: dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana. Em agosto de 2011, a dabigatrana foi o primeiro AOD aprovado no Brasil para prevenção de AVC, seguido da rivaroxabana quatro meses depois. Dois anos depois, a apixabana também foi introduzida no mercado brasileiro e somente em fevereiro de 2018 a edoxabana se tornou disponível. Compara à varfarina, muitos ensaios sugeriram que os AODs não são inferiores na prevenção de AVCs isquêmicos e possivelmente superiores na redução da mortalidade, talvez devido à menor ocorrência de hemorragias intracranianas. Além de não necessitar monitoramento laboratorial, os AODs têm uma farmacocinética mais previsível e uma incidência mais baixa de interações medicamentosas. Estudos recentes demonstraram um aumento na taxa de prescrições de anticoagulantes entre os médicos desde que os AODs se tornaram disponíveis na prática clínica.

[…]

  • Acidente Vascular Cerebral/prevenção e controle
  • Anticoagulantes / uso terapêutico
  • Dabigatrana
  • Disponibilidade de Medicamentos via Internet/tendências
  • Isquemia Miocárdica/prevenção e controle
  • Mortalidade/tendências
  • Rivaroxabana
  • Varfarina
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
29/05/2020 DOI: 10.36660/abc.20190768

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Herdy AH, Assis AV. Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(3):478-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Herdy, Artur Haddad; Assis, Amberson Vieira. Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 3, p. 478-479, set. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Herdy, A. H., & Assis, A. V. (2020). Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(3), 478-479.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Herdy, Artur Haddad and Assis, Amberson Vieira. Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 478-479. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/consumo-de-oxigenio-e-aptidao-cardiorrespiratoria-diferenca-entre-idade-cronologica-e-biologica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Ferreira RM, Pinheiro C, Rocha JRF. Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(4):726-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ferreira, Roberto Muniz; Pinheiro, Ísis da Capela; Rocha, João Roquette Fleury da. Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 4, p. 726-729, maio. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ferreira, R. M., Pinheiro, C., & Rocha, J. R. F. (2020). Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(4), 726-729.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ferreira, Roberto Muniz and Pinheiro, Ísis da Capela and Rocha, João Roquette Fleury da. Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 726-729. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/tendencias-de-busca-na-internet-e-tendencias-de-mortalidade-regional-o-caso-de-anticoagulantes-orais-e-acidente-vascular-cerebral/>. ISSN 0066-782X

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