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Figura 1
ABC
Artigo Original

Categorias de Aptidão Física Baseadas no VO2max em População Brasileira com Suposto Alto Nível Socioeconômico e sem Cardiopatia Estrutural

João Manoel Rossi Neto et al. Antonio Sergio Tebexreni Alexandre Novakoski F. Alves Floriana Bertini Abreu … Priscilla Ayumi Nishio Mauricio Cruz Thomazi Ivana Antelmi Paola Emanuela P. Smanio

Resumo

Fundamento

Os dados mais utilizados como referência de aptidão cardiorrespiratória (ACR) são os de Cooper, que utiliza valores calculados de captação máxima de oxigênio (VO2máx).

Objetivo

Desenvolver valores de ACR a partir do teste cardiopulmonar de exercício (TCPE) em uma população brasileira com alto nível socioeconômico e livre de cardiopatia estrutural. Os resultados dos testes de VO2max foram comparados aos dados de Cooper e do FRIEND Registry.

Métodos

Foram utilizados neste estudo dados de TCPE de indivíduos consecutivos entre 1º de janeiro de 2000 e 31 de maio de 2016. Os critérios de inclusão foram: VO2máx pré-definido. Foi construído um gráfico de ACR de acordo com os percentuais do VO2máx: muito ruim (≤20%), ruim (20-40%), regular (40-60%), boa (60-80%), excelente (80-90%), e superior (≥90%). A correlação Kappa foi usada para analisar nossos dados em comparação aos dados dos outros dois bancos de dados. Os testes estatísticos com p<0,005 foram considerados significativos.

Resultados

A coorte final incluiu 18.186 testes: 12.552 homens, 5.634 mulheres (7 a 84 anos). A resposta mais recorrente foi “boa” (20,2%). Houve diferença média de peso, altura, índice de massa corporal (IMC) e idade no gráfico da ACR. Houve correlação inversa entre VO2máx e idade, peso e IMC. Usando uma regressão linear e essas variáveis, uma equação preditiva foi desenvolvida para o VO2máx. Nossas descobertas diferiram das dos outros bancos de dados.

Conclusão

Desenvolvemos uma classificação para a ACR e encontramos valores mais altos em todas as faixas de classificação de capacidade funcional, em contraste com os dados de Cooper e do FRIEND Registry. Nossos achados oferecem uma interpretação mais precisa da ACR nessa grande amostra populacional brasileira, quando comparados aos padrões anteriores, com base no VO2máx estimado. (Arq Bras Cardiol. 2020; 115(3):468-477)

  • Atividade Física
  • Classe Social
  • Estilo de Vida Saudável
  • Exercício
  • Resistência Física
  • Teste de Cooper
  • Treino Aeróbico
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
28/09/2020 DOI: 10.36660/abc.20190189 Visualizações 1
ABC
Editorial

Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica

Artur Haddad Herdy et al. Amberson Vieira Assis

O oxigênio é, sem dúvida, um dos principais elementos para a vida de um organismo aeróbico. Os animais com estruturas mais complexas – dentre eles, os seres humanos – desenvolveram no processo evolutivo o metabolismo oxidativo como principal fonte de produção de energia. Sendo assim, a nossa capacidade de aproveitamento e utilização do oxigênio representa a principal usina de energia e está intimamente associada à nossa vitalidade. A sua aferição deveria ser considerada mais um sinal vital. Na avaliação de atletas ou de pessoas com patologias graves, o consumo de oxigênio (VO2) é um importante marcador de desempenho ou sobrevida. O VO2 também define terapias fundamentais em pacientes graves com ICC. Em uma série de 715 pacientes encaminhados para transplante cardíaco, a sobrevida livre de eventos como morte e transplante em 1 ano foi de 87% diante de VO2 >14, 77% entre 10,1 e 14 e 65% quando ≤10 mL/kg.min., Por outro lado, valores acima de 20 mL/kg.min são considerados de melhor prognóstico e podem seguir em terapia farmacológica. Recentemente, na pandemia do coronavírus-19 (Sars-CoV-2), o valor dos níveis arteriais de oxigênio se mostrou importantíssima ferramenta na avaliação da gravidade desses pacientes. Nos quadros iniciais de lesão pulmonar, os pacientes apresentavam-se relativamente bem, apesar da dessaturação de oxigênio pouco responsiva à oxigenioterapia, em um claro descolamento entre a gravidade da hipoxemia e os sintomas, o que tem sido descrito como “Happy hypoxemia”. O monitoramento precoce da saturação de oxigênio desde a fase domiciliar permitiu a antecipação do aparecimento da dispneia, que já representa um indicativo da fase adiantada do comprometimento pulmonar e da iminente necessidade de suplementação de oxigênio e/ou ventilação invasiva.

A avaliação da capacidade cardiorrespiratória (ACR) ou funcional ao exercício é uma ferramenta poderosíssima na definição do estado de saúde de uma maneira geral na população, seja em indivíduos saudáveis ou com doença cardiovascular, superando outras variáveis no valor prognóstico, como a presença de isquemia miocárdica ao eletrocardiograma no esforço. Essa análise leva em conta o funcionamento integrado dos sistemas cardiovascular, respiratório, metabólico e biomecânico.

[…]

  • Atividade Motora
  • Atletas
  • Classe Social
  • Estilo de Vida Saudável
  • Exercício
  • Isquemia Miocárdica/prevenção e controle
  • Resistência Física
  • Sedentarismo
  • Treino Aeróbico
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
18/09/2020 DOI: 10.36660/abc.20200648
ABC
Editorial

Prevalência da Síndrome Metabólica e Escore de Risco de Framingham em Homens Vegetarianos e Onívoros Aparentemente Saudáveis

Francisco Antonio Helfenstein Fonseca et al. Maria Cristina de Oliveira Izar

The Life Style Heart Trial foi um marco no conhecimento. Publicado em 1990, o estudo mostrou que estilo de vida saudável associado à dieta vegetariana pode regredir lesões coronarianas, mesmo em pacientes que não façam uso de fármacos hipolipemiantes.

Vivemos hoje grande epidemia de doenças cardiovasculares, sendo sedentarismo, obesidade, diabetes e dislipidemias, condições frequentes que deflagram mecanismos de doenças cardiovasculares, como alterações da microbiota intestinal, aumento de biomarcadores inflamatórios, redução da resposta imune fisiológica e maiores concentrações de fatores pró-trombóticos.

[…]

  • Dieta Vegetariana
  • Estilo de Vida Saudável
  • Prevenção e Controle
  • Síndrome Metabólica
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01/05/2018 DOI: 10.5935/abc.20180083 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Rossi Neto JM, Tebexreni AS, Alves ANF, Abreu FB, Nishio PA, Thomazi MC, Antelmi I, et al. Categorias de Aptidão Física Baseadas no VO2max em População Brasileira com Suposto Alto Nível Socioeconômico e sem Cardiopatia Estrutural. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(3):468-77.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rossi Neto, João Manoel; Tebexreni, Antonio Sergio; Alves, Alexandre Novakoski F.; Abreu, Floriana Bertini; Nishio, Priscilla Ayumi; Thomazi, Mauricio Cruz; Antelmi, Ivana; Smanio, Paola Emanuela P.. Categorias de Aptidão Física Baseadas no VO2max em População Brasileira com Suposto Alto Nível Socioeconômico e sem Cardiopatia Estrutural. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 3, p. 468-477, set. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rossi Neto, J. M., Tebexreni, A. S., Alves, A. N. F., Abreu, F. B., Nishio, P. A., Thomazi, M. C., Antelmi, I., & Smanio, P. E. P. (2020). Categorias de Aptidão Física Baseadas no VO2max em População Brasileira com Suposto Alto Nível Socioeconômico e sem Cardiopatia Estrutural. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(3), 468-477.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rossi Neto, João Manoel and Tebexreni, Antonio Sergio and Alves, Alexandre Novakoski F. and Abreu, Floriana Bertini and Nishio, Priscilla Ayumi and Thomazi, Mauricio Cruz and Antelmi, Ivana and Smanio, Paola Emanuela P.. Categorias de Aptidão Física Baseadas no VO2max em População Brasileira com Suposto Alto Nível Socioeconômico e sem Cardiopatia Estrutural. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 468-477. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/categorias-de-aptidao-fisica-baseadas-no-vo2max-em-populacao-brasileira-com-suposto-alto-nivel-socioeconomico-e-sem-cardiopatia-estrutural/>. ISSN 0066-782X

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Herdy AH, Assis AV. Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(3):478-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Herdy, Artur Haddad; Assis, Amberson Vieira. Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 3, p. 478-479, set. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Herdy, A. H., & Assis, A. V. (2020). Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(3), 478-479.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Herdy, Artur Haddad and Assis, Amberson Vieira. Consumo de Oxigênio e Aptidão Cardiorrespiratória | Diferença entre Idade Cronológica e Biológica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 478-479. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/consumo-de-oxigenio-e-aptidao-cardiorrespiratoria-diferenca-entre-idade-cronologica-e-biologica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Fonseca FAH, Izar MCO. Prevalência da Síndrome Metabólica e Escore de Risco de Framingham em Homens Vegetarianos e Onívoros Aparentemente Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(5):438-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Fonseca, Francisco Antonio Helfenstein; Izar, Maria Cristina de Oliveira. Prevalência da Síndrome Metabólica e Escore de Risco de Framingham em Homens Vegetarianos e Onívoros Aparentemente Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 5, p. 438-439, abr. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Fonseca, F. A. H., & Izar, M. C. O. (2018). Prevalência da Síndrome Metabólica e Escore de Risco de Framingham em Homens Vegetarianos e Onívoros Aparentemente Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(5), 438-439.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Fonseca, Francisco Antonio Helfenstein and Izar, Maria Cristina de Oliveira. Prevalência da Síndrome Metabólica e Escore de Risco de Framingham em Homens Vegetarianos e Onívoros Aparentemente Saudáveis. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 438-439. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-da-sindrome-metabolica-e-escore-de-risco-de-framingham-em-homens-vegetarianos-e-onivoros-aparentemente-saudaveis/>. ISSN 0066-782X

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