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  2. Palavra-chave: Rivaroxabana
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ABC
Artigo Original

Rivaroxabana em Pacientes Ambulatoriais com COVID-19 Leve ou Moderada: Fundamentação e Desenho do Estudo CARE (CARE – Coalition COVID-19 Brazil VIII)

Gustavo B. F. Oliveira et al. Precil Diego M. M. Neves Haliton A. Oliveira Daniela Ghidetti Mangas Catarino … Lucas B. O. Alves Alexandre B. Cavalcanti Regis G. Rosa Viviane C. Veiga Luciano C.P. Azevedo Otávio Berwanger Renato D. Lopes Álvaro Avezum

Resumo

Fundamento

Estudos anteriores revelaram alto risco de eventos tromboembólicos arteriais e venosos como consequência de danos virais diretos do SARS-CoV-2 em células endoteliais e um meio procoagulante devido ao aumento de biomarcadores como o D-dímero, fibrinogênio, fator VIII. Foram realizados ensaios controlados randomizados de terapias antitrombóticas em pacientes internados, no entanto, poucos estudos avaliaram o papel da tromboprofilaxia no ambiente ambulatorial.

Objetivo

Avaliar se a profilaxia antitrombótica com rivaroxabana reduz o risco de eventos trombóticos venosos ou arteriais, suporte ventilatório invasivo e morte em pacientes ambulatoriais com COVID-19.

Métodos

O estudo CARE é um ensaio randomizado, aberto, multicêntrico e controlado por rivaroxabana 10 mg uma vez por dia durante 14 dias ou tratamento local padrão isolado, para a prevenção de resultados adversos, registrado no Clinicaltrials.gov (NCT04757857). Os critérios de inclusão são adultos com infecção confirmada ou suspeita do SARS-CoV-2, com sintomas leves ou moderados, sem indicação de hospitalização, no prazo de 7 dias após o início dos sintomas e um fator de risco de complicação da COVID-19 (>65 anos, hipertensão, diabetes, asma, doença pulmonar obstrutiva crônica ou outras doenças pulmonares crônicas, tabagismo, imunossupressão ou obesidade). O desfecho primário composto inclui tromboembolismo venoso, necessidade de ventilação mecânica invasiva, eventos cardiovasculares agudos maiores e mortalidade no prazo de 30 dias após a randomização, sendo avaliado segundo o princípio da intenção de tratar. Todos os pacientes assinaram termo de consentimento. Foi estabelecido um nível de significância de 5% para todos os testes estatísticos.

Resultados

Os principais desfechos trombóticos e hemorrágicos, hospitalizações e mortes serão avaliados centralmente por um comitê de eventos clínicos independente, sob a condição cega para a alocação dos grupos de tratamento.

Conclusão

O estudo CARE fornecerá informação relevante e contemporânea sobre o possível papel da tromboprofilaxia em pacientes ambulatoriais com COVID-19.

  • ambulatório hospitalar
  • COVID-19
  • Resultado do Tratamento
  • Rivaroxabana
  • Trombose
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
03/04/2023 DOI: 10.36660/abc.20220431 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Ponto de Vista

Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral

Roberto Muniz Ferreira et al. Ísis da Capela Pinheiro João Roquette Fleury da Rocha

Introdução

Vários estudos relataram que até 30% dos casos de acidente vascular cerebral (AVC) isquêmico estão associados com fibrilação atrial (FA), especialmente na população idosa. , Apesar de o risco de embolia variar conforme características clínicas e comorbidades, a terapia anticoagulante tem mostrado consistentemente uma redução nas taxas de AVC de aproximadamente 70%. No entanto, estudos prévios mostraram que as taxas de tratamento com varfarina eram baixas, mesmo em pacientes com risco elevado para eventos. Apesar da evidência de várias publicações mostrando a eficácia e a segurança dos antagonistas da vitamina K, sua complexa farmacocinética e a necessidade de monitoramento contínuo e ajustes frequentes da dosagem foram as principais justificativas para baixa adesão.

Durante os últimos 10 anos, quatro Anticoagulantes Orais Diretos (AODs) tornaram-se disponíveis para prevenir eventos embólicos em pacientes com FA não valvular: dabigatrana, rivaroxabana, apixabana e edoxabana. Em agosto de 2011, a dabigatrana foi o primeiro AOD aprovado no Brasil para prevenção de AVC, seguido da rivaroxabana quatro meses depois. Dois anos depois, a apixabana também foi introduzida no mercado brasileiro e somente em fevereiro de 2018 a edoxabana se tornou disponível. Compara à varfarina, muitos ensaios sugeriram que os AODs não são inferiores na prevenção de AVCs isquêmicos e possivelmente superiores na redução da mortalidade, talvez devido à menor ocorrência de hemorragias intracranianas. Além de não necessitar monitoramento laboratorial, os AODs têm uma farmacocinética mais previsível e uma incidência mais baixa de interações medicamentosas. Estudos recentes demonstraram um aumento na taxa de prescrições de anticoagulantes entre os médicos desde que os AODs se tornaram disponíveis na prática clínica.

[…]

  • Acidente Vascular Cerebral/prevenção e controle
  • Anticoagulantes / uso terapêutico
  • Dabigatrana
  • Disponibilidade de Medicamentos via Internet/tendências
  • Isquemia Miocárdica/prevenção e controle
  • Mortalidade/tendências
  • Rivaroxabana
  • Varfarina
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
29/05/2020 DOI: 10.36660/abc.20190768

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Oliveira GBF, Neves PDMM, Oliveira HA, Catarino DGM, Alves LBO, Cavalcanti AB, Rosa RG, et al. Rivaroxabana em Pacientes Ambulatoriais com COVID-19 Leve ou Moderada: Fundamentação e Desenho do Estudo CARE (CARE – Coalition COVID-19 Brazil VIII). Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2023;120(3):e20220431.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Oliveira, Gustavo B. F.; Neves, Precil Diego M. M.; Oliveira, Haliton A.; Catarino, Daniela Ghidetti Mangas; Alves, Lucas B. O.; Cavalcanti, Alexandre B.; Rosa, Regis G.; Veiga, Viviane C.; Azevedo, Luciano C.P.; Berwanger, Otávio; Lopes, Renato D.; Avezum, Álvaro. Rivaroxabana em Pacientes Ambulatoriais com COVID-19 Leve ou Moderada: Fundamentação e Desenho do Estudo CARE (CARE – Coalition COVID-19 Brazil VIII). Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 120, n. 3, e20220431, abr. 2023.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Oliveira, G. B. F., Neves, P. D. M. M., Oliveira, H. A., Catarino, D. G. M., Alves, L. B. O., Cavalcanti, A. B., Rosa, R. G., Veiga, V. C., Azevedo, L. C., Berwanger, O., Lopes, R. D., & Avezum, (2023). Rivaroxabana em Pacientes Ambulatoriais com COVID-19 Leve ou Moderada: Fundamentação e Desenho do Estudo CARE (CARE – Coalition COVID-19 Brazil VIII). Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 120(3), e20220431.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Oliveira, Gustavo B. F. and Neves, Precil Diego M. M. and Oliveira, Haliton A. and Catarino, Daniela Ghidetti Mangas and Alves, Lucas B. O. and Cavalcanti, Alexandre B. and Rosa, Regis G. and Veiga, Viviane C. and Azevedo, Luciano C.P. and Berwanger, Otávio and Lopes, Renato D. and Avezum, Álvaro. Rivaroxabana em Pacientes Ambulatoriais com COVID-19 Leve ou Moderada: Fundamentação e Desenho do Estudo CARE (CARE – Coalition COVID-19 Brazil VIII). Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2023, vol. 120, n. 3, [citado 2026-10-14], e20220431. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/rivaroxabana-em-pacientes-ambulatoriais-com-covid-19-leve-ou-moderada-fundamentacao-e-desenho-do-estudo-care-care-coalition-covid-19-brazil-viii/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Ferreira RM, Pinheiro C, Rocha JRF. Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(4):726-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ferreira, Roberto Muniz; Pinheiro, Ísis da Capela; Rocha, João Roquette Fleury da. Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 4, p. 726-729, maio. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ferreira, R. M., Pinheiro, C., & Rocha, J. R. F. (2020). Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(4), 726-729.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ferreira, Roberto Muniz and Pinheiro, Ísis da Capela and Rocha, João Roquette Fleury da. Tendências de Busca na Internet e Tendências de Mortalidade Regional: O Caso de Anticoagulantes Orais e Acidente Vascular Cerebral. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 726-729. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/tendencias-de-busca-na-internet-e-tendencias-de-mortalidade-regional-o-caso-de-anticoagulantes-orais-e-acidente-vascular-cerebral/>. ISSN 0066-782X

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