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Figura 1
ABC
Carta Científica

Infertilidade Feminina: Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares ou Marcador de uma População com Risco Cardiovascular?

Maria Alayde Mendonça Rivera et al. Ivan Romero Rivera Glaucia Maria Moraes de Oliveira

Segundo a Organização Mundial da Saúde, aproximadamente 17,5% da população adulta (1 em cada 6 pessoas ao redor do mundo) é afetada pela infertilidade, definida como a incapacidade de conceber após 12 meses de relações sexuais regulares sem proteção. A prevalência varia pouco entre as regiões mundiais, com taxas semelhantes em países de alta, média e baixa renda, constituindo um problema global de saúde pública.

Aproximadamente 85% dos casais inférteis têm uma causa identificável para a infertilidade, enquanto os 15% restantes apresentam infertilidade inexplicada. Conforme ilustrado na , a infertilidade pode ser atribuída a múltiplas causas e fatores de risco, cujo tratamento pode eventualmente contribuir para a fertilidade do casal.

[…]

  • Doença Cardiovascular
  • fator de risco
  • Infertilidade
  • Sexo Feminino
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
17/07/2026 DOI: 10.36660/abc.20250250 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Original Article

Avaliação do Infarto do Miocárdio pela Ressonância Magnética Cardíaca e Mortalidade em Longo Prazo

João Luiz Fernandes Petriz et al. Bruno Ferraz de Oliveira Gomes Braulio Santos Rua Clério Francisco Azevedo … Marcelo Souza Hadlich Henrique Thadeu Periard Mussi Gunnar de Cunto Taets Emília Matos do Nascimento Basílio de Bragança Pereira Nelson Albuquerque de Souza e Silva

Fundamento:

A ressonância magnética cardíaca fornece informações anatômicas detalhadas do infarto, porém poucos estudos investigaram a associação desses dados com mortalidade pós-infarto agudo do miocárdio.

Objetivo:

Verificar a associação entre os dados de anatomia e magnitude do infarto, obtidos da ressonância magnética cardíaca pós-infarto agudo do miocárdio, e mortalidade em longo prazo.

Métodos:

Foram identificados 1.959 laudos com “massa infartada” em 7.119 exames de ressonância magnética cardíaca, dos quais 420 possuíam documentação clínica e laboratorial de infarto agudo do miocárdio prévio. As variáveis estudadas foram os fatores de risco clássicos, fração de ejeção do ventrículo esquerdo, função ventricular categorizada e localização do infarto agudo do miocárdio. Massa infartada, extensão e transmuralidade do infarto agudo do miocárdio foram analisadas de maneira isolada e conjuntamente, pela variável denominada “MET-IAM”. A análise estatística foi feita pelo elastic net regularization, pelo modelo de Cox e por árvores de sobrevida.

Resultados:

A idade média foi 62,3 ± 12 anos, sendo 77,3% de homens. Durante o seguimento de 6,4 ± 2,9 anos, foram identificados 76 óbitos (18,1%). Creatinina sérica, diabetes melito e infarto agudo do miocárdio prévio demonstraram associação independente com mortalidade. A idade foi o principal fator explicativo. As variáveis da ressonância magnética cardíaca que se associaram de forma independente com a mortalidade foram: transmuralidade do infarto agudo do miocárdio (p = 0,047), disfunção ventricular (p = 0,0005) e massa infartada (p = 0,0005) − sendo essa última a principal variável explicativa para morte por doença isquêmica cardíaca. A variável MET-IAM exibiu a maior associação de risco para morte por doença isquêmica cardíaca (HR: 16,04; IC95%: 2,64-97,5; p = 0,003).

Conclusão:

Os dados anatômicos do infarto obtidos da ressonância magnética cardíaca pós-infarto agudo do miocárdio se associaram de forma independente com mortalidade em longo prazo, sendo, porém, mais relevantes para morte por doença isquêmica cardíaca.

  • Diagnóstico por Imagem
  • fator de risco
  • Imagem por Ressonância Magnética
  • Infarto do Miocárdio/fisiopatologia
  • Mortalidade
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21/11/2014 DOI: 10.5935/abc.20140177
ABC
Artigo Original

Doença periodontal como potencial fator de risco para síndromes coronarianas agudas

Renata Accarini et al. Moacir Fernandes de Godoy

OBJETIVO: Detectar a existência de associação entre doença periodontal ativa (DP) e ocorrência de síndromes coronarianas agudas (SCA). MÉTODOS: Foram avaliados 361 pacientes (57,3% do sexo masculino), com idades variando de 27 a 89 (média±DP=60,5±12,2 anos) internados na Unidade de Tratamento Intensivo de um Hospital de Ensino com quadro clínico e complementar de SCA. Todos foram submetidos a exame periodontal completo, no próprio ambiente da UTI, sendo que 325 (90,0%) realizaram cinecoronariografia para confirmação diagnóstica e/ou programação de conduta terapêutica. O exame periodontal consistiu na avaliação de todos os dentes presentes na cavidade oral e dos seguintes parâmetros: profundidade clínica de sondagem, nível de inserção clinica, índice de placa e índice gengival. RESULTADOS: Dos 325 pacientes, 91 (28,0%) apresentavam artérias coronarianas isentas de obstrução ou com obstruções discretas (<= 50% de perda de diâmetro), havendo obstruções importantes nos 72,0% restantes. O teste exato de Fisher mostrou valor de P de 0,0245 e ODDS Ratio de 2,571 (IC 95% 1,192 a 5,547), ou seja, documentou-se cerca de 2,5 vezes mais possibilidade de presença de DP ativa no grupo com SCA e coronariopatia obstrutiva significante. CONCLUSÃO: Constatou-se associação significante entre presença de doença periodontal ativa e doença coronariana obstrutiva de grau importante em pacientes com síndrome coronariana aguda, reforçando a importância de prevenção e tratamento adequado da doença periodontal, que deve ser considerada como fator de risco potencial na etiologia e na instabilização da placa aterosclerótica.

  • aterosclerose coronária
  • coronariopatia obstrutiva
  • Doença periodontal
  • fator de risco
  • Inflamação
  • Síndrome Coronariana Aguda
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06/03/2007 DOI: 10.1590/S0066-782X2006001800007
Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos
ABC
Artigo Original

Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos

Claudia Felícia Gravina-Taddei et al. Michel Batlouni Camila Sarteschi Valéria T Baltar … Nívea A.C Salvarini Marcelo C Bertolami José Eduardo M. R Sousa

OBJETIVO: Investigar se a hiper-homocisteinemia é fator de risco independente para doença aterosclerótica coronariana em idosos. MÉTODOS: Estudo caso-controle com 172 idosos, 88 pertencentes ao grupo controle e 84 ao grupo caso, que apresentavam cineangiocoronariografia solicitada por indicações clínicas. Angiografia coronariana quantitativa foi realizada em 91% dos pacientes. Homocisteinemia foi avaliada sob forma contínua e categorizada, por análise univariada e multivariada. RESULTADOS: Quando analisada sob forma contínua, verificou-se que, na análise univariada, os idosos do grupo caso apresentaram média de níveis de homocisteinemia significativamente mais elevada que a dos idosos do grupo controle (14,33±4,59 µmol/l versus 11,99± 4,59 µmol/l , p=0,015). Na análise multivariada, a homocisteinemia sob forma contínua associou-se a razão de risco para doença arterial coronariana de 1,07 a cada aumento de 1 µmol/l de nível de homocisteína. Aumento de 5 µmol/l correspondeu a razão de risco de 1,40. Quando analisada sob forma categorizada, definiu-se como hiper-homocisteinemia os valores encontrados acima do percentil 75 do grupo controle (14 µmol/l ). Hiper-homocisteinemia foi encontrada em 34% dos idosos, sendo 37,3% no grupo controle e 62,7% no grupo caso (p=0,009). Na análise multivariada, a hiperhomocisteinemia constituiu fator de risco independente para doença aterosclerótica coronariana em idosos, com razão de risco para doença arterial coronariana de 2,03, intervalo de confiança 95%, 1,02-4,03. CONCLUSÃO: Hiper-homocisteinemia foi fator de risco independente para doença arterial coronariana em idosos.

  • Doença arterial coronariana
  • fator de risco
  • hiper-homocisteinemia
  • homocisteína
  • Idoso
  • octogenário
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10/10/2005 DOI: 10.1590/S0066-782X2005001600004

Como citar este artigo

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Rivera MAM, Rivera IR, Oliveira GMM. Infertilidade Feminina: Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares ou Marcador de uma População com Risco Cardiovascular?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2026;123(5):e20250250.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rivera, Maria Alayde Mendonça; Rivera, Ivan Romero; Oliveira, Glaucia Maria Moraes de. Infertilidade Feminina: Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares ou Marcador de uma População com Risco Cardiovascular?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 123, n. 5, e20250250, jul. 2026.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rivera, M. A. M., Rivera, I. R., & Oliveira, G. M. M. (2026). Infertilidade Feminina: Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares ou Marcador de uma População com Risco Cardiovascular?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 123(5), e20250250.

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Rivera, Maria Alayde Mendonça and Rivera, Ivan Romero and Oliveira, Glaucia Maria Moraes de. Infertilidade Feminina: Fator de Risco para Doenças Cardiovasculares ou Marcador de uma População com Risco Cardiovascular?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2026, vol. 123, n. 5, [citado 2026-10-14], e20250250. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/infertilidade-feminina-fator-de-risco-para-doencas-cardiovasculares-ou-marcador-de-uma-populacao-com-risco-cardiovascular/>. ISSN 0066-782X

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Petriz JLF, Gomes BFO, Rua BS, Azevedo CF, Hadlich MS, Mussi HTP, Taets GC, et al. Avaliação do Infarto do Miocárdio pela Ressonância Magnética Cardíaca e Mortalidade em Longo Prazo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;104(2):159-68.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Petriz, João Luiz Fernandes; Gomes, Bruno Ferraz de Oliveira; Rua, Braulio Santos; Azevedo, Clério Francisco; Hadlich, Marcelo Souza; Mussi, Henrique Thadeu Periard; Taets, Gunnar de Cunto; Nascimento, Emília Matos do; Pereira, Basílio de Bragança; Silva, Nelson Albuquerque de Souza e. Avaliação do Infarto do Miocárdio pela Ressonância Magnética Cardíaca e Mortalidade em Longo Prazo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 104, n. 2, p. 159-168, nov. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Petriz, J. L. F., Gomes, B. F. O., Rua, B. S., Azevedo, C. F., Hadlich, M. S., Mussi, H. T. P., Taets, G. C., Nascimento, E. M. , Pereira, B. B., & Silva, N. A. S. (2014). Avaliação do Infarto do Miocárdio pela Ressonância Magnética Cardíaca e Mortalidade em Longo Prazo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 104(2), 159-168.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Petriz, João Luiz Fernandes and Gomes, Bruno Ferraz de Oliveira and Rua, Braulio Santos and Azevedo, Clério Francisco and Hadlich, Marcelo Souza and Mussi, Henrique Thadeu Periard and Taets, Gunnar de Cunto and Nascimento, Emília Matos do and Pereira, Basílio de Bragança and Silva, Nelson Albuquerque de Souza e. Avaliação do Infarto do Miocárdio pela Ressonância Magnética Cardíaca e Mortalidade em Longo Prazo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 104, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 159-168. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/avaliacao-do-infarto-do-miocardio-pela-ressonancia-magnetica-cardiaca-e-mortalidade-em-longo-prazo/>. ISSN 0066-782X

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Accarini R, Godoy MF. Doença periodontal como potencial fator de risco para síndromes coronarianas agudas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2007;87(5):592-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Accarini, Renata; Godoy, Moacir Fernandes de. Doença periodontal como potencial fator de risco para síndromes coronarianas agudas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 5, p. 592-596, mar. 2007.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Accarini, R., & Godoy, M. F. (2007). Doença periodontal como potencial fator de risco para síndromes coronarianas agudas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 87(5), 592-596.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Accarini, Renata and Godoy, Moacir Fernandes de. Doença periodontal como potencial fator de risco para síndromes coronarianas agudas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2007, vol. 87, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 592-596. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/doenca-periodontal-como-potencial-fator-de-risco-para-sindromes-coronarianas-agudas-2/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gravina-Taddei CF, Batlouni M, Sarteschi C, Baltar VT, Salvarini NA, Bertolami MC, Sousa JEMR, et al. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2005;85(3):166-73.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gravina-Taddei, Claudia Felícia; Batlouni, Michel; Sarteschi, Camila; Baltar, Valéria T; Salvarini, Nívea A.C; Bertolami, Marcelo C; Sousa, José Eduardo M. R. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 85, n. 3, p. 166-173, out. 2005.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gravina-Taddei, C. F., Batlouni, M., Sarteschi, C., Baltar, V. T., Salvarini, N. A., Bertolami, M. C., & Sousa, J. E. M. R. (2005). Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 85(3), 166-173.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gravina-Taddei, Claudia Felícia and Batlouni, Michel and Sarteschi, Camila and Baltar, Valéria T and Salvarini, Nívea A.C and Bertolami, Marcelo C and Sousa, José Eduardo M. R. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2005, vol. 85, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 166-173. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/hiper-homocisteinemia-como-fator-de-risco-para-doenca-aterosclerotica-coronariana-em-idosos-2/>. ISSN 0066-782X

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