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  2. Palavra-chave: hiper-homocisteinemia
Avaliação dos níveis séricos de homocisteína em transplantados renais com e sem hipercolesterolemia
ABC
Artigo Original

Avaliação dos níveis séricos de homocisteína em transplantados renais com e sem hipercolesterolemia

Fabiana Piovesan et al. Francisco José Veríssimo Veronese Auri Ferreira Santos Roberta Pozza … Péricles Serafim Sarturi Alexandre Tognon Valter Duro Garcia Elizete Keitel David Saitovitch

FUNDAMENTO: A ocorrência de hiper-homocisteinemia parece ser freqüente após o transplante renal. Nenhum estudo até o momento avaliou o papel da homocisteína (Hcy) associada à dislipidemia no Brasil. OBJETIVO: Determinar a prevalência de hiper-homocisteinemia (Hcy sérica >15 mmol/l) em pacientes estáveis submetidos a transplante renal e avaliar o papel dos lipídios séricos e da função do enxerto nos níveis de Hcy sérica. MÉTODOS: Cento e cinco pacientes estáveis submetidos a transplante renal foram avaliados, levando-se em consideração idade, tempo pós-transplante, níveis séricos de colesterol, função do enxerto, proteinúria e uso de ciclosporina (analisados por regressão linear múltipla). A prevalência de hiper-homocisteinemia foi de 74,3%. Os pacientes foram divididos em dois grupos: hipercolesterolêmicos (colesterol total > 200 mg/dl, colesterol LDL > 130 mg/dl) e normocolesterolêmicos. RESULTADOS: Os pacientes hipercolesterolêmicos eram mais velhos, tinham menor tempo pós-transplante, menor depuração de creatinina endógena, maior proteinúria e níveis séricos mais elevados de Hcy. Os pacientes com hiper-homocisteinemia tinham níveis séricos de triglicérides significativamente mais elevados e função do enxerto significativamente pior; além disso, seus níveis de colesterol LDL apresentaram tendência a ser mais elevados. Houve uma correlação positiva entre os níveis séricos de creatinina e de Hcy (r = 0,32; p = 0,01). A análise de regressão linear múltipla revelou que tanto a dislipidemia quanto a função renal afetam de forma independente os valores de Hcy. CONCLUSÃO: Observamos uma alta prevalência de hiper-homocisteinemia em pacientes submetidos a transplante renal, especialmente em hipercolesterolêmicos, sugerindo que uma pior função do enxerto pode influenciar negativamente os níveis séricos de Hcy e colesterol. Estudos futuros deverão investigar se esse perfil metabólico adverso está associado com maior mortalidade cardiovascular no longo prazo.

  • Dislipidemia
  • hiper-homocisteinemia
  • transplante de rim
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
25/09/2007 DOI: 10.1590/S0066-782X2007001500005
Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos
ABC
Artigo Original

Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos

Claudia Felícia Gravina-Taddei et al. Michel Batlouni Camila Sarteschi Valéria T Baltar … Nívea A.C Salvarini Marcelo C Bertolami José Eduardo M. R Sousa

OBJETIVO: Investigar se a hiper-homocisteinemia é fator de risco independente para doença aterosclerótica coronariana em idosos. MÉTODOS: Estudo caso-controle com 172 idosos, 88 pertencentes ao grupo controle e 84 ao grupo caso, que apresentavam cineangiocoronariografia solicitada por indicações clínicas. Angiografia coronariana quantitativa foi realizada em 91% dos pacientes. Homocisteinemia foi avaliada sob forma contínua e categorizada, por análise univariada e multivariada. RESULTADOS: Quando analisada sob forma contínua, verificou-se que, na análise univariada, os idosos do grupo caso apresentaram média de níveis de homocisteinemia significativamente mais elevada que a dos idosos do grupo controle (14,33±4,59 µmol/l versus 11,99± 4,59 µmol/l , p=0,015). Na análise multivariada, a homocisteinemia sob forma contínua associou-se a razão de risco para doença arterial coronariana de 1,07 a cada aumento de 1 µmol/l de nível de homocisteína. Aumento de 5 µmol/l correspondeu a razão de risco de 1,40. Quando analisada sob forma categorizada, definiu-se como hiper-homocisteinemia os valores encontrados acima do percentil 75 do grupo controle (14 µmol/l ). Hiper-homocisteinemia foi encontrada em 34% dos idosos, sendo 37,3% no grupo controle e 62,7% no grupo caso (p=0,009). Na análise multivariada, a hiperhomocisteinemia constituiu fator de risco independente para doença aterosclerótica coronariana em idosos, com razão de risco para doença arterial coronariana de 2,03, intervalo de confiança 95%, 1,02-4,03. CONCLUSÃO: Hiper-homocisteinemia foi fator de risco independente para doença arterial coronariana em idosos.

  • Doença arterial coronariana
  • fator de risco
  • hiper-homocisteinemia
  • homocisteína
  • Idoso
  • octogenário
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10/10/2005 DOI: 10.1590/S0066-782X2005001600004

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Piovesan F, Veronese FJV, Santos AF, Pozza R, Sarturi PS, Tognon A, Garcia VD, et al. Avaliação dos níveis séricos de homocisteína em transplantados renais com e sem hipercolesterolemia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2007;89(3):170-5.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Piovesan, Fabiana; Veronese, Francisco José Veríssimo; Santos, Auri Ferreira; Pozza, Roberta; Sarturi, Péricles Serafim; Tognon, Alexandre; Garcia, Valter Duro; Keitel, Elizete; Saitovitch, David. Avaliação dos níveis séricos de homocisteína em transplantados renais com e sem hipercolesterolemia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 89, n. 3, p. 170-175, set. 2007.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Piovesan, F., Veronese, F. J. V., Santos, A. F., Pozza, R., Sarturi, P. S., Tognon, A., Garcia, V. D., Keitel, E., & Saitovitch, D. (2007). Avaliação dos níveis séricos de homocisteína em transplantados renais com e sem hipercolesterolemia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 89(3), 170-175.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Piovesan, Fabiana and Veronese, Francisco José Veríssimo and Santos, Auri Ferreira and Pozza, Roberta and Sarturi, Péricles Serafim and Tognon, Alexandre and Garcia, Valter Duro and Keitel, Elizete and Saitovitch, David. Avaliação dos níveis séricos de homocisteína em transplantados renais com e sem hipercolesterolemia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2007, vol. 89, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 170-175. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/avaliacao-dos-niveis-sericos-de-homocisteina-em-transplantados-renais-com-e-sem-hipercolesterolemia/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gravina-Taddei CF, Batlouni M, Sarteschi C, Baltar VT, Salvarini NA, Bertolami MC, Sousa JEMR, et al. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2005;85(3):166-73.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gravina-Taddei, Claudia Felícia; Batlouni, Michel; Sarteschi, Camila; Baltar, Valéria T; Salvarini, Nívea A.C; Bertolami, Marcelo C; Sousa, José Eduardo M. R. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 85, n. 3, p. 166-173, out. 2005.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gravina-Taddei, C. F., Batlouni, M., Sarteschi, C., Baltar, V. T., Salvarini, N. A., Bertolami, M. C., & Sousa, J. E. M. R. (2005). Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 85(3), 166-173.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gravina-Taddei, Claudia Felícia and Batlouni, Michel and Sarteschi, Camila and Baltar, Valéria T and Salvarini, Nívea A.C and Bertolami, Marcelo C and Sousa, José Eduardo M. R. Hiper-homocisteinemia como fator de risco para doença aterosclerótica coronariana em idosos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2005, vol. 85, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 166-173. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/hiper-homocisteinemia-como-fator-de-risco-para-doenca-aterosclerotica-coronariana-em-idosos-2/>. ISSN 0066-782X

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