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  2. Palavra-chave: Estratificação de Risco
ABC
Editorial

Parâmetros Ecocardiográficos Simples podem Substituir o Cálculo do Modelo Probabilístico ASCVD?

Tonnison de Oliveira Silva et al. Luiz Eduardo Fonteles Ritt

O estudo de Fernandes et al., utilizou dados da Coorte ELSA-BRASIL , e demostrou que em pacientes assintomáticos e sem histórico de doença cardiovascular, medidas ecocardiográficas que fazem parte da rotina diária de qualquer serviço de Ecocardiografia, estão associadas de forma independente ao modelo preditor ASCVD. Foram avaliados 2.973 participantes brasileiros sem doença cardiovascular no período de 2008 e 2010. O cálculo do escore ASCVD utilizou dados produzidos em 2008-2010 e 2012-2014, enquanto que a realização da ecocardiografia ocorreu no momento inicial exclusivamente (período 1). Os parâmetros ecocardiográficos com significância estatística após análise de regressão logística multivariada (controlada para índice de massa corpórea, hipertrigliceridemia, atividade física, nível educacional e consumo excessivo de álcool), foram a disfunção diastólica, hipertrofia ventricular esquerda e o volume atrial esquerdo indexado pela área de superfície corpórea. A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo foi o preditor com maior força de associação a um elevado risco de eventos cardiovasculares (ASCVD > 7,5%).

A disfunção diastólica é sabidamente um marcador de eventos cardiovasculares, incluindo mortalidade total e hospitalizações por IC. Na cascata isquêmica a disfunção diastólica, sintomática ou não, é uma das manifestações mais precoces. É útil também na identificação daqueles pacientes no estágio B de insuficiência cardíaca. O ecocardiograma é a ferramenta não invasiva, disponível e de baixo custo, mais utilizada na avaliação dessa alteração. O grande entrave é que os mecanismos envolvendo a diástole ventricular são complexos, multifatoriais, relacionado a idade, sujeito à alterações hemodinâmicas e de fluxo coronário, tanto agudos e quanto crônicos. –

[…]

  • Disfunção Diastólica
  • Doenças Cardiovasculares
  • Ecocardiografia/ métodos
  • Estratificação de Risco
  • Hipertrofia Ventricular
  • Hospitalização
  • Mortalidade
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13/05/2022 DOI: 10.36660/abc.20220270 Visualizações 1
ABC
Editorial

Pesquisa Usando Microalternância de Onda T na Doença de Chagas

Carlos Alberto Pastore

A T-wave alternans (TWA) visível não é na verdade um achado recente e tem sido relatada desde 1909. Entretanto, é a TWA em microvolts, não visível e muito menos rara, que ganhou um lugar ao sol devido à sua associação com distúrbio elétrico e risco elevado de morte súbita cardíaca (MSC) ou eventos arrítmicos,– como tem sido avaliado em diversas pesquisas clínicas e estudos em populações: TWA na ICC, ALPHA, REFINE, FINCAVAS, Ikeda et al., (em um estudo colaborativo) e Bloomfield et al., (em uma pesquisa do tipo MADIT-II). Todos esses estudos têm em comum o fato de que trazem evidências sobre o alto valor preditivo negativo da TWA em relação a MSC ou a eventos arrítmicos, com valor preditivo positivo baixo a regular.

A microalternância de onda T consiste na análise, através de software especializado, de variações batimento a batimento que ocorrem na repolarização ventricular (segmento ST e onda T), muito pouco perceptíveis a olho nu.– A TWA permite acessar, de maneira indireta, o aspecto de aumento da dispersão dos potenciais de ação das células do coração, fator esse primordial em uma sequência de eventos que levarão a mecanismos de re-entrada e fibrilação ventricular que culminarão na MSC. Uma propriedade fundamental de sua análise é o alto poder preditivo negativo para o risco de MSC que um teste de TWA normal apresenta.

[…]

  • Arritmias
  • Batimentos Cardíacos Ectópicos
  • Doença de Chagas
  • Eletrocardiografia
  • Estratificação de Risco
  • Morte Súbita Cardíaca
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01/05/2018 DOI: 10.5935/abc.20180081
Estratificando o risco na angina instável com a ecocardiografia sob estresse com dobutamina
ABC
Artigo Original

Estratificando o risco na angina instável com a ecocardiografia sob estresse com dobutamina

Brivaldo Markman Filho et al. Maria Celita Almeida Manuel Markman Andrea Chaves … Miguel A. Moretti José A. F. Ramires Luiz A. César

OBJETIVO: Avaliar a importância da ecocardiografia sob estresse pela dobutamina (EED) na estratificação de risco de pacientes com angina instável (AI) de baixo a moderado risco, quanto à capacidade de predizer os eventos clínicos combinados (morte de causa cardiovascular, infarto agudo do miocárdio (IAM), AI recorrente, necessidade de revascularização miocárdica) no seguimento de 6 meses. MÉTODOS: Estudo prospectivo, multicêntrico. Os pacientes incluídos estavam internados, assintomáticos havia 24 horas e a medicação em uso não era suspensa para a realização do exame. O EED era realizado preferencialmente até 72 horas da chegada ao hospital. RESULTADOS: Foram avaliados 95 pacientes consecutivos. O EED foi positivo para isquemia em 40 pacientes (42,1%) e em 55 (57,9%), foi negativo. Eventos ocorreram em 28 pacientes, 26 dos quais tinham o EED positivo para isquemia miocárdica. Os outros 67 pacientes não tiveram eventos; desses, 53 tinham o EED negativo. A sensibilidade, especificidade, acurácia, valor preditivo positivo e negativo do teste frente aos desfechos foram: 92,9%, 79,1%, 83,2%, 65% e 96,4%, respectivamente. Sobrevida livre de eventos após 6 meses para os pacientes com EED negativo foi de 96%, comparada com 35% nos que tiveram o EED positivo (p<0,001). A análise univariada identificou classificação da AI, fração de ejeção do VE, índice de movimentação parietal do VE pré e pico, resultado do EED e antecedentes de IAM prévio como fatores prognósticos associados com os desfechos. Somente a variável resultado do EED permaneceu com uma associação significativa com o desfecho através da análise multivariada (p<0,01). CONCLUSÃO: O EED apresentou excelente valor preditivo negativo, permitindo alta hospitalar precoce dos pacientes, sem necessidade de exames adicionais. O resultado do exame foi o único fator prognóstico independente para os eventos.

  • angina instável
  • Ecocardiografia sob Estresse
  • Estratificação de Risco
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16/10/2006 DOI: 10.1590/S0066-782X2006001600011 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Silva TO, Ritt LEF. Parâmetros Ecocardiográficos Simples podem Substituir o Cálculo do Modelo Probabilístico ASCVD?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;118(5):925-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Silva, Tonnison de Oliveira; Ritt, Luiz Eduardo Fonteles. Parâmetros Ecocardiográficos Simples podem Substituir o Cálculo do Modelo Probabilístico ASCVD?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 5, p. 925-926, maio. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Silva, T. O., & Ritt, L. E. F. (2022). Parâmetros Ecocardiográficos Simples podem Substituir o Cálculo do Modelo Probabilístico ASCVD?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 118(5), 925-926.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Silva, Tonnison de Oliveira and Ritt, Luiz Eduardo Fonteles. Parâmetros Ecocardiográficos Simples podem Substituir o Cálculo do Modelo Probabilístico ASCVD?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 118, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 925-926. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/parametros-ecocardiograficos-simples-podem-substituir-o-calculo-do-modelo-probabilistico-ascvd/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pastore CA. Pesquisa Usando Microalternância de Onda T na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(5):418-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pastore, Carlos Alberto. Pesquisa Usando Microalternância de Onda T na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 5, p. 418-419, abr. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pastore, C. A. (2018). Pesquisa Usando Microalternância de Onda T na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(5), 418-419.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pastore, Carlos Alberto. Pesquisa Usando Microalternância de Onda T na Doença de Chagas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 418-419. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/pesquisa-usando-microalternancia-de-onda-t-na-doenca-de-chagas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Markman Filho B, Almeida MC, Markman M, Chaves A, Moretti MA, Ramires JAF, César LA, et al. Estratificando o risco na angina instável com a ecocardiografia sob estresse com dobutamina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2006;87(3):294-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Markman Filho, Brivaldo; Almeida, Maria Celita; Markman, Manuel; Chaves, Andrea; Moretti, Miguel A.; Ramires, José A. F.; César, Luiz A.. Estratificando o risco na angina instável com a ecocardiografia sob estresse com dobutamina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 3, p. 294-299, out. 2006.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Markman Filho, B., Almeida, M. C., Markman, M., Chaves, A., Moretti, M. A., Ramires, J. A. F., & César, L. A. (2006). Estratificando o risco na angina instável com a ecocardiografia sob estresse com dobutamina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 87(3), 294-299.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Markman Filho, Brivaldo and Almeida, Maria Celita and Markman, Manuel and Chaves, Andrea and Moretti, Miguel A. and Ramires, José A. F. and César, Luiz A.. Estratificando o risco na angina instável com a ecocardiografia sob estresse com dobutamina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2006, vol. 87, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 294-299. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estratificando-o-risco-na-angina-instavel-com-a-ecocardiografia-sob-estresse-com-dobutamina/>. ISSN 0066-782X

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