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Educação e monitorização por telefone de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado
ABC
Artigo Original

Educação e monitorização por telefone de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado

Fernanda B Domingues et al. Nadine Clausell Graziella B Aliti Daniela R Dominguez Eneida R Rabelo

FUNDAMENTO: Diferentes abordagens de enfermagem no manejo de pacientes com insuficiência cardíaca (IC) tem demonstrado benefícios na redução da morbidade e mortalidade. Entretanto, a combinação de educação intra-hospitalar com contato telefônico após a alta hospitalar tem sido pouco explorada. OBJETIVO: Comparar dois grupos de intervenção de enfermagem entre pacientes hospitalizados devido à IC descompensada: o grupo intervenção (GI) recebeu intervenção educativa de enfermagem durante a hospitalização, seguida de monitorização por telefone após a alta hospitalar e o grupo controle (GC) recebeu apenas a intervenção hospitalar. Os desfechos foram conhecimento da IC e autocuidado, número de visitas à emergência, re-hospitalizações e morte em um período de três meses. MÉTODOS: Ensaio clínico randomizado. Pacientes adultos com IC e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) < 45% que podiam ser contatados por telefone após a alta foram estudados. O conhecimento da IC foi avaliado por meio de um questionário padronizado que também incluía questões referentes ao conhecimento do autocuidado, o qual foi respondido durante o período de hospitalização e três meses depois. Para os pacientes do grupo GI, os contatos foram realizados por meio de telefonemas e as entrevistas finais foram conduzidas em ambos os grupos ao final do estudo. RESULTADOS: Quarenta e oito pacientes foram alocados no GI e 63 no grupo GC. A idade média (63 ± 13 anos) e FEVE (aproximadamente 29%) eram similares nos dois grupos. Os escores para conhecimento da IC e autocuidado foram similares na avaliação basal. Três meses depois, ambos os grupos demonstraram melhora significativa dos escores de conhecimento da IC e autocuidado (P < 0,001). Outros desfechos foram similares. CONCLUSÃO: A intervenção educativa de enfermagem intra-hospitalar beneficiou todos os pacientes com IC em relação ao conhecimento da doença e autocuidado, independente do contato telefônico após a alta hospitalar.

  • Educação
  • enfermagem
  • Ensaio Clínico
  • Insuficiência Cardíaca
  • pessoal de saúde
  • telefone
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
04/02/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000014 Visualizações 1
Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico
ABC
Artigo Original

Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico

Décio Mion Jr et al. Angela MG Pierin Isabela M. Bensenor Júlio César M. Marin … Karla Ryuko Abe Costa Luiz Fernando de Oliveira Henrique Natália de Pinho Alencar Rodrigo do Carmo Couto Tales Eduardo Laurenti Thiago Arthur Oliveira Machado

FUNDAMENTO: Pouco se conhece sobre a prevalência da hipertensão arterial na cidade de São Paulo, SP, Brasil. OBJETIVO: Identificar a prevalência da hipertensão referida na cidade de São Paulo. MÉTODOS: Realizaram-se 613 entrevistas por telefone, a partir das listas residenciais do sistema de telefonia fixa. A amostra foi calculada com prevalência estimada de hipertensão em 20,0%. RESULTADOS: A prevalência referida de hipertensão foi de 23,0% e 9,0% dos entrevistados referiram que o valor de sua última medida da pressão foi maior que 140/90 mmHg, porém não tinham conhecimento de que eram hipertensos, totalizando uma prevalência de 32,0%. Os hipertensos referiram que: 89,0% fazem tratamento e 35,2% estavam controlados; 27,0% faltam às consultas; 16,2% deixam de tomar os remédios; 14,8% apresentam história de acidente vascular encefálico, 27,8% cardiopatia e 38,7% hipercolesterolemia; 71,2% receberam orientação para diminuir sal, 64,6% para realizar atividade física, 60,0% para perder peso e 26,2% para controlar estresse; e 78,9% mediam a pressão regularmente. Houve relação estatisticamente significante (p < 0,05) para: 1) faltar às consultas com maior tempo de tratamento e acompanhamento irregular de saúde; 2) deixar de tomar os remédios com tabagismo, etilismo e a não realização de acompanhamento de saúde; 3) realizar tratamento para hipertensão com dislipidemia, idade mais elevada e maior tempo de uso de anticoncepcional, no caso das mulheres; e 4) índice de massa corporal alterado com presença de diabete, hipercolesterolemia, pressão sistólica não controlada e uso de mais de um anti-hipertensivo. CONCLUSÃO: A prevalência referida de hipertensão na cidade de São Paulo assemelha-se à prevalência identificada em outros estudos.

  • Brasil
  • Hipertensão
  • Prevalência
  • São Paulo
  • telefone
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21/05/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000051 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Domingues FB, Clausell N, Aliti GB, Dominguez DR, Rabelo ER. Educação e monitorização por telefone de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2011;96(3):233-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Domingues, Fernanda B; Clausell, Nadine; Aliti, Graziella B; Dominguez, Daniela R; Rabelo, Eneida R. Educação e monitorização por telefone de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 96, n. 3, p. 233-239, fev. 2011.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Domingues, F. B., Clausell, N., Aliti, G. B., Dominguez, D. R., & Rabelo, E. R. (2011). Educação e monitorização por telefone de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 96(3), 233-239.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Domingues, Fernanda B and Clausell, Nadine and Aliti, Graziella B and Dominguez, Daniela R and Rabelo, Eneida R. Educação e monitorização por telefone de pacientes com insuficiência cardíaca: ensaio clínico randomizado. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2011, vol. 96, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 233-239. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/educacao-e-monitorizacao-por-telefone-de-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-ensaio-clinico-randomizado/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mion Jr D, Pierin AM, Bensenor IM, Marin JCM, Costa KRA, Henrique LFO, Alencar NP, et al. Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(1):99-106.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mion Jr, Décio; Pierin, Angela MG; Bensenor, Isabela M.; Marin, Júlio César M.; Costa, Karla Ryuko Abe; Henrique, Luiz Fernando de Oliveira; Alencar, Natália de Pinho; Couto, Rodrigo do Carmo; Laurenti, Tales Eduardo; Machado, Thiago Arthur Oliveira. Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 1, p. 99-106, maio. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mion Jr, D., Pierin, A. M., Bensenor, I. M., Marin, J. C. M., Costa, K. R. A., Henrique, L. F. O., Alencar, N. P., Couto, R. C., Laurenti, T. E., & Machado, T. A. O. (2010). Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(1), 99-106.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mion Jr, Décio and Pierin, Angela MG and Bensenor, Isabela M. and Marin, Júlio César M. and Costa, Karla Ryuko Abe and Henrique, Luiz Fernando de Oliveira and Alencar, Natália de Pinho and Couto, Rodrigo do Carmo and Laurenti, Tales Eduardo and Machado, Thiago Arthur Oliveira. Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 99-106. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/hipertensao-arterial-na-cidade-de-sao-paulo-prevalencia-referida-por-contato-telefonico/>. ISSN 0066-782X

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