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Mortalidade por insuficiência cardíaca: análise ampliada e tendência temporal em três estados do Brasil
ABC
Artigo Original

Mortalidade por insuficiência cardíaca: análise ampliada e tendência temporal em três estados do Brasil

Eduardo Nagib Gaui et al. Carlos Henrique Klein Gláucia Maria Moraes de Oliveira

FUNDAMENTO: A insuficiência cardíaca (IC) é uma doença crônica de grande prevalência e altas taxas de mortalidade. A mortalidade por IC, no Brasil, tem sido estudada mais frequentemente com dados de internações hospitalares. OBJETIVO: Avaliar as taxas de mortalidade por IC, por sexo e faixa etária, no conjunto dos estados do Rio de Janeiro, São Paulo e Rio Grande do Sul, de 1999 a 2005. MÉTODOS: As informações foram obtidas dos atestados de óbito examinados nos três estados. A mortalidade por IC foi avaliada em modo restrito (causa básica de morte), modo abrangente (presente em qualquer linha do atestado) e modo ampliado (todos os códigos com presença de IC). RESULTADOS: As taxas específicas de mortalidade apresentaram tendências de quedas nítidas nos grupos de idade, exceto nos de 80 anos ou mais. As taxas aumentaram com a idade, sendo maiores nos homens, de forma clara, até os 80 anos. As taxas de mortalidade por IC foram três vezes maiores no modo abrangente do que no modo restrito. O modo ampliado acrescentou ainda 20% de óbitos em que havia IC. CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo demonstram tendências de quedas nas taxas de mortalidade por IC no conjunto dos três estados – cerca de 43% do Brasil -, de 1999 a 2005. A metodologia de causas múltiplas de morte, além das básicas, permite apresentar dimensão mais abrangente da importância da IC como causa de óbito. A seleção adequada dos códigos da Classificação Internacional de Doenças (CID), que compreendem a totalidade do fenômeno de IC, permanece como desafio para futuros estudos.

  • Brasil
  • Classificação Internacional de Doenças
  • Insuficiência Cardíaca
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22/09/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010000100010 Visualizações 1
Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico
ABC
Artigo Original

Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico

Décio Mion Jr et al. Angela MG Pierin Isabela M. Bensenor Júlio César M. Marin … Karla Ryuko Abe Costa Luiz Fernando de Oliveira Henrique Natália de Pinho Alencar Rodrigo do Carmo Couto Tales Eduardo Laurenti Thiago Arthur Oliveira Machado

FUNDAMENTO: Pouco se conhece sobre a prevalência da hipertensão arterial na cidade de São Paulo, SP, Brasil. OBJETIVO: Identificar a prevalência da hipertensão referida na cidade de São Paulo. MÉTODOS: Realizaram-se 613 entrevistas por telefone, a partir das listas residenciais do sistema de telefonia fixa. A amostra foi calculada com prevalência estimada de hipertensão em 20,0%. RESULTADOS: A prevalência referida de hipertensão foi de 23,0% e 9,0% dos entrevistados referiram que o valor de sua última medida da pressão foi maior que 140/90 mmHg, porém não tinham conhecimento de que eram hipertensos, totalizando uma prevalência de 32,0%. Os hipertensos referiram que: 89,0% fazem tratamento e 35,2% estavam controlados; 27,0% faltam às consultas; 16,2% deixam de tomar os remédios; 14,8% apresentam história de acidente vascular encefálico, 27,8% cardiopatia e 38,7% hipercolesterolemia; 71,2% receberam orientação para diminuir sal, 64,6% para realizar atividade física, 60,0% para perder peso e 26,2% para controlar estresse; e 78,9% mediam a pressão regularmente. Houve relação estatisticamente significante (p < 0,05) para: 1) faltar às consultas com maior tempo de tratamento e acompanhamento irregular de saúde; 2) deixar de tomar os remédios com tabagismo, etilismo e a não realização de acompanhamento de saúde; 3) realizar tratamento para hipertensão com dislipidemia, idade mais elevada e maior tempo de uso de anticoncepcional, no caso das mulheres; e 4) índice de massa corporal alterado com presença de diabete, hipercolesterolemia, pressão sistólica não controlada e uso de mais de um anti-hipertensivo. CONCLUSÃO: A prevalência referida de hipertensão na cidade de São Paulo assemelha-se à prevalência identificada em outros estudos.

  • Brasil
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  • São Paulo
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21/05/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000051 Visualizações 1
Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa etária em São Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005
ABC
Artigo Original

Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa etária em São Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005

Norma Farias et al. José Maria Pacheco de Souza Ruy Laurenti Soraya Martins de Alencar

FUNDAMENTO: O conhecimento da evolução da mortalidade cardiovascular é importante para levantar hipóteses sobre a sua ocorrência e subsidiar medidas de prevenção e controle. OBJETIVOS: Comparar a mortalidade pelo conjunto das doenças cardiovasculares e seus principais subgrupos: doença isquêmica do coração e cerebrovasculares (DIC e DCBV), no município de São Paulo, por sexo e idade, de 1996 a 1998 e 2003 a 2005. MÉTODOS: Foram usados dados de óbitos do Programa de Aprimoramento das Informações de Mortalidade para o Município (PROAIM) e estimativas populacionais da Fundação Sistema Estadual de Análise de Dados (SEADE) do Estado de São Paulo. A magnitude na mortalidade e as mudanças entre os triênios foram medidas pela descrição de coeficientes e variação percentual relativa. O modelo de regressão de Poisson foi usado também para estimar a mudança na mortalidade entre os períodos. RESULTADOS: Observou-se redução importante da mortalidade cardiovascular. Os coeficientes aumentam com a idade em ambos os sexos. Também são mais elevados na população masculina, na faixa a partir dos 70 anos. Os coeficientes de mortalidade por DIC são maiores que aqueles por DCBV, tanto nos homens como nas mulheres de 50 anos ou mais. O declínio pelo conjunto das doenças cardiovasculares foi maior em mulheres de 20 a 29 anos (-30%) e em homens de 30 a 39 anos (-26%). CONCLUSÃO: A força da intensidade da mortalidade cardiovascular diminuiu entre 1996 e 1998, a 2003 e 2005. Ainda assim há diferenças entre os grupos. Essa redução pode significar, em parte, um maior acesso aos métodos diagnósticos e terapêuticos.

  • Brasil
  • Doenças Cardiovasculares
  • Idade de Início
  • São Paulo
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11/01/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2009001100010
ABC
Artigo Original

Transição epidemiológica da mortalidade por doenças circulatórias no Brasil

Antonio de Padua Mansur et al. Adriano Ibrahim A. Lopes Desidério Favarato Solange Desirée Avakian … Luíz Antonio M. César José Antonio F. Ramires

FUNDAMENTO: As doenças circulatórias (DC) são as principais causas de morte no Brasil, com predomínio das doenças cerebrovasculares (DCbV). Nos países desenvolvidos, predominam as doenças isquêmicas do coração (DIC). OBJETIVO: Analisar a relação entre DCbV/DIC em homens e mulheres a partir de 30 anos. MÉTODOS: As estimativas da população e os dados de mortalidade para DC, DIC e DCbV foram obtidos do Ministério da Saúde para o período entre 1980 e 2005. O risco de morte por DIC e DCbV por 100.000 habitantes e a relação entre DCbV/DIC foram analisados nas faixas etárias decenais a partir de 30 anos. O risco de morte foi ajustado pelo método direto, usando como população padrão a população mundial de 1960. RESULTADOS: Observou-se aumento exponencial do risco de morte por DIC e DCbV, com o aumento da faixa etária. DCbV foi a principal causa de morte no Brasil até 1996, quando passou a predominar a DIC. Foi observada redução de 33,25% no risco de morte por DC na população brasileira. Na região metropolitana de São Paulo, houve uma diminuição de 45,44%, entre 1980 e 2005. A relação DCbV/DIC foi maior nas mulheres mais jovens: de 2,53 em 1980 e 2,04 em 2005 para a população brasileira, e de 2,76 em 1980 e 1,96 em 2005 na região metropolitana de São Paulo, com decréscimo nas faixas etárias subsequentes. Nos homens, a relação DCbV/DIC foi próximo de <1 para todas as faixas etárias. CONCLUSÃO: Observou-se, no Brasil, uma transição do risco de morte por DC, com predomínio atual das DIC.

  • Brasil
  • Isquemia encefálica
  • Isquemia Miocárdica
  • População Urbana
  • São Paulo
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06/01/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2009001100011 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gaui EN, Klein CH, Oliveira GMM. Mortalidade por insuficiência cardíaca: análise ampliada e tendência temporal em três estados do Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;94(1):55-61.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gaui, Eduardo Nagib; Klein, Carlos Henrique; Oliveira, Gláucia Maria Moraes de. Mortalidade por insuficiência cardíaca: análise ampliada e tendência temporal em três estados do Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 94, n. 1, p. 55-61, set. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gaui, E. N., Klein, C. H., & Oliveira, G. M. M. (2010). Mortalidade por insuficiência cardíaca: análise ampliada e tendência temporal em três estados do Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 94(1), 55-61.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gaui, Eduardo Nagib and Klein, Carlos Henrique and Oliveira, Gláucia Maria Moraes de. Mortalidade por insuficiência cardíaca: análise ampliada e tendência temporal em três estados do Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 94, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 55-61. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/mortalidade-por-insuficiencia-cardiaca-analise-ampliada-e-tendencia-temporal-em-tres-estados-do-brasil/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mion Jr D, Pierin AM, Bensenor IM, Marin JCM, Costa KRA, Henrique LFO, Alencar NP, et al. Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(1):99-106.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mion Jr, Décio; Pierin, Angela MG; Bensenor, Isabela M.; Marin, Júlio César M.; Costa, Karla Ryuko Abe; Henrique, Luiz Fernando de Oliveira; Alencar, Natália de Pinho; Couto, Rodrigo do Carmo; Laurenti, Tales Eduardo; Machado, Thiago Arthur Oliveira. Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 1, p. 99-106, maio. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mion Jr, D., Pierin, A. M., Bensenor, I. M., Marin, J. C. M., Costa, K. R. A., Henrique, L. F. O., Alencar, N. P., Couto, R. C., Laurenti, T. E., & Machado, T. A. O. (2010). Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(1), 99-106.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mion Jr, Décio and Pierin, Angela MG and Bensenor, Isabela M. and Marin, Júlio César M. and Costa, Karla Ryuko Abe and Henrique, Luiz Fernando de Oliveira and Alencar, Natália de Pinho and Couto, Rodrigo do Carmo and Laurenti, Tales Eduardo and Machado, Thiago Arthur Oliveira. Hipertensão arterial na cidade de São Paulo: prevalência referida por contato telefônico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 99-106. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/hipertensao-arterial-na-cidade-de-sao-paulo-prevalencia-referida-por-contato-telefonico/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Farias N, Souza JMP, Laurenti R, Alencar SM. Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa etária em São Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;93(5):498-505.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Farias, Norma; Souza, José Maria Pacheco de; Laurenti, Ruy; Alencar, Soraya Martins de. Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa etária em São Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 93, n. 5, p. 498-505, jan. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Farias, N., Souza, J. M. P. , Laurenti, R., & Alencar, S. M. (2010). Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa etária em São Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 93(5), 498-505.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Farias, Norma and Souza, José Maria Pacheco de and Laurenti, Ruy and Alencar, Soraya Martins de. Mortalidade cardiovascular por sexo e faixa etária em São Paulo, Brasil: 1996 a 1998 e 2003 a 2005. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 93, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 498-505. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/mortalidade-cardiovascular-por-sexo-e-faixa-etaria-em-sao-paulo-brasil-1996-a-1998-e-2003-a-2005/>. ISSN 0066-782X

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Mansur AP, Lopes AIA, Favarato D, Avakian SD, César LAM, Ramires JAF. Transição epidemiológica da mortalidade por doenças circulatórias no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;93(5):506-10.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mansur, Antonio de Padua; Lopes, Adriano Ibrahim A.; Favarato, Desidério; Avakian, Solange Desirée; César, Luíz Antonio M.; Ramires, José Antonio F.. Transição epidemiológica da mortalidade por doenças circulatórias no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 93, n. 5, p. 506-510, jan. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mansur, A. P., Lopes, A. I. A., Favarato, D., Avakian, S. D., César, L. A. M., & Ramires, J. A. F. (2010). Transição epidemiológica da mortalidade por doenças circulatórias no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 93(5), 506-510.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mansur, Antonio de Padua and Lopes, Adriano Ibrahim A. and Favarato, Desidério and Avakian, Solange Desirée and César, Luíz Antonio M. and Ramires, José Antonio F.. Transição epidemiológica da mortalidade por doenças circulatórias no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 93, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 506-510. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/transicao-epidemiologica-da-mortalidade-por-doencas-circulatorias-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

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