Alex Yuiti Ogura et al. Claudiane Maria Barbosa Silvio Assis de Oliveira-Junior
A prática de exercício físico é considerada uma das medidas não farmacológicas mais eficientes na redução da pressão arterial e no incremento do estado redox na parede de vasos sanguíneos. De fato, o exercício físico regular pode causar relaxamento do endotélio por meio do aumento dos níveis de óxido nítrico (NO), associado ou não com a redução na quantidade de espécies reativas de oxigênio (EROs). Produção e/ou excessivo acúmulo de EROs podem resultar em desequilíbrio redox, com diminuição da biodisponibilidade do NO e consequente disfunção endotelial., Nesse aspecto, menor liberação de NO configura um dos fatores críticos para desenvolvimento de hipertensão arterial sistêmica.,
De fato, o NO é uma molécula de sinalização gasosa diatômica que é solúvel em água e consegue passar livremente pela membrana celular. Esse peptídeo é fundamental na regulação de diversas ações fisiológicas no organismo, sendo de suma importância para processos de vasodilatação, resposta imune, neurotransmissão, apoptose e regulação genética. Quando liberado, o NO se difunde das células endoteliais para as células musculares lisas vasculares, promovendo relaxamento e vasodilatação. Por meio desse mecanismo, o NO pode reduzir a resistência periférica total e, consequentemente, diminuir a pressão arterial. No contexto endógeno, a produção de NO resulta da oxidação e clivagem do grupo guanidina da L-arginina, com liberação de NO e de L-citrulina. Em seguida, o NO livre é facilmente transformado em nitrito e nitrato, sendo estes produtos reciclados posteriormente em NO e outras formas de oxidação do nitrogênio, por meio da via nitrato/nitrito/NO.
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