Sabrina Bernardez-Pereira et al. Giovana Alvarez Marcelo Franken Pedro Alves Lemos Neto … Germano Emílio Conceição Souza Fernando Bacal
Introdução
No Brasil, a insuficiência cardíaca (IC) permanece como uma das principais causas de hospitalização e mortalidade cardiovascular, exercendo grande pressão sobre o sistema público de saúde. Apesar dos avanços terapêuticos, ainda há lacunas importantes, uma vez que sistemas de informação fragmentados, indicadores heterogêneos e limitada integração da perspectiva do paciente continuam predominando tanto no setor público quanto no privado.,
O cuidado em saúde baseado em valor – definido como os desfechos de saúde alcançados em relação aos recursos empregados – exige a mensuração sistemática de desperdícios e de cuidados de baixo valor. Identificar hospitalizações evitáveis, exames redundantes e atrasos na otimização terapêutica é essencial para melhorar os desfechos e garantir a sustentabilidade do sistema de saúde., Análises econômicas no Brasil demonstram que o manejo ineficiente da IC gera custos substanciais: aproximadamente 70% dos gastos relacionados à IC decorrem de hospitalizações, muitas das quais poderiam ser prevenidas por meio de um cuidado ambulatorial otimizado e maior integração com a atenção primária.
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