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ABC
Editorial

Valores de Referência em Ressonância Magnética Cardiovascular: Entre a Validação Local e a Harmonização Global

Miguel Correia

A ressonância magnética cardiovascular (RMC) se consolidou nas últimas décadas como o método de referência para avaliação morfofuncional cardíaca, permitindo a quantificação precisa de volumes ventriculares, fração de ejeção e massa miocárdica, além da caracterização tecidual de múltiplas cardiopatias.– A elevada reprodutibilidade das suas medições constitui uma das principais vantagens em relação a outras modalidades de imagem, tornando a RMC uma ferramenta essencial tanto na prática clínica quanto na investigação cardiovascular.,

A interpretação adequada dos parâmetros obtidos por RMC depende, contudo, da existência de valores de referência robustos e aplicáveis à população estudada. Neste contexto, o artigo “Valores de Normalidade para Ressonância Magnética Cardiovascular uma Revisão Analítico-Comparativa com Ênfase na População Brasileira”, publicado nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, aborda uma questão particularmente relevante para a cardiologia brasileira: a aplicabilidade dos valores normativos internacionais à realidade nacional.

[…]

  • Imageamento por Ressonância Magnética
  • Padrões de Referência
  • Valores de Referência
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10/08/2026 DOI: 10.36660/abc.2026458 Visualizações 2
ABC
Carta Científica

Quais os Valores de Normalidade mais Adequados para Monitorização Residencial da Pressão Arterial?

Audes D. M. Feitosa et al. Marco A. Mota-Gomes Fernando Nobre Decio Mion Jr. … Annelise M.G. Paiva Fábio Argenta Weimar K.S. Barroso Roberto D. Miranda Eduardo C. D. Barbosa Andréa A. Brandão Thiago S.V. Jardim Paulo C.B.V. Jardim Wilson Nadruz

Introdução

O diagnóstico de hipertensão arterial (HA) habitualmente se baseia em medidas de pressão arterial (PA) obtidas no consultório. Esta estratégia, entretanto, pode subestimar ou superestimar a verdadeira prevalência de HA devido à presença de fenótipos alternativos, como HA mascarada e HA do avental branco. Neste contexto, as diretrizes atuais de HA têm recomendado, quando possível, a realização de medidas de PA fora do consultório, seja por meio da monitorização ambulatorial da PA (MAPA) ou da monitorização residencial da PA (MRPA), para a confirmação da HA e manuseio mais adequado do paciente.–

Valores de MRPA utilizados para definir HA começaram a ser propostos de forma mais consensual a partir do final da década de 1990. Em 1998, resultados de uma metanálise de 17 estudos envolvendo 5.422 participantes não tratados com medicações anti-hipertensivas sugeriram que valores elevados de MRPA fossem ≥ 137/89 mmHg ou ≥ 135/86 mmHg quando calculados a partir das médias + 2 desvios padrões ou dos percentis 95, respectivamente. No ano seguinte, a análise de 2.401 indivíduos normotensos no consultório estimou que valores elevados de MRPA fossem ≥ 137/85 mmHg a partir do cálculo dos percentis 95. Além disto, uma avaliação de 1.913 participantes (69% não tratados) do Estudo de Ohasama mostrou que valores de MRPA ≥ 137/84 mmHg se associaram com maior risco de morte após um seguimento médio de 5 anos. Os valores de referência propostos por estes estudos foram arredondados e embasaram a recomendação em diretrizes subsequentes de que medidas de MRPA fossem consideradas anormais quando maiores ou iguais a 135/85 mmHg., Estes valores de referência (135/85 mmHg) foram então incorporados à prática clínica e têm sido recomendados para determinar a presença de valores anormais de MRPA por diretrizes recentes de diversas sociedades, incluindo a 7a Diretriz Brasileira de HA, publicada em 2016, e as 6ᵃ Diretrizes Brasileiras de MAPA e 4ᵃ Diretrizes de MRPA, publicadas em 2018.

[…]

  • Automonitorização Pressão Arterial
  • Hipertensão
  • Padrões de Referência
  • Pressão Arterial
  • Valores Normais
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23/04/2021 DOI: 10.36660/abc.20201109 Visualizações 1
IJCS
Editorial

Novas Metas de Colesterol da Diretriz de Dislipidemia da SBC

Maria Eliane Campos Magalhães

Evidências de ensaios clínicos e metanálises têm demonstrado que o tratamento mais eficaz no alcance de reduções mais agressivas do colesterol LDL (colesterol da lipoproteína de baixa densidade, da sigla derivada do inglês low density lipoprotein-cholesterol, LDL-C), se associa a inequívocos benefícios na redução de eventos por doença aterosclerótica cardiovascular (DACV). Mais recentemente, estudos clínicos com a adição da ezetimibe e de uma nova classe de fármacos, os inibidores da proproteina convertase subtilisina/kexina 9 (iPCSK9), às estatinas conseguiram reduzir o LDL-C para valores não alcançados previamente com a terapia disponível até então.–

Nesse contexto, os resultados do estudo IMPROVE-IT – Improved Reduction of Outcomes: Vytorin Efficacy International Trial, com a associação da ezetimibe à estatina comparada com estatina em monoterapia, obteve um controle lipídico estrito (LDL-C de 53,7 X 69,5 mg/dl, respectivamente) em indivíduos com síndrome coronariana aguda, ou seja, de alto risco cardiovascular. Nesse estudo, pacientes que alcançaram valores de LDL-C abaixo de 50 mg/dl tiveram risco significativamente menor de eventos CV maiores, quando comparados com os que tiveram LDL-C acima deste valor, sendo a categoria de risco proporcionalmente menor, quanto menor fosse o nível do LDL-C alcançado. Embora em níveis modestos, houve redução incremental de risco de eventos cardiovasculares, exceto mortalidade.

[…]

  • Aterosclerose
  • Colesterol / normas
  • Dislipidemias
  • Fatores de risco
  • Padrões de Referência
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01/01/2017 DOI: 10.5935/2359-4802.20170090
A importância de um EGC normal em síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST
ABC
Artigo Original

A importância de um EGC normal em síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST

Rogério Teixeira et al. Carolina Lourenço Natália António Sílvia Monteiro … Rui Baptista Elisabete Jorge Maria João Ferreira Pedro Monteiro Mário Freitas Luís A Providência

FUNDAMENTO: O eletrocardiograma (ECG) de admissão tem um grande impacto no diagnóstico e tratamento de síndromes coronarianas agudas (SCA) sem supradesnivelamento do segmento ST. OBJETIVO: Avaliar o impacto do ECG de admissão no prognóstico da SCA sem supradesnivelamento de ST. População: estudo prospectivo, contínuo, observacional, de 802 pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST de um único centro. MÉTODOS: Os pacientes foram divididos em 2 grupos: A (n=538) – ECG Anormal e B (n=264) – ECG Normal. ECG Normal era sinônimo de ritmo sinusal sem alterações isquêmicas agudas. Um seguimento clínico de um ano foi realizado tendo como alvo todas as causas de mortalidade e a taxa de eventos cardíacos adversos maiores (MACE). RESULTADOS: Os pacientes do Grupo A eram mais velhos (68,7±11,7 vs. 63,4±12,7 anos, p<0,001), apresentavam classes Killip mais altas e pico mais altos de biomarcadores de necrose miocárdica. Além disso, apresentavam menor fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) (52,01±10,55 vs. 55,34± 9,51%, p<0,001), taxa de filtração glomerular, hemoglobina inicial, e níveis de colesterol total. Os pacientes do Grupo B foram mais frequentemente submetidos à estratégias invasivas (63,6 vs. 46,5%, p<0,001) e tratados com aspirina, clopidogrel, beta-bloqueadores e estatinas. Eles também apresentavam mais frequentemente uma anatomia coronária normal (26,2 vs. 18,0%, p=0,45). Foi observada uma tendência à maior mortalidade hospitalar no grupo A (4,6 vs. 1,9%, p=0,054). A análise de Kaplan-Meyer mostrou que a sobrevivência de 1 mês e um ano (95,1 vs. 89.5%, p=0.012) era mais alta no grupo B e o resultado manteve-se significante em um modelo de regressão de Cox (ECG normal HR 0,45 (0,21 – 0,97). Não houve diferenças em relação à taxa de MACE. CONCLUSÃO: Em nossa população de pacientes com SCA sem supradesnivelamento de ST, um ECG normal foi um marcador inicial para um bom prognóstico.

  • diagnóstico
  • Eletrocardiografia
  • Padrões de Referência
  • Prognóstico
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22/09/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010000100006

Como citar este artigo

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Correia M. Valores de Referência em Ressonância Magnética Cardiovascular: Entre a Validação Local e a Harmonização Global. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2026;123(6):e20260458.

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Correia, Miguel. Valores de Referência em Ressonância Magnética Cardiovascular: Entre a Validação Local e a Harmonização Global. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 123, n. 6, e20260458, ago. 2026.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Correia, M. (2026). Valores de Referência em Ressonância Magnética Cardiovascular: Entre a Validação Local e a Harmonização Global. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 123(6), e20260458.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Correia, Miguel. Valores de Referência em Ressonância Magnética Cardiovascular: Entre a Validação Local e a Harmonização Global. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2026, vol. 123, n. 6, [citado 2026-10-14], e20260458. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/valores-de-referencia-em-ressonancia-magnetica-cardiovascular-entre-a-validacao-local-e-a-harmonizacao-global/>. ISSN 0066-782X

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Feitosa ADM, Mota-Gomes MA, Nobre F, Mion Jr. D, Paiva AM, Argenta F, Barroso WK, et al. Quais os Valores de Normalidade mais Adequados para Monitorização Residencial da Pressão Arterial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(3):501-3.

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Feitosa, Audes D. M.; Mota-Gomes, Marco A.; Nobre, Fernando; Mion Jr., Decio; Paiva, Annelise M.G.; Argenta, Fábio; Barroso, Weimar K.S.; Miranda, Roberto D.; Barbosa, Eduardo C. D.; Brandão, Andréa A.; Jardim, Thiago S.V.; Jardim, Paulo C.B.V.; Nadruz, Wilson. Quais os Valores de Normalidade mais Adequados para Monitorização Residencial da Pressão Arterial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 3, p. 501-503, abr. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Feitosa, A. D. M., Mota-Gomes, M. A., Nobre, F., Mion Jr., D., Paiva, A. M., Argenta, F., Barroso, W. K., Miranda, R. D., Barbosa, E. C. D., Brandão, A. A., Jardim, T. S., Jardim, P. C., & Nadruz, W. (2021). Quais os Valores de Normalidade mais Adequados para Monitorização Residencial da Pressão Arterial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(3), 501-503.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Feitosa, Audes D. M. and Mota-Gomes, Marco A. and Nobre, Fernando and Mion Jr., Decio and Paiva, Annelise M.G. and Argenta, Fábio and Barroso, Weimar K.S. and Miranda, Roberto D. and Barbosa, Eduardo C. D. and Brandão, Andréa A. and Jardim, Thiago S.V. and Jardim, Paulo C.B.V. and Nadruz, Wilson. Quais os Valores de Normalidade mais Adequados para Monitorização Residencial da Pressão Arterial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 501-503. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/quais-os-valores-de-normalidade-mais-adequados-para-monitorizacao-residencial-da-pressao-arterial/>. ISSN 0066-782X

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Magalhães MEC. Novas Metas de Colesterol da Diretriz de Dislipidemia da SBC. International Journal of Cardiovascular Sciences 2017;30(6):466-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Magalhães, Maria Eliane Campos. Novas Metas de Colesterol da Diretriz de Dislipidemia da SBC. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 30, n. 6, p. 466-468, dez. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Magalhães, M. E. C. (2017). Novas Metas de Colesterol da Diretriz de Dislipidemia da SBC. International Journal of Cardiovascular Sciences, 30(6), 466-468.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Magalhães, Maria Eliane Campos. Novas Metas de Colesterol da Diretriz de Dislipidemia da SBC. International Journal of Cardiovascular Sciences [online]. 2017, vol. 30, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 466-468. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/novas-metas-de-colesterol-da-diretriz-de-dislipidemia-da-sbc/>. ISSN 2359-4802

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Teixeira R, Lourenço C, António N, Monteiro S, Baptista R, Jorge E, Ferreira MJ, et al. A importância de um EGC normal em síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;94(1):25-33.

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Teixeira, Rogério; Lourenço, Carolina; António, Natália; Monteiro, Sílvia; Baptista, Rui; Jorge, Elisabete; Ferreira, Maria João; Monteiro, Pedro; Freitas, Mário; Providência, Luís A. A importância de um EGC normal em síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 94, n. 1, p. 25-33, set. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Teixeira, R., Lourenço, C., António, N., Monteiro, S., Baptista, R., Jorge, E., Ferreira, M. J., Monteiro, P., Freitas, M., & Providência, L. A. (2010). A importância de um EGC normal em síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 94(1), 25-33.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Teixeira, Rogério and Lourenço, Carolina and António, Natália and Monteiro, Sílvia and Baptista, Rui and Jorge, Elisabete and Ferreira, Maria João and Monteiro, Pedro and Freitas, Mário and Providência, Luís A. A importância de um EGC normal em síndromes coronarianas agudas sem supradesnivelamento do segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 94, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 25-33. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/a-importancia-de-um-egc-normal-em-sindromes-coronarianas-agudas-sem-supradesnivelamento-do-segmento-st/>. ISSN 0066-782X

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