Valores de Referência em Ressonância Magnética Cardiovascular: Entre a Validação Local e a Harmonização Global
A ressonância magnética cardiovascular (RMC) se consolidou nas últimas décadas como o método de referência para avaliação morfofuncional cardíaca, permitindo a quantificação precisa de volumes ventriculares, fração de ejeção e massa miocárdica, além da caracterização tecidual de múltiplas cardiopatias.– A elevada reprodutibilidade das suas medições constitui uma das principais vantagens em relação a outras modalidades de imagem, tornando a RMC uma ferramenta essencial tanto na prática clínica quanto na investigação cardiovascular.,
A interpretação adequada dos parâmetros obtidos por RMC depende, contudo, da existência de valores de referência robustos e aplicáveis à população estudada. Neste contexto, o artigo “Valores de Normalidade para Ressonância Magnética Cardiovascular uma Revisão Analítico-Comparativa com Ênfase na População Brasileira”, publicado nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, aborda uma questão particularmente relevante para a cardiologia brasileira: a aplicabilidade dos valores normativos internacionais à realidade nacional.
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