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  2. Palavra-chave: Competência Clínica
ABC
Editorial

Retenção das Habilidades de Ressuscitação Cardiopulmonar nos Estudantes de Medicina: O que Fazer para Melhorar?

Sergio Timerman et al. Thatiane Facholi Polatri

Desde os primórdios grandes pesquisadores trabalhavam para estimar qual seria a melhor técnica para manutenção do fluxo sanguíneo corpóreo de uma vítima em PCR. Foram aplicadas várias técnicas, como por exemplo: Método do trotar e rolamento sobre barril. A técnica de compressões torácicas externa foi concebida em 1960, a partir da observação feita por Kouwenhoven, Jude e Knickerbocker de que a compressão sobre o terço inferior do esterno, feita adequadamente, fornecia uma circulação artificial suficiente para manter a vida em animais e seres humanos com parada cardíaca. Desde então, muitos estudos foram realizados a fim de aprimorar qual seria a profundidade e frequência de compressões apropriadas para manter a perfusão coronariana em nível adequado, colaborando para o retorno da circulação espontânea.

De acordo com as publicações das diretrizes mundiais de 2020, a realização de compressões de alta qualidade refere-se à realização de compressões a uma frequência de 100 -120 por minuto, profundidade de 5-6cm, retornar o tórax a posição normal entre as compressões minimizar interrupções nas compressões e evitar ventilação excessiva. Neste sentido, surge uma grande questão: entendemos quais são os parâmetros da realização de boas compressões, que colaboram significativamente no aumento da sobrevivência de vítimas de PCR. Porém, como garantir que profissionais da saúde e público em geral consiga aprender a técnica e reter este aprendizado, a ponto de reproduzi-lo em uma situação real de emergência?

[…]

  • Capacitação Profissional
  • Competência Clínica
  • Estudantes de Ciências da Saúde
  • Habilidade
  • Medicina
  • Ocupações em Saúde/educação
  • Reanimação Cardiopulmonar/métodos
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22/11/2021 DOI: 10.36660/abc.20210856 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Competência Clínica no Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST por Médico Recém-Formado Candidato à Residência Médica

Ugo Stocco Aimoli et al. Carlos Henrique Miranda

Resumo

Fundamento:

Houve importante redução da morbimortalidade do infarto agudo do miocárdio com supradesnível do segmento ST (IAMCSST) com o desenvolvimento das terapias de reperfusão. Para garantir este benefício é importante o diagnóstico precoce e manejo inicial correto. No Brasil, recém-formados do curso de medicina são responsáveis por grande parte dos atendimentos iniciais a estes pacientes.

Objetivo:

Avaliar a competência clínica no reconhecimento e manejo inicial do IAMCSST por médico recém-formado candidato à residência médica.

Métodos:

Realizada análise do desempenho de 771 candidatos do concurso de acesso direto para residência médica do Hospital das Clínicas da FMRP-USP em estação prática de simulação de atendimento de paciente com IAMCSST com atores profissionais e avaliadores médicos com uma lista de checagem padronizada de acordo com recomendações da diretriz brasileira para manejo desta patologia.

Resultados:

O escore de desempenho geral apresentou mediana de 7 e intervalo interquartil de 5,5-8,0. Em relação aos itens avaliados: 83% solicitou monitorização eletrocardiográfica, 57% solicitou inserção de um acesso venoso periférico, 95% administrou ácido acetilsalicílico, 80% administrou segundo antiagregante (inibidor do P2Y12), 66% administrou nitrato, 71% administrou morfina, 69% reconheceu o diagnóstico de IAMCSST, 71% avaliou o tempo de duração da dor, 63% reconheceu a necessidade de transferência imediata, 34% apresentou habilidade de comunicação adequada e somente 25% insistiu na transferência mesmo na ausência de vaga.

Conclusões:

O reconhecimento e gerenciamento inicial do IAMCSST precisa ser aprimorado na graduação médica e inserido dentro da realidade da estrutura de rede hierarquizada do sistema de saúde público brasileiro.

  • Competência Clínica
  • Corpo Clínico Hospitalar
  • Educação Médica
  • Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST
  • Residência Médica
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10/02/2020 DOI: 10.36660/abc.20180309 Visualizações 1
ABC
Editorial

Avaliação da Competência Clínica em Programas de Residência em Cardiologia

Sergio Timerman

Nas últimas décadas, a educação médica, principalmente em programas de pós-graduação em cardiologia (PPGC), passou por profundas mudanças, incluindo restrições em horas de serviço. No artigo de referência “To Err Is Human”, o Instituto de Medicina sugere que quase 100.000 pacientes morriam anualmente de erros evitáveis em hospitais, com um milhão adicional de pessoas com sequelas. Esse relatório foi o holofote sobre a importância da segurança do paciente no que se refere a cuidados de saúde. Quase ao mesmo tempo, os avanços tecnológicos ultrapassaram as inovações curriculares dos EMPG. Como fazíamos o treinamento em serviço, o método “observe um, faça um e ensine um” era praxe em todos os serviços, porém, à medida que o treinamento avança, os procedimentos tornam-se extremamente mais complexos, com o consequente maior risco. A maioria dos residentes de cardiologia lembra-se da primeira vez em que realizava manobras de ressuscitação, colocação de marca-passo transvenoso e passavam o primeiro Swan-Ganz. Felizmente, a maioria desses eventos foi concluída sem complicações. No entanto, o nível de preocupação e ansiedade experimentado em relação à segurança do paciente e sua competência para executar essas tarefas é provavelmente tão vívido agora quanto no dia em que o procedimento foi realizado. Apesar da escassez de evidências que sustentam o modelo tradicional de aprendizagem para treinamento,, a maioria das revisões que discutem o potencial da educação baseada em simulação (EBS) em assistência médica avalia as evidências de que o EBS é equivalente ou melhor que esse modelo tradicional.–

Nos dias atuais, aos recém-formados e candidatos à Residência Médica, a avaliação de competências clínicas constitui etapa essencial, e deve ser iniciada em sua formação como estudante de Medicina, devendo ser feita pelo professor por meio da observação direta do desempenho em situação real. Existem várias formas dessa avaliação formativa e somativa, que avalia as competências clínicas do estudantes e quantifica a evolução do seu desempenho após a realização de situações., O estudo publicado nesta edição, intitulado “Competência Clínica no Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST por Médico Recém-Formado Candidato à Residência Médica” tem por objetivo analisar os seguintes quesitos: habilidades na entrevista, habilidades no exame físico, qualidades do profissionalismo (ética), raciocínio clínico, habilidades de orientação, eficiência e competência clínica geral, apontando suas falhas e acertos, configurando uma boa arma na avaliação formativa. O treinamento em simulação também foi amplamente adotado em outras indústrias de “alto risco”. Embora os paralelos traçados entre a medicina e a aviação sejam frequentes, é importante reconhecer que o trabalho realizado pelos médicos difere acentuadamente do dos pilotos e, portanto, a natureza da simulação também deve ser diferente. Há um foco considerável em emergências médicas e habilidades práticas de procedimentos, mas com escopo para expandir para outras áreas de atendimento. A contribuição do desempenho cognitivo humano para os resultados dos pacientes é bem reconhecida; a posse do conhecimento e das habilidades técnicas necessárias permanece essencial, mas, além disso, as habilidades não técnicas, como a consciência situacional e a capacidade de sintetizar informações, tomar decisões e se comunicar efetivamente com os membros da equipe durante momentos de estresse e distração também são essenciais. E esse estudo foi importante por essa razão.

[…]

  • Competência Clínica
  • Educação Médica
  • Eficiência Organizacional
  • Hospitais
  • Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST
  • Internato e Residência
  • Programas
  • Simulação
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10/02/2020 DOI: 10.36660/abc.20190842 Visualizações 2
ABC
Editorial

Especialistas em Imagens Intervencionistas do Coração – A Nova Face da Imagem Cardíaca

João L. Cavalcante et al. Dee Dee Wang

Formação em imagem de doenças cardíacas estruturais

Embora a formação em imageamento multimodal já tenha sido bem delineada, ainda não há diretrizes específicas quanto à formação e/ou requisitos para especialistas em imagens de doenças cardíacas estruturais (DCE), conforme demonstrado pelos resultados de uma pesquisa recentemente realizada na Europa. Alguns dos desafios atualmente enfrentados pelos bolsistas de cardiologia que buscam formação em imagem de DCE incluem a procura por centros de formação com volume clínico de alto risco suficiente e exposição a uma variedade de procedimentos de alto risco, de modo a obter capacitação para além dos procedimentos tradicionais de TAVR. Isto traz uma questão inevitável sobre se a formação adequada em imagens de DEC deve, assim, ficar reservada a um pequeno número de centros com conhecimento e experiência suficientes em tais procedimentos. O que deve constituir o portfólio mínimo de procedimentos, seu grau de complexidade, o número de casos realizados para o planejamento de procedimentos e a orientação intraprocedimental a fim de obter a proficiência adequada são algumas das perguntas cujas respostas permanecem obscuras.

A maioria dos programas de alto volume é capaz de oferecer uma exposição abrangente, para uma formação adequada, particularmente nos procedimentos de TAVR, fechamento de apêndice atrial esquerdo (AAE) e defeito do septo atrial (DSA). O reparo mitral percutâneo com o sistema MitraClip (Abbott Vascular, Menlo Park, CA) também está se tornando cada vez mais comumente realizado, e deve passar a integrar o treinamento padrão de especialistas em imagens de DCE. Por outro lado, procedimentos percutâneos, tais como o fechamento de escape paravalvar, a troca valvar mitral transcateter e as intervenções percutâneas na válvula tricúspide, são mais complexos e menos realizados e, portanto, devem envolver diferentes expectativas quanto ao que se considera como requisito mínimo para obtenção de proficiência.

[…]

  • Cardiologia/educação
  • Cardiologia/tendências
  • Competência Clínica
  • Difusão de Inovação
  • Educação de Pós-Graduação em Medicina
  • Imagem Multimodal/tendências
  • Substituição da Valva Aórtica Transcateter/economia
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01/11/2018 DOI: 10.5935/abc.20180232 Visualizações 2

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Timerman S, Polatri TF. Retenção das Habilidades de Ressuscitação Cardiopulmonar nos Estudantes de Medicina: O que Fazer para Melhorar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(5):1036-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Timerman, Sergio; Polatri, Thatiane Facholi. Retenção das Habilidades de Ressuscitação Cardiopulmonar nos Estudantes de Medicina: O que Fazer para Melhorar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 5, p. 1036-1037, nov. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Timerman, S., & Polatri, T. F. (2021). Retenção das Habilidades de Ressuscitação Cardiopulmonar nos Estudantes de Medicina: O que Fazer para Melhorar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(5), 1036-1037.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Timerman, Sergio and Polatri, Thatiane Facholi. Retenção das Habilidades de Ressuscitação Cardiopulmonar nos Estudantes de Medicina: O que Fazer para Melhorar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 1036-1037. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/retencao-das-habilidades-de-ressuscitacao-cardiopulmonar-nos-estudantes-de-medicina-o-que-fazer-para-melhorar/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Aimoli US, Miranda CH. Competência Clínica no Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST por Médico Recém-Formado Candidato à Residência Médica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(1):35-44.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Aimoli, Ugo Stocco; Miranda, Carlos Henrique. Competência Clínica no Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST por Médico Recém-Formado Candidato à Residência Médica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 1, p. 35-44, fev. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Aimoli, U. S., & Miranda, C. H. (2020). Competência Clínica no Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST por Médico Recém-Formado Candidato à Residência Médica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(1), 35-44.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Aimoli, Ugo Stocco and Miranda, Carlos Henrique. Competência Clínica no Manejo do Infarto Agudo do Miocárdio com Supradesnível do Segmento ST por Médico Recém-Formado Candidato à Residência Médica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 35-44. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/competencia-clinica-no-manejo-do-infarto-agudo-do-miocardio-com-supradesnivel-do-segmento-st-por-medico-recem-formado-candidato-a-residencia-medica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Timerman S. Avaliação da Competência Clínica em Programas de Residência em Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(1):45-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Timerman, Sergio. Avaliação da Competência Clínica em Programas de Residência em Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 1, p. 45-46, fev. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Timerman, S. (2020). Avaliação da Competência Clínica em Programas de Residência em Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(1), 45-46.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Timerman, Sergio. Avaliação da Competência Clínica em Programas de Residência em Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 45-46. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/avaliacao-da-competencia-clinica-em-programas-de-residencia-em-cardiologia/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cavalcante JL, Wang DD. Especialistas em Imagens Intervencionistas do Coração – A Nova Face da Imagem Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(5):645-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cavalcante, João L.; Wang, Dee Dee. Especialistas em Imagens Intervencionistas do Coração – A Nova Face da Imagem Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 5, p. 645-647, out. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cavalcante, J. L., & Wang, D. D. (2018). Especialistas em Imagens Intervencionistas do Coração – A Nova Face da Imagem Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(5), 645-647.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cavalcante, João L. and Wang, Dee Dee. Especialistas em Imagens Intervencionistas do Coração – A Nova Face da Imagem Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 645-647. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/especialistas-em-imagens-intervencionistas-do-coracao-a-nova-face-da-imagem-cardiaca/>. ISSN 0066-782X

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