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ABC
Editorial

Os Estudos da Reatividade Microvascular Contribuem na Prática Clínica?

Claudio Leinig Pereira da Cunha

Apreciamos nesta publicação o artigo “Estudo da reatividade microvascular em pacientes hipertensos com adiposidade corporal elevada”, por D’El-Rei et al. Trata-se de investigação complexa, abordando pacientes com hipertensão arterial sob tratamento, com inclusão de vários modelos para avaliação da obesidade e diversos parâmetros hemodinâmicos e circulatórios que são estudados neste cenário. A reatividade microvascular foi avaliada utilizando o método Laser Speckle Contrast Image em combinação com a hiperemia reativa pós-oclusão, estudando a função endotelial nesta população de pacientes.

As células endoteliais constituem um órgão que se distribui por todo o corpo, formando uma interface dinâmica com todos os outros órgãos. O endotélio mede o tônus vasomotor, regula o tráfego de células e nutrientes, mantém a fluidez do corpo, contribui para o balanço entre mediadores pró- e anti-inflamatórios, modula a atividade pró-coagulante e anticoagulante, participa na formação de novos vasos sanguíneos, orquestra o desenvolvimento de órgãos, participa da imunidade, interage com as células sanguíneas circulantes e se submete à morte celular programada.

[…]

  • Adiposidade
  • Biomarcadores
  • Doenças Cardiovasculares
  • Endotélio/função
  • Estresse Oxidativo
  • Hipertensão
  • Obesidade
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
07/12/2020 DOI: 10.36660/abc.20200574 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol

Walter Vargas et al. Katya Rigatto

Resumo

Fundamento

A história familiar de hipertensão (HFH) é um fator de risco consistente para diversas doenças crônicas que são acompanhadas por hipertensão. Além disso, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e a vasodilatação mediada pelo fluxo (VMF), ambas relacionadas ao consumo máximo de oxigênio (VO2max), são geralmente prejudicadas durante a hipertensão.

Objetivo

Comparar a modulação autonômica, a função endotelial (FE) e o consumo máximo de oxigênio (VO2max) de jovens atletas, separados de acordo com a história de pressão arterial (PA) dos seus pais, a fim de investigar a influência da ascendência genética nesses parâmetros.

Métodos

Quarenta e seis jovens jogadores de futebol do sexo masculino (18±2 anos) foram divididos em quatro grupos: 1- pai e mãe normotensos (FM-N); 2- apenas pai hipertenso (F-H); 3- apenas mãe hipertensa (M-H); 4- pai e mãe hipertensos (FM-H). Foram realizadas medições da PA, VMF, VFC e do VO2max. Na análise estatística, foi adotado o nível de significância de 5%.

Resultados

O desvio padrão dos intervalos RR normais (SDNN; FM-N=314±185; FM-H=182,4± 57,8), a raiz quadrada das médias quadráticas das diferenças dos intervalos R-R sucessivos (RMSSD; FM-N=248±134; FM-H=87±51), o número de diferenças entre intervalos NN sucessivos maiores que 50 ms (NN50; FM-N=367±83,4; FM-H=229±55), a proporção de NN50 dividida pelo número total de NNs (pNN50; FM-N=32,4±6,2; FM-H=21,1±5,3) e os componentes de alta (HF; FM-N=49±8,9; FM-H=35,3±12) e baixa frequência (LF; FM-N=50,9±8,9; FM-H=64,6±12), em unidades normalizadas (%), foram significativamente mais baixos no grupo FM-H do que no grupo FM-N (p<0,05). Por outro lado, a relação LF/HF (ms2) foi significativamente maior (p<0,05). Não foram encontradas diferenças significativas no VO2max e na VMF entre os grupos (p<0,05).

Conclusão

Em jovens jogadores de futebol do sexo masculino, a HFH desempenha um papel potencialmente importante no comprometimento do balanço autonômico, principalmente quando ambos os pais são hipertensos, mas não apresentam alterações no VO2max e na VMF. Nesse caso, há uma diminuição no controle simpatovagal, que parece preceder o dano endotelial. (Arq Bras Cardiol. 2020; 115(1):52-58)

  • Atletas
  • Endotélio/função
  • Esportes para Jovens
  • Futebol
  • Hereditariedade/genética
  • Hipertensão
  • Pressão Arterial
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07/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20180441 Visualizações 2
ABC
Editorial

Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens

Breno Quintella Farah

O sistema nervoso autônomo, que é composto pelos sistemas simpático e parassimpático, desempenha papel importante na regulação das funções de diversos sistemas do corpo humano, como o sistema cardiovascular. O controle neural do coração está diretamente ligado às alterações na frequência cardíaca e à atividade reflexa barorreceptora, cuja oscilação decorre de estímulos ambientais. , Tais estímulos podem levar à redução da frequência cardíaca por meio do sistema nervoso parassimpático, o qual atua na diminuição da frequência de despolarização do nódulo sinusal pela ação da acetilcolina na junção neuroefetora cardíaca. Por sua vez, o sistema nervoso simpático promove uma elevação da frequência cardíaca por meio da liberação de noradrenalina, que age via ligação com os receptores β-adrenérgicos, aumentando o ritmo de despolarização do marca-passo sinusal. ,

Em indivíduos saudáveis ou atletas, com sistema nervoso autônomo íntegro, observa-se predominância da modulação parassimpática em detrimento da modulação simpática para o coração. Por outro lado, em indivíduos com doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, esse padrão está invertido, com maior modulação simpática e menor modulação parassimpática sendo observadas, o que caracteriza um quadro de disfunção autonômica cardíaca. – Isso é particularmente importante, visto que alterações na modulação autonômica cardíaca e, consequentemente, na frequência cardíaca podem repercutir diretamente no débito cardíaco, de modo a repercutir em alterações na pressão arterial (PA).

[…]

  • Atletas
  • Endotélio/função
  • Esportes para Jovens
  • Futebol
  • Hereditariedade/genética
  • Hipertensão
  • Pressão Arterial
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07/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20200444
Figura 1
ABC
Artigo Original

Vasodilatação e Redução da Pressão Arterial Sistólica após uma Sessão de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada

Juliana Beust de Lima et al. Anderson Donelli da Silveira Marco Aurélio Lumertz Saffi Márcio Garcia Menezes … Diogo Silva Piardi Leila Denise Cardoso Ramos Ramm Maurice Zanini Rosane Maria Nery, Ricardo Stein

Resumo

Fundamento:

Insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEP) é uma síndrome multifatorial caracterizada por limitação ao exercício. O treinamento intervalado de alta intensidade (HIIT) é uma estratégia emergente para a reabilitação do exercício em diferentes contextos. Em pacientes com ICFEP, os efeitos subagudos do HIIT sobre a função endotelial e a pressão arterial ainda são desconhecidos.

Objetivo:

Avaliar o efeito subagudo de uma única sessão do HIIT sobre a função endotelial e a pressão arterial em pacientes com ICFEP.

Métodos:

Dezesseis pacientes com ICFEP foram submetidos a uma sessão de 36 minutos de HIIT em esteira rolante, alternando quatro minutos de intervalos de alta intensidade com três minutos de recuperação ativa. O diâmetro da artéria braquial, a dilatação mediada pelo fluxo e a pressão arterial foram avaliados imediatamente antes e 30 minutos após a sessão de HIIT. Em todas as análises, p <0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados:

Houve aumento do diâmetro da artéria braquial (pré-exercício: 3,96 ± 0,57 mm; pós-exercício: 4,33 ± 0,69 mm; p < 0,01), e diminuição da pressão arterial sistólica (pré-exercício: 138 ± 21 mmHg; pós-exercício: 125 ± 20 mmHg; p < 0,01). A dilatação mediada por fluxo (pré-exercício: 5,91 ± 5,20%; pós-exercício: 3,55 ± 6,59%; p = 0,162) e pressão arterial diastólica (pré-exercício: 81 ± 11 mmHg; pós-exercício: 77 ± 8 mmHg; p = 1,000) não se alteraram significativamente. Não houve eventos adversos durante o experimento.

Conclusões:

Uma única sessão do HIIT promoveu aumento do diâmetro da artéria braquial e redução da pressão arterial sistólica, mas não alterou a dilatação mediada pelo fluxo e a pressão arterial diastólica.

  • Arteria Braquial
  • Endotélio/função
  • Exercício
  • Insuficiência Cardíaca
  • Pressão Arterial
  • Vasodilatação
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18/10/2018 DOI: 10.5935/abc.20180202 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cunha CLP. Os Estudos da Reatividade Microvascular Contribuem na Prática Clínica?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(5):905-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cunha, Claudio Leinig Pereira da. Os Estudos da Reatividade Microvascular Contribuem na Prática Clínica?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 5, p. 905-906, dez. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cunha, C. L. P. (2020). Os Estudos da Reatividade Microvascular Contribuem na Prática Clínica?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(5), 905-906.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cunha, Claudio Leinig Pereira da. Os Estudos da Reatividade Microvascular Contribuem na Prática Clínica?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 905-906. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/os-estudos-da-reatividade-microvascular-contribuem-na-pratica-clinica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Vargas W, Rigatto K. História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(1):52-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Vargas, Walter; Rigatto, Katya. História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 1, p. 52-58, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Vargas, W., & Rigatto, K. (2020). História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(1), 52-58.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Vargas, Walter and Rigatto, Katya. História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 52-58. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/historia-familiar-de-hipertensao-prejudica-o-balanco-autonomico-mas-nao-a-funcao-endotelial-em-jovens-jogadores-de-futebol/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Farah BQ. Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(1):59-60.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Farah, Breno Quintella. Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 1, p. 59-60, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Farah, B. Q. (2020). Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(1), 59-60.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Farah, Breno Quintella. Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 59-60. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/variabilidade-da-frequencia-cardiaca-como-indicador-de-risco-cardiovascular-em-jovens/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lima JB, Silveira AD, Saffi MAL, Menezes MG, Piardi DS, Ramm LDCR, Zanini M, et al. Vasodilatação e Redução da Pressão Arterial Sistólica após uma Sessão de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;111(5):699-707.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lima, Juliana Beust de; Silveira, Anderson Donelli da; Saffi, Marco Aurélio Lumertz; Menezes, Márcio Garcia; Piardi, Diogo Silva; Ramm, Leila Denise Cardoso Ramos; Zanini, Maurice; Nery, Rosane Maria; Stein, Ricardo. Vasodilatação e Redução da Pressão Arterial Sistólica após uma Sessão de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 111, n. 5, p. 699-707, out. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lima, J. B. , Silveira, A. D. , Saffi, M. A. L., Menezes, M. G., Piardi, D. S., Ramm, L. D. C. R., Zanini, M., Nery, R. M., & Stein, R. (2018). Vasodilatação e Redução da Pressão Arterial Sistólica após uma Sessão de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 111(5), 699-707.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lima, Juliana Beust de and Silveira, Anderson Donelli da and Saffi, Marco Aurélio Lumertz and Menezes, Márcio Garcia and Piardi, Diogo Silva and Ramm, Leila Denise Cardoso Ramos and Zanini, Maurice and Nery, Rosane Maria and Stein, Ricardo. Vasodilatação e Redução da Pressão Arterial Sistólica após uma Sessão de Treinamento Intervalado de Alta Intensidade em Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 111, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 699-707. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/vasodilatacao-e-reducao-da-pressao-arterial-sistolica-apos-uma-sessao-de-treinamento-intervalado-de-alta-intensidade-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-com-fracao-de-ejecao-preservada/>. ISSN 0066-782X

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