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ABC
Editorial

Teste de Degrau de Seis Minutos como Alternativa para a Avaliação da Capacidade Funcional de Pacientes com Doenças Cardiovasculares

Raphael Mendes Ritti-Dias et al. Breno Quintella

A capacidade funcional é um importante marcador de morbimortalidade em pacientes com doenças cardiopulmonares., Embora a medida direta do consumo pico de oxigênio (VO2pico) por meio dos testes cardiopulmonares (padrão-ouro) seja o método mais indicado para avaliar a capacidade funcional, a sua utilização na prática clínica ainda é restrita, devido ao custo elevado.,

O teste de degrau de seis minutos (TD6M), além de ser rápido, tem como principal vantagem a necessidade de um espaço mínimo para a sua realização. Esses fatores, e o fato de não necessitar sinais sonoros, torna-se bastante atrativo para a utilização em clínicas e hospitais. Os testes com degrau são utilizados há muito tempo para avaliar a capacidade funcional, tanto em pessoas saudáveis como naqueles com doenças pulmonares. Nos pacientes com doenças pulmonares, observou-se uma correlação positiva (r = 0,76) entre o TD6M e o teste de caminhada de seis minutos, que necessita de maior espaço para sua realização. Curiosamente, os dados de correlação entre o TD6M e a medida direta da capacidade funcional são escassos, sobretudo em pacientes com doenças cardiovasculares.

[…]

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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
17/05/2021 DOI: 10.36660/abc.20210252 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol

Walter Vargas et al. Katya Rigatto

Resumo

Fundamento

A história familiar de hipertensão (HFH) é um fator de risco consistente para diversas doenças crônicas que são acompanhadas por hipertensão. Além disso, a variabilidade da frequência cardíaca (VFC) e a vasodilatação mediada pelo fluxo (VMF), ambas relacionadas ao consumo máximo de oxigênio (VO2max), são geralmente prejudicadas durante a hipertensão.

Objetivo

Comparar a modulação autonômica, a função endotelial (FE) e o consumo máximo de oxigênio (VO2max) de jovens atletas, separados de acordo com a história de pressão arterial (PA) dos seus pais, a fim de investigar a influência da ascendência genética nesses parâmetros.

Métodos

Quarenta e seis jovens jogadores de futebol do sexo masculino (18±2 anos) foram divididos em quatro grupos: 1- pai e mãe normotensos (FM-N); 2- apenas pai hipertenso (F-H); 3- apenas mãe hipertensa (M-H); 4- pai e mãe hipertensos (FM-H). Foram realizadas medições da PA, VMF, VFC e do VO2max. Na análise estatística, foi adotado o nível de significância de 5%.

Resultados

O desvio padrão dos intervalos RR normais (SDNN; FM-N=314±185; FM-H=182,4± 57,8), a raiz quadrada das médias quadráticas das diferenças dos intervalos R-R sucessivos (RMSSD; FM-N=248±134; FM-H=87±51), o número de diferenças entre intervalos NN sucessivos maiores que 50 ms (NN50; FM-N=367±83,4; FM-H=229±55), a proporção de NN50 dividida pelo número total de NNs (pNN50; FM-N=32,4±6,2; FM-H=21,1±5,3) e os componentes de alta (HF; FM-N=49±8,9; FM-H=35,3±12) e baixa frequência (LF; FM-N=50,9±8,9; FM-H=64,6±12), em unidades normalizadas (%), foram significativamente mais baixos no grupo FM-H do que no grupo FM-N (p<0,05). Por outro lado, a relação LF/HF (ms2) foi significativamente maior (p<0,05). Não foram encontradas diferenças significativas no VO2max e na VMF entre os grupos (p<0,05).

Conclusão

Em jovens jogadores de futebol do sexo masculino, a HFH desempenha um papel potencialmente importante no comprometimento do balanço autonômico, principalmente quando ambos os pais são hipertensos, mas não apresentam alterações no VO2max e na VMF. Nesse caso, há uma diminuição no controle simpatovagal, que parece preceder o dano endotelial. (Arq Bras Cardiol. 2020; 115(1):52-58)

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  • Endotélio/função
  • Esportes para Jovens
  • Futebol
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  • Hipertensão
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07/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20180441 Visualizações 2
ABC
Editorial

Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens

Breno Quintella Farah

O sistema nervoso autônomo, que é composto pelos sistemas simpático e parassimpático, desempenha papel importante na regulação das funções de diversos sistemas do corpo humano, como o sistema cardiovascular. O controle neural do coração está diretamente ligado às alterações na frequência cardíaca e à atividade reflexa barorreceptora, cuja oscilação decorre de estímulos ambientais. , Tais estímulos podem levar à redução da frequência cardíaca por meio do sistema nervoso parassimpático, o qual atua na diminuição da frequência de despolarização do nódulo sinusal pela ação da acetilcolina na junção neuroefetora cardíaca. Por sua vez, o sistema nervoso simpático promove uma elevação da frequência cardíaca por meio da liberação de noradrenalina, que age via ligação com os receptores β-adrenérgicos, aumentando o ritmo de despolarização do marca-passo sinusal. ,

Em indivíduos saudáveis ou atletas, com sistema nervoso autônomo íntegro, observa-se predominância da modulação parassimpática em detrimento da modulação simpática para o coração. Por outro lado, em indivíduos com doenças cardiovasculares, como a hipertensão arterial, esse padrão está invertido, com maior modulação simpática e menor modulação parassimpática sendo observadas, o que caracteriza um quadro de disfunção autonômica cardíaca. – Isso é particularmente importante, visto que alterações na modulação autonômica cardíaca e, consequentemente, na frequência cardíaca podem repercutir diretamente no débito cardíaco, de modo a repercutir em alterações na pressão arterial (PA).

[…]

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  • Esportes para Jovens
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  • Hereditariedade/genética
  • Hipertensão
  • Pressão Arterial
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07/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20200444

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Ritti-Dias RM, Quintella B. Teste de Degrau de Seis Minutos como Alternativa para a Avaliação da Capacidade Funcional de Pacientes com Doenças Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(5):896-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ritti-Dias, Raphael Mendes; Quintella, Breno. Teste de Degrau de Seis Minutos como Alternativa para a Avaliação da Capacidade Funcional de Pacientes com Doenças Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 5, p. 896-897, maio. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ritti-Dias, R. M., & Quintella, B. (2021). Teste de Degrau de Seis Minutos como Alternativa para a Avaliação da Capacidade Funcional de Pacientes com Doenças Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(5), 896-897.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ritti-Dias, Raphael Mendes and Quintella, Breno. Teste de Degrau de Seis Minutos como Alternativa para a Avaliação da Capacidade Funcional de Pacientes com Doenças Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 896-897. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/teste-de-degrau-de-seis-minutos-como-alternativa-para-a-avaliacao-da-capacidade-funcional-de-pacientes-com-doencas-cardiovasculares/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Vargas W, Rigatto K. História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(1):52-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Vargas, Walter; Rigatto, Katya. História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 1, p. 52-58, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Vargas, W., & Rigatto, K. (2020). História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(1), 52-58.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Vargas, Walter and Rigatto, Katya. História Familiar de Hipertensão Prejudica o Balanço Autonômico, mas não a Função Endotelial em Jovens Jogadores de Futebol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 52-58. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/historia-familiar-de-hipertensao-prejudica-o-balanco-autonomico-mas-nao-a-funcao-endotelial-em-jovens-jogadores-de-futebol/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Farah BQ. Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(1):59-60.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Farah, Breno Quintella. Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 1, p. 59-60, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Farah, B. Q. (2020). Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(1), 59-60.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Farah, Breno Quintella. Variabilidade da Frequência Cardíaca como Indicador de Risco Cardiovascular em Jovens. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 59-60. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/variabilidade-da-frequencia-cardiaca-como-indicador-de-risco-cardiovascular-em-jovens/>. ISSN 0066-782X

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