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  2. Palavra-chave: doença isquêmica do coração
Associação de Nível de Renda e Doença Isquêmica do Coração: Papel Potencial da Caminhabilidade
ABC
Artigo Original

Associação de Nível de Renda e Doença Isquêmica do Coração: Papel Potencial da Caminhabilidade

Rodrigo Julio Cerci et al. Miguel Morita Fernandes-Silva João Vicente Vitola Juliano Julio Cerci … Carlos Cunha Pereira Neto Margaret Masukawa Ana Paula Weller Gracia Lara Luiza Silvello Pedro Prado Murilo Guedes Adriano Akira Ferreira Hino Cristina Pellegrino Baena

Resumo

Fundamento

O nível socioeconômico tem sido associado à doença isquêmica do coração (DIC). Bairros de alta renda podem expor os indivíduos a um ambiente construído que promova caminhadas para atividades diárias (caminhabilidade). Faltam dados sobre a associação entre renda e DIC em países de renda média. Também é incerto se a caminhabilidade medeia essa associação.

Objetivos

Investigar se a renda está associada à DIC em um país de renda média e se a caminhabilidade dos bairros medeia a associação entre renda e DIC.

Métodos

O presente estudo transversal avaliou 44.589 pacientes encaminhados para imagem de perfusão miocárdica (SPECT-MPI). A renda e a caminhabilidade foram derivadas do setor censitário residencial dos participantes. A pontuação quantitativa da caminhabilidade combinou as seguintes 4 variáveis: conectividade viária, densidade residencial, densidade comercial e uso misto do solo. A DIC foi definida pela presença de perfusão miocárdica anormal durante um estudo SPECT-MPI. Utilizamos modelos ajustados com efeitos mistos para avaliar a associação entre nível de renda e DIC e realizamos uma análise de mediação para medir o percentual da associação entre renda e DIC mediada pela caminhabilidade. Consideramos valores de p abaixo de 0,01 como estatisticamente significativos.

Resultados

Dos 26.415 participantes, aqueles que residiam no setor censitário do tercil de menor renda eram mais fisicamente inativos (79,1% versus 75,8% versus 72,7%) quando comparados aos setores censitários do tercil de maior renda (p < 0,001). A renda foi associada à DIC (odds ratio: 0,91 [intervalo de confiança de 95%: 0,87 a 0,96] para cada aumento de 1000,00 dólares internacionais na renda), para homens e mulheres igualmente (p para interação = 0,47). Os setores censitários com maior renda estiveram associados a uma melhor caminhabilidade (p < 0,001); no entanto, a caminhabilidade não mediou a associação entre renda e DIC (porcentagem mediada = −0,3%).

Conclusões

A renda foi independentemente associada a maior prevalência de DIC em um país de renda média, independentemente de gênero. Embora a caminhabilidade tenha sido associada à renda do setor censitário, ela não mediou a associação entre renda e DIC.

  • doença isquêmica do coração
  • Imagem de Perfusão do Miocárdio
  • Renda
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
04/12/2023 DOI: 10.36660/abc.20220844 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Mortalidade por Doenças Cardiovasculares em Mulheres e Homens nas cinco Regiões do Brasil, 1980-2012

Antonio de Padua Mansur et al. Desidério Favarato

Resumo

Fundamento:

Estudos mostraram diferentes mortalidades por doenças cardiovasculares (DCV), doença isquêmica do coração (DIC) e doenças cerebrovasculares (DCbV) nas cinco regiões do Brasil. Particularidades socioeconômicas entre as cinco regiões são frequentemente usadas para justificar diferenças na mortalidade por essas doenças. Estudos também mostraram redução das diferenças entre as taxas de mortalidade das cinco regiões do Brasil.

Objetivo:

Atualizar os dados de mortalidade por DCV em mulheres e homens nas cinco regiões do país.

Métodos:

Os dados populacionais e de mortalidade foram obtidos do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e do Ministério da Saúde. O risco de morte foi ajustado pelo método da padronização direta, tendo como referência a população mundial em 2000. Foram analisadas as tendências da mortalidade por DCV, DIC e DCbV em mulheres e homens com ≥ 30 anos de idade nas cinco regiões do Brasil no período de 1980-2012.

Resultados:

Observou-se na mortalidade: 1) por DCV: redução nas regiões Norte, Centro-Oeste, Sul e Sudeste; aumento na região Nordeste; 2) por DIC: redução nas regiões Sudeste e Sul; aumento na região Nordeste; e inalterada nas regiões Norte e Centro-Oeste; 3) por DCbV: redução nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste; aumento na região Nordeste; e inalterada na região Norte. Observou-se também convergência das tendências da mortalidade por DCV, DIC e DCbV nas cinco regiões.

Conclusão:

As regiões Centro-Oeste, Norte e Nordeste tiveram as maiores taxas de mortalidade por DCV comparadas às regiões Sudeste e Sul. (Arq Bras Cardiol. 2016; [online].ahead print, PP.0-0)

  • Acidente Vascular Cerebral (AVC)
  • Brasil
  • doença isquêmica do coração
  • Doenças Cardiovasculares
  • Epidemiologia
  • Mortalidade
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18/07/2016 DOI: 10.5935/abc.20160102 Visualizações 1
Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001
ABC
Artigo Original

Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001

Maria de Fátima Marinho de Souza et al. Airlane Pereira Alencar Deborah Carvalho Malta Lenildo Moura Antonio de Padua Mansur

OBJETIVO: Analisar as tendências do risco de morte por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas regiões Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, no período de 1981 a 2001. MÉTODOS: Dados de mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares nas cinco regiões brasileiras foram obtidos através do Ministério da Saúde. A fonte de dados foi o Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM), do Departamento de Análise da Informação de Saúde – Secretaria de Vigilância em Saúde do Ministério da Saúde. A população das regiões e estados teve por fonte o IBGE, censos 1991 e 2000, contagem populacional de 1996 e estimativas populacionais, disponibilizado pelo Datasus. Os dados do SIM foram relativos às seguintes causas de morte: doença cerebrovascular (Código Internacional de Doenças CID-9 430-438, CID-10 I60-I69) e a doença isquêmica do coração (CID-9 410-414, CID-10 I21-I25). O estudo estatístico utilizou-se para as análises inferenciais de modelos lineares generalizados ajustados. RESULTADOS: A tendência da mortalidade por doença cerebrovascular mostrou declínio nas regiões Sudeste, Sul e Centro-Oeste em todas as faixas etárias e sexo. Também a mortalidade por doença isquêmica do coração declinou nas regiões Sudeste e Sul, com estabilização do risco na região Centro-Oeste e aumento na região Nordeste. CONCLUSÃO: O risco de morte para as doenças circulatórias, cerebrovasculares e isquêmicas do coração diminuiu no Sul e no Sudeste, regiões mais desenvolvidas do país, e aumentou nas menos desenvolvidas, principalmente no Nordeste.

  • Brasil
  • doença cerebrovascular
  • doença isquêmica do coração
  • Doenças circulatórias
  • Epidemiologia
  • Mortalidade
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18/01/2007 DOI: 10.1590/S0066-782X2006001900009
O suco de berinjela (Solanum melongena) não modifica os níveis séricos de lípides
ABC
Artigo Original

O suco de berinjela (Solanum melongena) não modifica os níveis séricos de lípides

Juliana Marchiori Praça et al. Andréa Thomaz Bruno Caramelli

OBJETIVO: Avaliar o efeito do suco de berinjela sobre os lípides plasmáticos em comparação à lovastatina. MÉTODOS: Estudados 21 indivíduos de ambos os sexos, com colesterol total (CT) > 200 mg/dl, sem diabetes, ou contra-indicação para o uso de estatinas ou em uso de drogas hipocolesterolêmicas, divididos em 3 grupos: o grupo berinjela (B), um copo de suco de berinjela com laranja pela manhã, em jejum; grupo estatina (E), 20 mg de lovastatina pela manhã; grupo controle (C) nenhum tratamento. Foram feitas três dosagens de CT, frações (HDL, LDL) e triglicérides, com intervalos de três semanas. RESULTADOS: Os três grupos possuíam níveis lipídicos basais semelhantes. Após 6 semanas ocorreu uma diminuição significativa do CT (245,29 ± 41,69 para 205,71 ± 46,45, p=0,02) e do LDL-colesterol (170,83 ± 41,76 para 121,29 ± 44,90, p=0,008) no grupo E. No grupo B, o colesterol total (230,60 ± 19,30 para 240,20 ± 16,22, p=0,27) e o LDL-colesterol (139,60 ± 21,49 para 154,40 ± 9,66, p=0,06) não apresentaram variação significativa, como ocorrido no grupo C. Não houve variação significativa, em nenhum dos três grupos, nos valores de HDL-colesterol e triglicérides ao longo do estudo. CONCLUSÃO: O suco de berinjela com laranja não pode ser considerado uma alternativa às estatinas na redução dos níveis séricos de colesterol.

  • berinjela
  • Dislipidemia
  • doença isquêmica do coração
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05/04/2004 DOI: 10.1590/S0066-782X2004000300007 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cerci RJ, Fernandes-Silva MM, Vitola JV, Cerci JJ, Pereira Neto CC, Masukawa M, Gracia APW, et al. Associação de Nível de Renda e Doença Isquêmica do Coração: Papel Potencial da Caminhabilidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2023;120(11):e20220844.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cerci, Rodrigo Julio; Fernandes-Silva, Miguel Morita; Vitola, João Vicente; Cerci, Juliano Julio; Pereira Neto, Carlos Cunha; Masukawa, Margaret; Gracia, Ana Paula Weller; Silvello, Lara Luiza; Prado, Pedro; Guedes, Murilo; Hino, Adriano Akira Ferreira; Baena, Cristina Pellegrino. Associação de Nível de Renda e Doença Isquêmica do Coração: Papel Potencial da Caminhabilidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 120, n. 11, e20220844, dez. 2023.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cerci, R. J., Fernandes-Silva, M. M., Vitola, J. V., Cerci, J. J., Pereira Neto, C. C., Masukawa, M., Gracia, A. P. W., Silvello, L. L., Prado, P., Guedes, M., Hino, A. A. F., & Baena, C. P. (2023). Associação de Nível de Renda e Doença Isquêmica do Coração: Papel Potencial da Caminhabilidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 120(11), e20220844.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cerci, Rodrigo Julio and Fernandes-Silva, Miguel Morita and Vitola, João Vicente and Cerci, Juliano Julio and Pereira Neto, Carlos Cunha and Masukawa, Margaret and Gracia, Ana Paula Weller and Silvello, Lara Luiza and Prado, Pedro and Guedes, Murilo and Hino, Adriano Akira Ferreira and Baena, Cristina Pellegrino. Associação de Nível de Renda e Doença Isquêmica do Coração: Papel Potencial da Caminhabilidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2023, vol. 120, n. 11, [citado 2026-10-14], e20220844. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/associacao-de-nivel-de-renda-e-doenca-isquemica-do-coracao-papel-potencial-da-caminhabilidade/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Mansur AP, Favarato D. Mortalidade por Doenças Cardiovasculares em Mulheres e Homens nas cinco Regiões do Brasil, 1980-2012. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;107(2):137-46.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mansur, Antonio de Padua; Favarato, Desidério. Mortalidade por Doenças Cardiovasculares em Mulheres e Homens nas cinco Regiões do Brasil, 1980-2012. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 107, n. 2, p. 137-146, jul. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mansur, A. P., & Favarato, D. (2016). Mortalidade por Doenças Cardiovasculares em Mulheres e Homens nas cinco Regiões do Brasil, 1980-2012. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 107(2), 137-146.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mansur, Antonio de Padua and Favarato, Desidério. Mortalidade por Doenças Cardiovasculares em Mulheres e Homens nas cinco Regiões do Brasil, 1980-2012. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 107, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 137-146. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/mortalidade-por-doencas-cardiovasculares-em-mulheres-e-homens-nas-cinco-regioes-do-brasil-1980-2012/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Souza MFM, Alencar AP, Malta DC, Moura L, Mansur AP. Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2007;87(6):735-40.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Souza, Maria de Fátima Marinho de; Alencar, Airlane Pereira; Malta, Deborah Carvalho; Moura, Lenildo; Mansur, Antonio de Padua. Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 6, p. 735-740, jan. 2007.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Souza, M. F. M. , Alencar, A. P., Malta, D. C., Moura, L., & Mansur, A. P. (2007). Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 87(6), 735-740.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Souza, Maria de Fátima Marinho de and Alencar, Airlane Pereira and Malta, Deborah Carvalho and Moura, Lenildo and Mansur, Antonio de Padua. Análise de séries temporais da mortalidade por doenças isquêmicas do coração e cerebrovasculares, nas cinco regiões do Brasil, no período de 1981 a 2001. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2007, vol. 87, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 735-740. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/analise-de-series-temporais-da-mortalidade-por-doencas-isquemicas-do-coracao-e-cerebrovasculares-nas-cinco-regioes-do-brasil-no-periodo-de-1981-a-2001/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Praça JM, Thomaz A, Caramelli B. O suco de berinjela (Solanum melongena) não modifica os níveis séricos de lípides. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2004;82(3):269-72.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Praça, Juliana Marchiori; Thomaz, Andréa; Caramelli, Bruno. O suco de berinjela (Solanum melongena) não modifica os níveis séricos de lípides. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 82, n. 3, p. 269-272, abr. 2004.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Praça, J. M., Thomaz, A., & Caramelli, B. (2004). O suco de berinjela (Solanum melongena) não modifica os níveis séricos de lípides. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 82(3), 269-272.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Praça, Juliana Marchiori and Thomaz, Andréa and Caramelli, Bruno. O suco de berinjela (Solanum melongena) não modifica os níveis séricos de lípides. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2004, vol. 82, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 269-272. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/o-suco-de-berinjela-solanum-melongena-nao-modifica-os-niveis-sericos-de-lipides/>. ISSN 0066-782X

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