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  2. Palavra-chave: Débito Cardíaco
ABC
Editorial

Treinamento Muscular Inspiratório em Diferentes Intensidades na Insuficiência Cardíaca: Há Diferenças nas Alterações Hemodinâmicas Centrais?

Lucas Helal et al. Filipe Ferrari

Treinamento muscular inspiratório na insuficiência cardíaca

Há evidências robustas sugerindo que a fraqueza dos músculos inspiratórios é um dos principais fatores que levam à baixa tolerância ao exercício nos pacientes com IC. , De fato, ensaios clínicos randomizados comprovaram inúmeros benefícios do TMI em portadores desta síndrome, a citar: melhora significativa na eficiência na captação do oxigênio, capacidade funcional e escores de qualidade de vida. Estes resultados foram confirmados por metanálises, como aquela conduzida por Smart et al. Quando comparados ao grupo controle, os pacientes submetidos a TMI alcançaram uma melhora importante no consumo máximo de oxigênio (VO2máx): 1,83 ml.kg-1.min-1 (IC95%, 1,33 para 2,32 ml.kg-1.min-1, p <0,00001), bem como no teste de caminhada de 6 minutos: 34,35 m (IC95%, 22,45 para 46,24 m, p <0,00001). Por sua vez, a força muscular inspiratória parece ter uma correlação significativa com o VO2máx, o qual é um preditor independente de sobrevida nos indivíduos com IC. O TMI, deve, portanto, ser parte integrante dos cuidados destes pacientes sempre que possível.

Nesta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia, um ensaio clínico randomizado, placebo e controlado avaliou as implicações de uma sessão aguda de diferentes intensidades de TMI sobre a resposta hemodinâmica central (RHC) de indivíduos com IC, utilizando um método não invasivo de monitorização. Para tal, foram incluídos 20 pacientes com fração de ejeção reduzida (37,2% ± 6,3%), idade média de 65 anos, e na grande maioria em classe funcional II da New York Heart Association (NYHA). O protocolo do TMI se resumiu em 3 sessões durante 15 minutos cada. Todos os participantes realizaram o treinamento com intensidade em 30% e 60% da pressão inspiratória máxima (PImáx), além de intervenção sham (placebo), com washout de 1 hora entre elas. Foi observado que a RHC se comportou de forma heterogênea entre as intensidades. Por exemplo, houve um aumento da frequência cardíaca com as intensidades de 30% e 60% da PImáx (64 ± 15 para 69 ± 15 batimentos por minuto; e 67 ± 14 para 73 ± 14 batimentos por minuto, respectivamente). Em relação ao volume sistólico, houve tendência à redução com a carga de 30% da PImáx (73 ± 26 ml para 64 ± 20 ml). Já o débito cardíaco aumentou apenas no grupo de maior intensidade (4,6 ± 1,5 l/min para 5,3±1,7 l/min), comportamento que foi semelhante em relação à resposta da pressão arterial sistólica. De fato, o aumento do débito cardíaco observado na maior intensidade aplicada pode ser explicado, parcialmente, pelo aumento da frequência cardíaca neste grupo. Estes achados não devem ser ignorados, uma vez que os pacientes com IC tendem a apresentar fluxo sanguíneo prejudicado para os músculos em atividade, secundário às reduções do débito cardíaco e da capacidade vasodilatadora periférica. Estas alterações são prejudiciais, causando importante intolerância ao esforço, estando associadas à capacidade vasodilatadora reduzida e aumento da estimulação simpática comuns nesses indivíduos.

[…]

  • Débito Cardíaco
  • Frequência Cardíaca
  • Insuficiência Cardíaca
  • Monitoração Hemodinâmica/métodos
  • Pressões Respiratórias Máximas
  • Volume sistólico
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29/05/2020 DOI: 10.36660/abc.20200162 Visualizações 1
ABC
Editorial

É Hora de Incluir o Treinamento de Equilíbrio nos Programas de Reabilitação Cardíaca de Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada

Fernando Ribeiro

O ônus da insuficiência cardíaca exerce um impacto pessoal, social e econômico significativo, não apenas nos pacientes e suas famílias, mas também na sociedade (incluindo os sistemas de saúde). A insuficiência cardíaca é uma condição crônica e progressiva que afeta um grande número de indivíduos em todo o mundo (> 37,7 milhões de casos estimados em 2010). É caracterizada por sintomas típicos (por exemplo, falta de ar e fadiga) que podem ser acompanhados por sinais (por exemplo, edema periférico) causados por anormalidades cardíacas – estruturais e /ou funcionais –, resultando em débito cardíaco reduzido e/ou pressões intracardíacas elevadas em repouso ou durante o estresse. A insuficiência cardíaca foi categorizada em insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada (ICFEp), intermediária (ICFEm) e reduzida (ICFEr), de acordo com a fração de ejeção do ventrículo esquerdo.

A insuficiência cardíaca com fração de ejeção preservada tornou-se um fenótipo cada vez mais reconhecido; apesar de ser considerada uma condição que afeta principalmente indivíduos idosos, representa aproximadamente metade de todos os casos de insuficiência cardíaca. , Apesar das terapias farmacológicas e dos dispositivos disponíveis, o prognóstico dos pacientes com insuficiência cardíaca, qualidade de vida e sobrevida em 5 anos permanecem ruins e similares em todas as categorias de insuficiência cardíaca. –

[…]

  • Débito Cardíaco
  • Hospitalização
  • Insuficiência Cardíaca/fisiopatologia, Reabilitação Cardíaca
  • Volume sistólico
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29/05/2020 DOI: 10.36660/abc.20200157
ABC
Editorial

Débito Cardíaco Contínuo Não Invasivo: Mito ou Realidade

João Manoel Rossi Neto

O débito cardíaco (DC) é um parâmetro importante da função do sistema cardiovascular. Alterações na função cardíaca são comumente encontradas como resposta ao treinamento físico e intervenções farmacológicas. Infelizmente os métodos para avaliar o DC são invasivos, levando a complicações bem conhecidas e considerados inconvenientes para a prática do dia a dia. Por este motivo, a procura por novos métodos não invasivos que possam detectar com precisão o DC tanto em repouso como no exercício ou como resposta a uma intervenção clínica tornou-se um desejo nos meios acadêmicos e não acadêmicos. O método ideal para medir o DC em repouso e durante o exercício deve ser não invasivo, seguro, reproduzível e barato.

O teste de exercício cardiopulmonar (TCP) é recomendado na avaliação da aptidão cardiorrespiratória e da tolerância ao exercício em atletas, população geral e pacientes. Resumidamente, o DC e volume sistólico podem ser estimados durante o TCP pelo VO2 medido. Em 2001, Williams et al., foram os primeiros a integrar o TCP com medidas não invasivas de DC usando respiração repetida (RR) de dióxido de carbono, mas a técnica foi rapidamente abandonada devido à sua dificuldade e imprecisão. Outro método não invasivo é a bioimpedância elétrica torácica (BET), descrita pela primeira vez em 1966 por Kubicek et al., que mede a resistência torácica como resultado de mudanças na velocidade do sangue durante o ciclo cardíaco e usa um algoritmo para calcular o DC.

[…]

  • Débito Cardíaco
  • Exercício Respiratório
  • Impedância Elétrica
  • Intervenções Farmacológicas
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02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190163
Figura 1
ABC
Artigo Original

Confiabilidade Teste-Reteste de Medição Não-Invasiva de Débito Cardíaco durante Exercício em Voluntários Saudáveis sob Condições Clínicas de Rotina

Michael Thomas Coll Barroso et al. Matthias Wilhelm Hoppe Philip Boehme Thomas Krahn … Christian Kiefer Frank Kramer Thomas Mondritzki Phillipe Pirez Wilfried Dinh

Resumo

Fundamento:

A biorreatância torácica (BT), um método não invasivo destinado à medição do débito cardíaco (DC), mostra boa confiabilidade teste-reteste em adultos saudáveis examinados em condições de pesquisa e repouso.

Objetivo:

No presente estudo, avaliamos a confiabilidade teste-reteste da avaliação do DC e trabalho cardíaco (TC) durante exercício, avaliado por BT em adultos saudáveis sob condições clínicas de rotina.

Métodos:

25 indivíduos realizaram teste ergométrico gradual sintoma-limitante em ambiente ambulatorial em dois dias diferentes, com intervalo de uma semana. Parâmetros cardiorrespiratórios (trabalho cardíaco, VO2máx) e hemodinâmicos (frequência cardíaca, volume sistólico, DC, pressão arterial média, TC) foram medidos em repouso e continuamente sob exercício utilizando sistema espiroergométrico e cardiógrafo de biorreatância (NICOM, Cheetah Medical).

Resultados:

Após 8 participantes terem sido excluídos devido a erros de medição (outliers), não houve viés sistemático em nenhum dos parâmetros em todas as condições (tamanho do efeito: 0,2-0,6). Observamos que todos os débitos cardíacos medidos de forma não invasiva apresentaram níveis aceitáveis de confiabilidade teste-reteste (coeficiente de correlação intraclasse: 0,59-0,98; erro típico: 0,3-1,8). Além disso, TC máximo apresentou melhor confiabilidade (coeficiente de correlação intraclasse: 0,80-0,85; tamanho do efeito: 0,9-1,1), seguido do DC pela BT, graças apenas à confiabilidade superior da PAM (coeficiente de correlação intraclasse: 0,59-0,98; tamanho do efeito: 0,3-1,8).

Conclusão:

Nossos achados impedem o uso clínico da BT em indivíduos saudáveis quando outliers não forem identificados.

  • Adulto
  • Cardiografia de Impedância/métodos
  • Débito Cardíaco
  • Ecocardiografia/ métodos
  • Exercício
  • Reprodutibilidade dos Testes
  • Teste de Esforço/métodos
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10/07/2019 DOI: 10.5935/abc.20190116
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Impacto da Ablação da Fibrilação Atrial na Pressão de Enchimento Ventricular Esquerdo e Remodelamento Atrial Esquerdo

Simone Nascimento dos Santos et al. Benhur Davi Henz André Rodrigues Zanatta José Roberto Barreto … Kelly Bianca Loureiro Clarissa Novakoski Marcus Vinícius Nascimento dos Santos Fabio F. Giuseppin Edna Maria Oliveira Luiz Roberto Leite

Fundamento:

A disfunção diastólica do ventrículo esquerdo (VE) está associada a novos episódios de fibrilação atrial (FA), e a estimativa das pressões de enchimento do VE através da razão E/e’ está relacionada a um pior prognóstico em pacientes com FA. Entretanto, não se sabe se a restauração do ritmo sinusal pode reverter este processo.

Objetivo:

Avaliar o impacto da ablação da FA na estimativa da pressão de enchimento do VE.

Métodos:

Um total de 141 pacientes foi submetido à ablação por radiofrequência (RF) para o tratamento da FA refratária a drogas. Foi realizado ecocardiograma transtorácico 30 dias antes e 12 meses após a ablação. Foram avaliados os parâmetros funcionais do VE, volume do átrio esquerdo indexado (VAEi) e Doppler transmitral pulsado e Doppler tecidual do anel mitral (e’ e E/e’). Dezoito pacientes apresentavam FA paroxística, 102 persistente e 21 pacientes FA persistente de longa duração. O acompanhamento incluiu ECG e monitoramento pelo sistema Holter 24h, 3, 6 e 12 meses após a ablação.

Resultados:

Cento e dezessete pacientes (82,9%) não apresentaram FA durante o acompanhamento (média de 18 meses ± 5 meses). O VAEi apresentou redução significativa no grupo com sucesso (30,2 mL/m2 ± 10,6 mL/m2 para 22,6 mL/m2 ± 1,1 mL/m2, p < 0,001) em comparação ao grupo sem sucesso (37,7 mL/m2 ± 14,3 mL/m2 para 37,5 mL/m2 ± 14,5 mL/m2, p = ns). A melhora da estimativa da pressão de enchimento do VE, avaliada através da redução na razão E/e', foi observada apenas após ablação com sucesso (11,5 ± 4,5 vs. 7,1 ± 3,7, p < 0,001), não sendo observada em pacientes com FA recorrente (12,7 ± 4,4 vs. 12 ± 3,3, p = ns). A taxa de sucesso foi menor no grupo com FA persistente de longa duração (57% vs. 87%, p = 0,001).

Conclusão:

A ablação da FA com sucesso está associada ao remodelamento reverso do átrio esquerdo (AE) e a uma melhora da estimativa na pressão de enchimento do VE.

  • Ablação por Cateter
  • Débito Cardíaco
  • ecocardiografia
  • Fibrilação Atrial
  • Função ventricular
  • Remodelamento Atrial
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14/10/2014 DOI: 10.5935/abc.20140152 Visualizações 1
Bioimpedância transtorácica comparada à ressonância magnética na avaliação do débito cardíaco
ABC
Artigo Original

Bioimpedância transtorácica comparada à ressonância magnética na avaliação do débito cardíaco

Humberto Villacorta Junior et al. Aline Sterque Villacorta Fernanda Amador Marcelo Hadlich … Denilson Campos de Albuquerque Clerio Francisco Azevedo

FUNDAMENTO: A ressonância magnética cardíaca é considerada o método padrão-ouro para o cálculo de volumes cardíacos. A bioimpedância transtorácica cardíaca avalia o débito cardíaco. Não há trabalhos que validem essa medida comparada à ressonância. OBJETIVO: Avaliar o desempenho da bioimpedância transtorácica cardíaca no cálculo do débito cardíaco, índice cardíaco e volume sistólico, utilizando a ressonância como padrão-ouro. MÉTODOS: Avaliados 31 pacientes, com média de idade de 56,7 ± 18 anos, sendo 18 (58%) do sexo masculino. Foram excluídos os pacientes cuja indicação para a ressonância magnética cardíaca incluía avaliação sob estresse farmacológico. A correlação entre os métodos foi avaliada pelo coeficiente de Pearson, e a dispersão das diferenças absolutas em relação à média foi demonstrada pelo método de Bland-Altman. A concordância entre os métodos foi realizada pelo coeficiente de correlação intraclasses. RESULTADOS: A média do débito cardíaco pela bioimpedância transtorácica cardíaca e pela ressonância foi, respectivamente, 5,16 ± 0,9 e 5,13 ± 0,9 L/min. Observou-se boa correlação entre os métodos para o débito cardíaco (r = 0,79; p = 0,0001), índice cardíaco (r = 0,74; p = 0,0001) e volume sistólico (r = 0,88; p = 0,0001). A avaliação pelo gráfico de Bland-Altman mostrou pequena dispersão das diferenças em relação à média, com baixa amplitude dos intervalos de concordância. Houve boa concordância entre os dois métodos quando avaliados pelo coeficiente de correlação intraclasses, com coeficientes para débito cardíaco, índice cardíaco e volume sistólico de 0,78, 0,73 e 0,88, respectivamente (p < 0,0001 para todas as comparações). CONCLUSÃO: A bioimpedância transtorácica cardíaca mostrou-se acurada no cálculo do débito cardíaco quando comparada à ressonância magnética cardíaca.

  • Débito Cardíaca
  • Débito Cardíaco
  • Espectroscopia de Ressonância Magnética
  • Impedância Elétrica
  • Insuficiência Cardíaca
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16/11/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000104 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Pressão expiratória positiva na via aérea por máscara facial na hemodinâmica de pós-operatórios cardíacos

Ana Claudia Borges dos Santos Sena et al. Sérgio Pinto Ribeiro Robledo Leal Condessa Sílvia Regina Rios Vieira

FUNDAMENTOS: A pressão expiratória positiva na via aérea por máscara facial (EPAP) é utilizada no pós-operatório de cirurgias cardíacas, entretanto, seus efeitos hemodinâmicos não foram claramente estudados. OBJETIVO: Avaliar as alterações hemodinâmicas causadas pela EPAP em pacientes pós-cirurgia cardíaca monitorados por cateter de Swan-Ganz. MÉTODOS: Foram incluídos no estudo, pacientes no primeiro ou segundo pós-operatório de cirurgia cardíaca, estáveis hemodinamicamente e com cateter de Swan-Ganz. Eles foram avaliados em repouso e após o uso de 10 cmH2O de EPAP, de forma randomizada. As variáveis estudadas foram: saturação de oxigênio, frequências cardíaca e respiratória, pressões arteriais médias sistêmica e pulmonar (PAM e PAMP), pressões venosa central (PVC) e de oclusão da atéria pulmonar (POAP), débito e índice cardíacos, e resistências vasculares sistêmica e pulmonar. Os pacientes foram divididos em subgrupos (com fração de ejeção 50%) e os dados foram comparados por teste t e ANOVA. RESULTADOS: Vinte e oito pacientes foram estudados (22 homens, idade média 68 ± 11 anos). Comparando o período de repouso versus EPAP, as alterações observadas foram: POAP (11,9 ± 3,8 para 17,1 ± 4,9 mmHg, p < 0,001); PVC (8,7 ± 4,1 para 10,9 ± 4,3 mmHg, p = 0,014); PAMP (21,5 ± 4,2 para 26,5 ± 5,8 mmHg, p < 0,001); PAM (76 ± 10 para 80 ± 10 mmHg, p = 0,035). As demais variáveis não mostraram diferenças significativas. CONCLUSÃO: A EPAP foi bem tolerada nos pacientes e as alterações hemodinâmicas encontradas mostraram aumento nas medidas de pressão de enchimento ventricular direito e esquerdo, assim como, na pressão arterial média.

  • Cirurgia Torácica
  • Débito Cardíaco
  • Hipertensão
  • máscaras faciais
  • respiração com pressão positiva
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24/09/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000128 Visualizações 1
Infusão intravenosa de vasopressina causa efeitos cardiovasculares adversos dose-dependentes em cães anestesiados
ABC
Artigo Original

Infusão intravenosa de vasopressina causa efeitos cardiovasculares adversos dose-dependentes em cães anestesiados

Luiz Cláudio Martins et al. Maricene Sabha Maria Ondina Paganelli Otávio Rizzi Coelho … Silvia Elaine Ferreira-Melo Marcos Mello Moreira Adriana Camargo de Cavalho Sebastião Araujo Heitor Moreno Junior

FUNDAMENTO: A arginina-vasopressina (AVP) tem sido amplamente utilizada no tratamento do choque vasodilatador. Entretanto, há muitas questões relativas ao seu uso clínico, especialmente em altas doses, pois sua utilização pode estar associada a efeitos cardíacos adversos. OBJETIVO: Investigar os efeitos cardiovasculares da AVP em infusão IV contínua nos parâmetros hemodinâmicos em cães. MÉTODOS: Dezesseis cães saudáveis sem raça definida, anestesiados com pentobarbital, receberam um cateter intravascular e foram aleatoriamente designados para dois grupos: controle (solução salina – placebo; n=8) e AVP (n=8). O grupo do estudo recebeu infusão de AVP por três períodos consecutivos de 10 minutos a doses logaritmicamente progressivas (0,01; 0,1 e 1,0 U/kg/min), a intervalos de 20 minutos. A frequência cardíaca (HR) e as pressões intravasculares foram continuamente registradas. O debito cardíaco foi medido através do método de termodiluição. RESULTADOS: Nenhum efeito hemodinâmico significante foi observado durante a infusão de 0,01 U/kg/min de AVP, mas com as doses mais altas, de 0,1 e 1,0U/kg/min, houve um aumento progressivo na pressão arterial média (PAM) e índice de resistência vascular sistêmica (IRVS), com significante diminuição na frequência cardíaca (FC) e índice cardíaco (IC). Com a dose de 1,0 U/kg/min, também foi observado um aumento significante no índice de resistência vascular pulmonar (IRVP), principalmente devido à diminuição no IC. CONCLUSÃO: A AVP em doses entre 0,1 e 1,0 U/kg/min resultou em significantes aumentos na PAM e no IRVS, com efeitos inotrópicos e cronotrópicos negativos em animais saudáveis. Embora essas doses sejam de 10 a 1.000 vezes maiores do que as rotineiramente utilizadas no tratamento do choque vasodilatador, nossos dados confirmam que a AVP deveria ser usada cuidadosamente e sob rígida monitoração hemodinâmica na prática clínica, especialmente se doses maiores do que 0,01 U/kg/min forem necessárias.

  • Arginina vasopressina
  • Cães
  • Débito Cardíaco
  • Hemodinâmica
  • toxicidade de drogas
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15/01/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000001 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Helal L, Ferrari F. Treinamento Muscular Inspiratório em Diferentes Intensidades na Insuficiência Cardíaca: Há Diferenças nas Alterações Hemodinâmicas Centrais?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(4):664-5.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Helal, Lucas; Ferrari, Filipe. Treinamento Muscular Inspiratório em Diferentes Intensidades na Insuficiência Cardíaca: Há Diferenças nas Alterações Hemodinâmicas Centrais?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 4, p. 664-665, maio. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Helal, L., & Ferrari, F. (2020). Treinamento Muscular Inspiratório em Diferentes Intensidades na Insuficiência Cardíaca: Há Diferenças nas Alterações Hemodinâmicas Centrais?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(4), 664-665.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Helal, Lucas and Ferrari, Filipe. Treinamento Muscular Inspiratório em Diferentes Intensidades na Insuficiência Cardíaca: Há Diferenças nas Alterações Hemodinâmicas Centrais?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 664-665. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/treinamento-muscular-inspiratorio-em-diferentes-intensidades-na-insuficiencia-cardiaca-ha-diferencas-nas-alteracoes-hemodinamicas-centrais/>. ISSN 0066-782X

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Ribeiro F. É Hora de Incluir o Treinamento de Equilíbrio nos Programas de Reabilitação Cardíaca de Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(4):708-10.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Ribeiro, Fernando. É Hora de Incluir o Treinamento de Equilíbrio nos Programas de Reabilitação Cardíaca de Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 4, p. 708-710, maio. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Ribeiro, F. (2020). É Hora de Incluir o Treinamento de Equilíbrio nos Programas de Reabilitação Cardíaca de Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(4), 708-710.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Ribeiro, Fernando. É Hora de Incluir o Treinamento de Equilíbrio nos Programas de Reabilitação Cardíaca de Pacientes com Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Preservada. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 708-710. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/e-hora-de-incluir-o-treinamento-de-equilibrio-nos-programas-de-reabilitacao-cardiaca-de-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-com-fracao-de-ejecao-preservada/>. ISSN 0066-782X

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Rossi Neto JM. Débito Cardíaco Contínuo Não Invasivo: Mito ou Realidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):240-1.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rossi Neto, João Manoel. Débito Cardíaco Contínuo Não Invasivo: Mito ou Realidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 240-241, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rossi Neto, J. M. (2019). Débito Cardíaco Contínuo Não Invasivo: Mito ou Realidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 240-241.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rossi Neto, João Manoel. Débito Cardíaco Contínuo Não Invasivo: Mito ou Realidade. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 240-241. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/debito-cardiaco-continuo-nao-invasivo-mito-ou-realidade/>. ISSN 0066-782X

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Barroso MTC, Hoppe MW, Boehme P, Krahn T, Kiefer C, Kramer F, Mondritzki T, et al. Confiabilidade Teste-Reteste de Medição Não-Invasiva de Débito Cardíaco durante Exercício em Voluntários Saudáveis sob Condições Clínicas de Rotina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):231-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Barroso, Michael Thomas Coll; Hoppe, Matthias Wilhelm; Boehme, Philip; Krahn, Thomas; Kiefer, Christian; Kramer, Frank; Mondritzki, Thomas; Pirez, Phillipe; Dinh, Wilfried. Confiabilidade Teste-Reteste de Medição Não-Invasiva de Débito Cardíaco durante Exercício em Voluntários Saudáveis sob Condições Clínicas de Rotina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 231-239, jul. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Barroso, M. T. C., Hoppe, M. W., Boehme, P., Krahn, T., Kiefer, C., Kramer, F., Mondritzki, T., Pirez, P., & Dinh, W. (2019). Confiabilidade Teste-Reteste de Medição Não-Invasiva de Débito Cardíaco durante Exercício em Voluntários Saudáveis sob Condições Clínicas de Rotina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 231-239.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Barroso, Michael Thomas Coll and Hoppe, Matthias Wilhelm and Boehme, Philip and Krahn, Thomas and Kiefer, Christian and Kramer, Frank and Mondritzki, Thomas and Pirez, Phillipe and Dinh, Wilfried. Confiabilidade Teste-Reteste de Medição Não-Invasiva de Débito Cardíaco durante Exercício em Voluntários Saudáveis sob Condições Clínicas de Rotina. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 231-239. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/confiabilidade-teste-reteste-de-medicao-nao-invasiva-de-debito-cardiaco-durante-exercicio-em-voluntarios-saudaveis-sob-condicoes-clinicas-de-rotina/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Santos SN, Henz BD, Zanatta AR, Barreto JR, Loureiro KB, Novakoski C, Santos MVN, et al. Impacto da Ablação da Fibrilação Atrial na Pressão de Enchimento Ventricular Esquerdo e Remodelamento Atrial Esquerdo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;103(6):485-92.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Santos, Simone Nascimento dos; Henz, Benhur Davi; Zanatta, André Rodrigues; Barreto, José Roberto; Loureiro, Kelly Bianca; Novakoski, Clarissa; Santos, Marcus Vinícius Nascimento dos; Giuseppin, Fabio F.; Oliveira, Edna Maria; Leite, Luiz Roberto. Impacto da Ablação da Fibrilação Atrial na Pressão de Enchimento Ventricular Esquerdo e Remodelamento Atrial Esquerdo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 103, n. 6, p. 485-492, out. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Santos, S. N. , Henz, B. D., Zanatta, A. R., Barreto, J. R., Loureiro, K. B., Novakoski, C., Santos, M. V. N. , Giuseppin, F. F., Oliveira, E. M., & Leite, L. R. (2014). Impacto da Ablação da Fibrilação Atrial na Pressão de Enchimento Ventricular Esquerdo e Remodelamento Atrial Esquerdo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 103(6), 485-492.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Santos, Simone Nascimento dos and Henz, Benhur Davi and Zanatta, André Rodrigues and Barreto, José Roberto and Loureiro, Kelly Bianca and Novakoski, Clarissa and Santos, Marcus Vinícius Nascimento dos and Giuseppin, Fabio F. and Oliveira, Edna Maria and Leite, Luiz Roberto. Impacto da Ablação da Fibrilação Atrial na Pressão de Enchimento Ventricular Esquerdo e Remodelamento Atrial Esquerdo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 103, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 485-492. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/impacto-da-ablacao-da-fibrilacao-atrial-na-pressao-de-enchimento-ventricular-esquerdo-e-remodelamento-atrial-esquerdo/>. ISSN 0066-782X

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Villacorta Junior H, Villacorta AS, Amador F, Hadlich M, Albuquerque DC, Azevedo CF. Bioimpedância transtorácica comparada à ressonância magnética na avaliação do débito cardíaco. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;99(6):1149-55.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Villacorta Junior, Humberto; Villacorta, Aline Sterque; Amador, Fernanda; Hadlich, Marcelo; Albuquerque, Denilson Campos de; Azevedo, Clerio Francisco. Bioimpedância transtorácica comparada à ressonância magnética na avaliação do débito cardíaco. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 99, n. 6, p. 1149-1155, nov. 2012.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Villacorta Junior, H., Villacorta, A. S., Amador, F., Hadlich, M., Albuquerque, D. C. , & Azevedo, C. F. (2012). Bioimpedância transtorácica comparada à ressonância magnética na avaliação do débito cardíaco. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 99(6), 1149-1155.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Villacorta Junior, Humberto and Villacorta, Aline Sterque and Amador, Fernanda and Hadlich, Marcelo and Albuquerque, Denilson Campos de and Azevedo, Clerio Francisco. Bioimpedância transtorácica comparada à ressonância magnética na avaliação do débito cardíaco. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, vol. 99, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1149-1155. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/bioimpedancia-transtoracica-comparada-a-ressonancia-magnetica-na-avaliacao-do-debito-cardiaco/>. ISSN 0066-782X

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Sena ACBS, Ribeiro SP, Condessa RL, Vieira SRR. Pressão expiratória positiva na via aérea por máscara facial na hemodinâmica de pós-operatórios cardíacos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(5):594-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Sena, Ana Claudia Borges dos Santos; Ribeiro, Sérgio Pinto; Condessa, Robledo Leal; Vieira, Sílvia Regina Rios. Pressão expiratória positiva na via aérea por máscara facial na hemodinâmica de pós-operatórios cardíacos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 5, p. 594-599, set. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Sena, A. C. B. S., Ribeiro, S. P., Condessa, R. L., & Vieira, S. R. R. (2010). Pressão expiratória positiva na via aérea por máscara facial na hemodinâmica de pós-operatórios cardíacos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(5), 594-599.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Sena, Ana Claudia Borges dos Santos and Ribeiro, Sérgio Pinto and Condessa, Robledo Leal and Vieira, Sílvia Regina Rios. Pressão expiratória positiva na via aérea por máscara facial na hemodinâmica de pós-operatórios cardíacos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 594-599. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/pressao-expiratoria-positiva-na-via-aerea-por-mascara-facial-na-hemodinamica-de-pos-operatorios-cardiacos/>. ISSN 0066-782X

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Martins LC, Sabha M, Paganelli MO, Coelho OR, Ferreira-Melo SE, Moreira MM, Cavalho AC, et al. Infusão intravenosa de vasopressina causa efeitos cardiovasculares adversos dose-dependentes em cães anestesiados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;94(2):229-34.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Martins, Luiz Cláudio; Sabha, Maricene; Paganelli, Maria Ondina; Coelho, Otávio Rizzi; Ferreira-Melo, Silvia Elaine; Moreira, Marcos Mello; Cavalho, Adriana Camargo de; Araujo, Sebastião; Moreno Junior, Heitor. Infusão intravenosa de vasopressina causa efeitos cardiovasculares adversos dose-dependentes em cães anestesiados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 94, n. 2, p. 229-234, jan. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Martins, L. C., Sabha, M., Paganelli, M. O., Coelho, O. R., Ferreira-Melo, S. E., Moreira, M. M., Cavalho, A. C. , Araujo, S., & Moreno Junior, H. (2010). Infusão intravenosa de vasopressina causa efeitos cardiovasculares adversos dose-dependentes em cães anestesiados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 94(2), 229-234.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Martins, Luiz Cláudio and Sabha, Maricene and Paganelli, Maria Ondina and Coelho, Otávio Rizzi and Ferreira-Melo, Silvia Elaine and Moreira, Marcos Mello and Cavalho, Adriana Camargo de and Araujo, Sebastião and Moreno Junior, Heitor. Infusão intravenosa de vasopressina causa efeitos cardiovasculares adversos dose-dependentes em cães anestesiados. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 94, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 229-234. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/infusao-intravenosa-de-vasopressina-causa-efeitos-cardiovasculares-adversos-dose-dependentes-em-caes-anestesiados/>. ISSN 0066-782X

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