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  2. Palavra-chave: Cirrose Hepática / mortalidade
Figura 1
IJCS
Original Article

Pacientes Cirróticos com Escore Child-Pugh C Apresentam Intervalos QT mais Longos

Pedro Gemal Lanzieri et al. Ronaldo Altenburg Gismondi Matheus de Castro Abi-Ramia Chimelli Raíssa Pereira Cysne … Thais Guaraná Cláudio Tinoco Mesquita Luís Otávio Mocarzel

Resumo

Fundamento e objetivos:

A cardiomiopatia cirrótica tem sido usada para descrever a disfunção cardíaca crônica em pacientes cirróticos sem doença cardíaca estrutural prévia. Além disso, o prolongamento do intervalo QT é uma das alterações cardíacas mais importantes relacionadas à cirrose. Estudos prévios sugerem que o prolongamento QT está associado com uma taxa de mortalidade mais alta em pacientes cirróticos. O objetivo deste estudo foi analisar intervalos QTs segundo a gravidade da cirrose, medida pela classificação Child-Plugh.

Materiais e métodos:

Em um estudo transversal, um total de 67 pacientes com cirrose não alcoólica submeteu-se à avaliação clínica e eletrocardiográfica. A gravidade da cirrose foi classificada de acordo com o escore Child-Pugh. O intervalo QT foi medido por um eletrocardiograma de 12 derivações.

Resultados:

Os intervalos QTs foram mais longos em pacientes no grupo Child-Plugh C que nos grupos Child-Pugh A e B (459 ± 33 vs 436 ± 25 e 428 ± 34 ms, respectivamente, p = 0,004). Houve uma correlação positiva entre o intervalo QT e o escore Child-Pugh em indivíduos com escore Child-Pugh ≥ 7 (r = 0,50; p < 0,05) e intervalos QT ≥ 440 ms (r = 0,46, p < 0,05).

Conclusão:

O presente estudo mostrou que pacientes com cirrose Child-Plugh C apresentam intervalos QTs mais longos, o que reforçou a relação entre a gravidade da cirrose e achados eletrocardiográficos da cardiomiopatia cirrótica. Além disso, esse resultado foi encontrado em pacientes sem sintomas cardíacos, o que destacou a importância de um método simples e não invasivo, como o eletrocardiograma, para identificar pacientes cirróticos com cardiomiopatia. (Int J Cardiovasc Sci. 2017; [online].ahead print, PP.0-0)

  • Cardiomiopatias
  • Cirrose Hepática / mortalidade
  • Eletrocardiografia / métodos
  • síndrome do QT longo
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
23/10/2017 DOI: 10.5935/2359-4802.20170084 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Review Article

Cardiomiopatia Cirrótica: Um Novo Fenótipo Clínico

Luis Otávio Cardoso Mocarzel et al. Mariana Macedo Rossi Bruna de Mello Miliosse Pedro Gemal Lanzieri Ronaldo Altenburg Gismondi

Introdução

A cirrose hepática é o espectro final de diversas agressões ao fígado, com grande relevância para a saúde pública. Dados nacionais estimam prevalência de 0,14% a 0,35%, mortalidade de 3 a 35 por 100.000 habitantes e média anual de 30.000 internações no Brasil.(,) Com o envelhecimento populacional, a prevalência de doenças crônicas hepáticas, em particular a esteatohepatite ligada à obesidade e síndrome metabólica, resulta em aumento do número de casos de cirrose hepática.()

As manifestações cardíacas da cirrose hepática foram relatadas, primeiramente, no século XX, com as alterações sobre o débito cardíaco.() Com os novos conhecimentos das repercussões extra-hepáticas da cirrose, a cardiomiopatia cirrótica (CMC) foi descrita como um espectro de alterações crônicas morfofuncionais no coração de pacientes cirróticos sem doença cardíaca prévia.(–) A lesão ao cardiomiócito é provocada pelo desequilíbrio da homeostase que ocorre na progressão da cirrose, com exaustão de receptores beta-adrenérgicos, impregnação citoplasmática pelos endocanabinóides, desequilíbrio de óxido nítrico e endotelinas.() A CMC é assintomática, porém são descritas alterações estruturais no eletrocardiograma (ECG) e ecodopplercardiograma (ECHO), tanto sistólicas quanto diastólicas.()

[…]

  • Cardiomiopatia Alcoólica
  • Cirrose Hepática / mortalidade
  • envelhecimento
  • Fígado Gorduroso
  • Obesidade
  • Síndrome Metabólica
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/06/2017 DOI: 10.5935/abc.20170066
Figura 1
ABC
Original Article

Valor Prognóstico de um Novo Marcador da Repolarização Ventricular em Pacientes Cirróticos

Angelo Antunes Salgado et al. Paulo Roberto Benchimol Barbosa Alinne Gimenez Ferreira Camila Aparecida de Souza Segrégio Reis Carlos Terra

Resumo

Fundamento:

Ainda há debate sobre a relação de alterações da repolarização ventricular ao eletrocardiograma de superfície e a gravidade da cirrose.

Objetivo:

Estudar a relação entre variáveis relacionadas à repolarização ventricular e a gravidade clínica da doença cirrótica.

Métodos:

Foram selecionados 79 sujeitos com cirrose hepática, classificados segundo os critérios Child-Pugh-Turcotte (Child A, B e C). Foram medidos intervalos QT e QT corrigido (QTc), o intervalo entre o ápice e o final da onda T (TpTe) e identificados os respectivos valores mínimos, máximos e médios nas 12 derivações do eletrocardiograma. Foram calculados também as dispersões dos intervalos QT (DQT) e QTc (DQTc).

Resultados:

Em 12 meses de acompanhamento clínico, nove sujeitos foram submetidos a transplante hepático (Child A: 0 (0%); Child B: 6 (23,1%); Child C: 3 (18,8%); p=0,04) e 12 faleceram (Child A: 3 (12,0%); Child B: 4 (15,4%); Child C: 5 (31,3%); p=0,002). Não foram observadas diferenças significativas entre os grupos cirróticos relacionadas aos valores mínimos, máximos e médios dos intervalos QT, QTc, TpTe, DQT e DQTc. O intervalo TpTe mínimo ≤50ms foi preditor de desfecho composto de óbito ou transplante hepático com sensibilidade de 90% e especificidade de 57% (p=0,005).

Na análise multivariada de Cox, grupos Child e TpTe mínimo ≤50ms foram preditores independentes de desfechos compostos.

Conclusão:

Os intervalos QT, QTc, DQT, DQTc e TpTe apresentam distribuições semelhantes entre diferentes estágios de gravidade da doença cirrótica. O intervalo TpTe mostra-se marcador prognóstico em sujeitos cirróticos, independente da gravidade da doença. (NCT01433848).

  • Cardiomiopatias / fisiopatologia
  • Cirrose Hepática / etiologia
  • Cirrose Hepática / mortalidade
  • Disfunção Ventricular Esquerda/fisiopatologia
  • Eletrocardiografia
  • Prognóstico
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01/12/2016 DOI: 10.5935/abc.20160181 Visualizações 2

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lanzieri PG, Gismondi RA, Chimelli MCA, Cysne RP, Guaraná T, Mesquita CT, Mocarzel LO, et al. Pacientes Cirróticos com Escore Child-Pugh C Apresentam Intervalos QT mais Longos. International Journal of Cardiovascular Sciences 2017;30(6):496-503.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lanzieri, Pedro Gemal; Gismondi, Ronaldo Altenburg; Chimelli, Matheus de Castro Abi-Ramia; Cysne, Raíssa Pereira; Guaraná, Thais; Mesquita, Cláudio Tinoco; Mocarzel, Luís Otávio. Pacientes Cirróticos com Escore Child-Pugh C Apresentam Intervalos QT mais Longos. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 30, n. 6, p. 496-503, out. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lanzieri, P. G., Gismondi, R. A., Chimelli, M. C. A., Cysne, R. P., Guaraná, T., Mesquita, C. T., & Mocarzel, L. O. (2017). Pacientes Cirróticos com Escore Child-Pugh C Apresentam Intervalos QT mais Longos. International Journal of Cardiovascular Sciences, 30(6), 496-503.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lanzieri, Pedro Gemal and Gismondi, Ronaldo Altenburg and Chimelli, Matheus de Castro Abi-Ramia and Cysne, Raíssa Pereira and Guaraná, Thais and Mesquita, Cláudio Tinoco and Mocarzel, Luís Otávio. Pacientes Cirróticos com Escore Child-Pugh C Apresentam Intervalos QT mais Longos. International Journal of Cardiovascular Sciences [online]. 2017, vol. 30, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 496-503. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/pacientes-cirroticos-com-escore-child-pugh-c-apresentam-intervalos-qt-mais-longos/>. ISSN 2359-4802

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mocarzel LOC, Rossi MM, Miliosse BM, Lanzieri PG, Gismondi RA. Cardiomiopatia Cirrótica: Um Novo Fenótipo Clínico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(6):564-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mocarzel, Luis Otávio Cardoso; Rossi, Mariana Macedo; Miliosse, Bruna de Mello; Lanzieri, Pedro Gemal; Gismondi, Ronaldo Altenburg. Cardiomiopatia Cirrótica: Um Novo Fenótipo Clínico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 6, p. 564-568, maio. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mocarzel, L. O. C., Rossi, M. M., Miliosse, B. M., Lanzieri, P. G., & Gismondi, R. A. (2017). Cardiomiopatia Cirrótica: Um Novo Fenótipo Clínico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(6), 564-568.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mocarzel, Luis Otávio Cardoso and Rossi, Mariana Macedo and Miliosse, Bruna de Mello and Lanzieri, Pedro Gemal and Gismondi, Ronaldo Altenburg. Cardiomiopatia Cirrótica: Um Novo Fenótipo Clínico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 564-568. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/cardiomiopatia-cirrotica-um-novo-fenotipo-clinico/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Salgado AA, Barbosa PRB, Ferreira AG, Reis CASS, Terra C. Valor Prognóstico de um Novo Marcador da Repolarização Ventricular em Pacientes Cirróticos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;107(6):523-31.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Salgado, Angelo Antunes; Barbosa, Paulo Roberto Benchimol; Ferreira, Alinne Gimenez; Reis, Camila Aparecida de Souza Segrégio; Terra, Carlos. Valor Prognóstico de um Novo Marcador da Repolarização Ventricular em Pacientes Cirróticos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 107, n. 6, p. 523-531, nov. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Salgado, A. A., Barbosa, P. R. B., Ferreira, A. G., Reis, C. A. S. S., & Terra, C. (2016). Valor Prognóstico de um Novo Marcador da Repolarização Ventricular em Pacientes Cirróticos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 107(6), 523-531.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Salgado, Angelo Antunes and Barbosa, Paulo Roberto Benchimol and Ferreira, Alinne Gimenez and Reis, Camila Aparecida de Souza Segrégio and Terra, Carlos. Valor Prognóstico de um Novo Marcador da Repolarização Ventricular em Pacientes Cirróticos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 107, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 523-531. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/valor-prognostico-de-um-novo-marcador-da-repolarizacao-ventricular-em-pacientes-cirroticos/>. ISSN 0066-782X

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