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IJCS
Original Article

Apoio Matricial e Controle da Hipertensão Arterial

Clóvis Hoepfner et al. Morgana Longo Andressa de Oliveira Coiradas Laíssa Mara Rodrigues Teixeira

Resumo

Fundamento:

Um programa permanente de educação em serviço melhora o desempenho dos profissionais de saúde e aumenta os índices de controle da hipertensão arterial.

Objetivo:

Estimar a prevalência do controle da hipertensão arterial e da inércia terapêutica em adultos atendidos nas Unidades Básicas da Saúde após a implantação de um programa de apoio matricial em cardiologia.

Métodos:

Estudo transversal, com amostragem por conglomerados, mediante pesquisa em prontuários, em que foram avaliados 463 portadores de hipertensão arterial. Foram avaliados pressão arterial, medicamentos e incrementos terapêuticos em 2013, e comparados ao resultados obtidos em 2007.

Resultados:

Houve predomínio de pacientes das unidades de Estratégia Saúde da Família e do sexo feminino. A idade variou entre 24 e 92 anos (média de 61,7). Observaram-se redução das médias da pressão arterial (148,62/91,60 ± 23,52/14,51 mmHg para 137,60/84,03 ± 21,84/12,72 mmHg) entre o primeiro e o último registro, e controle em 58% dos pacientes, ou seja, superior aos 36,6% encontrados em 2007. No período analisado, houve incremento terapêutico de 39% das ocasiões e 52% dos pacientes, superior aos 12% e 29,5%, respectivamente, em 2007. A média de fármacos por paciente aumentou de 1,85 para 2,05, predominando diuréticos e inibidores da enzima de conversão da angiotensina.

Conclusão:

Houve redução da inércia clínica e aumento do controle da hipertensão arterial, comparados com os achados do estudo anterior. O resultado sugere que o programa de apoio matricial para os profissionais da saúde e outras medidas para melhorar o controle da doença nas Unidades Básicas da Saúde foram eficazes.

  • Atenção Primária à Saúde
  • centros de saúde
  • Educação em Saúde
  • Hipertensão / prevenção & controle
  • Hipertensão/epidemiologia
  • Inércia
  • Prevalência
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/01/2017 DOI: 10.5935/2359-4802.20170045 Visualizações 2
ABC
Artigo Original

Inércia clínica e controle da hipertensão arterial nas unidades de atenção primária à saúde

Clóvis Hoepfner et al. Selma Cristina Franco

FUNDAMENTO: A importância do manejo adequado e do controle da hipertensão arterial (HA). OBJETIVO: Estimar a prevalência do controle da hipertensão arterial e da inércia terapêutica em adultos atendidos nas unidades básicas da saúde (UBS) do município de Joinville e dos fatores associados. MÉTODOS: Estudo transversal, com amostragem por conglomerados, mediante pesquisa em prontuários, em que foram avaliados 415 portadores de HA. Foram avaliados a pressão arterial (PA), os incrementos terapêuticos, os fatores de risco e as comorbidades associadas. RESULTADOS: Houve predomínio do sexo feminino e de consultas de enfermagem. A idade variou entre 28 e 90 anos (média de 61,5 anos). Observou-se redução das médias da PA (155,8 ± 20,8/95,7 ±10,6 mmHg para 140,3 ± 22/84,1 ± 12,4 mmHg) entre o primeiro e o último registro e a PA final normal em 36,6% dos pacientes, semelhante para homens e mulheres. Nos últimos 12 meses, a PA esteve elevada em 1.295 ocasiões, ocorrendo incremento terapêutico em apenas 156 (12,0%). Foram usados 1,85 fármacos por paciente, predominando diuréticos e IECA. Encontrou-se elevada prevalência de obesidade (40%), diabete (41%), LDL elevado (46%) e de hipertrofia ventricular esquerda (25,5%). CONCLUSÃO: A elevada inércia clínica, o baixo controle da HA e a elevada presença de comorbidades sugerem a necessidade de programas de educação permanente para os profissionais da saúde e de outras medidas para melhorar o controle da doença nas UBS.

  • Brasil
  • centros de saúde
  • Comorbidade
  • Educação em Saúde
  • Hipertensão
  • Inércia
  • Joinville (SC)
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23/07/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000095 Visualizações 1
Prevalência de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família
ABC
Artigo Original

Prevalência de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família

Edmarlon Girotto et al. Selma Maffei de Andrade Marcos Aparecido Sarriá Cabrera

FUNDAMENTO: A obesidade abdominal é importante fator de risco cardiovascular e, juntamente com as dislipidemias, a intolerância a glicose e a hipertensão arterial, compõe a síndrome metabólica. OBJETIVO: Verificar a prevalência de obesidade abdominal e fatores associados em hipertensos. MÉTODOS: Estudo transversal com hipertensos de 20 a 79 anos cadastrados em uma Unidade Saúde da Família do município de Londrina, Paraná. A obesidade abdominal foi identificada por meio da relação cintura-quadril (RCQ) e da circunferência abdominal (CA), conforme pontos de corte recomendados pela Organização Mundial de Saúde (RCQ > 1,0 e CA > 102 cm para homens, e RCQ > 0,85 e CA > 88 cm para mulheres). RESULTADOS: Entre os 378 entrevistados, a prevalência de obesidade abdominal identificada pela RCQ foi de 65,3% nos adultos e 68,1% nos idosos, sendo de 87,9% no sexo feminino e de 30,2% no masculino (p < 0,001). Nas mulheres, a RCQ elevada esteve associada ao relato de colesterol aumentado, não realização de atividade física regular, ausência de trabalho remunerado e baixa escolaridade. Não houve associação de RCQ elevada com quaisquer variáveis no sexo masculino. A circunferência abdominal elevada esteve presente em 66,8% dos adultos e 64,3% dos idosos, também com diferenças entre os sexos (p < 0,001). A CA elevada mostrou-se associada, no sexo feminino, ao diabete e ao não tabagismo, e, entre homens, ao diabete e à não realização de atividade física regular. CONCLUSÃO: Esses resultados mostram uma alta prevalência de obesidade abdominal, especialmente no sexo feminino, reforçando a necessidade de estratégias que promovam a diminuição da obesidade abdominal entre hipertensos.

  • centros de saúde
  • Hipertensão
  • Obesidade Abdominal
  • Prevalência
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21/05/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000049 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Hoepfner C, Longo M, Coiradas AO, Teixeira LMR. Apoio Matricial e Controle da Hipertensão Arterial. International Journal of Cardiovascular Sciences 2017;30(3):199-206.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Hoepfner, Clóvis; Longo, Morgana; Coiradas, Andressa de Oliveira; Teixeira, Laíssa Mara Rodrigues. Apoio Matricial e Controle da Hipertensão Arterial. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 30, n. 3, p. 199-206, dez. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Hoepfner, C., Longo, M., Coiradas, A. O., & Teixeira, L. M. R. (2017). Apoio Matricial e Controle da Hipertensão Arterial. International Journal of Cardiovascular Sciences, 30(3), 199-206.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Hoepfner, Clóvis and Longo, Morgana and Coiradas, Andressa de Oliveira and Teixeira, Laíssa Mara Rodrigues. Apoio Matricial e Controle da Hipertensão Arterial. International Journal of Cardiovascular Sciences [online]. 2017, vol. 30, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 199-206. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/apoio-matricial-e-controle-da-hipertensao-arterial/>. ISSN 2359-4802

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Hoepfner C, Franco SC. Inércia clínica e controle da hipertensão arterial nas unidades de atenção primária à saúde. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(2):223-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Hoepfner, Clóvis; Franco, Selma Cristina. Inércia clínica e controle da hipertensão arterial nas unidades de atenção primária à saúde. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 2, p. 223-229, jul. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Hoepfner, C., & Franco, S. C. (2010). Inércia clínica e controle da hipertensão arterial nas unidades de atenção primária à saúde. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(2), 223-229.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Hoepfner, Clóvis and Franco, Selma Cristina. Inércia clínica e controle da hipertensão arterial nas unidades de atenção primária à saúde. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 223-229. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/inercia-clinica-e-controle-da-hipertensao-arterial-nas-unidades-de-atencao-primaria-a-saude/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Girotto E, Andrade SM, Cabrera MAS. Prevalência de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;94(6):754-62.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Girotto, Edmarlon; Andrade, Selma Maffei de; Cabrera, Marcos Aparecido Sarriá. Prevalência de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 94, n. 6, p. 754-762, maio. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Girotto, E., Andrade, S. M. , & Cabrera, M. A. S. (2010). Prevalência de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 94(6), 754-762.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Girotto, Edmarlon and Andrade, Selma Maffei de and Cabrera, Marcos Aparecido Sarriá. Prevalência de obesidade abdominal em hipertensos cadastrados em uma Unidade de Saúde da Família. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 94, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 754-762. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-de-obesidade-abdominal-em-hipertensos-cadastrados-em-uma-unidade-de-saude-da-familia/>. ISSN 0066-782X

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