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  2. Palavra-chave: Biomarcadores Farmacológicos
ABC
Editorial

Escore Inflamatório a partir de Biomarcadores na Hipertensão Resistente de Obesos

Cibele Isaac Saad Rodrigues

Hipertensão arterial resistente (HAR) é, segundo o Posicionamento Científico da American Heart Association (AHA) realizado em 2018, bem como observado no I Posicionamento Brasileiro de HAR em 2012, quando a pressão arterial (PA) de um indivíduo permanece elevada acima da meta pressórica, apesar da utilização de três medicamentos anti-hipertensivos de diferentes classes terapêuticas, comumente um antagonista de canais lentos de cálcio di-idropiridínico de longa duração; um bloqueador do sistema renina angiotensina aldosterona (SRAA), que pode ser um inibidor da enzima conversora da angiotensina II ou bloqueador dos receptores AT1 da angiotensina II) e; um diurético apropriado, todos administrados em doses máximas ou nas maiores doses possíveis toleradas, e respeitados os intervalos de administração prescritos. Estes pacientes são considerados de maior risco para morbidade e mortalidade cardiovascular e renal; mais propensos a apresentar eventos adversos em resposta a terapia medicamentosa, geralmente dose relacionados; e é neste grupo de indivíduos que se deve afastar uma causa secundária de hipertensão porque sua prevalência é significantemente maior que na população de hipertensos não resistentes., Reconhece-se ainda, atualmente, a HAR controlada, como sendo aquela em que pacientes utilizando quatro ou mais medicações encontram-se na meta pressórica; e a HA refratária, entidade com fisiopatologia diversa da HAR, quando mesmo quatro medicamentos não são suficientes para o controle. Nesta nova classificação, os pacientes com pseudo-hipertensão devem ser excluídos, ou seja, é obrigatória para confirmação diagnóstica checar aderência e tolerância à medicação; afastar HA do avental branco, portanto é imperiosa a realização de medidas pressóricas sistematizadas fora do ambiente de consultório por meio da monitorização ambulatorial da pressão arterial (MAPA) ou medida residencial da pressão arterial (MRPA); e, finalmente, utilização de técnica de medida da PA correta e confiável.,,,

Mesmo na HA primária é reconhecida a existência de processo inflamatório sistêmico, ainda que subclínico, sendo que esta condição tem sido identificada em maior intensidade em doenças cardiovasculares e renais como a HAR e a doença renal crônica. Especificamente no caso da HAR, que é uma entidade de etiologia multifatorial e poligênica, frequentemente associada a doenças metabólicas que cursam com resistência insulínica como diabetes e obesidade, processos inflamatórios propiciados por mediadores podem estar envolvidos levando à importante disfunção endotelial da microvasculatura e aumento do estresse oxidativo.

[…]

  • Adipocinas
  • Biomarcadores Farmacológicos
  • Citocinas
  • Hipertensão/efeitos adversos
  • Hipertensão/fisiopatologia
  • Obesidade
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
15/04/2019 DOI: 10.5935/abc.20190051
Figura 1
ABC
Review Article

Teste com ST2 Solúvel: Um Biomarcador Promissor no Tratamento da Insuficiência Cardíaca

Humberto Villacorta et al. Alan S. Maisel

Resumo

ST2 é um biomarcador pertencente à família dos receptores de interleucina-1 e concentrações do ST2 solúvel refletem fibrose e estresse cardiovascular. Estudos recentes demonstram que o ST2 solúvel é um forte preditor de desfechos cardiovasculares em pacientes com insuficiência cardíaca crônica e aguda. Trata-se de um novo biomarcador que preenche critérios necessários para uso na prática clínica. Ele acrescenta informação aos peptídeos natriuréticos (PNs) e em alguns estudos tem sido até superior a estes em relação à estratificação de risco. Desde a introdução dos PNs, este é o biomarcador mais promissor na área de insuficiência cardíaca e pode vir a ser particularmente útil para guiar a terapia.

  • Biomarcadores Farmacológicos
  • Insuficiência Cardíaca
  • Prognóstico
  • Receptores de Interleucina
  • terapia
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15/01/2016 DOI: 10.5935/abc.20150151
ABC
Artigo de Pesquisa

Galectina-3: Ligação entre Rigidez Miocárdica e Arterial em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Descompensada?

Radu Ioan Lala et al. Dan Darabantiu Luminita Pilat Maria Puschita

Resumo

Fundamento:

A insuficiência cardíaca é acompanhada por anormalidades na interação ventrículo-vascular devido à rigidez miocárdica e arterial aumentada. A galectina-3 é um biomarcador recentemente descoberto que exerce um importante papel na fibrose miocárdica e vascular, e na progressão da insuficiência cardíaca.

Objetivos:

O objetivo deste estudo foi determinar se a galectina-3 está correlacionada com marcadores de rigidez arterial e acoplamento ventriculoarterial deficiente em pacientes com insuficiência cardíaca descompensada.

Métodos:

Um total de 79 pacientes internados com insuficiência cardíaca descompensada foi avaliado. Galectina-3 sérica basal foi determinada e, durante a admissão hospitalar, foram realizadas ecocardiografia transtorácica e medidas de índices vasculares por ultrassonografia Doppler.

Resultados:

Velocidade de onda de pulso elevada e baixa distensibilidade da artéria carótida estão associadas com insuficiência cardíaca em pacientes com fração de ejeção preservada (p = 0,04, p = 0,009). Velocidade de pulso, distensibilidade da artéria carótida e módulo de Young não se correlacionaram com níveis séricos de galectina-3. Por outro lado, níveis elevados de galectina-3 correlacionaram com razão de acoplamento ventriculoarterial aumentada (Ea/Elv) p = 0,047, OR = 1,9, IC 95% (1,0-3,6). Níveis aumentados de galectina-3 estavam associados com taxas mais baixas de pressão ventricular esquerda na fase inicial da sístole (dp/dt) (p = 0,018), e pressão arterial pulmonar aumentada (p = 0,046). Os resultados mostraram que níveis elevados de galectina-3 (p = 0,038, HR = 3,07) e pressão pulmonar arterial (p = 0,007, HR = 1,06) são fatores de risco independentes para mortalidade de todas as causas e reinternações hospitalares.

Conclusões:

O estudo mostrou que não houve correlação significativa entre níveis séricos de galectina-3 e marcadores de rigidez arterial. Altos níveis de galectina-3, por outro lado, foi um preditor de acoplamento ventriculoarterial deficiente. A galectina-3 pode ser um preditor de pressões arteriais pulmonares aumentadas. Níveis elevados de galectina-3 correlacionam-se com disfunção sistólica grave e, juntamente com hipertensão pulmonar, é um marcador independente de desfecho.

  • Biomarcadores Farmacológicos
  • ecocardiografia
  • Galectina 3/analise
  • Insuficiência Cardíaca/patologia
  • Rigidez Vascular
  • Ventriculos do Coração/fisiopatologia
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12/01/2016 DOI: 10.5935/abc.20150149

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Rodrigues CIS. Escore Inflamatório a partir de Biomarcadores na Hipertensão Resistente de Obesos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;112(4):390-1.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Rodrigues, Cibele Isaac Saad. Escore Inflamatório a partir de Biomarcadores na Hipertensão Resistente de Obesos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 112, n. 4, p. 390-391, abr. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Rodrigues, C. I. S. (2019). Escore Inflamatório a partir de Biomarcadores na Hipertensão Resistente de Obesos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 112(4), 390-391.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Rodrigues, Cibele Isaac Saad. Escore Inflamatório a partir de Biomarcadores na Hipertensão Resistente de Obesos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 112, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 390-391. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/escore-inflamatorio-a-partir-de-biomarcadores-na-hipertensao-resistente-de-obesos/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Villacorta H, Maisel AS. Teste com ST2 Solúvel: Um Biomarcador Promissor no Tratamento da Insuficiência Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;106(2):145-52.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Villacorta, Humberto; Maisel, Alan S.. Teste com ST2 Solúvel: Um Biomarcador Promissor no Tratamento da Insuficiência Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 106, n. 2, p. 145-152, jan. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Villacorta, H., & Maisel, A. S. (2016). Teste com ST2 Solúvel: Um Biomarcador Promissor no Tratamento da Insuficiência Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106(2), 145-152.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Villacorta, Humberto and Maisel, Alan S.. Teste com ST2 Solúvel: Um Biomarcador Promissor no Tratamento da Insuficiência Cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 106, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 145-152. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/teste-com-st2-soluvel-um-biomarcador-promissor-no-tratamento-da-insuficiencia-cardiaca/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Lala RI, Darabantiu D, Pilat L, Puschita M. Galectina-3: Ligação entre Rigidez Miocárdica e Arterial em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Descompensada?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;106(2):121-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Lala, Radu Ioan; Darabantiu, Dan; Pilat, Luminita; Puschita, Maria. Galectina-3: Ligação entre Rigidez Miocárdica e Arterial em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Descompensada?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 106, n. 2, p. 121-129, jan. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Lala, R. I., Darabantiu, D., Pilat, L., & Puschita, M. (2016). Galectina-3: Ligação entre Rigidez Miocárdica e Arterial em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Descompensada?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106(2), 121-129.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Lala, Radu Ioan and Darabantiu, Dan and Pilat, Luminita and Puschita, Maria. Galectina-3: Ligação entre Rigidez Miocárdica e Arterial em Pacientes com Insuficiência Cardíaca Descompensada?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 106, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 121-129. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/galectina-3-ligacao-entre-rigidez-miocardica-e-arterial-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca-descompensada/>. ISSN 0066-782X

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