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  1. Início
  2. Palavra-chave: Artéria Radial
ABC
Editorial

Acesso Radial e Fondaparinux: Uma Interação Sinérgica

Pedro Beraldo de Andrade et al. Leonardo Maróstica Alves Silva

A consolidação do tratamento antitrombótico baseado na terapia antiplaquetária dupla com ácido acetilsalicílico e inibidores do receptor P2Y12, a adoção rotineira da estratificação de risco invasiva, o refinamento técnico da intervenção coronária percutânea (ICP), com maior utilização de imagem intravascular como ferramenta adjunta para guiar os procedimentos, assim como a evolução tecnológica dos stents coronários, culminaram com um declínio temporal nas duas últimas décadas na ocorrência de complicações isquêmicas de pacientes admitidos com síndrome coronariana aguda sem supradesnivelamento do segmento ST (SCASSST). Nesse contexto, o risco de sangramento deixou de ser tolerado como uma intercorrência inerente ao tratamento anti-isquêmico, passando a desempenhar um papel central na busca pelo equilíbrio do binômio eficácia e segurança na condução clínica desse perfil de pacientes. O protagonismo do risco hemorrágico foi alcançado a partir de publicações demonstrando que sangramentos graves, fossem aqueles relacionados à via de acesso arterial utilizada na ICP, ou sangramentos do sistema nervoso central, trato digestivo, aparelho gênito-urinário, associavam-se a um pior prognóstico, assemelhando-se ou superando em morbimortalidade a recorrência de eventos isquêmicos.,

Em 2010 emergiu então o conceito de Bleeding Avoidance Strategies, consistindo em um conjunto de medidas associadas a uma prática clínica de qualidade, custo-efetiva, cujas métricas evidenciam sua capacidade de mitigar as taxas de sangramento grave em pacientes submetidos à estratificação de risco invasiva ().,

[…]

  • Artéria Radial
  • Fondaparinux
  • Infarto do Miocárdio Sem Supradesnivelamento do Segmento ST
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01/12/2025 DOI: 10.36660/abc.20250556 Visualizações 2
Figura 1
IJCS
Original Article

Seguimento de 12 Meses de Pacientes Submetidos à Estratégia Intervencionista Precoce pelo Acesso Radial ou Femoral com Dispositivo de Oclusão Vascular

Pedro Beraldo de Andrade et al. Luiz Alberto Piva e Mattos Fabio Salerno Rinaldi Igor Ribeiro de Castro Bienert … Robson Alves Barbosa Sérgio Kreimer Vinícius Cardoso Esteves Marden André Tebet André Labrunie Amanda Guerra de Moraes Rego Sousa

Resumo

Fundamento:

A técnica radial reduz a prevalência de complicações vasculares, sangramento grave e mortalidade quando cotejada à técnica femoral. Entretanto, esta ainda predomina como via de acesso preferencial para a efetivação de procedimentos coronários invasivos, requerendo a adoção de estratégias capazes de minimizar intercorrências.

Objetivos:

Comparar a sobrevida livre de eventos cardiovasculares adversos graves aos 12 meses de pacientes submetidos à estratégia intervencionista precoce pelo acesso radial ou femoral com dispositivo de oclusão vascular.

Métodos:

Estudo randomizado de não inferioridade envolvendo 240 pacientes com síndrome coronariana aguda sem supradesnível do segmento ST. A função de sobrevivência livre de morte, infarto agudo do miocárdio ou acidente vascular encefálico foi estimada pelo modelo de Kaplan-Meier e comparada utilizando-se o teste de log rank.

Resultados:

A taxa de complicações vasculares no sítio de punção arterial aos 30 dias foi de 12,5% no grupo Angio-Seal e de 13,3% no grupo radial (p = 1,000). A incidência de sangramento grave ou transfusão sanguínea aos 12 meses também não diferiu entre os grupos (2,5% versus 1,7%, p = 1,000). Não se observou diferença quanto à curva de sobrevida livre de eventos cardiovasculares adversos graves (90,8% versus 94,2%, p = 0,328).

Conclusões:

Não houve distinção entre as técnicas na sobrevida livre de eventos cardiovasculares adversos graves aos 12 meses de seguimento. Ensaios clínicos com maior poder estatístico são necessários para a validação desses achados.

  • Artéria Radial
  • hemostasia
  • Intervenção Coronária Percutânea
  • Isquemia Miocárdica
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01/01/2017 DOI: 10.5935/2359-4802.20170057 Visualizações 1
ABC
Editorial

Angioplastia Primária no Registro ACCEPT: Por Que tem Sido Difícil Aceitar e Implementar a Via de Acesso Radial como Preferencial?

Dimytri Alexandre de Alvim Siqueira et al. Fabio Sandoli de Brito Jr Alexandre A. C. Abizaid

Acesso radial e redução de mortalidade e de eventos cardíacos adversos

Embora a relação causal ainda permaneça controversa, diversos estudos revelam que a escolha da via radial para a realização da angioplastia primária associa-se à redução de mortalidade e de eventos cardíacos adversos (). O maior estudo clínico comparativo entre as vias de acesso, o ensaio randomizado e multicêntrico RIVAL (Radial Versus Femoral Access for Coronary Intervention) selecionou indivíduos com síndromes coronárias agudas (SCA) com ou sem supradesnivelamento de ST, nos quais a estratégia invasiva estivesse indicada. Foram excluídos indivíduos com choque cardiogênico, revascularização miocárdica cirúrgica prévia – que poderia dificultar a realização de coronariografia e estudo de pontes pela via radial – e aqueles com doença arterial periférica que inviabilizasse o uso da via femoral. Dos 7.021 pacientes randomizados para acesso femoral (n = 3.514) ou radial (n = 3.507), 1.958 indivíduos (28%) possuíam o diagnóstico de IAMCSST. Nesse subgrupo específico, os pacientes que foram submetidos a coronariografia e angioplastia pela via radial apresentaram menores taxas de mortalidade (1,3 versus 3,2%, p = 0,006) e do desfecho composto por óbito, infarto e AVC (2,7 versus 4,6%, p = 0,031) aos 30 dias, quando comparados aos indivíduos submetidos ao procedimento pela femoral. Os resultados benéficos do estudo RIVAL no subgrupo de pacientes com IAMCSST foram replicados no ensaio clínico randomizado RIFLE-STEACS (Radial Versus Femoral Randomization Investigation in ST-Elevation Acute Coronary Syndrome), com 1.001 pacientes. A mortalidade aos 30 dias foi significativamente menor nos pacientes submetidos a angioplastia pela via radial (5,2% versus 9,2%, p = 0,020). Também representativa, a subanálise do estudo HORIZONS (Harmonizing Outcomes with Revascularization and Stents in Acute Myocardial Infarction) revelou que a incidência de óbito e reinfarto aos 30 dias foi reduzida de forma significativa nos indivíduos tratados pela via radial (1,0% versus 4,3%; p = 0,02).

Embora nenhum desses estudos tenha sido desenhado especificamente para averiguar a ocorrência de óbito como desfecho primário (nem tampouco para desvendar o potencial mecanismo associado à sua redução), presume-se que o impacto favorável sobre a incidência de sangramentos seja o principal determinante para a menor mortalidade encontrada nos pacientes tratados pela via radial.

[…]

  • Angioplastia
  • Artéria Femoral / complicações
  • Artéria Radial
  • Fibrinolíticos
  • Redução do Dano
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01/10/2014 DOI: 10.5935/abc.20140154 Visualizações 1
Acesso radial em intervenções coronarianas percutâneas: panorama atual brasileiro
ABC
Artigo Original

Acesso radial em intervenções coronarianas percutâneas: panorama atual brasileiro

Pedro Beraldo de Andrade et al. Marden André Tebet Mônoca Vieira Athanazio de Andrade André Labrunie Luiz Alberto Piva e Mattos

FUNDAMENTO: Embora a técnica radial exiba resultados incontestáveis na redução de complicações vasculares e ocorrência de sangramento grave quando comparada à técnica femoral, seu emprego permanece restrito a poucos centros que a elegeram como via de acesso preferencial. OBJETIVO: Avaliar o cenário atual das intervenções coronarianas percutâneas no Brasil quanto à utilização da via de acesso radial. MÉTODOS: Análise dos dados cadastrados de forma espontânea na Central Nacional de Intervenções Cardiovasculares (CENIC) durante o quadriênio de 2005-2008, o que totaliza 83.376 procedimentos. RESULTADOS: A técnica radial foi utilizada em 12,6% dos procedimentos efetivados, e a técnica femoral, em 84,3%. Os 3,1% restantes foram representados pela dissecção ou punção braquial. Com uma taxa de sucesso de 97,5%, a opção pelo acesso radial associou-se à redução significativa de complicações vasculares quando comparado ao femoral (2,5% versus 3,6%, p < 0,0001). CONCLUSÃO: A utilização da técnica radial permanece baixa no Brasil. Ausência de programas de treinamento, incertezas quanto à curva de aprendizagem e carência de estudos em larga escala, que corroboram os benefícios demonstrados até o momento, são possíveis justificativas para esses achados.

  • angioplastia transluminal percutânea coronariana
  • artéria femoral
  • Artéria Radial
  • Brasil
  • Registros Médicos
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04/03/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000026 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Andrade PB, Silva LMA. Acesso Radial e Fondaparinux: Uma Interação Sinérgica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;122(9):e20250556.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Andrade, Pedro Beraldo de; Silva, Leonardo Maróstica Alves. Acesso Radial e Fondaparinux: Uma Interação Sinérgica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 9, e20250556, nov. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Andrade, P. B. , & Silva, L. M. A. (2025). Acesso Radial e Fondaparinux: Uma Interação Sinérgica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(9), e20250556.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Andrade, Pedro Beraldo de and Silva, Leonardo Maróstica Alves. Acesso Radial e Fondaparinux: Uma Interação Sinérgica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2025, vol. 122, n. 9, [citado 2026-10-14], e20250556. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/acesso-radial-e-fondaparinux-uma-interacao-sinergica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Andrade PB, Mattos LAP, Rinaldi FS, Bienert IRC, Barbosa RA, Kreimer S, Esteves VC, et al. Seguimento de 12 Meses de Pacientes Submetidos à Estratégia Intervencionista Precoce pelo Acesso Radial ou Femoral com Dispositivo de Oclusão Vascular. International Journal of Cardiovascular Sciences 2017;30(4):299-306.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Andrade, Pedro Beraldo de; Mattos, Luiz Alberto Piva e; Rinaldi, Fabio Salerno; Bienert, Igor Ribeiro de Castro; Barbosa, Robson Alves; Kreimer, Sérgio; Esteves, Vinícius Cardoso; Tebet, Marden André; Labrunie, André; Sousa, Amanda Guerra de Moraes Rego. Seguimento de 12 Meses de Pacientes Submetidos à Estratégia Intervencionista Precoce pelo Acesso Radial ou Femoral com Dispositivo de Oclusão Vascular. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 30, n. 4, p. 299-306, dez. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Andrade, P. B. , Mattos, L. A. P. , Rinaldi, F. S., Bienert, I. R. C., Barbosa, R. A., Kreimer, S., Esteves, V. C., Tebet, M. A., Labrunie, A., & Sousa, A. G. M. R. (2017). Seguimento de 12 Meses de Pacientes Submetidos à Estratégia Intervencionista Precoce pelo Acesso Radial ou Femoral com Dispositivo de Oclusão Vascular. International Journal of Cardiovascular Sciences, 30(4), 299-306.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Andrade, Pedro Beraldo de and Mattos, Luiz Alberto Piva e and Rinaldi, Fabio Salerno and Bienert, Igor Ribeiro de Castro and Barbosa, Robson Alves and Kreimer, Sérgio and Esteves, Vinícius Cardoso and Tebet, Marden André and Labrunie, André and Sousa, Amanda Guerra de Moraes Rego. Seguimento de 12 Meses de Pacientes Submetidos à Estratégia Intervencionista Precoce pelo Acesso Radial ou Femoral com Dispositivo de Oclusão Vascular. International Journal of Cardiovascular Sciences [online]. 2017, vol. 30, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 299-306. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/seguimento-de-12-meses-de-pacientes-submetidos-a-estrategia-intervencionista-precoce-pelo-acesso-radial-ou-femoral-com-dispositivo-de-oclusao-vascular/>. ISSN 2359-4802

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Siqueira DAA, Brito Jr FS, Abizaid AAC. Angioplastia Primária no Registro ACCEPT: Por Que tem Sido Difícil Aceitar e Implementar a Via de Acesso Radial como Preferencial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;103(4):268-71.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Siqueira, Dimytri Alexandre de Alvim; Brito Jr, Fabio Sandoli de; Abizaid, Alexandre A. C.. Angioplastia Primária no Registro ACCEPT: Por Que tem Sido Difícil Aceitar e Implementar a Via de Acesso Radial como Preferencial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 103, n. 4, p. 268-271, set. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Siqueira, D. A. A., Brito Jr, F. S. , & Abizaid, A. A. C. (2014). Angioplastia Primária no Registro ACCEPT: Por Que tem Sido Difícil Aceitar e Implementar a Via de Acesso Radial como Preferencial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 103(4), 268-271.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Siqueira, Dimytri Alexandre de Alvim and Brito Jr, Fabio Sandoli de and Abizaid, Alexandre A. C.. Angioplastia Primária no Registro ACCEPT: Por Que tem Sido Difícil Aceitar e Implementar a Via de Acesso Radial como Preferencial?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 103, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 268-271. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/angioplastia-primaria-no-registro-accept-por-que-tem-sido-dificil-aceitar-e-implementar-a-via-de-acesso-radial-como-preferencial/>. ISSN 0066-782X

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Andrade PB, Tebet MA, Andrade MVA, Labrunie A, Mattos LAP. Acesso radial em intervenções coronarianas percutâneas: panorama atual brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2011;96(4):312-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Andrade, Pedro Beraldo de; Tebet, Marden André; Andrade, Mônoca Vieira Athanazio de; Labrunie, André; Mattos, Luiz Alberto Piva e. Acesso radial em intervenções coronarianas percutâneas: panorama atual brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 96, n. 4, p. 312-316, mar. 2011.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Andrade, P. B. , Tebet, M. A., Andrade, M. V. A. , Labrunie, A., & Mattos, L. A. P. (2011). Acesso radial em intervenções coronarianas percutâneas: panorama atual brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 96(4), 312-316.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Andrade, Pedro Beraldo de and Tebet, Marden André and Andrade, Mônoca Vieira Athanazio de and Labrunie, André and Mattos, Luiz Alberto Piva e. Acesso radial em intervenções coronarianas percutâneas: panorama atual brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2011, vol. 96, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 312-316. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/acesso-radial-em-intervencoes-coronarianas-percutaneas-panorama-atual-brasileiro/>. ISSN 0066-782X

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