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  2. Palavra-chave: Síndrome Coronariana Aguda / diagnóstico
ABC
Editorial

Dor Precordial em Idoso e Infarto. Não é Tão Elementar, Meu Caro Watson!

Ricardo Wang et al. José Carlos da Costa Zanon Fernando Carvalho Neuschwander

Aprendemos na faculdade de medicina o modo tradicional de fazer processo investigativo, para chegar ao diagnóstico. O processo é classicamente baseado na coleta da anamnese e exame clínico, raciocínio clínico, geração de hipótese, e teste com exames complementares. Em geral, seguimos o princípio da Navalha de Ockham: “a resposta mais simples é em geral a correta”, ou como dizia William Osler: “Onde se escuta cascos, não pense em zebras”. Mas nesse processo investigativo, o raciocínio clínico é desafiado numa população idosa acima dos 80 anos de idade, e nem sempre a resposta mais simples é a mais correta. Nessa faixa etária, é comum a presença de várias comorbidades, que podem interferir, alterando a percepção dos sintomas cardiovasculares (depressão, demência, medicamentos que interferem no sistema nervoso central, diabetes, analgésicos, etc.), ou modificar a sintomatologia. A presença de sintomas atípicos, como dispneia, sudorese, vômitos, diarreia, dor epigástrica, e confusão mental, pode mascarar a patologia cardiovascular. ,

Vários estudos demonstram a dificuldade de diagnosticar o infarto agudo do miocárdio (IAM) nessa população, o que, logicamente, acarreta atraso ou subtratamento. Mesmo quando estabelecidos o diagnóstico e o tratamento precoce do IAM, a mortalidade permanece alta nessa população. O subtratamento ou falta de tratamento contribuem para o aumento da mortalidade nessa faixa etária. – O entendimento de fatores que dificultam o diagnóstico é de suma importância para estabelecermos protocolos direcionados para os muito idosos.

[…]

  • Angina Pectoris
  • Dor no Peito
  • envelhecimento
  • Idoso
  • Infarto do Miocárdio / Diagnóstico
  • Síndrome Coronariana Aguda / diagnóstico
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14/06/2021 DOI: 10.36660/abc.20210331 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Original Article

Inferência Bayesiana quanto ao Valor do Escore de Cálcio Zero como Filtro na Investigação da Dor Torácica Aguda em Unidade Coronariana

Luis Cláudio Lemos Correia et al. Fábio P. Esteves Manuela Carvalhal Thiago Menezes Barbosa de Souza … Nicole de Sá Vitor Calixto de Almeida Correia Felipe Kalil Beirão Alexandre Fernanda Lopes Felipe Ferreira Márcia Noya-Rabelo

Resumo

Fundamento:

A acurácia do escore de cálcio coronário zero como um filtro nos pacientes com dor torácica aguda tem sido demonstrada na sala de emergência e nos ambulatórios, populações com baixa prevalência de doença arterial coronariana (DAC).

Objetivos:

Testar o papel do escore de cálcio zero como filtro nos pacientes com dor torácica admitidos numa unidade coronariana intensiva (UCI), na qual a probabilidade pré-teste de DAC é maior do que em outras populações.

Métodos:

Pacientes foram submetidos a tomografia computadorizada para quantificar o escore de cálcio, DAC obstrutiva foi definida por uma estenose mínima de 70% na cineangiocoronariografia invasiva. Um escore clínico para estimar a probabilidade pré-teste de DAC obstrutiva foi criado em amostra de 370 pacientes, usado para definir subgrupos na definição de valores preditivos negativos do escore zero.

Resultados:

Em 146 pacientes estudados, a prevalência de DAC foi 41% e o escore de cálcio zero foi demonstrado em 35% deles. A sensibilidade e a especificidade para escore de cálcio zero resultaram numa razão de verossimilhança negativa de 0,16. Após ajuste com um escore clínico com a regressão logística para a probabilidade pré-teste, o escore de cálcio zero foi preditor independente associado a baixa probabilidade de DAC (OR = 0,12, IC95% = 0,04-0,36), aumentando a área abaixo da curva ROC do modelo clínico de 0,76 para 0,82 (p = 0,006). Considerando a probabilidade de DAC < 10% como ponto de corte para alta precoce, o escore de cálcio aumentou a proporção de pacientes para alta precoce de 8,2% para 25% (NRI = 0,20; p = 0,0018). O escore de cálcio zero apresentou valor preditivo negativo de 90%. Em pacientes com probabilidade pré-teste < 50%, o valor preditivo negativo foi 95% (IC95% = 83%-99%).

Conclusão:

O escore de cálcio zero reduz substancialmente a probabilidade pré-teste de DAC obstrutiva em pacientes internados em UCI com dor torácica aguda. (Arq Bras Cardiol. 2017; [online].ahead print, PP.0-0)

  • Calcinose / diagnóstico
  • Dor no Peito
  • Serviços Médicos de Emergência
  • Síndrome Coronariana Aguda / diagnóstico
  • Valor Preditivo dos Testes
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12/06/2017 DOI: 10.5935/abc.20170076 Visualizações 3
Figura 1
ABC
Original Article

Valor Prognóstico do Escore TIMI versus Escore GRACE no Infarto com Supradesnível do Segmento ST

Luis C. L. Correia et al. Guilherme Garcia Felipe Kalil Felipe Ferreira … Manuela Carvalhal Ruan Oliveira André Silva Isis Vasconcelos Caio Henri Márcia Noya-Rabelo

Fundamento:

O Escore TIMI para infarto com supradesnível do segmento ST (IAMcSST) foi criado e validado especificamente para este cenário clínico, enquanto o Escore GRACE é genérico para qualquer tipo de síndrome coronariana aguda.

Objetivo:

Identificar qual dos escores, TIMI ou GRACE, apresenta melhor desempenho prognóstico em pacientes com IAMcSST.

Métodos:

Foram incluídos 152 indivíduos consecutivamente internados por IAMcSST. Os escores TIMI e GRACE foram testados quanto a sua capacidade discriminatória (estatística-C) e calibração (teste Hosmer-Lemeshow), em relação ao desfecho óbito hospitalar.

Resultados:

O Escore TIMI apresentou distribuição equitativa de pacientes nas faixas de baixo, intermediário e alto risco (39%, 27% e 34%, respectivamente), diferente do Escore GRACE que apresentou distribuição predominante em baixo risco (80%, 13% e 7%, respectivamente). A letalidade da amostra foi de 11%. A estatística-C do Escore TIMI foi de 0,87 (95% IC = 0,76 – 0,98), semelhante ao GRACE (0,87; 95% IC = 0,75-0,99) – p = 0,71. O Escore TIMI apresentou calibração satisfatória, representada por χ2 de 1,4 (p = 0,92), nitidamente superior à calibração do Escore GRACE, que apresentou χ2 de 14 (p = 0,08). Esta calibração se reflete em incidências esperadas para as faixas de baixo, intermediário e alto risco de acordo com o Escore TIMI (0%, 4,9% e 25%, respectivamente), diferente do GRACE (2,4%, 25% e 73%) que caracterizou inadequadamente a faixa intermediária.

Conclusão:

Os escores TIMI e GRACE apresentam semelhante capacidade discriminatória em relação a óbito hospitalar, porém o Escore TIMI possui calibração superior ao GRACE. Para populações de risco diferente da nossa amostra, esta conclusão deve ser validada por futuros trabalhos.

  • Estudo Comparativo
  • Fatores de risco
  • Infarto Do Miocárdio
  • Pontuação de Propensão
  • Prognóstico
  • Síndrome Coronariana Aguda / diagnóstico
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15/07/2014 DOI: 10.5935/abc.20140095 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

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Wang R, Zanon JCC, Neuschwander FC. Dor Precordial em Idoso e Infarto. Não é Tão Elementar, Meu Caro Watson!. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(6):1046-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Wang, Ricardo; Zanon, José Carlos da Costa; Neuschwander, Fernando Carvalho. Dor Precordial em Idoso e Infarto. Não é Tão Elementar, Meu Caro Watson!. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 6, p. 1046-1047, jun. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Wang, R., Zanon, J. C. C., & Neuschwander, F. C. (2021). Dor Precordial em Idoso e Infarto. Não é Tão Elementar, Meu Caro Watson!. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(6), 1046-1047.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Wang, Ricardo and Zanon, José Carlos da Costa and Neuschwander, Fernando Carvalho. Dor Precordial em Idoso e Infarto. Não é Tão Elementar, Meu Caro Watson!. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1046-1047. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/dor-precordial-em-idoso-e-infarto-nao-e-tao-elementar-meu-caro-watson/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Correia LCL, Esteves FP, Carvalhal M, Souza TMB, Sá N, Correia VCA, Alexandre FKB, et al. Inferência Bayesiana quanto ao Valor do Escore de Cálcio Zero como Filtro na Investigação da Dor Torácica Aguda em Unidade Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;109(2):97-102.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Correia, Luis Cláudio Lemos; Esteves, Fábio P.; Carvalhal, Manuela; Souza, Thiago Menezes Barbosa de; Sá, Nicole de; Correia, Vitor Calixto de Almeida; Alexandre, Felipe Kalil Beirão; Lopes, Fernanda; Ferreira, Felipe; Noya-Rabelo, Márcia. Inferência Bayesiana quanto ao Valor do Escore de Cálcio Zero como Filtro na Investigação da Dor Torácica Aguda em Unidade Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 109, n. 2, p. 97-102, jun. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Correia, L. C. L., Esteves, F. P., Carvalhal, M., Souza, T. M. B. , Sá, N. , Correia, V. C. A., Alexandre, F. K. B., Lopes, F., Ferreira, F., & Noya-Rabelo, M. (2017). Inferência Bayesiana quanto ao Valor do Escore de Cálcio Zero como Filtro na Investigação da Dor Torácica Aguda em Unidade Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 109(2), 97-102.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Correia, Luis Cláudio Lemos and Esteves, Fábio P. and Carvalhal, Manuela and Souza, Thiago Menezes Barbosa de and Sá, Nicole de and Correia, Vitor Calixto de Almeida and Alexandre, Felipe Kalil Beirão and Lopes, Fernanda and Ferreira, Felipe and Noya-Rabelo, Márcia. Inferência Bayesiana quanto ao Valor do Escore de Cálcio Zero como Filtro na Investigação da Dor Torácica Aguda em Unidade Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 109, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 97-102. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/inferencia-bayesiana-quanto-ao-valor-do-escore-de-calcio-zero-como-filtro-na-investigacao-da-dor-toracica-aguda-em-unidade-coronariana/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Correia LCL, Garcia G, Kalil F, Ferreira F, Carvalhal M, Oliveira R, Silva A, et al. Valor Prognóstico do Escore TIMI versus Escore GRACE no Infarto com Supradesnível do Segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;103(2):98-106.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Correia, Luis C. L.; Garcia, Guilherme; Kalil, Felipe; Ferreira, Felipe; Carvalhal, Manuela; Oliveira, Ruan; Silva, André; Vasconcelos, Isis; Henri, Caio; Noya-Rabelo, Márcia. Valor Prognóstico do Escore TIMI versus Escore GRACE no Infarto com Supradesnível do Segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 103, n. 2, p. 98-106, jul. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Correia, L. C. L., Garcia, G., Kalil, F., Ferreira, F., Carvalhal, M., Oliveira, R., Silva, A., Vasconcelos, I., Henri, C., & Noya-Rabelo, M. (2014). Valor Prognóstico do Escore TIMI versus Escore GRACE no Infarto com Supradesnível do Segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 103(2), 98-106.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Correia, Luis C. L. and Garcia, Guilherme and Kalil, Felipe and Ferreira, Felipe and Carvalhal, Manuela and Oliveira, Ruan and Silva, André and Vasconcelos, Isis and Henri, Caio and Noya-Rabelo, Márcia. Valor Prognóstico do Escore TIMI versus Escore GRACE no Infarto com Supradesnível do Segmento ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 103, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 98-106. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/valor-prognostico-do-escore-timi-versus-escore-grace-no-infarto-com-supradesnivel-do-segmento-st/>. ISSN 0066-782X

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