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ABC
Editorial

Aterosclerose, Inflamação e Genética – E Você Achava que Era Só Colesterol LDL

Luis Henrique Wolff Gowdak

No desenrolar do século vinte, com base em numerosas observações epidemiológicas e ensaios de intervenção, fatores de risco cardiovascular foram identificados e direcionados com a finalidade de diminuir a carga global de doenças cardiovasculares. Ao longo dos séculos, as mudanças nos padrões alimentares de seres humanos, o declínio progressivo em atividade física e uma elevada prevalência de obesidade – todos sendo fatores que contribuem a taxas alarmantes de diabetes, hipertensão e hipercolesterolemia que vemos na nossa prática diária – nos levaram a supor que doenças relacionadas à aterosclerose (infarto do miocárdio, cardiomiopatia isquêmica, acidente vascular cerebral e doença arterial periférica) são consequências inevitáveis do processo evolucionário que enfrentamos nos tempos atuais. No entanto, devido aos avanços nas técnicas não invasivas de imagem do sistema vascular, lesões ateroscleróticas na aorta e nas artérias coronárias e carótidas também são encontradas em múmias do Egito antigo, cuja idade média estimada no momento da morte era de apenas 45 anos.

Se os assim chamados “fatores de risco clássicos” foram menos prevalentes nos tempos antigos, outros fatores não tradicionais devem ter exercido um papel significativo no desenvolvimento e progressão de aterosclerose. Cargas inflamatórias microbianas e parasitárias que provavelmente estavam presentes em culturas antigas, inerentemente sem higiene moderna e antimicrobianos, podem ter provocado um estado inflamatório crônico. Considerando que pacientes com as doenças inflamatórias sistêmicas crônicas de hoje, que incluem infecção pelo vírus da imunodeficiência humana, lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatóide apresentam aterosclerose e eventos coronários precoces, poderíamos supor que a carga inflamatória crônica secundária à infecção resultou em aterosclerose nos tempos antigos? Além disso, a aterosclerose é um processo biológico complexo e multifatorial e, como tal, também está sujeita à interação gene-ambiente; portanto, embora seja inquestionável a contribuição dos fatores de risco clássicos de hoje ao desenvolvimento da aterosclerose, o seu papel no aparecimento de lesões ateroscleróticas na árvore vascular envolve não apenas inflamação e a ativação do sistema imunológico mas também fatores genéticos que facilitam ou se opõem à formação de acúmulos lipídicos na parede arterial.

[…]

  • Aterosclerose / fisiopatologia
  • Doença da Artéria Coronariana / história
  • Fatores de risco
  • Inflamação
  • Mortalidade & Morbidade
  • Polimorfismo Genético
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
20/03/2020 DOI: 10.36660/abc.20200038 Visualizações 1
ABC
Editorial

Médias de Grupos e Análise Interindividual na Hipotensão Pós-exercício: Efeitos da Suplementação Oral com Citrulina Malato

Leandro C. Brito

A hipertensão é apontada como um dos fatores de risco mais agressivos para morbidade e mortalidade cardiovascular, estando diretamente associada a quase 8 milhões de mortes por ano relacionadas a doenças cardiovasculares, como parada cardíaca ou acidente vascular cerebral. Hipertensos com baixos níveis de atividade física apresentam maior risco de morbidade e mortalidade cardiovascular, mesmo quando recebem medicação anti-hipertensiva. A prática regular de exercícios, principalmente aeróbicos, é altamente recomendada por seu efeito hipotensor. De fato, uma única sessão de exercício já é capaz de promover uma redução sustentada da pressão arterial. Este fenômeno é chamado de hipotensão pós-exercício (HPE).–

Kenney e Seals foram os primeiros a definir a versão mais aceita da HPE como um fenômeno – diminuição da pressão arterial sistólica e/ou diastólica para níveis abaixo do valor de controle após uma única sessão de exercícios seguido pela falta de sintomas clínicos de hipotensão. A HPE vem sendo considerada uma ferramenta clinicamente relevante, particularmente por sua conhecida magnitude e por durar muitas horas. Neste contexto, uma metanálise recente com 65 estudos revelou reduções médias da pressão arterial sistólica/diastólica de 6 e 4 mmHg, respectivamente, após uma sessão de exercício aeróbico, enquanto uma análise hora-a-hora relatou diminuição por 16 horas.

[…]

  • Citrulina
  • Doenças Cardiovasculares
  • Exercício
  • Hipertensão
  • Hipotensão Pós-Exercício
  • Mortalidade & Morbidade
  • Pressão Arterial
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
02/09/2019 DOI: 10.5935/abc.20190152

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gowdak LHW. Aterosclerose, Inflamação e Genética – E Você Achava que Era Só Colesterol LDL. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(2):273-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gowdak, Luis Henrique Wolff. Aterosclerose, Inflamação e Genética – E Você Achava que Era Só Colesterol LDL. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 2, p. 273-274, mar. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gowdak, L. H. W. (2020). Aterosclerose, Inflamação e Genética – E Você Achava que Era Só Colesterol LDL. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(2), 273-274.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gowdak, Luis Henrique Wolff. Aterosclerose, Inflamação e Genética – E Você Achava que Era Só Colesterol LDL. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 273-274. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/aterosclerose-inflamacao-e-genetica-e-voce-achava-que-era-so-colesterol-ldl/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Brito LC. Médias de Grupos e Análise Interindividual na Hipotensão Pós-exercício: Efeitos da Suplementação Oral com Citrulina Malato. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(2):229-30.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Brito, Leandro C.. Médias de Grupos e Análise Interindividual na Hipotensão Pós-exercício: Efeitos da Suplementação Oral com Citrulina Malato. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 2, p. 229-230, set. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Brito, L. C. (2019). Médias de Grupos e Análise Interindividual na Hipotensão Pós-exercício: Efeitos da Suplementação Oral com Citrulina Malato. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(2), 229-230.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Brito, Leandro C.. Médias de Grupos e Análise Interindividual na Hipotensão Pós-exercício: Efeitos da Suplementação Oral com Citrulina Malato. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 229-230. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/medias-de-grupos-e-analise-interindividual-na-hipotensao-pos-exercicio-efeitos-da-suplementacao-oral-com-citrulina-malato/>. ISSN 0066-782X

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