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  2. Palavra-chave: Mortalidade Infantil
Figura 1
ABC
Artigo Original

IDH, Recursos Tecnológicos e Humanos para Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil

Thais Rocha Salim et al. Thayanne Mendes Andrade Carlos Henrique Klein Gláucia Maria Moraes de Oliveira

Resumo

Fudamento

Em 2015, foram diagnosticados 2.368 portadores de malformação congênita (MC) por 100.000 nascidos vivos (NV) no mundo, uma taxa de 7,6%, dos quais 10,6% morreram no primeiro ano de vida, sendo 43% por malformações do aparelho circulatório (MAC), à semelhança do que ocorre no Brasil.

Objetivo

Verificar a associação de diagnóstico de MAC ao nascimento e morte por MAC no primeiro ano de vida com índice de desenvolvimento humano (IDH) e recursos tecnológicos e humanos para o diagnóstico e tratamento da MAC por macrorregião do Brasil.

Métodos

Estudo ecológico de dados disponíveis de 2000 a 2015. Informações sobre NV, óbitos e ecocardiógrafos foram obtidas do DATASUS, o IDH, do Atlas de Desenvolvimento Humano no Brasil, e as demais foram obtidas da demografia médica. Foram realizadas medidas de correlação entre as variáveis utilizando o índice de Kendall.

Resultados

A taxa de MC foi 660,8/100.000 NV, das quais, 18.444 por MAC (taxa de diagnóstico 38,55/100.000 NV). As regiões Sul e Sudeste, com maiores valores de IDH e recursos, apresentaram as maiores taxas de diagnóstico de MAC (56,94/100.000 e 62,83/100.000 NV, respectivamente). As regiões Norte e Nordeste, com os menores valores de IDH e recursos, apresentaram as menores taxas de diagnóstico de MAC (9,77/100.000 e 13,43/100.000 NV, respectivamente). Essa taxa de diagnóstico foi 6,4 vezes maior no Sudeste do que no Norte, mas as taxas de mortalidade foram similares.

Conclusão

Das MC, as MAC apresentaram a maior mortalidade nos menores de 1 ano no Brasil.

  • Anormalidades Cardiovasculares
  • Anormalidades Congênitas
  • Cardiopatias Congênitas/diagnóstico
  • Epidemiologia
  • Indicadores de Desenvolvimento
  • Mortalidade Infantil
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26/07/2021 DOI: 10.36660/abc.20200179 Visualizações 1
ABC
Editorial

IDH, Recursos Humanos e Tecnológicos para o Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil – Análise da Realidade no Brasil

Isabel Cristina Britto Guimarães

No Brasil, em 2019, as doenças do aparelho circulatório (DAC) foram a principal causa de morte. Em crianças menores de um ano, a DAC é a nona causa de morte e, na faixa etária de 1 a 9 anos, a oitava. Nas últimas décadas, houve uma redução da taxa de mortalidade infantil para 11,9 / 1.000 nascidos vivos (NV) em 2019. Apesar da redução progressiva observada nos últimos anos, essa taxa continua elevada quando comparada à de países desenvolvidos. Na Suécia, a taxa de mortalidade infantil no período de 2015/2020 foi de 2,0/1.000 NV. No Brasil, em crianças menores de cinco anos, a mortalidade foi de 14,0/1.000 NV, ocorrendo principalmente no primeiro ano de vida.

As principais causas de mortalidade neonatal são asfixia perinatal, prematuridade extrema e malformações congênitas. Dentre as malformações congênitas (MC), as DAC têm maior impacto na mortalidade, por serem classificadas como causas de morte evitáveis, que poderiam ser reduzidas através de intervenções precoces. As altas taxas de mortalidade por malformações do aparelho circulatório (MAC) decorrem da falta de diagnóstico pré e pós-natal, resultando em tratamento inadequado e maior número de óbitos.–

[…]

  • Cardiopatias Congênitas
  • Doença Cardiovascular
  • Mortalidade Infantil
  • Mortalidade Perinatal
  • Serviço de Saúde Pública
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26/07/2021 DOI: 10.36660/abc.20210496
Figura 1
ABC
Artigo Original

Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malformações do Sistema Circulatório em Crianças Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregiões Brasileiras

Thais Rocha Salim et al. Thayanne Mendes Andrade Carlos Henrique Klein Gláucia Maria Moraes de Oliveira

Resumo

Fundamentos

Os óbitos por malformações do aparelho circulatório (MAC) em 2015 corresponderam a 43% daqueles por malformações congênitas (MC) em menores de 20 anos de idade no mundo. Os óbitos por MAC apresentam maior impacto sobre a redução da mortalidade, pelo fato de serem evitáveis na maioria das vezes, com o correto diagnóstico e tratamento.

Objetivo

Conhecer a distribuição da mortalidade por MAC por sexo, grupos etários e macrorregiões do Brasil no período de 2000 a 2015, nos menores de 20 anos de idade.

Métodos

Estudo descritivo das taxas de mortalidade por 100 mil e sua mortalidade proporcional, por MAC, outras malformações congênitas (OutMC), doenças do aparelho circulatório (DAC), causas mal definidas (CMD) e causas externas (CE) no Brasil, no período de 2000 a 2015 nos menores de 20 anos. As populações foram obtidas no Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística e os óbitos no Departamento de Informática do Sistema Único de Saúde/Ministério da Saúde.

Resultados

Ocorreram 1.367.355 óbitos por todas as causas nos menores de 20 anos de idade, sendo 61,7% do sexo masculino e 55,0% dos óbitos nos menores de 1 ano. Os óbitos por MC em quaisquer órgãos ou sistemas foram 144.057 e os por MAC corresponderam a 39% desses óbitos. Em ambos os sexos, a mortalidade anual por MAC foi de 5,3/100 mil habitantes e a mortalidade proporcional (MP) foi de 4,2%, por DAC 2,2%, por CMD 6,2% e por CE 24,9%. As MAC não especificadas apresentaram as maiores taxas de MP em todas as idades e sexos, notadamente nas regiões Norte e Nordeste (60%). Os óbitos por quaisquer MC ocorreram 5,7 vezes mais no primeiro ano de vida do que nas outras faixas etárias (MAC: 5,0; OutMC: 6,4).

Conclusão

No Brasil, de 2000 a 2015, nos menores de 20 anos de idade, a MAC foi a principal causa de óbito dentre todas as malformações, sendo duas vezes mais importante do que as DAC, principalmente nos menores de 1 ano de idade.A frequência de diagnósticos imprecisos de óbitos por MAC ainda é elevada em todas as idades, sexos, e principalmente nas regiões Norte e Nordeste, o que requer fortalecimento das estratégias de saúde pública e maior atenção ao recém-nascido com objetivo de diagnosticar e instituir tratamento precoce das cardiopatias congênitas com consequente redução na mortalidade. (Arq Bras Cardiol. 2020; 115(6):1164-1173)

  • Cardiopatias Congênitas
  • Crianças
  • Doenças Cardiovasculares
  • Epidemiologia
  • Mortalidade Infantil
  • Recém-Nascido/tratamento
  • Serviço de Saúde Pública
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18/01/2021 DOI: 10.36660/abc.20190351 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Mortalidade Infantil em Novo Hamburgo: Fatores Associados e Causas Cardiovasculares

Camila de Andrade Brum et al. Airton Tetelbom Stein Lucia Campos Pellanda

Fundamento:

taxa de mortalidade infantil vem diminuindo no Brasil, mas continua alta se comparada à de outros países em desenvolvimento. O Rio Grande do Sul, em 2010, apresentou o melhor indicador de mortalidade infantil do Brasil. Entretanto, Novo Hamburgo apresentou o mais alto índice de mortalidade infantil da região metropolitana de Porto Alegre.

Objetivos:

Descrever as causas da mortalidade infantil no município de Novo Hamburgo, Rio Grande do Sul, no período de 2007 a 2010, identificando as causas de mortes relacionadas a cardiopatias e se elas foram diagnosticadas no período pré-natal, e avaliar o acesso aos serviços de saúde.

Métodos:

Foram incluídos os dados das crianças menores de um ano de idade que morreram, residentes no município, coletados das fichas de investigações do óbito infantil.

Resultados:

No período, ocorreram 157 óbitos, sendo que 35,3% eram reduzíveis por ações de diagnóstico e tratamento precoces, 25% reduzíveis através de parcerias com outros setores, 19,2% não evitáveis, 11,5% reduzíveis por adequado controle na gravidez, 5,1% reduzíveis por adequada atenção ao parto e 3,8% mal definidos. A principal causa de óbito estava relacionada a cardiopatias (13,4%). A ocorrência de cardiopatias apresentou associação estatisticamente significativa em relação às variáveis ‘idade do óbito’, ‘idade gestacional’ e ‘peso ao nascimento’. Em relação ao acesso aos serviços de saúde, 60,9% das gestantes realizaram seis ou menos consultas de pré-natal.

Conclusões:

Mostra-se necessária a qualificação do pré-natal, assim como o atendimento ao recém-nascido em nível hospitalar e na rede básica de saúde para prevenção da mortalidade infantil.

  • Cardiopatias / epidemiologia
  • Mortalidade Infantil
  • Mortalidade Perinatal / epidemiologia
  • Morte Fetal / epidemiologia
  • Saúde Materno- Infantil
  • Tocologia
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23/01/2015 DOI: 10.5935/abc.20140203

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Salim TR, Andrade TM, Klein CH, Oliveira GMM. IDH, Recursos Tecnológicos e Humanos para Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(1):63-71.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Salim, Thais Rocha; Andrade, Thayanne Mendes; Klein, Carlos Henrique; Oliveira, Gláucia Maria Moraes de. IDH, Recursos Tecnológicos e Humanos para Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 1, p. 63-71, jul. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Salim, T. R., Andrade, T. M., Klein, C. H., & Oliveira, G. M. M. (2021). IDH, Recursos Tecnológicos e Humanos para Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(1), 63-71.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Salim, Thais Rocha and Andrade, Thayanne Mendes and Klein, Carlos Henrique and Oliveira, Gláucia Maria Moraes de. IDH, Recursos Tecnológicos e Humanos para Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 63-71. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/idh-recursos-tecnologicos-e-humanos-para-diagnostico-e-tratamento-das-malformacoes-do-aparelho-circulatorio-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Guimarães ICB. IDH, Recursos Humanos e Tecnológicos para o Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil – Análise da Realidade no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(1):72-3.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Guimarães, Isabel Cristina Britto. IDH, Recursos Humanos e Tecnológicos para o Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil – Análise da Realidade no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 1, p. 72-73, jul. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Guimarães, I. C. B. (2021). IDH, Recursos Humanos e Tecnológicos para o Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil – Análise da Realidade no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(1), 72-73.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Guimarães, Isabel Cristina Britto. IDH, Recursos Humanos e Tecnológicos para o Diagnóstico e Tratamento das Malformações do Aparelho Circulatório no Brasil – Análise da Realidade no Brasil. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 72-73. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/idh-recursos-humanos-e-tecnologicos-para-o-diagnostico-e-tratamento-das-malformacoes-do-aparelho-circulatorio-no-brasil-analise-da-realidade-no-brasil/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Salim TR, Andrade TM, Klein CH, Oliveira GMM. Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malformações do Sistema Circulatório em Crianças Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;115(6):1164-73.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Salim, Thais Rocha; Andrade, Thayanne Mendes; Klein, Carlos Henrique; Oliveira, Gláucia Maria Moraes de. Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malformações do Sistema Circulatório em Crianças Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 6, p. 1164-1173, jan. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Salim, T. R., Andrade, T. M., Klein, C. H., & Oliveira, G. M. M. (2021). Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malformações do Sistema Circulatório em Crianças Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(6), 1164-1173.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Salim, Thais Rocha and Andrade, Thayanne Mendes and Klein, Carlos Henrique and Oliveira, Gláucia Maria Moraes de. Desigualdades nas Taxas de Mortalidade por Malformações do Sistema Circulatório em Crianças Menores de 20 Anos de Idade entre Macrorregiões Brasileiras. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 115, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1164-1173. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/desigualdades-nas-taxas-de-mortalidade-por-malformacoes-do-sistema-circulatorio-em-criancas-menores-de-20-anos-de-idade-entre-macrorregioes-brasileiras/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Brum CA, Stein AT, Pellanda LC. Mortalidade Infantil em Novo Hamburgo: Fatores Associados e Causas Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2015;104(4):257-65.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Brum, Camila de Andrade; Stein, Airton Tetelbom; Pellanda, Lucia Campos. Mortalidade Infantil em Novo Hamburgo: Fatores Associados e Causas Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 104, n. 4, p. 257-265, jan. 2015.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Brum, C. A., Stein, A. T., & Pellanda, L. C. (2015). Mortalidade Infantil em Novo Hamburgo: Fatores Associados e Causas Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 104(4), 257-265.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Brum, Camila de Andrade and Stein, Airton Tetelbom and Pellanda, Lucia Campos. Mortalidade Infantil em Novo Hamburgo: Fatores Associados e Causas Cardiovasculares. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2015, vol. 104, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 257-265. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/mortalidade-infantil-em-novo-hamburgo-fatores-associados-e-causas-cardiovasculares/>. ISSN 0066-782X

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