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  2. Palavra-chave: Infecções por HIV
ABC
Editorial

Condições Cardiovasculares de Pacientes em Tratamento para HIV

Alfredo José Mansur

A terapia anti-infecciosa bem-sucedida de pacientes submetidos ao tratamento contemporâneo do HIV reduziu a mortalidade em 51% entre 2007 e 2017, em associação com uma diminuição de 17% na incidência; uma redução na mortalidade associada a uma menor redução na incidência significa mais pessoas vivendo com a doença causada pelo HIV. No Brasil, a taxa anual de mudança na mortalidade foi de -1,2% (-1,4% a -1,0%). Em muitos países, a taxa de sobrevivência dos pacientes aumentou. Portanto, outras doenças não-infecciosas, como doenças cardiovasculares prevalentes, chamaram a atenção dos médicos responsáveis pelos pacientes.

A prevenção é uma das bases dos cuidados de saúde dos pacientes. Os pacientes em tratamento bem-sucedido do HIV podem sofrer condições assintomáticas ou sintomáticas que podem ser fatores de risco para doenças cardiovasculares ou apresentar anormalidades metabólicas que precisam de atenção médica. Além disso, novas tecnologias foram estudadas a fim de investigar mais profundamente a saúde vascular, como triagem ou ferramenta diagnóstica ou estratégias de tratamento.

[…]

  • Aterosclerose
  • Doenças Cardiovasculares
  • Doenças das Artérias Carótidas
  • Epidemiologia
  • Fatores de risco
  • HIV
  • Infecções por HIV
  • Terapia Antirretroviral
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
10/02/2020 DOI: 10.36660/abc.20190810
ABC
Artigo Original

Biomarcadores Inflamatórios e Espessura Carotídea em Pacientes Infectados pelo HIV em Terapia Antirretroviral, com Carga Viral de HIV-1 Indetectável e Baixo Risco Cardiovascular

Kaliene Maria Estevão Leite et al. Gerson Gomes Santos Júnior Emmanuelle T. A. M Godoi Adriana Ferraz Vasconcelos … Virgínia Maria Barros Lorena Paulo Sérgio Ramos Araújo Kledoaldo Oliveira Lima Heloisa Ramos Lacerda

Resumo

Fundamento:

As pessoas que vivem com HIV têm um risco aumentado de doença cardiovascular e espessamento da carótida, devido à inflamação causada pelo vírus, à terapia antirretroviral e a outros fatores de risco. No entanto, poucos estudos observaram a ocorrência de doenças cardiovasculares e espessamento carotídeo na população soropositiva com baixo risco cardiovascular e carga viral indetectável.

Objetivos:

Avaliar a associação entre níveis de marcadores inflamatórios e espessura da carótida em pessoas vivendo com HIV, sob terapia antirretroviral e com baixo risco cardiovascular.

Métodos:

Para determinar o baixo risco cardiovascular em ambos os grupos (indivíduos infectados e não-infectados pelo HIV), foi utilizado o Escore de Risco de Framingham. Os marcadores inflamatórios (IFN-γ, TNF-α, IL-1β, IL-6, sVCAM-1 e sICAM-1) foram avaliados por citometria de fluxo. A espessura da carótida (mm) foi mensurada por meio de ultrassom com Doppler. O nível de significância foi de p < 0,05.

Resultados:

Em pessoas vivendo com HIV, a idade e o tabagismo foram associados a alterações da espessura da carótida. No grupo não-HIV, idade e níveis mais altos de colesterol total e LDL foram associados ao aumento da espessura da carótida. Utilizando a análise multivariada, observou-se associação significativa entre os níveis de TNF-α e IL-1β e maior chance de desenvolvimento de aterosclerose no grupo com HIV.

Conclusão:

Ambos os grupos têm risco semelhante de desenvolver doença cardiovascular, portanto, nosso estudo demonstra que indivíduos HIV-positivos com carga viral indetectável em terapia antirretroviral sem inibidores de protease e com baixo risco cardiovascular não apresentam diferenças na espessura da carótida em relação aos indivíduos não-infectados.

  • Aterosclerose
  • Doenças Cardiovasculares
  • Doenças das Artérias Carótidas
  • Fatores de risco
  • HIV
  • Infecções por HIV
  • Terapia Antirretroviral
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
28/10/2019 DOI: 10.5935/abc.20190230
Terapia antirretroviral altamente eficaz para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana aumenta a rigidez aórtica
ABC
Artigo Original

Terapia antirretroviral altamente eficaz para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana aumenta a rigidez aórtica

Margareth Eira et al. Isabela M. Bensenor Egidio Lima Dorea Roberto Sá Cunha … José Geraldo Mill Paulo A. Lotufo

FUNDAMENTO: Sabe-se que a terapia antirretroviral altamente potente para Aids reconhecida aumenta o risco cardiovascular, mas os efeitos dos agentes antirretrovirais de acordo com o gênero ainda são desconhecidos. OBJETIVO: O presente estudo avaliou o impacto do tratamento para o vírus da imunodeficiência humana (HIV) na rigidez aórtica de acordo com o gênero. MÉTODOS: Foram recrutados 28 pacientes com Aids submetidos à terapia antirretroviral altamente potente (HAART), 28 pacientes infectados pelo HIV virgens de tratamento, 44 pacientes com diabetes tipo 2, e 30 controles. A rigidez aórtica foi determinada pela medição da Velocidade da Onda de Pulso (VOP), utilizando um equipamento automático validado e não invasivo. RESULTADOS: Os resultados médios brutos da VOP (e intervalo de confiança de 95%) para participantes nos grupos terapia antirretroviral potente, HIV virgem de tratamento, diabéticos, e controles foram 9,77 m/s (9,17-10,36), 9,00 m/s (8,37-9,63), 9,90 m/s (9,32-10,49) e 9,28 m/s (8,61-9,95), respectivamente, para os homens (p de tendência = 0,14) e 9,61 m/s (8,56-10,66), 8,45 m/s (7,51-9,39), 9,83 (9,21-10,44) e 7,79 m/s (6,99-8,58), respectivamente, para as mulheres (p valor de tendência < 0,001). Análises post-hoc revelaram uma diferença significativa entre os valores médios de VOP no grupo com HAART e controles em mulheres (p < 0,01). Ajustes para as demais covariáveis potenciais, incluindo pressão arterial sistólica e diabetes, não alteraram esses resultados. Os achados indicam que o impacto do tratamento com HAART na rigidez aórtica foi amplificado nas mulheres com hipertensão, dislipidemia e síndrome metabólica. CONCLUSÃO: Agentes antirretrovirais potentes utilizados no tratamento da infecção pelo HIV aumentam a rigidez da aorta, especialmente em mulheres com maior risco cardiovascular.

  • Anti-Retrovirais
  • Infecções por HIV
  • Rigidez Arterial
  • Síndrome de Imunodeficiência Adquirida
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30/11/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000110 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mansur AJ. Condições Cardiovasculares de Pacientes em Tratamento para HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(1):98-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mansur, Alfredo José. Condições Cardiovasculares de Pacientes em Tratamento para HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 1, p. 98-99, fev. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mansur, A. J. (2020). Condições Cardiovasculares de Pacientes em Tratamento para HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(1), 98-99.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mansur, Alfredo José. Condições Cardiovasculares de Pacientes em Tratamento para HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 98-99. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/condicoes-cardiovasculares-de-pacientes-em-tratamento-para-hiv/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Leite KME, Santos Júnior GG, Godoi ETAM, Vasconcelos AF, Lorena VMB, Araújo PSR, Lima KO, et al. Biomarcadores Inflamatórios e Espessura Carotídea em Pacientes Infectados pelo HIV em Terapia Antirretroviral, com Carga Viral de HIV-1 Indetectável e Baixo Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;114(1):90-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Leite, Kaliene Maria Estevão; Santos Júnior, Gerson Gomes; Godoi, Emmanuelle T. A. M; Vasconcelos, Adriana Ferraz; Lorena, Virgínia Maria Barros; Araújo, Paulo Sérgio Ramos; Lima, Kledoaldo Oliveira; Lacerda, Heloisa Ramos. Biomarcadores Inflamatórios e Espessura Carotídea em Pacientes Infectados pelo HIV em Terapia Antirretroviral, com Carga Viral de HIV-1 Indetectável e Baixo Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 1, p. 90-97, out. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Leite, K. M. E., Santos Júnior, G. G., Godoi, E. T. A. M., Vasconcelos, A. F., Lorena, V. M. B., Araújo, P. S. R., Lima, K. O., & Lacerda, H. R. (2019). Biomarcadores Inflamatórios e Espessura Carotídea em Pacientes Infectados pelo HIV em Terapia Antirretroviral, com Carga Viral de HIV-1 Indetectável e Baixo Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(1), 90-97.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Leite, Kaliene Maria Estevão and Santos Júnior, Gerson Gomes and Godoi, Emmanuelle T. A. M and Vasconcelos, Adriana Ferraz and Lorena, Virgínia Maria Barros and Araújo, Paulo Sérgio Ramos and Lima, Kledoaldo Oliveira and Lacerda, Heloisa Ramos. Biomarcadores Inflamatórios e Espessura Carotídea em Pacientes Infectados pelo HIV em Terapia Antirretroviral, com Carga Viral de HIV-1 Indetectável e Baixo Risco Cardiovascular. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 114, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 90-97. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/biomarcadores-inflamatorios-e-espessura-carotidea-em-pacientes-infectados-pelo-hiv-em-terapia-antirretroviral-com-carga-viral-de-hiv-1-indetectavel-e-baixo-risco-cardiovascular/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Eira M, Bensenor IM, Dorea EL, Cunha RS, Mill JG, Lotufo PA. Terapia antirretroviral altamente eficaz para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana aumenta a rigidez aórtica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;99(6):1100-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Eira, Margareth; Bensenor, Isabela M.; Dorea, Egidio Lima; Cunha, Roberto Sá; Mill, José Geraldo; Lotufo, Paulo A.. Terapia antirretroviral altamente eficaz para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana aumenta a rigidez aórtica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 99, n. 6, p. 1100-1107, nov. 2012.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Eira, M., Bensenor, I. M., Dorea, E. L., Cunha, R. S., Mill, J. G., & Lotufo, P. A. (2012). Terapia antirretroviral altamente eficaz para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana aumenta a rigidez aórtica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 99(6), 1100-1107.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Eira, Margareth and Bensenor, Isabela M. and Dorea, Egidio Lima and Cunha, Roberto Sá and Mill, José Geraldo and Lotufo, Paulo A.. Terapia antirretroviral altamente eficaz para infecção pelo vírus da imunodeficiência humana aumenta a rigidez aórtica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, vol. 99, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1100-1107. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/terapia-antirretroviral-altamente-eficaz-para-infeccao-pelo-virus-da-imunodeficiencia-humana-aumenta-a-rigidez-aortica/>. ISSN 0066-782X

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