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ABC
Editorial

Alcançando as Metas de Colesterol LDL: A Ciência da Implementação Poderá nos Salvar?

Fernando Yue Cesena

A doença cardiovascular aterosclerótica (DCVA) é a principal causa de morte em todo o mundo,, e indivíduos que já sofreram um evento de DCVA são os que têm maior risco de um novo evento. Alcançar níveis baixos de colesterol LDL (LDL-c) é uma estratégia comprovada e segura para prevenir eventos subsequentes. As diretrizes atuais recomendam níveis de LDL-c abaixo de 50 mg/dL ou 55 mg/dL na prevenção secundária., Os tratamentos disponíveis, incluindo estatinas, ezetimiba, agentes anti-PCSK9 e ácido bempedoico, são suficientes para que a maioria dos pacientes atinja as metas de LDL-c. No entanto, o fracasso generalizado em atingir essas metas tem sido amplamente relatado em todo o mundo.–

Esta edição dos Arquivos Brasileiros de Cardiologia apresenta um estudo que investigou as práticas de prescrição de 29 cardiologistas brasileiros para o manejo do LDL-c em prevenção secundária, estimando o número de pacientes potencialmente elegíveis para terapias além de estatinas e ezetimiba. Médicos que trabalham no Sistema Único de Saúde (SUS) ou Sistema de Saúde Suplementar (SSS) responderam a um questionário sobre suas práticas clínicas. Os autores estimaram que, entre os pacientes cujos cardiologistas visavam metas de LDL-c (92% do total), 79% no SUS e 86% no SSS atingiriam os níveis desejados de LDL-c usando apenas estatinas e ezetimiba. Ao estimar o número total de indivíduos em prevenção secundária no Brasil em 2024, os autores concluíram que mais de um milhão de indivíduos no SUS e ~150.000 no SSS seriam candidatos potenciais à terapia hipolipemiante além de estatinas e ezetimiba. Esses resultados fornecem suporte convincente para melhorar o acesso a medicamentos modernos para redução de lipídios, como agentes anti-PCSK9.

[…]

  • Anticolesterolemiantes
  • Ciência da Implementação
  • Doenças Cardiovasculares
  • prevenção secundária
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
03/10/2025 DOI: 10.36660/abc.20250516
Figura 1
ABC
Original Article

Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol

Fernando Henpin Yue Cesena et al. Antonio Gabriele Laurinavicius Viviane A. Valente Raquel D. Conceição … Raul D. Santos Marcio S. Bittencourt

Resumo

Fundamento:

Existe controvérsia sobre a melhor forma de selecionar indivíduos para tratamento hipolipemiante na população.

Objetivos:

Em indivíduos saudáveis em prevenção primária:

Métodos:

Em indivíduos de 40 a 75 anos submetidos consecutivamente a avaliação rotineira de saúde em um único centro, quatro critérios de elegibilidade para estatina foram definidos: BR-1, BR-2 (LDL-c acima ou pelo menos 30 mg/dL acima da meta preconizada pela diretriz brasileira, respectivamente), EUA-1 e EUA-2 (risco estimado pelas PCE em 10 anos ≥ 5,0% ou ≥ 7,5%, respectivamente).

Resultados:

Foram estudados 13.947 indivíduos (48 ± 6 anos, 71% homens). A maioria dos indivíduos de risco intermediário ou alto pela V Diretriz apresentou risco calculado pelas PCE baixo e mais de 70% daqueles considerados de alto risco o foram devido à presença de fator agravante. Foram elegíveis para estatina 24%, 17%, 4% e 2% das mulheres pelos critérios BR-1, BR-2, EUA-1 e EUA-2, respectivamente (p < 0,01). Os respectivos valores para os homens foram 75%, 58%, 31% e 17% (p < 0,01). Oitenta e cinco por cento das mulheres e 60% dos homens elegíveis para estatina pelo critério BR-1 não seriam candidatos pelo critério EUA-1.

Conclusões:

Comparada à diretriz norte-americana, a V Diretriz Brasileira considera uma proporção substancialmente maior da população como elegível para estatina em prevenção primária. Isso se relaciona com discrepâncias entre o risco estratificado pela diretriz brasileira e o calculado pelas PCE, particularmente devido à reclassificação de risco baseada em fatores agravantes.

  • Anticolesterolemiantes
  • Colesterol
  • Doenças Cardiovasculares
  • Guias de Prática Clínica como Assunto
  • Hidroximetilglutaril-CoA Redutases
  • Medição de Risco
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01/06/2017 DOI: 10.5935/abc.20170088 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Original Article

Efeito Endotelial da Terapia com Estatina em Alta Dose versus Baixa Dose Associada à Ezetimiba

Maristela Magnavita Oliveira Garcia et al. Carolina Garcez Varela Patricia Fontes Silva Paulo Roberto Passos Lima … Paulo Meira Góes Marilia Galeffi Rodrigues Maria de Lourdes Lima Souza e Silva Ana Marice Teixeira Ladeia Armênio Costa Guimarães Luis Claudio Lemos Correia

Resumo

Fundamento:

O efeito das estatinas na função endotelial em seres humanos permanece em discussão. Particularmente, ainda carece resposta se a melhora na função endotelial deve-se à redução do LDL-colesterol ou a um efeito pleiotrópico arterial.

Objetivo:

Testar a hipótese de que a modulação da função endotelial promovida por estatinas é prioritariamente mediada pelo grau de redução do LDL-colesterol, independente da dose de estatina utilizada.

Métodos:

Ensaio clínico randomizado com dois grupos de tratamento hipolipemiante (16 pacientes/cada) e um grupo placebo (14 pacientes). Os dois grupos ativos foram desenhados para promover graus semelhantes de redução de LDL-colesterol: o primeiro utilizou estatina em alta dose (80 mg, grupo sinvastatina 80) e o segundo em baixa dose (10 mg) associada a ezetimiba (10 mg, grupo sinvastatina 10/ezetimiba) para otimizar o efeito hipolipemiante. A função endotelial foi analisada pela vasodilatação mediada por fluxo (VMF) antes e após 8 semanas de tratamento.

Resultados:

A redução no LDL-colesterol foi semelhante entre os grupos sinvastatina 80 e sinvastatina 10/ezetimiba (27% ± 31% e 30% ± 29%, respectivamente, p = 0,75). O grupo sinvastatina 80 apresentou incremento da VMF de 8,4% ± 4,3% no basal para 11% ± 4,2% após 8 semanas (p = 0,02). Da mesma forma, o grupo sinvastatina 10/ezetimiba apresentou melhora da VMF de 7,3% ± 3,9% para 12% ± 4,4% (p = 0,001). O grupo placebo não apresentou variação no nível de LDL-colesterol ou da função endotelial.

Conclusão:

A melhora da função endotelial com uso de estatina parece depender mais da redução do LDL-colesterol, independente da dose de estatina utilizada, do que de mecanismos pleiotrópicos.

  • Anticolesterolemiantes
  • Colesterol
  • Endotélio / fisiologia
  • Ezetimiba
  • Inibidores de Hidroximetil glutaril-CoA Redutases / uso terapêutico
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01/04/2016 DOI: 10.5935/abc.20160048 Visualizações 1
Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV
ABC
Artigo Original

Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV

Hamilton Domingos et al. Rivaldo Venâncio da Cunha Anamaria Mello Miranda Paniago Albert Schiaveto de Souza … Renata London Rodrigues João Américo Domingos

FUNDAMENTO: A dislipidemia secundária à terapia antirretroviral potente nos pacientes com HIV está associada à significativa elevação da morbimortalidade cardiovascular por doença aterosclerótica, sendo, portanto, necessário tratamento imediato e eficaz. OBJETIVO: Demonstrar a efetividade e a segurança da rosuvastatina e do ciprofibrato no tratamento da dislipidemia associada à terapia antirretroviral potente em pacientes com HIV. MÉTODOS: Trezentos e quarenta e seis pacientes com dislipidemia foram submetidos a tratamento farmacológico: 200 pacientes com hipertrigliceridemia receberam ciprofibrato (Grupo I); 79 pacientes com hipercolesterolemia receberam rosuvastatina (Grupo II); e 67 pacientes com dislipidemia mista receberam ciprofibrato associado a rosuvastatina (Grupo III). O perfil lipídico foi avaliado antes e após o tratamento hipolipemiante, sendo feita comparação estatística pelo teste de Wilcoxon. Transaminases hepáticas e creatinofosfoquinase foram dosadas para controle de toxicidade hepática e muscular. RESULTADOS: As concentrações séricas de triglicérides e de colesterol total foram significativamente menores do que as obtidas antes do tratamento, para os três grupos experimentais (p < 0,002). Observou-se aumento significativo do HDL colesterol nos grupos experimentais I e III (p < 0,002). Nos grupos I e II, o LDL-colesterol foi significativamente menor (p < 0,001). Nenhum dos pacientes apresentou elevações de transaminases ou de creatinofosfoquinase a níveis de toxicidade significativa. CONCLUSÃO: Os resultados deste estudo demonstram que ciprofibrato, rosuvastatina ou a combinação de ambos pode ser considerada tratamento hipolipemiante efetivo, seguro e com boa tolerância nos pacientes com Aids submetidos à terapia antirretroviral potente.

  • ácidos fíbricos
  • Anticolesterolemiantes
  • Dislipidemias
  • HIV
  • Terapia Antirretroviral de Alta Atividade
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30/10/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000096

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cesena FY. Alcançando as Metas de Colesterol LDL: A Ciência da Implementação Poderá nos Salvar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2025;122(7):e20250516.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cesena, Fernando Yue. Alcançando as Metas de Colesterol LDL: A Ciência da Implementação Poderá nos Salvar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 122, n. 7, e20250516, out. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cesena, F. Y. (2025). Alcançando as Metas de Colesterol LDL: A Ciência da Implementação Poderá nos Salvar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 122(7), e20250516.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cesena, Fernando Yue. Alcançando as Metas de Colesterol LDL: A Ciência da Implementação Poderá nos Salvar?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2025, vol. 122, n. 7, [citado 2026-10-14], e20250516. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/alcancando-as-metas-de-colesterol-ldl-a-ciencia-da-implementacao-podera-nos-salvar/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cesena FHY, Laurinavicius AG, Valente VA, Conceição RD, Santos RD, Bittencourt MS. Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;108(6):508-17.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cesena, Fernando Henpin Yue; Laurinavicius, Antonio Gabriele; Valente, Viviane A.; Conceição, Raquel D.; Santos, Raul D.; Bittencourt, Marcio S.. Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 108, n. 6, p. 508-517, maio. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cesena, F. H. Y., Laurinavicius, A. G., Valente, V. A., Conceição, R. D., Santos, R. D., & Bittencourt, M. S. (2017). Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 108(6), 508-517.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cesena, Fernando Henpin Yue and Laurinavicius, Antonio Gabriele and Valente, Viviane A. and Conceição, Raquel D. and Santos, Raul D. and Bittencourt, Marcio S.. Estratificação de Risco Cardiovascular e Elegibilidade para Estatina com Base na Diretriz Brasileira vs. Norte-Americana para Manejo do Colesterol. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 108, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 508-517. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estratificacao-de-risco-cardiovascular-e-elegibilidade-para-estatina-com-base-na-diretriz-brasileira-vs-norte-americana-para-manejo-do-colesterol/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Garcia MMO, Varela CG, Silva PF, Lima PRP, Góes PM, Rodrigues MG, Silva MLLS, et al. Efeito Endotelial da Terapia com Estatina em Alta Dose versus Baixa Dose Associada à Ezetimiba. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;106(4):279-88.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Garcia, Maristela Magnavita Oliveira; Varela, Carolina Garcez; Silva, Patricia Fontes; Lima, Paulo Roberto Passos; Góes, Paulo Meira; Rodrigues, Marilia Galeffi; Silva, Maria de Lourdes Lima Souza e; Ladeia, Ana Marice Teixeira; Guimarães, Armênio Costa; Correia, Luis Claudio Lemos. Efeito Endotelial da Terapia com Estatina em Alta Dose versus Baixa Dose Associada à Ezetimiba. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 106, n. 4, p. 279-288, mar. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Garcia, M. M. O., Varela, C. G., Silva, P. F., Lima, P. R. P., Góes, P. M., Rodrigues, M. G., Silva, M. L. L. S. , Ladeia, A. M. T., Guimarães, A. C., & Correia, L. C. L. (2016). Efeito Endotelial da Terapia com Estatina em Alta Dose versus Baixa Dose Associada à Ezetimiba. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106(4), 279-288.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Garcia, Maristela Magnavita Oliveira and Varela, Carolina Garcez and Silva, Patricia Fontes and Lima, Paulo Roberto Passos and Góes, Paulo Meira and Rodrigues, Marilia Galeffi and Silva, Maria de Lourdes Lima Souza e and Ladeia, Ana Marice Teixeira and Guimarães, Armênio Costa and Correia, Luis Claudio Lemos. Efeito Endotelial da Terapia com Estatina em Alta Dose versus Baixa Dose Associada à Ezetimiba. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 106, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 279-288. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/efeito-endotelial-da-terapia-com-estatina-em-alta-dose-versus-baixa-dose-associada-a-ezetimiba/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Domingos H, Cunha RV, Paniago AMM, Souza AS, Rodrigues RL, Domingos JA. Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;99(5):997-1007.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Domingos, Hamilton; Cunha, Rivaldo Venâncio da; Paniago, Anamaria Mello Miranda; Souza, Albert Schiaveto de; Rodrigues, Renata London; Domingos, João Américo. Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 99, n. 5, p. 997-1007, out. 2012.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Domingos, H., Cunha, R. V. , Paniago, A. M. M., Souza, A. S. , Rodrigues, R. L., & Domingos, J. A. (2012). Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 99(5), 997-1007.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Domingos, Hamilton and Cunha, Rivaldo Venâncio da and Paniago, Anamaria Mello Miranda and Souza, Albert Schiaveto de and Rodrigues, Renata London and Domingos, João Américo. Rosuvastatina e ciprofibrato no tratamento da dislipidemia em pacientes com HIV. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, vol. 99, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 997-1007. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/rosuvastatina-e-ciprofibrato-no-tratamento-da-dislipidemia-em-pacientes-com-hiv/>. ISSN 0066-782X

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