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  2. Palavra-chave: Grupo com Ancestrais do Continente Africano/genética
ABC
Editorial

Minieditorial: Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente versus Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes

Rui Póvoa

As diferenças do comportamento clínico da hipertensão arterial (HA) nas diversas etnias são, há muito tempo, objetos de intensa investigação científica. As estatísticas da American Heart Association de 2015 verificaram que os afrodescendentes americanos têm a maior prevalência de hipertensão do mundo. Em homens e mulheres negros, não hispânicos, a prevalência ocorreu em 44,9% e 46,1%, respectivamente. Embora tais números não sejam universais para todas as populações negras, existem grupos em que os níveis pressóricos são muito mais elevados, como os negros sul-africanos, nos quais a pressão arterial sistólica é 9,7 mmHg mais elevada em comparação aos afro-americanos. ,

As lesões a órgãos-alvo e as complicações são mais prevalentes nos negros em comparação aos brancos ou hispânicos para os mesmos níveis de pressão, além de apresentarem maior resistência ao tratamento. ,

[…]

  • Acidente Vascular Cerebral
  • Epidemiologia
  • Estudo Comparativo
  • Grupo com Ancestrais do Continente Africano/genética
  • Hipertensão/complicações
  • Infarto Do Miocárdio
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
07/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20200344 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo Original

Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente vs. Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes

Cristiano Macedo et al. Roque Aras Junior Isabella Sales de Macedo

Resumo

Fundamentos

Afrodescendentes têm sido associados a uma maior gravidade da hipertensão arterial e maior incidência de complicações cardiovasculares. Características na apresentação da hipertensão resistente (HR) ou hipertensão refratária (HRf), especificamente nessa etnia, não têm sido devidamente estudadas.

Objetivos

O estudo compara características clínicas e epidemiológicas e prevalência de eventos cardiovasculares em afrodescendentes com diagnóstico de HR ou de HRf. Métodos: Estudo transversal realizado em ambulatório de referência para pacientes com Hipertensão Grave. O nível de significância foi de 5%.

Resultados

Avaliados 146 pacientes consecutivos, dos quais 68,7% eram do sexo feminino. A média de idade foi de 61,8 anos, sendo 88,4% afrodescendentes (pardos ou negros). 51% apresentavam HRf. Houve alta prevalência de fatores de risco cardiovascular: 34,2% tinham diabetes, 69,4% dislipidemia, 36,1% obesidade e 38,3% história de tabagismo. Função renal reduzida foi observada em 34,2%. Eventos cardiovasculares prévios ocorreram em 21,8% para infarto do miocárdio e em 19,9% para acidente vascular cerebral. O escore de risco de Framingham foi moderado/alto em 61%. Os pacientes com HRf eram mais jovens (média de idade de 59,38±11,69 anos versus 64,10±12,23 anos, p=0,02), tinham mais dislipidemia (83,8 versus 66,7%, p=0,021) e acidente vascular cerebral (30,4 versus 12,3%, p=0,011) quando comparados aos com HR. O uso de combinação de ACEi/BRA+CCB+Diurético, clortalidona e espironolactona também foi mais frequente em indivíduos com HRf.

Conclusão

Afrodescendentes com HR apresentaram alto risco cardiovascular, alta prevalência de HRf, maior frequência de dislipidemia e de acidente vascular cerebral, compatível com alta incidência de lesão a órgãos-alvo. (Arq Bras Cardiol. 2020; 115(1):31-39)

  • Acidente Vascular Cerebral
  • Epidemiologia
  • Estudo Comparativo
  • Grupo com Ancestrais do Continente Africano/genética
  • Hipertensão/complicações
  • Infarto Do Miocárdio
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
07/08/2020 DOI: 10.36660/abc.20190218 Visualizações 2
ABC
Editorial

Minieditorial: Hipertensão Arterial em Populações Especiais: Um Desafio Epidemiológico

Rui Póvoa

A hipertensão arterial (HA) é a doença crônica mais prevalente em todo o mundo e o principal fator de risco da maioria das doenças cardio cerebrovasculares. A verdadeira prevalência no Brasil ainda é desconhecida, e os dados que temos advêm do Estudo Vigitel, onde as informações são obtidas por contato telefônico. Estima-se por volta de 31% a prevalência da HA no Brasil em indivíduos adultos. Em recentes dados do Estudo Vigitel, a prevalência foi de 25,7% da população brasileira adulta. O conhecimento da real prevalência e a distribuição geográfica é importante não só para medidas de prevenção e tratamento, mas também contribuir para o conhecimento da gênese da doença.

Algumas populações, e em especial os indivíduos afrodescendentes, a HA apresenta características próprias desde prevalência, resposta terapêutica e gravidade., O aspecto multifatorial da HA só é compreendido quando se avalia populações especiais em habitats e hábitos próprios, como no caso dos quilombolas, onde os indivíduos com ancestralidade negra ainda mantém algumas características genéticas e culturais da origem africana. A análise neste contexto tem importância visto que podemos detectar aspectos próprios dos fatores relacionados com o desenvolvimento da HA.

[…]

  • Alcoolismo
  • Fatores de risco
  • Grupo com Ancestrais do Continente Africano/genética
  • Hipertensão/epidemiologia
  • Hipertensão/prevenção e controle
  • Tabagismo
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10/10/2019 DOI: 10.5935/abc.20190180 Visualizações 1

Como citar este artigo

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Póvoa R. Minieditorial: Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente versus Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(1):40-1.

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Póvoa, Rui. Minieditorial: Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente versus Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 1, p. 40-41, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Póvoa, R. (2020). Minieditorial: Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente versus Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(1), 40-41.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Póvoa, Rui. Minieditorial: Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente versus Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 40-41. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/minieditorial-caracteristicas-clinicas-da-hipertensao-arterial-resistente-versus-refrataria-em-uma-populacao-de-hipertensos-afrodescendentes/>. ISSN 0066-782X

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Macedo C, Aras Junior R, Macedo IS. Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente vs. Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(1):31-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Macedo, Cristiano; Aras Junior, Roque; Macedo, Isabella Sales de. Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente vs. Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 1, p. 31-39, ago. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Macedo, C., Aras Junior, R., & Macedo, I. S. (2020). Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente vs. Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(1), 31-39.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Macedo, Cristiano and Aras Junior, Roque and Macedo, Isabella Sales de. Características Clínicas da Hipertensão Arterial Resistente vs. Refratária em uma População de Hipertensos Afrodescendentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 31-39. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/caracteristicas-clinicas-da-hipertensao-arterial-resistente-vs-refrataria-em-uma-populacao-de-hipertensos-afrodescendentes/>. ISSN 0066-782X

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Póvoa R. Minieditorial: Hipertensão Arterial em Populações Especiais: Um Desafio Epidemiológico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):391.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Póvoa, Rui. Minieditorial: Hipertensão Arterial em Populações Especiais: Um Desafio Epidemiológico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 391-391, out. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Póvoa, R. (2019). Minieditorial: Hipertensão Arterial em Populações Especiais: Um Desafio Epidemiológico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 391-391.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Póvoa, Rui. Minieditorial: Hipertensão Arterial em Populações Especiais: Um Desafio Epidemiológico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 391-391. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/minieditorial-hipertensao-arterial-em-populacoes-especiais-um-desafio-epidemiologico/>. ISSN 0066-782X

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