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  2. Palavra-chave: estado nutricional
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ABCHF
Artigo Original

Desnutrição em Pacientes Ambulatoriais com Insuficiência Cardíaca: Prevalência, Fatores Associados e Impacto em 6 Meses

Leonardo Akira Gondo et al. Lidia Ana Zytynski Moura Marcely Gimenes Bonatto Victoria Marzagao Ribeiro Pagliosa … Giovanna Voigt Machado Flavia Centenaro de Oliveira Angela Guzzo Lemke Amanda Licheski Contini Ana Karyn Ehrenfried de Freitas

Resumo

Fundamento

A desnutrição é frequente na insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFEr) e pode influenciar negativamente o prognóstico.

Objetivo

Determinar a prevalência de desnutrição em pacientes ambulatoriais com ICFEr, identificar fatores clínicos associados e avaliar seu impacto na mortalidade e em desfechos clínicos em 6 meses.

Métodos

Estudo observacional, de coorte prospectiva, incluindo 118 pacientes ambulatoriais com ICFEr. A avaliação nutricional foi realizada por meio do Mini Nutritional Assessment (MNA) e da Subjective Global Assessment (SGA). O seguimento de 6 meses documentou mortalidade, hospitalizações e atendimentos emergenciais.

Resultados

A prevalência de desnutrição foi de 21,2% (25/118). Pacientes desnutridos eram mais idosos (68 ± 12 vs. 60 ± 10 anos; p=0,001), apresentavam maior frequência de classe funcional NYHA III–IV (45% vs. 15%; p=0,002) e fibrilação atrial (44% vs. 25%; p=0,048), além de menor percentual da dose-alvo de betabloqueadores atingida (57,9% vs. 79,8%; p=0,002). Não houve diferença estatisticamente significativa na mortalidade em 6 meses entre os grupos, embora tenha sido numericamente maior no grupo desnutrido (14% vs. 4%; p=0,082). Também não se observou diferença na taxa de hospitalização (p=0,94) ou de atendimentos emergenciais (p=0,97).

Conclusão

A desnutrição está presente em aproximadamente 1 a cada 5 pacientes ambulatoriais com ICFEr, mais frequente em idosos e portadores de fibrilação atrial e esteve associada a tendência de maior mortalidade em 6 meses.

  • Avaliação nutricional
  • desnutrição
  • estado nutricional
  • Insuficiência Cardíaca
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31/12/2025 DOI: 10.36660/abchf.20250038 Visualizações 2
ABC
Editorial

Suplementação de Vitamina D

Marina P. Okoshi et al. Rosana M. Cortez Luana U. Pagan Paula F. Martinez Filipe W. L. Pereira

A vitamina D (Vit D) é uma vitamina lipossolúvel essencial para o metabolismo de ossos e minerais. O status de Vit D é avaliado medindo-se os níveis séricos de 25-hidroxivitamina D [25(OH)D]. Atualmente, a suplementação da Vit D é indicada principalmente em casos de deficiência. No entanto, existem duas questões importantes em relação à suplementação da Vit D. A primeira está relacionada à definição do limite inferior para os valores considerados normais de [25(OH)D] sérico. Nos últimos anos, extensa pesquisa clínica tem revelado que grandes proporções das populações globais têm baixos níveis de Vit D, isto é, concentrações séricas de [25(OH)D] menor que 20 ng/mL. Contudo, muitos pesquisadores consideram esse valor superestimado, considerando, assim, que um maior número de pessoas necessitaria de suplementação. Hoje, várias sociedades médicas estão em grande discussão sobre quando rastrear a deficiência de Vit D e quando suplementá-la.,

Outra questão a respeito da suplementação da Vit D diz respeito ao fato de que estudos experimentais e epidemiológicos convincentes sugerem que a deficiência da Vit D esteja associada ao maior risco de doenças cardiovasculares e doenças imunes crônicas, e câncer. Consequentemente, a suplementação da Vit D tem sido realizada na população geral sem uma indicação específica. Contudo, estudos mais recentes têm relatado que a suplementação da Vit D para a prevenção ou controle de doenças crônicas como o câncer, diabetes mellitus, demência e doenças cardiovasculares não tem mostrado benefícios.– Além da ausência de benefícios, um estudo mostrou que a suplementação diária de Vit D foi associada a uma maior necessidade de dispositivos de suporte mecânico circulatório na insuficiência cardíaca avançada, o que indica que é necessário cautela em relação à suplementação em longo prazo.

[…]

  • estado nutricional
  • Osso e Ossos/metabolismo
  • Suplementos Nutricionais/efeitos adversos
  • Vitamina D
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17/05/2021 DOI: 10.36660/abc.20210181 Visualizações 1
Figura 1
IJCS
Original Article

Prevalência de Hipertensão em Crianças de Escolas Públicas

Camila Brandão de Souza et al. Cláudia de Souza Dourado José Geraldo Mill Luciane Bresciane Salaroli Maria del Carmen Bisi Molina

Resumo

Fundamentos:

Há uma discrepância entre protocolos utilizados para o diagnóstico da hipertensão infantil, sendo o mais indicado a aferição da pressão arterial em pelo menos três momentos distintos.

Objetivo:

Identificar a prevalência de hipertensão arterial em crianças, e realizar associação com a variável estado nutricional.

Métodos:

Trata-se de um estudo longitudinal, que incluiu todas as crianças de 7 a 10 anos matriculadas nas escolas públicas e que apresentaram autorização dos responsáveis, totalizando 722 crianças. Na primeira avaliação, a família da criança respondeu a um questionário, e a criança foi submetida às análises antropométrica e hemodinâmica. A pressão arterial foi aferida três vezes em três momentos distintos. Crianças que apresentaram pressão arterial elevada no primeiro momento foram reavaliadas em um segundo momento; aquelas que permaneceram com pressão arterial elevada foram reavaliadas em um terceiro momento.

Resultados:

A prevalência de pressão arterial elevada no primeiro momento foi de 8,1%, no segundo foi de 3,2% e no terceiro de 2,1%. O estado nutricional esteve associado de forma significante ao aumento das médias das pressões arteriais sistólica e diastólica, sendo maiores nas crianças com sobrepeso e obesidade. As crianças classificadas como obesas, em todos os momentos, foram as que apresentaram maior prevalência de pressão arterial elevada.

Conclusão:

Com aferições da pressão arterial de crianças em diferentes momentos foi possível a redução dos casos falsos-positivos para hipertensão arterial. O estado nutricional esteve diretamente relacionado ao aumento dos valores pressóricos. Realizar as medições em consultas rotineiras torna-se fundamental para o diagnóstico e a intervenção precoce.

  • Criança
  • estado nutricional
  • Hipertensão/epidemiologia
  • Obesidade
  • Prevalência
  • Sobrepeso
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01/01/2017 DOI: 10.5935/2359-4802.20170023 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo de Pesquisa

Prevalência de Dislipidemia Segundo Estado Nutricional em Amostra Representativa de São Paulo

Marcela Riccioppo Garcez et al. Jaqueline Lopes Pereira Mariane de Mello Fontanelli Dirce Maria Lobo Marchioni Regina Mara Fisberg

Fundamento:

O excesso de peso configura um dos maiores problemas de saúde pública no Brasil e está relacionado à dislipidemia, importante fator de risco para doenças cardiovasculares.

Objetivo:

Avaliar o perfil lipídico de residentes do município de São Paulo (SP) segundo o estado nutricional.

Métodos:

Foram utilizados dados provenientes do estudo transversal de base populacional ISA-Capital 2008, referentes à amostra de residentes do município. Os indivíduos foram categorizados em grupos, segundo o índice de massa corporal e a faixa etária. Foram avaliados níveis de colesterol total, HDL-colesterol, LDL-colesterol, triglicerídeos e colesterol não HDL. Investigou-se a associação entre o perfil lipídico e o estado nutricional e circunferência de cintura. Os dados foram processados no modo survey do programa Stata 11.0.

Resultados:

A prevalência de qualquer tipo de dislipidemia na população foi de 59,74%, sendo o HDL-colesterol baixo a dislipidemia mais prevalente. Indivíduos sem excesso de peso apresentaram maior concentração média de HDL-colesterol e menor concentração de LDL-colesterol, colesterol total, triglicerídeos e colesterol não HDL, quando comparados ao grupo com excesso de peso. A proporção de inadequação dessas variáveis foi maior nos indivíduos com excesso de peso, independentemente da faixa etária, exceto para o LDL-colesterol de adultos e idosos. Foi observada maior prevalência de hipertrigliceridemia isolada em indivíduos com maior circunferência de cintura entre os adultos e na população total.

Conclusão:

Os resultados encontrados confirmaram a associação entre dislipidemia e excesso de peso na população da cidade de São Paulo. Constatou-se que a dislipidemia mais prevalente nessa população é o HDL-colesterol baixo.

  • Análise Estatística
  • Dislipidemias / epidemiologia
  • estado nutricional
  • Obesidade/complicações
  • Prevalência
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14/10/2014 DOI: 10.5935/abc.20140156 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Identificação de fatores de risco cardiovascular em pais/cuidadores de crianças cardiopatas

Camila Feijó Borges et al. Fernanda Michielin Busnello Lucia Campos Pellanda

FUNDAMENTO: As doenças cardiovasculares representam uma das principais causas de morbimortalidade no mundo. No Brasil, constituem a principal causa de óbitos. OBJETIVO: Identificar fatores de risco cardiovasculares em pais/cuidadores de crianças cardiopatas, mediante avaliação do estado nutricional, condições de saúde e estilo de vida. MÉTODOS: Estudo transversal, com 150 pais ou cuidadores de crianças cardiopatas que frequentavam um ambulatório de cardiologia pediátrica. Dados de identificação, estilo de vida e condições de saúde foram coletados por meio de questionário estruturado. Para análise dos hábitos alimentares utilizou-se questionário de frequência alimentar, e para avaliação do estado nutricional foram realizadas aferições de peso, estatura e circunferência da cintura e cálculo e classificação do Índice de Massa Corporal (IMC). RESULTADOS: Foram avaliados 155 pais de crianças cardiopatas, predominantemente do sexo feminino, 91,6%; a média de idade foi 35,0 ± 10,6 anos. Os fatores de risco observados em maior prevalência foram sedentarismo (85,2%), obesidade (28%) e hipertensão (22,6%). Em relação aos hábitos alimentares foi identificada elevada frequência de consumo de carne vermelha, margarina, azeite, açúcar e baixo consumo de peixes. A comparação entre os gêneros apresentou diferença significativa em relação à obesidade, detectada pelo IMC, e hipertensão, e ambas foram mais presentes entre mulheres. A medida da circunferência da cintura também evidenciou maior risco cardiovascular nas mulheres. CONCLUSÃO: Foram identificados fatores de risco para doenças cardiovasculares nos pais/cuidadores avaliados, como excesso de peso, sedentarismo e hipertensão, além de hábitos alimentares inadequados como elevada frequência de consumo de gorduras saturadas e colesterol e baixa frequência de consumo de gorduras insaturadas.

  • Criança
  • cuidadores
  • Doenças Cardiovasculares
  • estado nutricional
  • Estilo de Vida
  • Fatores de risco
  • pais
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06/09/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000085 Visualizações 1
Influência do estado nutricional e do VO2max nos níveis de adiponectina em homens acima de 35 anos
ABC
Artigo Original

Influência do estado nutricional e do VO2max nos níveis de adiponectina em homens acima de 35 anos

Eduardo Camillo Martinez et al. Macos de Sá Rego Fortes Luiz Antônio dos Anjos

FUNDAMENTO: A adiponectina é considerada importante fator na patogênese das doenças cardiovasculares e metabólicas, por suas propriedades antiaterogênicas e antiinflamatórias. Poucos estudos, entretanto, sugerem a existência de relação direta entre os níveis de adiponectina e os níveis de condicionamento cardiorrespiratório e atividade física. OBJETIVO: Verificar a influência do estado nutricional e do condicionamento cardiorrespiratório nos níveis plasmáticos de adiponectina em homens adultos. MÉTODOS: Foram avaliados 250 sujeitos, homens, todos militares da ativa do Exército Brasileiro (42,6 ± 4,8 anos). Foram mensurados os níveis plasmáticos de adiponectina, massa corporal, estatura, circunferência da cintura (CC), percentual de gordura por pesagem hidrostática e VO2max por ergoespirometria. Um questionário foi utilizado para obter as características do treinamento físico realizado pelos sujeitos. RESULTADOS: Na amostra, 121 (48%) sujeitos apresentaram sobrepeso e 36 (14%) eram obesos. Ainda, 66 sujeitos (27%) apresentaram percentual de gordura maior que 25% e 26.7% apresentaram CC > 94 cm. Sujeitos com sobrepeso e obesidade apresentaram valores significativamente menores de adiponectina em relação aqueles com estado nutricional normal. Sujeitos no mais alto tercil de VO2max apresentaram níveis de adiponectina mais altos que os demais. Os níveis de adiponectina estiveram positivamente correlacionados com o tempo total de treinamento físico semanal e com o VO2max e inversamente correlacionados com os valores de massa corporal, IMC e CC. A correlação dos níveis de adiponectina e do VO2max não permaneceu significante após controlada pelo IMC e CC. CONCLUSÃO: Sujeitos com melhor condicionamento cardiorrespiratório e com estado nutricional normal parecem apresentar níveis mais saudáveis de adiponectina.

  • Adiponectina
  • Aptidão Física
  • estado nutricional
  • militares
  • Obesidade
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15/04/2011 DOI: 10.1590/S0066-782X2011005000048
Impacto da proteína-C reativa no risco cardiovascular de adolescentes
ABC
Artigo Original

Impacto da proteína-C reativa no risco cardiovascular de adolescentes

Isis Tande da Silva et al. Letícia Bertoldi Sanches Ana Paula de Queiroz Mello Nágila Raquel Teixeira Damasceno

FUNDAMENTO: Vários estudos sugerem que a proteína-C reativa (PCR) se correlaciona com doença arterial coronariana em adultos. Entretanto, essa associação ainda é pouco explorada em adolescentes. OBJETIVO: Avaliar a associação entre a PCR e os fatores de risco cardiovascular em adolescentes obesos. MÉTODOS: Oitenta e quatro adolescentes (12,6 ± 1,3 anos), ambos os sexos, foram distribuídos nos grupos Eutrófico (n = 28), Sobrepeso (n = 28) e Obeso (n = 28), segundo o índice de massa corpórea (IMC). A concentração de PCR (ELISA ultrassensível), o perfil lipídico e o conteúdo de anticorpos anti-LDLox (ELISA) foram determinados após jejum de 12h. RESULTADOS: Os grupos foram semelhantes quanto a idade (p = 0,13) e sexo (p = 0,83). Colesterol total, HDL-C, CT/HDL-C e LDL-C/HDL-C apresentaram diferenças significativas entre os grupos Eutrófico e Obeso. Não houve variação significativa no conteúdo de anticorpos anti-LDLox. Os valores de PCR foram diferentes entre os três grupos (p < 0,01). PCR apresentou associação significativa com IMC (β = 2,533), CB (β = 2,645) e CC (β = 2,945), CT (β = 0,006), LDL-C (β = 0,006) e anticorpos anti-LDLox (β = 0,383) e negativa entre HDL-C (β = -0,017). CONCLUSÃO: Os resultados indicam que a PCR se associa significativamente com marcadores de risco cardiovascular em adolescentes.

  • Adolescente
  • estado nutricional
  • Fatores de risco cardiovascular
  • Obesidade
  • Proteína C Reativa
  • Sobrepeso
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23/04/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000027
Aptidão física, idade e estado nutricional em militares
ABC
Artigo Original

Aptidão física, idade e estado nutricional em militares

Clarissa Stefani Teixeira et al. Érico Felden Pereira

FUNDAMENTO: Embora exista uma tendência de diminuição dos níveis de aptidão física, a intensidade desse decréscimo em razão da idade e do estado nutricional em homens adultos não é bem conhecida, especialmente na população brasileira. OBJETIVO: Analisar os níveis de aptidão física de acordo com a idade e o estado nutricional em homens adultos. MÉTODOS: Foram aplicados testes de resistência aeróbica e muscular e flexibilidade e avaliação do estado nutricional em 1.011 homens. Foram realizadas análises de correlação, covariância e razões de prevalências por meio de regressão de Poisson. RESULTADOS: Os indivíduos apresentaram desempenho regular nos testes de aptidão física. Uma diminuição dos índices de desempenho físico de acordo com o avanço da idade foi verificada considerando todas as faixas etárias investigadas. A análise de covariância corrigida pela idade mostrou diferenças (p<0,001) para todos os testes comparando indivíduos normais e com sobrepeso/obesidade. As razões de prevalências mostraram uma forte tendência de diminuição do desempenho físico dos 18 aos 54 anos. Sujeitos com idades entre 41 e 54 anos apresentaram prevalências de baixos índices de VO2máx 3,22 vez maior na comparação com a faixa etária de 18 a 20 e 1,40 vez maior em comparação a sujeitos com idades entre 21 a 25 anos. Houve uma redução dos escores de VO2máx da faixa de 18 a 20 em relação à de 41 a 54 anos de 11,45% no grupo normal e de 20,91% no grupo com sobrepeso e obesidade. CONCLUSÃO: A idade e o estado nutricional apresentaram forte influência na diminuição nos escores de desempenho físico principalmente após os 30 anos.

  • Aptidão Física
  • estado nutricional
  • idade
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05/03/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000005 Visualizações 1
Estado nutricional e adequação da ingestão de energia e nutrientes em pacientes com insuficiência cardíaca
ABC
Artigo Original

Estado nutricional e adequação da ingestão de energia e nutrientes em pacientes com insuficiência cardíaca

Bárbara Hatzlhoffer Lourenço et al. Lis Proença Vieira Alessandra Macedo Miyoko Nakasato … Maria de Fátima Nunes Marucci Edimar Alcides Bocchi

FUNDAMENTO: Maior conhecimento sobre o estado nutricional e a ingestão de energia e nutrientes é necessário para auxiliar no tratamento de pacientes com insuficiência cardíaca (IC). OBJETIVO: Verificar o estado nutricional e analisar a adequação da ingestão de energia, macro e micronutrientes de pacientes com IC em atendimento ambulatorial. MÉTODOS: Foram coletados dados antropométricos e de ingestão alimentar habitual de 125 pacientes (72% homens, 52,1±9,8 anos, IMC 26,9±4,4 kg/m²). As variáveis antropométricas foram comparadas entre os sexos, e analisou-se a adequação da ingestão de energia e nutrientes perante as recomendações. RESULTADOS: Depleção ou risco de depleção das reservas musculares estava presente em 38,4% dos pacientes (associação com sexo masculino; p < 0,0001). Em 69,6% dos casos, a ingestão média de energia foi menor que as necessidades energéticas (p < 0,0001). Entre os micronutrientes analisados, magnésio, zinco, ferro e tiamina apresentaram prevalências de inadequação importantes, e a maioria dos pacientes teve consumo de cálcio e potássio abaixo da ingestão adequada e consumo de sódio acima. CONCLUSÃO: Pacientes ambulatoriais com IC apresentam depleção de reservas musculares, com ingestão inadequada de energia e diversos nutrientes. Não se observou associação significante entre quantidade de energia proveniente da dieta habitual e o estado nutricional. O acompanhamento multiprofissional deve ser estimulado para avaliar melhor o estado geral desses pacientes.

  • adequação
  • estado nutricional
  • ingestão energética
  • Insuficiência Cardíaca
  • nutrientes
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06/01/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2009001100016
Influência do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da síndrome metabólica em adultos
ABC
Artigo Original

Influência do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da síndrome metabólica em adultos

Renata Maria Souza Oliveira et al. Sylvia do Carmo Castro Franceschini Gilberto Paixão Rosado Silvia Eloiza Priore

FUNDAMENTO: O aumento da prevalência do excesso de peso em faixas etárias cada vez mais jovens pode levar ao desenvolvimento precoce de fatores de riscos cardiovasculares. OBJETIVO: Investigar a prevalência de síndrome metabólica em adultos jovens e a influência das condições de nascimento e estado nutricional na adolescência sobre este quadro. MÉTODOS: Foram avaliados cem indivíduos, em três fases da vida. A partir dos registros do banco de dados de alistamento do Tiro de Guerra, coletou-se peso, estatura e circunferência da cintura de todos os alistados nos anos de 1996, 97 e 99, para análise do estado nutricional na adolescência. A partir dos registros do mesmo banco, buscou-se informações sobre as condições de nascimento na maternidade e identificou-se os indivíduos, quando adultos. Na vida adulta, realizou-se avaliação antropométrica e bioquímica. A classificação da síndrome metabólica (SM) se deu de acordo com proposta do NCEP-ATP III. O percentual de gordura corporal foi aferido por bioimpedância elétrica. A pressão arterial foi aferida por aparelho automático. A análise estatística foi realizada no software Sigma Stat 2.0, p<0,05. RESULTADOS: Encontrou-se prevalência de SM em 13% dos avaliados. As condições de nascimento não apresentaram relação com a determinação na síndrome. Aqueles diagnosticados com SM apresentavam, na adolescência valores superiores de peso (11 kg; p =<0,001), circunferência da cintura (8 cm; p < 0,001) e índice de massa corporal (2,5 kg/m²; p= 0,002). CONCLUSÃO: Grande parte dos fatores de risco cardiovasculares tem início na infância e adolescência e tende persistir ao longo da vida, desta forma, medidas de prevenção primária são de grande importância no cenário das doenças cardiovasculares.

  • Adultos
  • estado nutricional
  • Síndrome Metabólica
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06/04/2009 DOI: 10.1590/S0066-782X2009000200006 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gondo LA, Moura LAZ, Bonatto MG, Pagliosa VMR, Machado GV, Oliveira FC, Lemke AG, et al. Desnutrição em Pacientes Ambulatoriais com Insuficiência Cardíaca: Prevalência, Fatores Associados e Impacto em 6 Meses. ABC Heart Fail Cardiomyop 2025;5(4):e20250038.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gondo, Leonardo Akira; Moura, Lidia Ana Zytynski; Bonatto, Marcely Gimenes; Pagliosa, Victoria Marzagao Ribeiro; Machado, Giovanna Voigt; Oliveira, Flavia Centenaro de; Lemke, Angela Guzzo; Contini, Amanda Licheski; Freitas, Ana Karyn Ehrenfried de. Desnutrição em Pacientes Ambulatoriais com Insuficiência Cardíaca: Prevalência, Fatores Associados e Impacto em 6 Meses. ABC Heart Fail Cardiomyop, v. 5, n. 4, e20250038, dez. 2025.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gondo, L. A., Moura, L. A. Z., Bonatto, M. G., Pagliosa, V. M. R., Machado, G. V., Oliveira, F. C. , Lemke, A. G., Contini, A. L., & Freitas, A. K. E. (2025). Desnutrição em Pacientes Ambulatoriais com Insuficiência Cardíaca: Prevalência, Fatores Associados e Impacto em 6 Meses. ABC Heart Fail Cardiomyop, 5(4), e20250038.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gondo, Leonardo Akira and Moura, Lidia Ana Zytynski and Bonatto, Marcely Gimenes and Pagliosa, Victoria Marzagao Ribeiro and Machado, Giovanna Voigt and Oliveira, Flavia Centenaro de and Lemke, Angela Guzzo and Contini, Amanda Licheski and Freitas, Ana Karyn Ehrenfried de. Desnutrição em Pacientes Ambulatoriais com Insuficiência Cardíaca: Prevalência, Fatores Associados e Impacto em 6 Meses. ABC Heart Fail Cardiomyop [online]. 2025, vol. 5, n. 4, [citado 2026-10-14], e20250038. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/desnutricao-em-pacientes-ambulatoriais-com-insuficiencia-cardiaca-prevalencia-fatores-associados-e-impacto-em-6-meses/>

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Okoshi MP, Cortez RM, Pagan LU, Martinez PF, Pereira FWL. Suplementação de Vitamina D. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(5):979-80.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Okoshi, Marina P.; Cortez, Rosana M.; Pagan, Luana U.; Martinez, Paula F.; Pereira, Filipe W. L.. Suplementação de Vitamina D. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 5, p. 979-980, maio. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Okoshi, M. P., Cortez, R. M., Pagan, L. U., Martinez, P. F., & Pereira, F. W. L. (2021). Suplementação de Vitamina D. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(5), 979-980.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Okoshi, Marina P. and Cortez, Rosana M. and Pagan, Luana U. and Martinez, Paula F. and Pereira, Filipe W. L.. Suplementação de Vitamina D. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 979-980. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/suplementacao-de-vitamina-d/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Souza CB, Dourado CS, Mill JG, Salaroli LB, Molina MCB. Prevalência de Hipertensão em Crianças de Escolas Públicas. International Journal of Cardiovascular Sciences 2017;30(1):42-51.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Souza, Camila Brandão de; Dourado, Cláudia de Souza; Mill, José Geraldo; Salaroli, Luciane Bresciane; Molina, Maria del Carmen Bisi. Prevalência de Hipertensão em Crianças de Escolas Públicas. International Journal of Cardiovascular Sciences, v. 30, n. 1, p. 42-51, dez. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Souza, C. B. , Dourado, C. S., Mill, J. G., Salaroli, L. B., & Molina, M. C. B. (2017). Prevalência de Hipertensão em Crianças de Escolas Públicas. International Journal of Cardiovascular Sciences, 30(1), 42-51.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Souza, Camila Brandão de and Dourado, Cláudia de Souza and Mill, José Geraldo and Salaroli, Luciane Bresciane and Molina, Maria del Carmen Bisi. Prevalência de Hipertensão em Crianças de Escolas Públicas. International Journal of Cardiovascular Sciences [online]. 2017, vol. 30, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 42-51. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-de-hipertensao-em-criancas-de-escolas-publicas/>. ISSN 2359-4802

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Garcez MR, Pereira JL, Fontanelli MM, Marchioni DML, Fisberg RM. Prevalência de Dislipidemia Segundo Estado Nutricional em Amostra Representativa de São Paulo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2014;103(6):476-84.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Garcez, Marcela Riccioppo; Pereira, Jaqueline Lopes; Fontanelli, Mariane de Mello; Marchioni, Dirce Maria Lobo; Fisberg, Regina Mara. Prevalência de Dislipidemia Segundo Estado Nutricional em Amostra Representativa de São Paulo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 103, n. 6, p. 476-484, out. 2014.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Garcez, M. R., Pereira, J. L., Fontanelli, M. M., Marchioni, D. M. L., & Fisberg, R. M. (2014). Prevalência de Dislipidemia Segundo Estado Nutricional em Amostra Representativa de São Paulo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 103(6), 476-484.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Garcez, Marcela Riccioppo and Pereira, Jaqueline Lopes and Fontanelli, Mariane de Mello and Marchioni, Dirce Maria Lobo and Fisberg, Regina Mara. Prevalência de Dislipidemia Segundo Estado Nutricional em Amostra Representativa de São Paulo. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2014, vol. 103, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 476-484. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/prevalencia-de-dislipidemia-segundo-estado-nutricional-em-amostra-representativa-de-sao-paulo/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Borges CF, Busnello FM, Pellanda LC. Identificação de fatores de risco cardiovascular em pais/cuidadores de crianças cardiopatas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;99(4):936-43.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

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Formato de Documento Eletrônico (APA)

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Silva IT, Sanches LB, Mello APQ, Damasceno NRT. Impacto da proteína-C reativa no risco cardiovascular de adolescentes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;94(5):585-91.

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Lourenço BH, Vieira LP, Macedo A, Nakasato M, Marucci MFN, Bocchi EA. Estado nutricional e adequação da ingestão de energia e nutrientes em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;93(5):541-8.

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Lourenço, Bárbara Hatzlhoffer; Vieira, Lis Proença; Macedo, Alessandra; Nakasato, Miyoko; Marucci, Maria de Fátima Nunes; Bocchi, Edimar Alcides. Estado nutricional e adequação da ingestão de energia e nutrientes em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 93, n. 5, p. 541-548, jan. 2010.

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Lourenço, B. H., Vieira, L. P., Macedo, A., Nakasato, M., Marucci, M. F. N., & Bocchi, E. A. (2010). Estado nutricional e adequação da ingestão de energia e nutrientes em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 93(5), 541-548.

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Lourenço, Bárbara Hatzlhoffer and Vieira, Lis Proença and Macedo, Alessandra and Nakasato, Miyoko and Marucci, Maria de Fátima Nunes and Bocchi, Edimar Alcides. Estado nutricional e adequação da ingestão de energia e nutrientes em pacientes com insuficiência cardíaca. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 93, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 541-548. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/estado-nutricional-e-adequacao-da-ingestao-de-energia-e-nutrientes-em-pacientes-com-insuficiencia-cardiaca/>. ISSN 0066-782X

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Oliveira, Renata Maria Souza; Franceschini, Sylvia do Carmo Castro; Rosado, Gilberto Paixão; Priore, Silvia Eloiza. Influência do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da síndrome metabólica em adultos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 92, n. 2, p. 107-112, abr. 2009.

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Oliveira, R. M. S., Franceschini, S. C. C., Rosado, G. P., & Priore, S. E. (2009). Influência do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da síndrome metabólica em adultos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 92(2), 107-112.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Oliveira, Renata Maria Souza and Franceschini, Sylvia do Carmo Castro and Rosado, Gilberto Paixão and Priore, Silvia Eloiza. Influência do estado nutricional pregresso sobre o desenvolvimento da síndrome metabólica em adultos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2009, vol. 92, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 107-112. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/influencia-do-estado-nutricional-pregresso-sobre-o-desenvolvimento-da-sindrome-metabolica-em-adultos/>. ISSN 0066-782X

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