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ABC
Artigo Original

Treinamento de Não-Cardiologistas pode Melhorar os Resultados do Tratamento de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST

Luiz Antonio Machado Cesar et al. Antonio Padua Mansur Rui Fernando Ramos Carlos Magalhães … João Fernando Monteiro Ferreira Bruno Mahler Mioto Naide Aparecida de Oliveira Pedro Silvio Farsky Amaury Zatorre Amaral Antonio Célio Camargo Moreno

Resumo

Fundamento

De acordo com a Organização Mundial da Saúde, países emergentes terão um crescimento considerável no número de ataques cardíacos e mortes relacionadas. Um dos principais problemas médicos no Brasil é a mortalidade causada por infarto agudo do miocárdio com supra de ST (IAMCSST). A Sociedade de Cardiologia do Estado de São Paulo nunca treinou não-cardiologistas para atendimentos de emergência. Os pacientes normalmente buscam ajuda em prontos-socorros, em vez de chamar a ambulância.

Objetivo

Nosso objetivo foi reduzir as taxas de mortalidade hospitalar causada por infarto agudo do miocárdio ao treinar profissionais da emergência na cidade de São Paulo.

Métodos

Utilizamos um programa de treinamento para as equipes de cinco hospitais com > 100 pacientes internados com IAMCSST por ano, e pelo menos 15% de mortes hospitalares relacionadas ao IAMCSST. Realizamos treinamentos online, organizamos de dois a quatro eventos para até 400 participantes, fizemos folders e panfletos informativos. A análise estatística utilizou o teste para comparação de duas proporções, com p <0,05.

Resultados

Quase 200 médicos e 350 enfermeiros participaram de pelo menos um treinamento de maio de 2010 até dezembro de 2013. Inicialmente, muitos médicos da emergência não reconheciam um infarto agudo do miocárdio no eletrocardiograma, mas a tele-ecocardiografia é usada em alguns departamentos da emergência para determinar o diagnóstico. A taxa de mortalidade nos cinco hospitais caiu de 25,6%, em 2009, para 18,2%, em 2010 (p=0,005). Depois da conclusão do período de treinamento, as mortes relacionadas ao IAMCSST em todos os hospitais públicos de São Paulo diminuíram de 14,31%, em 2009, para 11,25%, em 2014 (p<0,0001).

Conclusão

Mesmo programas simplificados de treinamento de pessoal da emergência pode reduzir muito as taxas de morte por infarto agudo do miocárdio em países em desenvolvimento.

  • Capacitação
  • Ensino
  • Epidemiologia
  • Infarto do Miocárdio/tratamento medicamentoso
  • Mortalidade
  • Serviços de Emergência
  • Síndrome Coronária Aguda
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13/08/2021 DOI: 10.36660/abc.20200180 Visualizações 2
ABC
Ponto de Vista

Ecos da Diretriz de Telecardiologia

Silvio Henrique Barberato et al. Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga Lopes

A ecocardiografia tem um papel estabelecido no diagnóstico, avaliação prognóstica e orientação terapêutica em diversas doenças cardiovasculares. O grande desenvolvimento tecnológico nas últimas décadas permitiu a digitalização e padronização de imagens médicas (DICOM), miniaturização de equipamentos de ecocardiografia (ultrassom cardíaco portátil) e a transferência de imagens pela Internet. Neste cenário, estratégias de utilização da ecocardiografia associada à telemedicina, denominada tele-ecocardiografia, tem sido empregadas no âmbito da pesquisa clínica com o apoio de teleconsultoria para revisão remota por experts, em tempo real ou após armazenamento e envio das imagens. Em reconhecimento às demandas geradas pela transformação digital ora em curso na saúde, a Sociedade Brasileira de Cardiologia publicou recentemente a Diretriz de Telemedicina em Cardiologia. O documento reconhece a tele-ecocardiografia como estratégia utilizável na detecção precoce de cardiopatia congênita em recém-nascidos e na triagem para detecção precoce de casos subclínicos de cardiopatia reumática em crianças e adolescentes (ambas recomendadas como classe de indicação IIa, nível de evidência B). Além disso, evoca potencial aplicação na atenção primária à saúde, em locais remotos, onde poderia permitir a detecção precoce de casos de cardiopatia e auxiliar na priorização de encaminhamentos para o cuidado especializado (classe de indicação IIb, nível de evidência C). Deve-se ressaltar que tais recomendações são feitas dentro das condições de emprego regular do método no Brasil, o que incluiria a necessidade de médicos nas duas pontas, ou seja, na execução e interpretação do exame. O texto da Diretriz faz ressalva explícita em relação à necessidade de regulação e previsão legal da participação de outros profissionais na realização de procedimentos diagnósticos (no caso, obtenção de imagens ecocardiográficas por não médicos), atualmente não permitida pela legislação do país.

Nos últimos anos, a tele-ecocardiografia permitiu estender a aplicação do método para indivíduos em locais geograficamente distantes, como por exemplo, comunidades rurais remotas ou até o espaço. Denomina-se área rural remota aquela na qual 50% da população local necessita de pelo menos 45 a 60 minutos de viagem em veículo automotor para atingir um centro populacional com pelo menos 50 mil habitantes. Diversas situações foram testadas experimentalmente, com o estudo ecocardiográfico focado realizado por médicos não cardiologistas,, não médicos,, ou dispositivos robóticos operados à distância, combinado à interpretação remota por cardiologistas ecocardiografistas.

[…]

  • Capacitação
  • Diagnóstico por Imagem
  • Doenças Cardiovasculares
  • Ecocardiografia/ métodos
  • Interpretação de Imagem Assistida por Computador
  • Robótica/tendências
  • Telemedicina/tendências
  • Telemonitoramento
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
10/02/2020 DOI: 10.36660/abc.20190720 Visualizações 1
Programa de treinamento em pesquisa: Duke University e Sociedade Brasileira de Cardiologia
ABC
Artigo Especial

Programa de treinamento em pesquisa: Duke University e Sociedade Brasileira de Cardiologia

Lucia Campos Pellanda et al. Claudia Ciceri Cesa Karlyse Claudino Belli Vinicius Frayze David … Clarissa Garcia Rodrigues João Ricardo Nickenig Vissoci Fernando Bacal Renato A. K. Kalil Ricardo Pietrobon

FUNDAMENTO: Um programa de coaching em pesquisa tem foco em desenvolvimento de habilidades e raciocínio científico. Para os profissionais da saúde, pode ser útil para o incremento no número e na qualidade de projetos e artigos. OBJETIVO: Avaliar os resultados iniciais e a metodologia de implantação do Research and Innovation Coaching Program do grupo Research on Research da Duke University na Sociedade Brasileira de Cardiologia. MÉTODOS: O programa trabalha em duas bases: o treinamento e o coaching. O treinamento é realizado online e aborda conteúdos sobre ideia de pesquisa, busca na literatura, escrita científica e estatística. Após o treinamento, o coaching favorece o estabelecimento de colaboração entre pesquisadores e centros mediante uma rede de contatos. O presente estudo descreve a implementação e os resultados iniciais dos anos 2011-2012. RESULTADOS: Em 2011, 24 centros receberam o treinamento, que consistiu em reuniões online, estudo e prática dos conteúdos abordados. Em janeiro de 2012, foi implementado um novo formato que teve como objetivo atingir mais pesquisadores. Em seis meses foram alocados 52 pesquisadores. No total, 20 artigos foram publicados e mais 49 artigos foram redigidos e aguardam submissão e/ou publicação. De forma adicional, foram elaboradas cinco propostas de financiamento de pesquisa. CONCLUSÃO: O número de artigos e as propostas de financiamento atingiram os objetivos inicialmente propostos. Contudo, os principais resultados desse tipo de iniciativa devem ser medidos em longo prazo, pois a consolidação da produção nacional de pesquisa de alta qualidade é um círculo virtuoso que se autoalimenta e expande com o tempo.

  • Capacitação
  • Grupos de Pesquisa
  • Programas de Estudo
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11/03/2013 DOI: 10.1590/S0066-782X2012001500002 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cesar LAM, Mansur AP, Ramos RF, Magalhães C, Ferreira JFM, Mioto BM, Oliveira NA, et al. Treinamento de Não-Cardiologistas pode Melhorar os Resultados do Tratamento de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(6):1073-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cesar, Luiz Antonio Machado; Mansur, Antonio Padua; Ramos, Rui Fernando; Magalhães, Carlos; Ferreira, João Fernando Monteiro; Mioto, Bruno Mahler; Oliveira, Naide Aparecida de; Farsky, Pedro Silvio; Amaral, Amaury Zatorre; Moreno, Antonio Célio Camargo. Treinamento de Não-Cardiologistas pode Melhorar os Resultados do Tratamento de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 6, p. 1073-1078, ago. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cesar, L. A. M., Mansur, A. P., Ramos, R. F., Magalhães, C., Ferreira, J. F. M., Mioto, B. M., Oliveira, N. A. , Farsky, P. S., Amaral, A. Z., & Moreno, A. C. C. (2021). Treinamento de Não-Cardiologistas pode Melhorar os Resultados do Tratamento de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(6), 1073-1078.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cesar, Luiz Antonio Machado and Mansur, Antonio Padua and Ramos, Rui Fernando and Magalhães, Carlos and Ferreira, João Fernando Monteiro and Mioto, Bruno Mahler and Oliveira, Naide Aparecida de and Farsky, Pedro Silvio and Amaral, Amaury Zatorre and Moreno, Antonio Célio Camargo. Treinamento de Não-Cardiologistas pode Melhorar os Resultados do Tratamento de Infarto Agudo do Miocárdio com Supra de ST. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1073-1078. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/treinamento-de-nao-cardiologistas-pode-melhorar-os-resultados-do-tratamento-de-infarto-agudo-do-miocardio-com-supra-de-st/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Barberato SH, Lopes MACQ. Ecos da Diretriz de Telecardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(1):130-2.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Barberato, Silvio Henrique; Lopes, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga. Ecos da Diretriz de Telecardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 1, p. 130-132, fev. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Barberato, S. H., & Lopes, M. A. C. Q. (2020). Ecos da Diretriz de Telecardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(1), 130-132.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Barberato, Silvio Henrique and Lopes, Marcelo Antônio Cartaxo Queiroga. Ecos da Diretriz de Telecardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 130-132. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/ecos-da-diretriz-de-telecardiologia/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pellanda LC, Cesa CC, Belli KC, David VF, Rodrigues CG, Vissoci JRN, Bacal F, et al. Programa de treinamento em pesquisa: Duke University e Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2013;99(6):1075-81.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pellanda, Lucia Campos; Cesa, Claudia Ciceri; Belli, Karlyse Claudino; David, Vinicius Frayze; Rodrigues, Clarissa Garcia; Vissoci, João Ricardo Nickenig; Bacal, Fernando; Kalil, Renato A. K.; Pietrobon, Ricardo. Programa de treinamento em pesquisa: Duke University e Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 99, n. 6, p. 1075-1081, mar. 2013.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pellanda, L. C., Cesa, C. C., Belli, K. C., David, V. F., Rodrigues, C. G., Vissoci, J. R. N., Bacal, F., Kalil, R. A. K., & Pietrobon, R. (2013). Programa de treinamento em pesquisa: Duke University e Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 99(6), 1075-1081.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pellanda, Lucia Campos and Cesa, Claudia Ciceri and Belli, Karlyse Claudino and David, Vinicius Frayze and Rodrigues, Clarissa Garcia and Vissoci, João Ricardo Nickenig and Bacal, Fernando and Kalil, Renato A. K. and Pietrobon, Ricardo. Programa de treinamento em pesquisa: Duke University e Sociedade Brasileira de Cardiologia. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2013, vol. 99, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1075-1081. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/programa-de-treinamento-em-pesquisa-duke-university-e-sociedade-brasileira-de-cardiologia/>. ISSN 0066-782X

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