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  2. Palavra-chave: Antraciclinas
Figura 1
ABC
Artigo Original

Incidência de Complicações Cardiovasculares em Pacientes Pediátricos Tratados com Antraciclinas em um Centro Oncológico Brasileiro

Cristina Chaves dos Santos de Guerra et al. Geisa Sant'Ana Osório Luiz Rangel de Almeida

Resumo

Fundamento:

A introdução das antraciclinas no tratamento do câncer infantojuvenil propiciou um aumento significativo na sobrevida, mas também nas taxas de morbimortalidade devido às complicações cardiovasculares (CVs).

Objetivos:

Conhecer o perfil cardiológico de pacientes pediátricos tratados com antraciclinas em um centro oncológico no Brasil e a incidência das complicações CVs.

Métodos:

Foram coletados, de prontuários de pacientes de ambos os sexos com idade até 19 anos – frequência e forma de apresentação clínica das complicações CVs Gerais (G1) e relacionadas à Disfunção Ventricular (G2) – e correlacionados com fatores de risco, faixa etária e estado vital, medicações cardiológicas e cardioprotetoras. Um valor de p < 0,05 foi considerado significativo.

Resultados:

Foram incluídos 326 pacientes, destes, 214 (65,6%) eram menores de 10 anos e 192 (58,89%) do sexo masculino. As complicações do G1 ocorreram em 141 (43,3%) pacientes e a mais frequente foi a hipertensão arterial sistêmica; as complicações do G2 ocorreram em 84 pacientes (25,76%). Uma Dose Cumulativa (DC) das antraciclinas > 250mg/m2 foi usada em 26,7% dos pacientes e a associação de complicações do G2 com essa DC não mostrou significância estatística (p=0,305; RC=1,330 e [95% IC= 0,770- 2,296]). As medicações cardiológicas mais usadas foram os diuréticos em 34,7% dos pacientes.

Conclusões:

O estudo mostrou, como na literatura, uma alta incidência de complicações CVs no tratamento do câncer infantojuvenil, sendo as do G1 as mais frequentes.

  • Antraciclinas
  • Cardiotoxicidade
  • Criança
  • Neoplasias
  • Tratamento Farmacológico
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24/06/2024 DOI: 10.36660/abc.20210352 Visualizações 2
Figura 1
ABC
Artigo Original

Valor Diagnóstico de Parâmetros Tridimensionais de Strain de Imagem de Speckle Tracking para Detecção de Disfunção Cardíaca Relacionada à Quimioterapia do Câncer: Uma Metanálise

Yingying Guan

Resumo

Fundamento

Agentes quimioterápicos (por exemplo, antraciclinas, trastuzumabe) comumente usados para o tratamento de tumores malignos demonstraram ter efeitos cardiotóxicos, que estão associados a um prognóstico ruim. A ecocardiografia tridimensional tem sido usada para prever a disfunção cardíaca induzida pela quimioterapia do câncer.

Objetivos

Avaliação do desempenho diagnóstico de parâmetros de strain, área global de strain (AGS), strain longitudinal (SLG), strain circunferencial (SCG) e strain radial (SRG) por metanálise.

Métodos

Estudos relevantes foram pesquisados nas bases de dados Embase, PubMed e Web of Science. A análise estatística foi realizada usando Stata 12. O resumo da curva característica operacional do receptor, sensibilidade, especificidade, razão de verossimilhança positiva (RVP), razão de verossimilhança negativa (RVN), e o correspondente intervalo de confiança de 95% para os quatro parâmetros de strain foram combinados. P<0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados

Nove estudos envolvendo 650 participantes foram incluídos. AGS e SLG mostraram vantagens diagnósticas significativas sobre SCG e SRG. Para AGS, a sensibilidade foi de 0,85 (0,70, 0,93) e a especificidade foi de 0,82 (0,78, 0,86) com RVP de 4,76 (3,55, 6,39) e RVN de 0,18 (0,09, 0,39) e uma área sob a curva (AUC) de 0,85 (0,82, 0,88). Para SLG, a sensibilidade foi de 0,81 (0,74, 0,86) e a especificidade foi de 0,81 (0,68, 0,90) com RVP de 4,35 (2,42, 7,80) e RVN de 0,23 (0,17, 0,33) e uma AUC de 0,85 (0,82, 0,88).OGCS mostrou uma sensibilidade de 0,63 e uma especificidade de 0,79 com uma AUC de 0,77.O SRG mostrou uma sensibilidade de 0,74e uma especificidade de 0,66 com umAUC de 0,73.

Conclusão

Parâmetros 3D-STI de strain AGS e SLG mostraram bom desempenho na detecção precoce de disfunção cardíaca em pacientes com tumores recebendo quimioterapia.

  • Antraciclinas
  • Cardiotoxicidade
  • Insuficiência Cardíaca
  • Neoplasias
  • Tratamento Farmacológico
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31/07/2023 DOI: 10.36660/abc.20220370 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Antagonistas do Sistema Renina-Angiotensina e Betabloqueadores na Prevenção da Cardiotoxicidade por Antraciclinas: Revisão Sistemática e Metanálise

Monica Samuel Avila et al. Suellen Rodrigues Rangel Siqueira Lucas Waldeck Silvia Moreira Ayub-Ferreira … Richard Takx Marcio Sommer Bittencourt Edimar Alcides Bocchi

Resumo

Fundamento

As evidências que embasam o uso de inibidores do sistema-renina-angiotensina aldosterona (SRAA) e betabloqueadores para prevenção de cardiomiopatia induzida por antraciclinas são controversas.

Objetivo

Realizamos uma metanálise para avaliar a eficácia desses medicamentos na prevenção da cardiotoxicidade.

Métodos

A metanálise incluiu estudos prospectivos e randomizados com adultos submetidos à quimioterapia com antraciclina e comparou o uso de terapias SRAA ou betabloqueadores versus placebo com seguimento de 6 a 18 meses. O desfecho primário foi alteração da fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) durante a quimioterapia. Os desfechos secundários foram: a incidência de insuficiência cardíaca, mortalidade por todas as causas e alterações na medida do diâmetro diastólico final. A avaliação da heterogeneidade foi realizada por estratificação e meta-regressão. O nível de significância adotado foi p < 0,05.

Resultados

A busca resultou em 17 estudos, totalizando 1.530 pacientes. A variação (delta) da FEVE foi avaliada em 14 estudos. A terapia neuro-hormonal foi associada a um menor delta na FEVE pré-terapia versus pós-terapia (diferença média ponderada 4,42 [intervalo de confiança de 95% 2,3 a 6,6]) e maior FEVE final (p < 0,001). O tratamento resultou em menor incidência de insuficiência cardíaca (risk ratio 0,45 [intervalo de confiança de 95% 0,3 a 0,7]). Não houve efeito na mortalidade (p = 0,3). Para a análise da FEVE, foi documentada heterogeneidade substancial, não explicada pelas variáveis exploradas no estudo.

Conclusão

O uso de inibidores do SRAA e betabloqueadores para prevenção da cardiotoxicidade induzida por antraciclinas foi associado a redução menos pronunciada da FEVE, maior FEVE final e menor incidência de insuficiência cardíaca. Não foram observadas alterações na mortalidade. (CRD PROSPERO 42019133615)

  • Antagonistas de Receptores de Mineralocorticoides
  • Antraciclinas
  • Inibidores da Enzima Conversora de Angiotensina
  • Insuficiência Cardíaca
  • Tratamento Farmacológico
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26/05/2023 DOI: 10.36660/abc.20220298 Visualizações 1
Figura 1
ABCHF
Review Article

Disfunção Ventricular Assintomática e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida Secundária à Quimioterapia Clássica

Monica S. Avila et al. Deborah de Sá Pereira Belfort Silvia Marinho Martins Ludhmila Abrahão Hajjar

Introdução

Avanços na oncologia, tais como melhor acesso ao sistema de saúde, diagnóstico precoce do câncer e novas quimioterapias, têm levado a uma maior sobrevida de pacientes com câncer nas últimas décadas. No entanto, essa população é vulnerável a eventos cardiovasculares adversos relacionados a medicamentos, como a cardiomiopatia, que leva à insuficiência cardíaca e compromete a sobrevida e a qualidade de vida., Dentre as diferentes classes de quimioterápicos, classicamente as antraciclinas e o trastuzumabe se destacam como os mais relacionados à cardiomiopatia. As antraciclinas podem causar disfunção cardíaca em sobreviventes de câncer em 9% dos casos, dependendo dos fatores de risco e dose cumulativa, e o trastuzumabe pode causá-la em 18,6% dos casos com quimioterapia adjuvante.,

[…]

  • Antraciclinas
  • Cardiotoxicidade
  • Insuficiência Cardíaca
  • Trastuzumabe
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18/12/2022 DOI: 10.36660/abchf.20220078 Visualizações 2
ABC
Editorial

Influência do Tratamento com Doxorrubicina no Metabolismo da Heme em Cardiomioblastos: Estudo In Vitro

Mariana Gatto et al. Gustavo Augusto Ferreira Mota

As últimas décadas vem sendo marcadas com potencial avanço no diagnóstico e terapia contra o câncer, gerando queda acentuada na mortalidade e aumento da sobrevida dos pacientes. A doxorrubicina é um fármaco que pertence à família das antraciclinas, uma classe de drogas anticâncer extraídas da estreptomicina. Embora o mecanismo de ação deste fármaco no câncer seja complexo, sabe-se que ele interfere na síntese de DNA e RNA além de induzir a produção de radicais livres que prejudicam a membrana celular e o DNA. Entretanto, muitos dos quimioterápicos utilizados no protocolo de tratamento das neoplasias induzem diversos efeitos colaterais, entre eles a toxicidade cardíaca e repercussões negativas no sistema vascular como isquemia trombolítica, hipertensão arterial, disfunção ventricular e insuficiência cardíaca., O efeito cardiotóxico da doxorrubicina é dose-dependente e o principal mecanismo de toxicidade é a indução de estresse oxidativo no miocárdio, com produção elevada de espécies reativas do oxigênio (ROS) e nitrogênio (RNS) que engatilham danos no DNA e desregulação de vários processos intracelulares.

A molécula heme medeia a disponibilidade do ferro e é essencial para inúmeros processos biológicos nos organismos aeróbicos. No sistema cardiovascular desempenha papel crucial na defesa antioxidante, transdução de sinal, transporte de oxigênio, estocagem de hemoglobina e transporte de elétrons mitocondriais. No metabolismo da heme participam quatro enzimas mitocondriais e quatro citoplasmáticas. Para a síntese da heme, a glicina e a succinil coenzima A são condensadas no ácido δ-aminolevulínico (ALA) pela enzimas sintases de ácido aminolevulínico (ALAS), conhecidas como ALAS1 e ALAS2. Já a degradação da heme é realizada por enzimas denominadas heme oxigenase (HOX), que produzem monóxido de carbono, biliverdina e ferro. A isoenzima HOX-1 regula condições fisiológicas normais enquanto que a isoenzima HOX-2 protege células do estresse oxidativo. Por outro lado, estudos experimentais mostraram que elevação dos níveis da proteína heme estão relacionados com aumento do estresse oxidativo e toxicidade em cardiomiócitos., No entanto são escassos na literatura trabalhos que verificaram a influência das antraciclinas no metabolismo da proteína heme em cardiomiócitos.

[…]

  • Antraciclinas
  • Doxorrubicina/uso terapêutico
  • Heme
  • Hemoglobina E/metabolismo
  • Miócitos Cardíacos
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01/03/2021 DOI: 10.36660/abc.20200662 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Alteração Contrátil Segmentar Ventricular Esquerda é Preditor Independente de Cardiotoxicidade em Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento Quimioterápico

Márcio Vinícius Lins de Barros et al. Ariane Vieira Scarlatelli Macedo Sebastian Imre Sarvari Monica Hermont Faleiros … Patricia Tavares Felipe Jose Luiz Padilha Silva Thor Edvardsen

Resumo

Fundamento:

Os agentes quimioterápicos da classe das antraciclinas e dos anticorpos monoclonais humanizados são tratamentos eficazes para o câncer de mama, entretanto, apresentam alto risco de cardiotoxicidade. Diversos parâmetros têm sido reconhecidos como preditores no desenvolvimento de toxicidade cardíaca, sendo que a avaliação da alteração contrátil segmentar ventricular esquerda (ACSVE) ainda não foi estudada.

Objetivo:

Analisar a associação entre o surgimento de ACSVE e o desenvolvimento de cardiotoxicidade em pacientes com câncer de mama em tratamento com quimioterapia.

Métodos:

Coorte prospectiva de pacientes diagnosticados com câncer de mama e em tratamento quimioterápico com doxorrubicina e/ou trastuzumab. Foram realizados ecocardiogramas transtorácicos antes, durante e depois do tratamento para avaliar a presença ou não de cardiotoxicidade. A cardiotoxicidade foi definida por um decréscimo de 10% na fração de ejeção do ventrículo esquerdo, em pelo menos um ecocardiograma. Modelos de regressão logística multivariada foram utilizados para verificar os fatores preditores na ocorrência de cardiotoxicidade ao longo do tempo.

Resultados:

Dos 112 pacientes selecionados (idade média = 51,3 ± 12,9 anos), 18 (16,1%) apresentaram cardiotoxicidade. Na análise multivariada os pacientes com ACSVE (OR = 6,25 [IC 95%: 1,03; 37,95], p < 0,05), diâmetro sistólico do VE (OR = 1,34 [IC 95%:1,01; 1,79], p < 0,05) e strain longitudinal global pela técnica de speckle tracking (OR = 1,48 [IC 95%: 1,02; 2,12], p < 0,05) foram preditores significativos e independentes na predição de cardiotoxidade.

Conclusão:

Mostramos que ACSVE, bem como a redução do strain longitudinal global foram preditores independentes para cardiotoxicidade, podendo ser úteis na estratificação de risco destes pacientes.

  • Antraciclinas
  • Cardiotoxicidade
  • Disfunção Ventricular Esquerda
  • Neoplasias da Mama
  • Trastuzumab
  • Tratamento Farmacológico
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13/12/2018 DOI: 10.5935/abc.20180220 Visualizações 1
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Artigo Original

Cardiotoxicidade Subclínica Induzida por Antraciclina no Seguimento a Longo Prazo de Sobreviventes de Linfoma: Uma Análise Speckle Tracking Multi-Layer

Yu Kang et al. Fei Xiao Haiyan Chen Wei Wang … Lijing Shen Hang Zhao Xuedong Shen Fangyuan Chen Ben He

Resumo

Fundamentos:

A antraciclina gera uma disfunção ventricular esquerda progressiva associada a um prognóstico ruim.

Objetivos:

O propósito deste estudo foi avaliar se a análise layer específico de strain poderia avaliar disfunção ventricular esquerda subclínica após exposição a antraciclina.

Métodos:

Foram inscritos quarenta e dois sobreviventes tratados com antraciclina por linfoma não Hodgkin de células B grandes, de 55,83 ± 17,92 anos (grupo de quimioterapia) e 27 voluntários saudáveis, de 51,39 ± 13,40 anos (grupo controle). A dose cumulativa de epirrubicina no grupo de quimioterapia foi de 319,67 ± 71,71 mg/m2. O tempo desde a última dose de epirrubicina até o exame ecocardiográfico foi de 52,92 ± 22,32 meses. Analisaram-se o strain longitudinal global (GLS), o circunferencial (GCS) e o strain radial (GRS), os valores das camadas subendocárdica, média e subepicárdica so strain longitudinal (LS-ENDO, LS-MID, LS-EPI) e do strain circunferencial (CS-ENDO, CS-MID, CS-EPI). O gradiente de strain transmural foi calculado como a diferença no strain sistólico pico entre as camadas subendocárdicas e subepicárdicas. Um valor de p < 0,05 foi considerado significativo.

Resultados:

Os parâmetros convencionais da função sistólica e diastólica não mostraram diferenças significativas entre dois grupos. Comparados aos controles, os pacientes apresentaram GCS e GLS significativamente menores. A análise de speckle tracking multi-layer mostrou uma redução significativa no strain circunferencial da camada subendocárdica, o gradiente transmural CS e o strain longitudinal das três camadas. Em contraste, os dois grupos não diferiram no gradiente de strain longitudinal transmural e de strain radiais.

Conclusões:

Provou-se a deterioração preferencial do strain subendocárdico em sobreviventes de longa duração após exposição à antraciclina. O ecocardiograma de speckle tracking multi-layer pode facilitar o acompanhamento longitudinal dessa coorte de pacientes em risco. (Arq Bras Cardiol. 2018; 110(3):219-228)

  • Antraciclinas
  • Cardiotoxicidade
  • ecocardiografia
  • Linfoma Não Hodgkin
  • Neoplasias Hematológicas/quimioterapia
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01/03/2018 DOI: 10.5935/abc.20180042 Visualizações 1
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ABC
Artigo de Pesquisa

Função Atrial em Pacientes com Câncer de Mama Após tratamento com Antraciclinas

Yalin Tolga Yaylali et al. Ahmet Saricopur Mustafa Yurtdas Hande Senol Gamze Gokoz-Dogu

Resumo

Fundamento:

Atraso eletromecânico atrial (AEA) é utilizado para prever fibrilação atrial, medido pela ecocardiografia.

Objetivos:

O propósito deste estudo era verificar o AEA e a função mecânica após quimioterapia com antraciclinas.

Métodos:

Cinquenta e três pacientes com câncer de mama (48 ± 8 anos) que receberam 240 mg/m2 de adriamicina, 2400 mg/m2 de ciclofosfamida, e 960 mg/m2 de paclitaxel foram incluídas neste estudo retrospectivo, além de 42 indivíduos saudáveis (47 ± 9 anos). Medidas ecocardiográficas foram realizadas por aproximadamente 11 ± 7 meses (média de 9 meses) após tratamento com antraciclinas.

Resultados:

AEA esquerdo intra-atrial (11,4 ± 6,0 vs. 8,1 ± 4,9, p=0,008) e AEA interarterial (19,7 ± 7,4 vs. 14,7 ± 6,5, p=0,001) foram prolongados; Volume de esvaziamento passivo e fracionamento de AE diminuíram (p=0,0001 e p=0,0001); Volume de esvaziamento ativo e fracionamento de AE (p=0,0001 e p=0,0001); Tempo de aceleração mitral A (0,8 ± 0,2 vs. 0,6 ± 0,2, p=0,0001) e de desaceleração de onda-E mitral (201,2 ± 35,6 vs. 163,7 ± 21,8, p=0,0001) aumentarão; Razão mitral E/A (1,0 ± 0,3 vs. 1,3 ± 0,3, p=0,0001) e mitral Em (0,09 ± 0,03 vs. 0,11 ± 0,03, p=0,001) diminuíram; Razão mitral Am (0,11 ± 0,02 vs. 0,09 ± 0,02, p=0,0001) e mitral E/Em (8,8 ± 3,2 vs. 7,6 ± 2,6, p=0,017) aumentaram nos pacientes.

Conclusões:

Em pacientes com câncer de mama após terapia com antraciclina: intervalos eletromecânicos intra-atriais esquerdos, intra-atriais foram prolongados. A função diastólica foi prejudicada. O relaxamento ventricular esquerdo foi prejudicado, e a condução elétrica atrial esquerda pode estar contribuindo para o desenvolvimento de arritmias atriais.

  • Antraciclinas
  • Arritmias Cardíacas
  • Cardiotoxicidade
  • Função Atrial
  • Neoplasia da Mama Unilaterais
  • Quimioterapia
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27/10/2016 DOI: 10.5935/abc.20160146

Como citar este artigo

EndNote RIS

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Guerra CCS, Sant’Ana G, Almeida OLR. Incidência de Complicações Cardiovasculares em Pacientes Pediátricos Tratados com Antraciclinas em um Centro Oncológico Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2024;121(5):e20210352.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Guerra, Cristina Chaves dos Santos de; Sant’Ana, Geisa; Almeida, Osório Luiz Rangel de. Incidência de Complicações Cardiovasculares em Pacientes Pediátricos Tratados com Antraciclinas em um Centro Oncológico Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 121, n. 5, e20210352, jun. 2024.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Guerra, C. C. S. , Sant’Ana, G., & Almeida, O. L. R. (2024). Incidência de Complicações Cardiovasculares em Pacientes Pediátricos Tratados com Antraciclinas em um Centro Oncológico Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 121(5), e20210352.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Guerra, Cristina Chaves dos Santos de and Sant’Ana, Geisa and Almeida, Osório Luiz Rangel de. Incidência de Complicações Cardiovasculares em Pacientes Pediátricos Tratados com Antraciclinas em um Centro Oncológico Brasileiro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2024, vol. 121, n. 5, [citado 2026-10-14], e20210352. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/incidencia-de-complicacoes-cardiovasculares-em-pacientes-pediatricos-tratados-com-antraciclinas-em-um-centro-oncologico-brasileiro/>. ISSN 0066-782X

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Guan Y. Valor Diagnóstico de Parâmetros Tridimensionais de Strain de Imagem de Speckle Tracking para Detecção de Disfunção Cardíaca Relacionada à Quimioterapia do Câncer: Uma Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2023;120(8):e20220370.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Guan, Yingying. Valor Diagnóstico de Parâmetros Tridimensionais de Strain de Imagem de Speckle Tracking para Detecção de Disfunção Cardíaca Relacionada à Quimioterapia do Câncer: Uma Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 120, n. 8, e20220370, jul. 2023.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Guan, Y. (2023). Valor Diagnóstico de Parâmetros Tridimensionais de Strain de Imagem de Speckle Tracking para Detecção de Disfunção Cardíaca Relacionada à Quimioterapia do Câncer: Uma Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 120(8), e20220370.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Guan, Yingying. Valor Diagnóstico de Parâmetros Tridimensionais de Strain de Imagem de Speckle Tracking para Detecção de Disfunção Cardíaca Relacionada à Quimioterapia do Câncer: Uma Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2023, vol. 120, n. 8, [citado 2026-10-14], e20220370. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/valor-diagnostico-de-parametros-tridimensionais-de-strain-de-imagem-de-speckle-tracking-para-deteccao-de-disfuncao-cardiaca-relacionada-a-quimioterapia-do-cancer-uma-metanalise/>. ISSN 0066-782X

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Avila MS, Siqueira SRR, Waldeck L, Ayub-Ferreira SM, Takx R, Bittencourt MS, Bocchi EA, et al. Antagonistas do Sistema Renina-Angiotensina e Betabloqueadores na Prevenção da Cardiotoxicidade por Antraciclinas: Revisão Sistemática e Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2023;120(5):e20220298.

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Avila, Monica Samuel; Siqueira, Suellen Rodrigues Rangel; Waldeck, Lucas; Ayub-Ferreira, Silvia Moreira; Takx, Richard; Bittencourt, Marcio Sommer; Bocchi, Edimar Alcides. Antagonistas do Sistema Renina-Angiotensina e Betabloqueadores na Prevenção da Cardiotoxicidade por Antraciclinas: Revisão Sistemática e Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 120, n. 5, e20220298, maio. 2023.

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Avila, M. S., Siqueira, S. R. R., Waldeck, L., Ayub-Ferreira, S. M., Takx, R., Bittencourt, M. S., & Bocchi, E. A. (2023). Antagonistas do Sistema Renina-Angiotensina e Betabloqueadores na Prevenção da Cardiotoxicidade por Antraciclinas: Revisão Sistemática e Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 120(5), e20220298.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Avila, Monica Samuel and Siqueira, Suellen Rodrigues Rangel and Waldeck, Lucas and Ayub-Ferreira, Silvia Moreira and Takx, Richard and Bittencourt, Marcio Sommer and Bocchi, Edimar Alcides. Antagonistas do Sistema Renina-Angiotensina e Betabloqueadores na Prevenção da Cardiotoxicidade por Antraciclinas: Revisão Sistemática e Metanálise. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2023, vol. 120, n. 5, [citado 2026-10-14], e20220298. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/antagonistas-do-sistema-renina-angiotensina-e-betabloqueadores-na-prevencao-da-cardiotoxicidade-por-antraciclinas-revisao-sistematica-e-metanalise/>. ISSN 0066-782X

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Avila MS, Belfort DSP, Martins SM, Hajjar LA. Disfunção Ventricular Assintomática e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida Secundária à Quimioterapia Clássica. ABC: Heart Failure & Cardiomyopathy 2022;2(4):335-42.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Avila, Monica S.; Belfort, Deborah de Sá Pereira; Martins, Silvia Marinho; Hajjar, Ludhmila Abrahão. Disfunção Ventricular Assintomática e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida Secundária à Quimioterapia Clássica. ABC: Heart Failure & Cardiomyopathy, v. 2, n. 4, p. 335-342, dez. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Avila, M. S., Belfort, D. S. P., Martins, S. M., & Hajjar, L. A. (2022). Disfunção Ventricular Assintomática e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida Secundária à Quimioterapia Clássica. ABC: Heart Failure & Cardiomyopathy, 2(4), 335-342.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Avila, Monica S. and Belfort, Deborah de Sá Pereira and Martins, Silvia Marinho and Hajjar, Ludhmila Abrahão. Disfunção Ventricular Assintomática e Insuficiência Cardíaca com Fração de Ejeção Reduzida Secundária à Quimioterapia Clássica. ABC: Heart Failure & Cardiomyopathy [online]. 2022, vol. 2, n. 4, [citado 2026-10-14], pp. 335-342. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/disfuncao-ventricular-assintomatica-e-insuficiencia-cardiaca-com-fracao-de-ejecao-reduzida-secundaria-a-quimioterapia-classica/>

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Gatto M, Mota GAF. Influência do Tratamento com Doxorrubicina no Metabolismo da Heme em Cardiomioblastos: Estudo In Vitro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;116(2):323-4.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gatto, Mariana; Mota, Gustavo Augusto Ferreira. Influência do Tratamento com Doxorrubicina no Metabolismo da Heme em Cardiomioblastos: Estudo In Vitro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 116, n. 2, p. 323-324, fev. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gatto, M., & Mota, G. A. F. (2021). Influência do Tratamento com Doxorrubicina no Metabolismo da Heme em Cardiomioblastos: Estudo In Vitro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 116(2), 323-324.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gatto, Mariana and Mota, Gustavo Augusto Ferreira. Influência do Tratamento com Doxorrubicina no Metabolismo da Heme em Cardiomioblastos: Estudo In Vitro. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 116, n. 2, [citado 2026-10-14], pp. 323-324. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/influencia-do-tratamento-com-doxorrubicina-no-metabolismo-da-heme-em-cardiomioblastos-estudo-in-vitro/>. ISSN 0066-782X

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Barros MVL, Macedo AVS, Sarvari SI, Faleiros MH, Felipe PT, Silva JLP, Edvardsen T, et al. Alteração Contrátil Segmentar Ventricular Esquerda é Preditor Independente de Cardiotoxicidade em Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento Quimioterápico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;112(1):50-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Barros, Márcio Vinícius Lins de; Macedo, Ariane Vieira Scarlatelli; Sarvari, Sebastian Imre; Faleiros, Monica Hermont; Felipe, Patricia Tavares; Silva, Jose Luiz Padilha; Edvardsen, Thor. Alteração Contrátil Segmentar Ventricular Esquerda é Preditor Independente de Cardiotoxicidade em Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento Quimioterápico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 112, n. 1, p. 50-56, dez. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Barros, M. V. L. , Macedo, A. V. S., Sarvari, S. I., Faleiros, M. H., Felipe, P. T., Silva, J. L. P., & Edvardsen, T. (2018). Alteração Contrátil Segmentar Ventricular Esquerda é Preditor Independente de Cardiotoxicidade em Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento Quimioterápico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 112(1), 50-56.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Barros, Márcio Vinícius Lins de and Macedo, Ariane Vieira Scarlatelli and Sarvari, Sebastian Imre and Faleiros, Monica Hermont and Felipe, Patricia Tavares and Silva, Jose Luiz Padilha and Edvardsen, Thor. Alteração Contrátil Segmentar Ventricular Esquerda é Preditor Independente de Cardiotoxicidade em Pacientes com Câncer de Mama em Tratamento Quimioterápico. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 112, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 50-56. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/alteracao-contratil-segmentar-ventricular-esquerda-e-preditor-independente-de-cardiotoxicidade-em-pacientes-com-cancer-de-mama-em-tratamento-quimioterapico/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Kang Y, Xiao F, Chen H, Wang W, Shen L, Zhao H, Shen X, et al. Cardiotoxicidade Subclínica Induzida por Antraciclina no Seguimento a Longo Prazo de Sobreviventes de Linfoma: Uma Análise Speckle Tracking Multi-Layer. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2018;110(3):219-28.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kang, Yu; Xiao, Fei; Chen, Haiyan; Wang, Wei; Shen, Lijing; Zhao, Hang; Shen, Xuedong; Chen, Fangyuan; He, Ben. Cardiotoxicidade Subclínica Induzida por Antraciclina no Seguimento a Longo Prazo de Sobreviventes de Linfoma: Uma Análise Speckle Tracking Multi-Layer. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 110, n. 3, p. 219-228, fev. 2018.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kang, Y., Xiao, F., Chen, H., Wang, W., Shen, L., Zhao, H., Shen, X., Chen, F., & He, B. (2018). Cardiotoxicidade Subclínica Induzida por Antraciclina no Seguimento a Longo Prazo de Sobreviventes de Linfoma: Uma Análise Speckle Tracking Multi-Layer. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 110(3), 219-228.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kang, Yu and Xiao, Fei and Chen, Haiyan and Wang, Wei and Shen, Lijing and Zhao, Hang and Shen, Xuedong and Chen, Fangyuan and He, Ben. Cardiotoxicidade Subclínica Induzida por Antraciclina no Seguimento a Longo Prazo de Sobreviventes de Linfoma: Uma Análise Speckle Tracking Multi-Layer. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2018, vol. 110, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 219-228. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/cardiotoxicidade-subclinica-induzida-por-antraciclina-no-seguimento-a-longo-prazo-de-sobreviventes-de-linfoma-uma-analise-speckle-tracking-multi-layer/>. ISSN 0066-782X

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Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Yaylali YT, Saricopur A, Yurtdas M, Senol H, Gokoz-Dogu G. Função Atrial em Pacientes com Câncer de Mama Após tratamento com Antraciclinas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;107(5):411-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Yaylali, Yalin Tolga; Saricopur, Ahmet; Yurtdas, Mustafa; Senol, Hande; Gokoz-Dogu, Gamze. Função Atrial em Pacientes com Câncer de Mama Após tratamento com Antraciclinas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 107, n. 5, p. 411-419, out. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Yaylali, Y. T., Saricopur, A., Yurtdas, M., Senol, H., & Gokoz-Dogu, G. (2016). Função Atrial em Pacientes com Câncer de Mama Após tratamento com Antraciclinas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 107(5), 411-419.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Yaylali, Yalin Tolga and Saricopur, Ahmet and Yurtdas, Mustafa and Senol, Hande and Gokoz-Dogu, Gamze. Função Atrial em Pacientes com Câncer de Mama Após tratamento com Antraciclinas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 107, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 411-419. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/funcao-atrial-em-pacientes-com-cancer-de-mama-apos-tratamento-com-antraciclinas/>. ISSN 0066-782X

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