Remodelamento Reverso após Revascularização Miocárdica em Cardiopatia Isquêmica Grave
Introdução
A insuficiência cardíaca com fração de ejeção reduzida (ICFER), especialmente de etiologia isquêmica, representa uma condição desafiadora, associada a elevada morbimortalidade.¹ Pacientes com ICFER frequentemente apresentam remodelamento ventricular e disfunção sistólica progressiva, sendo a identificação precoce de doença arterial coronária (DAC) significativa essencial para a definição terapêutica e otimização do prognóstico.
A DAC triarterial com acometimento do tronco da coronária esquerda (TCE) configura cenário de alto risco. Diretrizes recomendam revascularização cirúrgica em grande parte dos casos, particularmente na presença de disfunção ventricular esquerda acentuada.² Evidências de estudos como o STICH/STICHES demonstram que a associação de cirurgia de revascularização miocárdica (CRM) à terapia medicamentosa otimizada em pacientes com miocardiopatia isquêmica e fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE) reduzida promove benefício em desfechos de longo prazo, embora o risco perioperatório seja elevado, com mortalidade de até 8,6% em pacientes com FEVE < 35%.³
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