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  1. Início
  2. Palavra-chave: Ventilação Pulmonar
ABC
Artigo Original

Melhora no Consumo Máximo de Oxigênio e na Ventilação após Tratamento com Sacubitril-Valsartana

António Valentim Gonçalves et al. Tiago Pereira-da-Silva Ana Galrinho Pedro Rio … Rui Soares Joana Feliciano Rita Ilhão Moreira Sofia Silva Sandra Alves Eunice Capilé Rui Cruz Ferreira

Resumo

Fundamento

O tratamento com sacubitril-valsartana teve seu benefício prognóstico confirmado no ensaio PARADIGM-HF. No entanto, dados sobre alterações no teste de esforço cardiopulmonar (TECP) com o uso de sacubitril-valsartana são escassos.

Objetivo

O objetivo deste estudo foi comparar os parâmetros do TECP antes e depois do tratamento com sacubitril-valsartana.

Métodos

Avaliação prospectiva de pacientes com insuficiência cardíaca (IC) crônica e fração de ejeção do ventrículo esquerdo ≤40%, mesmo sob terapia padrão otimizada, que iniciaram tratamento com sacubitril-valsartana, sem expectativa de tratamentos adicionais para a IC. Os dados do TECP foram coletados na semana anterior e 6 meses depois do tratamento com sacubitril-valsartana. Diferenças estatísticas com valor p <0,05 foram consideradas significativas.

Resultados

De 42 pacientes, 35 (83,3%) completaram o seguimento de 6 meses, uma vez que 2 (4,8%) morreram e 5 (11,9%) interromperam o tratamento devido a eventos adversos. A média de idade foi de 58,6±11,1 anos. A classe NYHA (classificação da New York Heart Association) melhorou em 26 (74,3%) pacientes. O consumo máximo de oxigênio (VO2max) (14,4 vs. 18,3 ml/kg/min, p<0,001), a inclinação VE/VCO2 (36,7 vs. 31,1, p<0,001) e a duração do exercício (487,8 vs. 640,3 s, p<0,001) também melhoraram com o uso de sacubitril-valsartana. O benefício foi mantido mesmo com a dose de 24/26 mg (13,5 vs. 19,2 ml/kg/min, p=0,018) de sacubitril-valsartana, desde que esta tenha sido a maior dose tolerada.

Conclusões

O tratamento com sacubitril-valsartana está associado a uma melhora acentuada do VO2max, da inclinação VE/VCO2 e da duração do exercício no TECP. (Arq Bras Cardiol. 2020; [online].ahead print, PP.0-0)

  • Anti-Hipertensivos
  • Consumo de Oxigênio
  • Fração de Ejeção Ventricular
  • Insuficiência Cardíaca
  • Sacubitril-Valsartana
  • Ventilação Pulmonar
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
19/10/2020 DOI: 10.36660/abc.20190443 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

A variabilidade da Ventilação durante Teste Cardiopulmonar de Exercício é Maior em Homens Sedentários do que em Atletas

Renata Rodrigues Teixeira de Castro et al. Sabrina Pedrosa Lima Allan Robson Kluser Sales Antonio Claudio Lucas da Nóbrega

Resumo

Fundamento:

A ocorrência de oscilações de variabilidade ventilatória durante o exercício, denominada respiração periódica, apresenta importantes informações prognósticas na insuficiência cardíaca. Considerando que o treinamento físico poderia influenciar a flutuação dos componentes ventilatórios durante o exercício, nós hipotetizamos que a variabilidade ventilatória durante o exercício seria maior nos homens sedentários do que nos atletas.

Objetivo:

Comparar a variabilidade temporal das componentes ventilatórias de homens sedentários saudáveis e atletas durante um teste de esforço máximo progressivo, avaliando sua relação com outras variáveis normalmente obtidas durante um teste de exercício cardiopulmonar.

Métodos:

Foi realizada uma análise da variabilidade temporal (SD/n e RMSSD/n) da ventilação por minuto (Ve), da frequência respiratória (RR) e do volume corrente (Vt) durante um teste de exercício cardiopulmonar máximo em 9 atletas e 9 homens sedentários. Os dados foram comparados pelo teste T de Student bicaudal e pelo teste de correlação de Pearson.

Resultados:

Os homens sedentários apresentaram maior variabilidade Vt (SD/n: 1,6 ± 0,3 vs 0,9 ± 0,3 mL/respirações, p < 0,001) e Ve (SD/n: 97,5 ± 23,1 vs. 71,6 ± 4,8 mL/min x respirações; p = 0,038) do que os atletas. VE/VCO2 correlacionou-se à variabilidade de Vt (RMSSD/n) em ambos os grupos.

Conclusões:

A variabilidade temporal de Vt e Ve durante o exercício é maior em sedentários do que em atletas, com uma relação positiva entre VE/VCO2 apontando para uma possível influência da relação ventilação-perfusão na variabilidade ventilatória durante o exercício em voluntários saudáveis

  • Atletas
  • Estilo de Vida Sedentário
  • Exercício
  • Respiração
  • Testes de Função Respiratória
  • Ventilação Pulmonar
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
01/09/2017 DOI: 10.5935/abc.20170104 Visualizações 2
Valores de referência para o teste cardiopulmonar para homens e mulheres sedentários e ativos
ABC
Artigo Original

Valores de referência para o teste cardiopulmonar para homens e mulheres sedentários e ativos

Artur Haddad Herdy et al. Dorian Uhlendorf

FUNDAMENTO: Os valores de referência de teste cardiopulmonar (TCP) disponíveis no Brasil foram derivados de cicloergômetro, em população sedentária e relativamente pequena. OBJETIVO: Fornecer valores de referência para o TCP em brasileiros de ambos os sexos, sedentários e ativos. MÉTODOS: ENtre 2006 e 2008, 3.992 TCP de indivíduos saudáveis foram selecionados de nosso laboratório. Atletas, fumantes, portadores de qualquer patologia conhecida, usuários de medicação contínua e obesos foram excluídos. VO2 pico foi considerado VO2 máx. Analisamos também VO2 de limiar anaeróbico, ventilação máxima e pulso de oxigênio de acordo com sexo, faixa etária, sedentários e ativos. As faixas etárias foram assim divididas: G1 (15-24 anos), G2 (25-34), G3 (35-44), G4 (45-54), G5 (55-64) e G6 (65-74). RESULTADOS: De acordo com as faixas etárias, os valores médios de VO2 em ml/kg/min com os respectivos desvios-padrão foram: Homem ativo: G1-50,6 ± 7,3; G2-47,4 ± 7,4; G3-45,4 ± 6,8; G4-40,5 ± 6,5; G5-35,3 ± 6,2; G6-30,0 ± 6,1. Mulher ativa: G1-38,9 ± 5,7; G2-38,1 ± 6,6; G3-34,9 ± 5,9; G4-31,1 ± 5,4; G5-28,6 ± 6,1; G6-25,1 ± 4,4. Homem sedentário: G1-47,4 ± 7,9; G2-41,9 ± 7,2; G3-39,0 ± 6,8; G4-35,6 ± 7,7; G5-30,0 ± 6,3; G6-23,1 ± 6,3. Mulher sedentária: G1-35,6 ± 5,7; G2-34,0 ± 4,8; G3-30,0 ± 5,4; G4-27,2 ± 5,0; G5-23,9 ± 4,2; G6-21,2 ± 3,4. CONCLUSÃO: ESte artigo fornece valores de referência de VO2 máx, entre outros parâmetros, no Teste Cardiopulmonar realizados na esteira ergométrica em indivíduos de ambos os sexos, ativos e sedentários.

  • Estilo de Vida Sedentário
  • Teste de Esforço
  • Valores de Referência
  • Ventilação Pulmonar
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
26/11/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000155 Visualizações 3

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Gonçalves AV, Pereira-da-Silva T, Galrinho A, Rio P, Soares R, Feliciano J, Moreira RI, et al. Melhora no Consumo Máximo de Oxigênio e na Ventilação após Tratamento com Sacubitril-Valsartana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;115(5):821-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Gonçalves, António Valentim; Pereira-da-Silva, Tiago; Galrinho, Ana; Rio, Pedro; Soares, Rui; Feliciano, Joana; Moreira, Rita Ilhão; Silva, Sofia; Alves, Sandra; Capilé, Eunice; Ferreira, Rui Cruz. Melhora no Consumo Máximo de Oxigênio e na Ventilação após Tratamento com Sacubitril-Valsartana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 115, n. 5, p. 821-827, out. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Gonçalves, A. V., Pereira-da-Silva, T., Galrinho, A., Rio, P., Soares, R., Feliciano, J., Moreira, R. I., Silva, S., Alves, S., Capilé, E., & Ferreira, R. C. (2020). Melhora no Consumo Máximo de Oxigênio e na Ventilação após Tratamento com Sacubitril-Valsartana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 115(5), 821-827.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Gonçalves, António Valentim and Pereira-da-Silva, Tiago and Galrinho, Ana and Rio, Pedro and Soares, Rui and Feliciano, Joana and Moreira, Rita Ilhão and Silva, Sofia and Alves, Sandra and Capilé, Eunice and Ferreira, Rui Cruz. Melhora no Consumo Máximo de Oxigênio e na Ventilação após Tratamento com Sacubitril-Valsartana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 115, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 821-827. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/melhora-no-consumo-maximo-de-oxigenio-e-na-ventilacao-apos-tratamento-com-sacubitril-valsartana/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Castro RRT, Lima SP, Sales ARK, Nóbrega ACL. A variabilidade da Ventilação durante Teste Cardiopulmonar de Exercício é Maior em Homens Sedentários do que em Atletas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2017;109(3):185-90.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Castro, Renata Rodrigues Teixeira de; Lima, Sabrina Pedrosa; Sales, Allan Robson Kluser; Nóbrega, Antonio Claudio Lucas da. A variabilidade da Ventilação durante Teste Cardiopulmonar de Exercício é Maior em Homens Sedentários do que em Atletas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 109, n. 3, p. 185-190, ago. 2017.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Castro, R. R. T. , Lima, S. P., Sales, A. R. K., & Nóbrega, A. C. L. (2017). A variabilidade da Ventilação durante Teste Cardiopulmonar de Exercício é Maior em Homens Sedentários do que em Atletas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 109(3), 185-190.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Castro, Renata Rodrigues Teixeira de and Lima, Sabrina Pedrosa and Sales, Allan Robson Kluser and Nóbrega, Antonio Claudio Lucas da. A variabilidade da Ventilação durante Teste Cardiopulmonar de Exercício é Maior em Homens Sedentários do que em Atletas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2017, vol. 109, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 185-190. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/a-variabilidade-da-ventilacao-durante-teste-cardiopulmonar-de-exercicio-e-maior-em-homens-sedentarios-do-que-em-atletas/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Herdy AH, Uhlendorf D. Valores de referência para o teste cardiopulmonar para homens e mulheres sedentários e ativos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;96(1):54-9.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Herdy, Artur Haddad; Uhlendorf, Dorian. Valores de referência para o teste cardiopulmonar para homens e mulheres sedentários e ativos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 96, n. 1, p. 54-59, nov. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Herdy, A. H., & Uhlendorf, D. (2010). Valores de referência para o teste cardiopulmonar para homens e mulheres sedentários e ativos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 96(1), 54-59.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Herdy, Artur Haddad and Uhlendorf, Dorian. Valores de referência para o teste cardiopulmonar para homens e mulheres sedentários e ativos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 96, n. 1, [citado 2026-10-14], pp. 54-59. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/valores-de-referencia-para-o-teste-cardiopulmonar-para-homens-e-mulheres-sedentarios-e-ativos/>. ISSN 0066-782X

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