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ABC
Artigo de Pesquisa

Efeito Agudo do Exercício Sobre a Pressão Arterial: Uma Investigação Metanalítica

Elizabeth Carpio-Rivera et al. José Moncada-Jiménez Walter Salazar-Rojas Andrea Solera-Herrera

Resumo

A hipertensão arterial afeta 25% da população mundial e é considerada um fator de risco para distúrbios cardiovasculares e outras doenças. O objetivo deste estudo foi examinar as evidências sobre o efeito agudo do exercício sobre a pressão arterial (PA) utilizando medidas metanalíticas. Sessenta e cinco estudos foram comparados com tamanho de efeito (TE), testes de heterogeneidade, e teste Z para determinar se os TE eram diferentes de zero. A média dos TE globais corrigida para as condições do exercício foram -0,56 (-4,80 mmHg) para a PA sistólica (PAs) e -0,44 (-3,19 mmHg) para a PA diastólica (PAd; z ≠ 0 para todos; p < 0,05). A redução da PA foi significativa independente da PA inicial do participante, sexo, nível de atividade física, ingestão de medicamentos anti-hipertensivos, tipo de medição da PA, hora do dia na qual a PA foi medida, tipo de exercício realizado, e programa de treinamento (p < 0,05 para todos). Testes ANOVA revelaram que as reduções da PA eram maiores se os participantes eram do sexo masculino, não recebiam medicação anti-hipertensiva, eram fisicamente ativos e se o exercício realizado era jogging. Uma correlação inversa significativa foi encontrada entre idade e TE da PA, índice de massa corporal (IMC) e TE da PAs, duração da sessão de exercício e TE da PAs, e número de séries realizadas no programa de exercícios de resistência e TE da PAs (p < 0,05). Independente das características dos participantes e do exercício, houve uma redução na PA poucas horas após uma sessão de exercícios. No entanto, o efeito hipotensor foi maior quando o exercício foi realizado como uma estratégia preventiva em pessoas fisicamente ativas e sem medicação anti-hipertensiva.

  • Atividade Física
  • Efeito agudo
  • Hipotensão Pós-Exercício
  • Metanálise
  • Pressão Arterial
  • Treinamento
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06/05/2016 DOI: 10.5935/abc.20160064 Visualizações 1
Distância do domicílio ao local de exercício físico não influenciou a aderência de 796 participantes
ABC
Artigo Original

Distância do domicílio ao local de exercício físico não influenciou a aderência de 796 participantes

Antonio Cesar Cabral-de-Oliveira et al. Plínio Santos Ramos Claudio Gil Soares de Araújo

FUNDAMENTO: Uma das dificuldades para a manutenção da aderência de longo prazo a exercícios é a distância entre domicílio e local de exercício. OBJETIVO: Determinar, para um programa de exercício físico supervisionado (PES) privado, a influência da distância domicílio-PES sobre a aderência. MÉTODOS: Foram identificados 976 sujeitos e selecionados 796 que atendiam aos critérios de inclusão. A distância domicílio-PES foi obtida pelo Google Maps. A aderência foi determinada em quartis (meses): de 1 a 4, 5 a 12, 13 a 36 e mais de 36. As condições clínicas foram estratificadas como: saudáveis; obesos e/ou hipertensos e/ou dislipidêmicos e/ou diabéticos sem doença coronariana; coronariopatas e outros agravos como câncer, pânico e doenças respiratórias. A distância domicílio-PES foi dividida em (km): até 1, entre 1 e 3, entre 3 e 10, e mais de 10. Para a análise estatística, utilizaram-se a ANOVA Kruskal-Wallis e o quiquadrado. RESULTADOS: Dos participantes, 46% residiam até 3 km, 39% entre 3 e 10 km e cerca de 15% moravam a mais de 10 km do local de realização do PES. Não foram encontradas diferenças entre as medianas dos meses de permanência no PES em função da distância domicílio-PES (p = 0,11). CONCLUSÃO: Para um determinado PES privado da cidade do Rio de Janeiro e funcionando de segunda a sábado com livre escolha de horário, a distância domicílio-PES não influenciou na aderência dos participantes. Isso provavelmente se deveu à qualidade do serviço prestado e/ou a ausência de opções mais próximas do local de domicílio dos participantes. (Arq Bras Cardiol. 2012; [online].ahead print, PP.0-0)

  • coronariopatia
  • Exercício
  • Reabilitação
  • Treinamento
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19/04/2012 DOI: 10.1590/S0066-782X2012005000039 Visualizações 1
Associação de betabloqueadores e treinamento físico na insuficiência cardíaca de camundongos
ABC
Artigo Original

Associação de betabloqueadores e treinamento físico na insuficiência cardíaca de camundongos

Andréa Somolanji Vanzelli et al. Alessandra Medeiros Raquel de Assis Sirvente Vera Maria Cury Salemi … Charles Mady Patricia Chakur Brum

FUNDAMENTO: O tratamento da insuficiência cardíaca (IC) conta atualmente com diversos tipos de intervenções. Dentre elas, destacam-se a terapia com betabloqueadores (BB) e o treinamento físico (TF). Contudo, os efeitos da associação dessas terapias são pouco estudados. OBJETIVO: Verificar os efeitos do tratamento com BB, metoprolol (M) e carvedilol (C) associados ao TF na IC em camundongos. MÉTODOS: Utilizamos modelo genético de IC induzida em camundongos por hiperatividade simpática. Inicialmente, dividimos os animais com IC em: sedentários (S); treinados (T); tratados com M (138 mg/kg) (M) ou C (65 mg/kg) (C). Na segunda parte, dividimos os grupos em S; treinado e tratado com M (MT) e treinado e tratado com C (CT). O TF consistiu em treinamento aeróbico em esteira por 8 semanas. A tolerância ao esforço foi avaliada por teste progressivo máximo e a fração de encurtamento foi avaliada (FE) por ecocardiografia. O diâmetro dos cardiomiócitos e a fração de colágeno foram avaliados por meio de análise histológica. Os dados foram comparados por ANOVA de um caminho com post hoc de Duncan. O nível de significância foi considerado p < 0,05. RESULTADOS: Destacando FE e remodelação cardíaca, verificamos que, isoladamente, T, M e C apresentaram melhora das variáveis. Na associação, após o período de intervenção, observamos aumento da tolerância ao esforço em MT e CT (43,0% e 33,0%, respectivamente). Houve também redução do diâmetro dos cardiomiócitos (10,0% e 9,0%, respectivamente) e da fração de colágeno (52,0% e 63,0%), após a intervenção. Porém, somente CT melhorou significantemente a FE. CONCLUSÃO: A associação do TF às terapias com M ou C proporcionou benefícios sobre a função e remodelação cardíaca em camundongos com IC.

  • beta-bloqueadores
  • Camundongos
  • Exercício
  • Insuficiência Cardíaca
  • Sistema Nervoso Simpático
  • Treinamento
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30/07/2010 DOI: 10.1590/S0066-782X2010005000098 Visualizações 1
Avaliação do conhecimento geral de médicos emergencistas de hospitais de Salvador - Bahia sobre o atendimento de vítimas com parada cardiorrespiratória
ABC
Artigo Original

Avaliação do conhecimento geral de médicos emergencistas de hospitais de Salvador – Bahia sobre o atendimento de vítimas com parada cardiorrespiratória

Nivaldo Menezes Filgueiras Filho et al. Antônio Carlos Bandeira Thales Delmondes Adriano Oliveira … Alberto Soares Lima Junior Vinicius Cruz Fábio Vilas-Boas Álvaro Rabelo Junior

OBJETIVO: Identificar a proporção de médicos emergencistas com habilitação em cursos de imersão (SAVC – Suporte Avançado de Vida em Cardiologia e SAVT – Suporte Avançado de Vida no Trauma), relacionando variáveis: idade, sexo, especialidade médica, titulação e tipo de hospital com o grau de conhecimento teórico no atendimento de vítimas de parada cardiorrespiratória. MÉTODOS: Foram avaliados de forma consecutiva, de novembro/2003 a julho/2004, os emergencistas de hospitais públicos e privados da cidade de Salvador – Bahia, que voluntariamente aceitaram participar do estudo. Esses responderam a um questionário construído de informações das variáveis de interesse: perfil do profissional, realização ou não dos cursos de imersão SAVC e SAVT, avaliação cognitiva com 22 questões objetivas sobre ressuscitação cardiopulmonar. Calculou-se para cada participante um valor de acertos indicado como variável escore. Esse questionário foi validado a partir do resultado do escore dos instrutores do curso SAVC em Salvador – BA. RESULTADOS: Dos 305 médicos que responderam ao questionário, 83 (27,2%) haviam realizado o curso SAVC, tendo como média da variável escore o valor de 14,9+3,0, comparada com os 215 médicos (70,5%) que não o haviam feito e cuja média foi de 10,5+3,5 (p=0,0001). A média do escore dos 65 cardiologistas (21,5%) foi de 14,1+3,3, comparada com os 238 médicos (78,5%) que eram de outras especialidades, com média de 9,7+3,7(p=0,0001). Não foi identificada diferença da média do escore entre os médicos que haviam ou não realizado o curso SAVT (p=0,67). CONCLUSÃO: Na amostra avaliada, o conhecimento teórico sobre ressucitação cárdio-pulmonar (RCP) foi superior naqueles profissionais que realizaram o SAVC, diferente do que ocorreu naqueles que realizaram o SAVT. Os especialistas em Cardiologia que realizaram o SAVC demonstraram um conhecimento teórico superior, sobre o atendimento de vítimas de parada cárdio-respiratória (PCR), quando comparado com as demais especialidades avaliadas em conjunto – Clínica Médica, Cirurgia e Ortopedia.

  • ressuscitação cardiopulmonar
  • SAVC (Suporte Avançado de Vida em Cardiologia)
  • Treinamento
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06/03/2007 DOI: 10.1590/S0066-782X2006001800014 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Carpio-Rivera E, Moncada-Jiménez J, Salazar-Rojas W, Solera-Herrera A. Efeito Agudo do Exercício Sobre a Pressão Arterial: Uma Investigação Metanalítica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2016;106(5):422-33.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Carpio-Rivera, Elizabeth; Moncada-Jiménez, José; Salazar-Rojas, Walter; Solera-Herrera, Andrea. Efeito Agudo do Exercício Sobre a Pressão Arterial: Uma Investigação Metanalítica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 106, n. 5, p. 422-433, maio. 2016.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Carpio-Rivera, E., Moncada-Jiménez, J., Salazar-Rojas, W., & Solera-Herrera, A. (2016). Efeito Agudo do Exercício Sobre a Pressão Arterial: Uma Investigação Metanalítica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 106(5), 422-433.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Carpio-Rivera, Elizabeth and Moncada-Jiménez, José and Salazar-Rojas, Walter and Solera-Herrera, Andrea. Efeito Agudo do Exercício Sobre a Pressão Arterial: Uma Investigação Metanalítica. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2016, vol. 106, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 422-433. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/efeito-agudo-do-exercicio-sobre-a-pressao-arterial-uma-investigacao-metanalitica/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Cabral-de-Oliveira AC, Ramos PS, Araújo CGS. Distância do domicílio ao local de exercício físico não influenciou a aderência de 796 participantes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2012;98(6):553-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Cabral-de-Oliveira, Antonio Cesar; Ramos, Plínio Santos; Araújo, Claudio Gil Soares de. Distância do domicílio ao local de exercício físico não influenciou a aderência de 796 participantes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 98, n. 6, p. 553-558, abr. 2012.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Cabral-de-Oliveira, A. C., Ramos, P. S., & Araújo, C. G. S. (2012). Distância do domicílio ao local de exercício físico não influenciou a aderência de 796 participantes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 98(6), 553-558.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Cabral-de-Oliveira, Antonio Cesar and Ramos, Plínio Santos and Araújo, Claudio Gil Soares de. Distância do domicílio ao local de exercício físico não influenciou a aderência de 796 participantes. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2012, vol. 98, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 553-558. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/distancia-do-domicilio-ao-local-de-exercicio-fisico-nao-influenciou-a-aderencia-de-796-participantes/>. ISSN 0066-782X

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Vanzelli AS, Medeiros A, Sirvente RA, Salemi VMC, Mady C, Brum PC. Associação de betabloqueadores e treinamento físico na insuficiência cardíaca de camundongos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2010;95(3):373-80.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Vanzelli, Andréa Somolanji; Medeiros, Alessandra; Sirvente, Raquel de Assis; Salemi, Vera Maria Cury; Mady, Charles; Brum, Patricia Chakur. Associação de betabloqueadores e treinamento físico na insuficiência cardíaca de camundongos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 95, n. 3, p. 373-380, jul. 2010.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Vanzelli, A. S., Medeiros, A., Sirvente, R. A., Salemi, V. M. C., Mady, C., & Brum, P. C. (2010). Associação de betabloqueadores e treinamento físico na insuficiência cardíaca de camundongos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 95(3), 373-380.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Vanzelli, Andréa Somolanji and Medeiros, Alessandra and Sirvente, Raquel de Assis and Salemi, Vera Maria Cury and Mady, Charles and Brum, Patricia Chakur. Associação de betabloqueadores e treinamento físico na insuficiência cardíaca de camundongos. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2010, vol. 95, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 373-380. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/associacao-de-betabloqueadores-e-treinamento-fisico-na-insuficiencia-cardiaca-de-camundongos/>. ISSN 0066-782X

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Filgueiras Filho NM, Bandeira AC, Delmondes T, Oliveira A, Lima Junior AS, Cruz V, Vilas-Boas F, et al. Avaliação do conhecimento geral de médicos emergencistas de hospitais de Salvador – Bahia sobre o atendimento de vítimas com parada cardiorrespiratória. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2007;87(5):634-40.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Filgueiras Filho, Nivaldo Menezes; Bandeira, Antônio Carlos; Delmondes, Thales; Oliveira, Adriano; Lima Junior, Alberto Soares; Cruz, Vinicius; Vilas-Boas, Fábio; Rabelo Junior, Álvaro. Avaliação do conhecimento geral de médicos emergencistas de hospitais de Salvador – Bahia sobre o atendimento de vítimas com parada cardiorrespiratória. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 87, n. 5, p. 634-640, mar. 2007.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Filgueiras Filho, N. M., Bandeira, A. C., Delmondes, T., Oliveira, A., Lima Junior, A. S., Cruz, V., Vilas-Boas, F., & Rabelo Junior, (2007). Avaliação do conhecimento geral de médicos emergencistas de hospitais de Salvador – Bahia sobre o atendimento de vítimas com parada cardiorrespiratória. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 87(5), 634-640.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Filgueiras Filho, Nivaldo Menezes and Bandeira, Antônio Carlos and Delmondes, Thales and Oliveira, Adriano and Lima Junior, Alberto Soares and Cruz, Vinicius and Vilas-Boas, Fábio and Rabelo Junior, Álvaro. Avaliação do conhecimento geral de médicos emergencistas de hospitais de Salvador – Bahia sobre o atendimento de vítimas com parada cardiorrespiratória. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2007, vol. 87, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 634-640. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/avaliacao-do-conhecimento-geral-de-medicos-emergencistas-de-hospitais-de-salvador-bahia-sobre-o-atendimento-de-vitimas-com-parada-cardiorrespiratoria/>. ISSN 0066-782X

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