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  2. Palavra-chave: Rigidez Aórtica
Figura 1
ABC
Artigo Original

Valor Prognóstico de Rigidez Aórtica usando Ressonância Magnética Cardiovascular em Idosos com Suspeita ou Confirmação de Doença Arterial Coronariana

Yodying Kaolawanich et al. Thananya Boonyasirinant

Resumo

Fundamento

A rigidez aórtica é considerada um marcador de doença cardiovascular. A ressonância magnética cardiovascular (RMC) permite realizar uma avaliação abrangente da rigidez aórtica e da isquemia miocárdica em um único exame. Entretanto, dados prognósticos relacionados à rigidez aórtica em pacientes idosos permanecem limitados.

Objetivo

Determinar o valor prognóstico da rigidez aórtica usando a velocidade da onda de pulso (VOP) baseada em RMC em pacientes idosos com doença arterial coronariana (DAC).

Métodos

Foram cadastrados pacientes consecutivos com idade >70 com indicação para RMC com perfusão de estresse com adenosina incluindo VOP, entre 2010 e 2014. Os pacientes foram acompanhados para verificar a ocorrência de eventos cardíacos adversos maiores (MACE), incluindo mortalidade cardíaca, infarto do miocárdio não fatal, hospitalização por insuficiência cardíaca, revascularização tardia (>180 dias após a RMC), e acidente vascular isquêmico. Foram realizadas análises univariadas e multivariadas para determinar os preditores de MACE. Um p-valor <0,05 foi considerado estatisticamente significativo.

Resultados

A VOP média foi 13,98±9,00 m/s. Depois de um período mediano de acompanhamento de 59,6 meses em 263 pacientes (55% do sexo feminino, 77±5 anos), ocorreram 61 MACE. Pacientes com VOP elevada (>13,98 m/s) tiveram índices de MACE significativamente mais altos (FC 1,75; IC 95% 1,05-2,94; p=0,03) que os dos pacientes com VOP não elevada (<13,98 m/s). A análise multivariada demonstrou que pressão arterial diastólica, fração de ejeção ventricular esquerda (FEVE), isquemia miocárdica, e VOP elevada são preditores independentes de MACE (p<0,05 para todos). A VOP apresentou um valor prognóstico incremental em relação a dados clínicos, FEVE e isquemia (qui-quadrado global aumentado = 7,25, p=0,01).

Conclusão

A rigidez aórtica, usando-se a RMC, é um preditor independente forte de eventos cardiovasculares em pacientes idosos com suspeita de DAC ou DAC confirmada.

  • Doença arterial coronariana
  • Idoso
  • Prognóstico
  • Ressonância Magnética Cardiovascular
  • Rigidez Aórtica
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13/05/2022 DOI: 10.36660/abc.20210452
ABC
Editorial

Rigidez Aórtica por Ressonância Magnética Cardíaca: Ferramenta Prognóstica ou Mero Espectador?

Sérgio Figueiredo Câmara et al. Henrique Barbosa Ribeiro

A rigidez arterial aumenta com a idade e pode estar relacionada a taxas mais altas de eventos cardiovasculares, incluindo mortalidade. – Essa capacidade preditiva foi demonstrada em várias coortes longitudinais, incluindo estudos populacionais de comunidades ‘saudáveis’ e pessoas com diabetes, hipertensão, doença renal crônica e doença arterial coronariana estabelecida. , Existem várias maneiras de medir a rigidez arterial, como ultrassom-doppler, tonometria carótida-femoral e ressonância magnética cardíaca (RMC). A RMC fornece informações sobre a função cardíaca, perfusão e cicatrização miocárdica em um único exame e também pode ser o método preferido para avaliar a rigidez arterial usando a velocidade da onda de pulso aórtica (VOP). – Embora tenha sido demonstrada a associação entre rigidez aórtica e isquemia miocárdica, bem como o valor prognóstico da rigidez aórtica pela RMC, há dados limitados sobre o valor prognóstico da VOP por RMC em pacientes idosos nos quais as doenças cardiovasculares (DCV) são responsáveis pela grande maioria das causas de mortalidade.

Nesta edição da revista, Kaolawanich e Boonyasirinant avaliaram a ocorrência de eventos cardíacos e cerebrovasculares adversos maiores (ECCAM), incluindo mortalidade cardíaca, infarto do miocárdio não fatal, hospitalização por insuficiência cardíaca, revascularização tardia (>180 dias após RMC) e acidente vascular cerebral isquêmico em pacientes idosos (> 70 anos) com suspeita ou DAC confirmada, submetidos a RMC de estresse com adenosina, incluindo a VOP. O objetivo principal foi determinar o valor prognóstico da rigidez aórtica usando VOP baseada em RMC em pacientes idosos com DAC. Duzentos e sessenta e três pacientes consecutivos (55% do sexo feminino; 77±5 anos) entre 2010 e 2014 foram incluídos com acompanhamento médio de 59,6 meses e VOP média de 13,98 ± 9,00 m/s. Uma VOP maior (>13,98 m/s) foi associada a maiores taxas de ECCAM (FC 1,75; IC 95% 1,05 – 2,94; p=0,03), em comparação com VOP não elevada (<13,98 m/s). Por análise multivariada, pressão arterial diastólica, fração de ejeção do ventrículo esquerdo (FEVE), isquemia miocárdica e VOP elevada foram preditores independentes de ECCAM no seguimento de longo prazo (p<0,05 para todos). A VOP teve valor prognóstico incremental em relação à história clínica, FEVE e isquemia (aumento do qui-quadrado global = 7,25; p=0,01). Nesta avaliação, pacientes idosos com VOP elevada também apresentaram maior prevalência de hipertensão, diabetes mellitus e pressão arterial sistólica mais elevada do que aqueles com VOP não elevada, consistente com estudos prévios em populações mais jovens.

[…]

  • Análise de Onda de Pulso/métodos
  • Diagnóstico por Imagem
  • Imagem por Ressonância Magnética / métodos
  • Prognóstico
  • Rigidez Aórtica
  • Rigidez Vascular
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13/05/2022 DOI: 10.36660/abc.20220231 Visualizações 1
ABC
Artigo Original

Rigidez Arterial e Funções Miocárdicas do Ventrículo Esquerdo em Crianças com Válvula Aórtica Bicúspide Funcional

Pelin Kosger et al. Tugcem Akin Hikmet Kiztanir Birsen Ucar

Resumo

Fundamento:

A rigidez arterial é um importante preditor de aortopatia e remodelamento miocárdico em pacientes com válvula aórtica bicúspide, podendo estar aumentada na infância.

Objetivo:

Avaliar a rigidez arterial e a função miocárdica do ventrículo esquerdo em crianças com válvula aórtica bicúspide funcional.

Métodos:

Quarenta e quatro crianças com válvula aórtica bicúspide e 41 pares saudáveis com válvula aórtica tricúspide foram incluídos neste estudo caso-controle. Foram obtidos os diâmetros e os escores-z relacionados da raiz aórtica e da aorta ascendente. Quanto à função miocárdica do ventrículo esquerdo, juntamente com as velocidades de fluxo mitral e parâmetros do Modo M, as velocidades miocárdicas e os intervalos de tempo foram avaliados com Doppler tecidual. A análise da onda de pulso foi realizada por aparelho oscilométrico (Mobil-o-Graph). Um valor de p<0,05 foi considerado significativo.

Resultados:

O índice da massa ventricular esquerda, a velocidade A do fluxo mitral, o diâmetro e o escore z da aorta ascendente e o índice de desempenho miocárdico estavam significativamente maiores nos pacientes (p = 0,04, p = 0,02, p = 0,04, p <0,001 e p 0,05).

Conclusão:

De acordo com a análise da onda de pulso oscilométrico, as crianças com válvula aórtica bicúspide funcional apresentam rigidez arterial semelhante a seus pares saudáveis. O diâmetro da aorta ascendente foi estabelecido como preditor independente da função miocárdica do ventrículo esquerdo. A rigidez arterial pode não ser um fator de risco grave em pacientes pediátricos sem dilatação acentuada da aorta ascendente.

  • Análise da Onda de Pulso
  • Aorta
  • Criança
  • Dilatação Patológica
  • Função Ventricular Esquerda
  • Miocárdio
  • Rigidez Aórtica
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20/09/2021 DOI: 10.36660/abc.20200657 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

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Kaolawanich Y, Boonyasirinant T. Valor Prognóstico de Rigidez Aórtica usando Ressonância Magnética Cardiovascular em Idosos com Suspeita ou Confirmação de Doença Arterial Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;118(5):961-7.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kaolawanich, Yodying; Boonyasirinant, Thananya. Valor Prognóstico de Rigidez Aórtica usando Ressonância Magnética Cardiovascular em Idosos com Suspeita ou Confirmação de Doença Arterial Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 5, p. 961-971, maio. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kaolawanich, Y., & Boonyasirinant, T. (2022). Valor Prognóstico de Rigidez Aórtica usando Ressonância Magnética Cardiovascular em Idosos com Suspeita ou Confirmação de Doença Arterial Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 118(5), 961-971.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kaolawanich, Yodying and Boonyasirinant, Thananya. Valor Prognóstico de Rigidez Aórtica usando Ressonância Magnética Cardiovascular em Idosos com Suspeita ou Confirmação de Doença Arterial Coronariana. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 118, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 961-971. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/valor-prognostico-de-rigidez-aortica-usando-ressonancia-magnetica-cardiovascular-em-idosos-com-suspeita-ou-confirmacao-de-doenca-arterial-coronariana/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

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Câmara SF, Ribeiro HB. Rigidez Aórtica por Ressonância Magnética Cardíaca: Ferramenta Prognóstica ou Mero Espectador?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2022;118(5):972-3.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Câmara, Sérgio Figueiredo; Ribeiro, Henrique Barbosa. Rigidez Aórtica por Ressonância Magnética Cardíaca: Ferramenta Prognóstica ou Mero Espectador?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 118, n. 5, p. 972-973, maio. 2022.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Câmara, S. F., & Ribeiro, H. B. (2022). Rigidez Aórtica por Ressonância Magnética Cardíaca: Ferramenta Prognóstica ou Mero Espectador?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 118(5), 972-973.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Câmara, Sérgio Figueiredo and Ribeiro, Henrique Barbosa. Rigidez Aórtica por Ressonância Magnética Cardíaca: Ferramenta Prognóstica ou Mero Espectador?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2022, vol. 118, n. 5, [citado 2026-10-14], pp. 972-973. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/rigidez-aortica-por-ressonancia-magnetica-cardiaca-ferramenta-prognostica-ou-mero-espectador/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Kosger P, Akin T, Kiztanir H, Ucar B. Rigidez Arterial e Funções Miocárdicas do Ventrículo Esquerdo em Crianças com Válvula Aórtica Bicúspide Funcional. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2021;117(6):1126-33.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Kosger, Pelin; Akin, Tugcem; Kiztanir, Hikmet; Ucar, Birsen. Rigidez Arterial e Funções Miocárdicas do Ventrículo Esquerdo em Crianças com Válvula Aórtica Bicúspide Funcional. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 117, n. 6, p. 1126-1133, set. 2021.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Kosger, P., Akin, T., Kiztanir, H., & Ucar, B. (2021). Rigidez Arterial e Funções Miocárdicas do Ventrículo Esquerdo em Crianças com Válvula Aórtica Bicúspide Funcional. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 117(6), 1126-1133.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Kosger, Pelin and Akin, Tugcem and Kiztanir, Hikmet and Ucar, Birsen. Rigidez Arterial e Funções Miocárdicas do Ventrículo Esquerdo em Crianças com Válvula Aórtica Bicúspide Funcional. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2021, vol. 117, n. 6, [citado 2026-10-14], pp. 1126-1133. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/rigidez-arterial-e-funcoes-miocardicas-do-ventriculo-esquerdo-em-criancas-com-valvula-aortica-bicuspide-funcional/>. ISSN 0066-782X

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