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  2. Palavra-chave: Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares/mortalidade
Figura 1
ABC
Artigo Original

Análise de Escores de Risco para Predição de Mortalidade em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca por Endocardite

Fernando Pivatto Júnior et al. Clarissa Carmona de Azevedo Bellagamba Eduardo Gatti Pianca Fernando Schmidt Fernandes … Maurício Butzke Stefano Boemler Busato Miguel Gus

Resumo

Fundamento

Escores de risco estão disponíveis para uso na prática clínica diária, mas saber qual deles escolher é ainda incerto.

Objetivos

Avaliar o EuroSCORE logístico, o EuroSCORE II e os escores específicos para endocardite infecciosa STS-IE, PALSUSE, AEPEI, EndoSCORE e RISK-E na predição de mortalidade hospitalar de pacientes submetidos à cirurgia cardíaca por endocardite ativa em um hospital terciário de ensino do sul do Brasil.

Métodos

Estudo de coorte retrospectivo incluindo todos os pacientes com idade ≥ 18 anos submetidos à cirurgia cardíaca por endocardite ativa no centro do estudo entre 2007 e 2016. Foram realizadas análises de calibração (razão de mortalidade observada/esperada, O/E) e de discriminação (área sob a curva ROC, ASC), sendo a comparação das ASC realizada pelo teste de DeLong. P < 0,05 foi considerado estatisticamente significativo

Resultados

Foram incluídos 107 pacientes, sendo a mortalidade hospitalar de 29,0% (IC95%: 20.4-37.6%). A melhor razão de mortalidade O/E foi obtida pelo escore PALSUSE (1,01, IC95%: 0,70-1,42), seguido pelo EuroSCORE logístico (1,3, IC95%: 0,92-1,87). O EuroSCORE logístico apresentou o maior poder discriminatório (ASC 0,77), significativamente superior ao EuroSCORE II (p = 0,03), STS-IE (p = 0,03), PALSUSE (p = 0,03), AEPEI (p = 0,03) e RISK-E (p = 0,02).

Conclusões

Apesar da disponibilidade dos recentes escores específicos, o EuroSCORE logístico foi o melhor preditor de mortalidade em nossa coorte, considerando-se análise de calibração (mortalidade O/E: 1,3) e de discriminação (ASC 0,77). A validação local dos escores específicos é necessária para uma melhor avaliação do risco cirúrgico. (Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):518-524)

  • Endocardite/complicações
  • Medição de Risco
  • Mortalidade Hospitalar
  • Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares/mortalidade
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Creative Commons Attribution (CC BY) Creative Commons license
06/04/2020 DOI: 10.36660/abc.20190050 Visualizações 2
ABC
Editorial

Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?

Chris T. Longenecker

A febre reumática (FR) e sua sequela valvar, a doença reumática cardíaca (DRC), têm sido um flagelo para a humanidade há muito tempo, e apenas recentemente tem ocorrido um declínio acentuado da FR nos países de alta renda. No entanto, o Estudo de Carga Global de Doenças (Global Burden of Disease – GBD) estima que mais de 275.000 mortes devido à DRC ainda ocorrem a cada ano em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média renda, incluindo o Brasil.

Nesta edição da revista, Figueiredo et al. apresentaram uma modelagem ambiciosa da carga da doença e dos custos da FR e DRC no Brasil. Usando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Brasil, seus achados centrais são que as taxas de mortalidade por FR e DRC aumentaram em 215% e 42,5%, respectivamente, de 1998 a 2016. Além disso, o custo estimado para procedimentos relacionados ao diagnóstico de FR/DRC, intervenções como a cirurgia valvar, e as hospitalizações por complicações da DRC, como acidente vascular cerebral e endocardite, foram de aproximadamente US$ 27 milhões em 2019.

[…]

  • Antibiótico Profilaxia/economia
  • Cardiopatia Reumática/economia
  • Febre Reumática/economia
  • Hospitalização/economia
  • Políticas Públicas de Saúde
  • Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares/mortalidade
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10/10/2019 DOI: 10.5935/abc.20190178 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Febre Reumática: Uma Doença sem Cor

Estevão Tavares de Figueiredo et al. Luciana Azevedo Marcelo Lacerda Rezende Cristina Garcia Alves

Resumo

Fundamento:

O Brasil tem aproximadamente 30.000 casos de febre reumática aguda (FRA) por ano. Um terço das cirurgias cardiovasculares realizadas no país se deve às sequelas da doença reumática cardíaca (DRC), a qual é um importante problema de saúde pública.

Objetivos:

Analisar as séries históricas de taxas de mortalidade e custos das doenças, projetando tendências futuras para oferecer novos dados que possam justificar a necessidade de implementação de um programa de saúde pública para FR.

Métodos:

Foi realizado um estudo transversal com análise de séries temporais a partir de dados do Sistema de Informações Hospitalares do Brasil, de 1998 a 2016. Modelos de regressão linear simples e o método de suavização exponencial de Holt foram utilizados para modelar o comportamento das séries e fazer previsões. Os resultados dos testes com um valor de p <0,05 foram considerados estatisticamente significantes.

Resultados:

A cada ano, o número de mortes por DRC aumentou em média 16,94 unidades, e a taxa de mortalidade por FRA aumentou em 215%. Houve um aumento de 264% nas despesas de hospitalização por DRC, e as taxas de mortalidade por DRC aumentaram 42,5% (p-valor < 0,05). As taxas de mortalidade estimadas para FRA e DRC foram, respectivamente, 2,68 e 8,53 para 2019. O custo estimado para a DRC em 2019 foi de US$ 26.715.897,70.

Conclusões:

De acordo com a realidade brasileira, o gasto relativo a 1 ano de DRC seria suficiente para a profilaxia secundária (considerando uma dose de penicilina G benzatina a cada 3 semanas) em 22.574 pessoas por 10 anos. Este estudo corrobora a necessidade de políticas públicas de saúde direcionadas à DRC.

  • Antibioticoprofilaxia/economia
  • cardiopatia reumática
  • Febre Reumática
  • Hospitalização/economia
  • Políticas Públicas de Saúde
  • Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares/mortalidade
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29/07/2019 DOI: 10.5935/abc.20190141 Visualizações 1

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Pivatto Júnior F, Bellagamba CCA, Pianca EG, Fernandes FS, Butzke M, Busato SB, Gus M, et al. Análise de Escores de Risco para Predição de Mortalidade em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca por Endocardite. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(3):518-24.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Pivatto Júnior, Fernando; Bellagamba, Clarissa Carmona de Azevedo; Pianca, Eduardo Gatti; Fernandes, Fernando Schmidt; Butzke, Maurício; Busato, Stefano Boemler; Gus, Miguel. Análise de Escores de Risco para Predição de Mortalidade em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca por Endocardite. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 3, p. 518-524, abr. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Pivatto Júnior, F., Bellagamba, C. C. A., Pianca, E. G., Fernandes, F. S., Butzke, M., Busato, S. B., & Gus, M. (2020). Análise de Escores de Risco para Predição de Mortalidade em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca por Endocardite. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(3), 518-524.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Pivatto Júnior, Fernando and Bellagamba, Clarissa Carmona de Azevedo and Pianca, Eduardo Gatti and Fernandes, Fernando Schmidt and Butzke, Maurício and Busato, Stefano Boemler and Gus, Miguel. Análise de Escores de Risco para Predição de Mortalidade em Pacientes Submetidos à Cirurgia Cardíaca por Endocardite. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 518-524. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/analise-de-escores-de-risco-para-predicao-de-mortalidade-em-pacientes-submetidos-a-cirurgia-cardiaca-por-endocardite/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Longenecker CT. Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):355-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Longenecker, Chris T.. Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 355-356, out. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Longenecker, C. T. (2019). Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 355-356.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Longenecker, Chris T.. Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 355-356. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/febre-reumatica-no-brasil-que-cor-deve-ser/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Figueiredo ET, Azevedo L, Rezende ML, Alves CG. Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):345-54.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Figueiredo, Estevão Tavares de; Azevedo, Luciana; Rezende, Marcelo Lacerda; Alves, Cristina Garcia. Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 345-354, jul. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Figueiredo, E. T. , Azevedo, L., Rezende, M. L., & Alves, C. G. (2019). Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 345-354.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Figueiredo, Estevão Tavares de and Azevedo, Luciana and Rezende, Marcelo Lacerda and Alves, Cristina Garcia. Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 345-354. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/febre-reumatica-uma-doenca-sem-cor/>. ISSN 0066-782X

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