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  2. Palavra-chave: Políticas Públicas de Saúde
Figura 1
ABC
Artigo Original

Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM

Jacqueline Vaz et al. Anibal Pereira Abelin Marcia Moura Schmidt Pedro Piccaro de Oliveira … Carlos A. M. Gottschall Clarissa Garcia Rodrigues Alexandre Schaan de Quadros

Resumo

Fundamento

Registros multicêntricos representativos do mundo real podem fornecer informações importantes, mas existem poucos estudos descrevendo como implementar estas ferramentas.

Objetivo

Descrever o processo de implementação de um banco de dados em infarto agudo do miocárdio com supradesnivelamento do segmento ST (IAMCST) em um hospital de referência e sua aplicação para outros centros com uma plataforma online .

Métodos

Nossa instituição implementou em 2009 um Registro de Infarto Agudo do Miocárdio (RIAM), com a inclusão prospectiva e consecutiva de todos os pacientes com diagnóstico de IAMCST que internaram na instituição. No período de março de 2014 a abril de 2016 foi realizada a migração para o sistema online com o software REDCap e expansão do registro para outros centros. A plataforma REDCap é um software de uso gratuito disponibilizado pela Universidade Vanderbilt a instituições interessadas em pesquisa, mediante cadastramento prévio.

Resultados

Foram realizadas as seguintes etapas do aprimoramento e expansão do registro: 1. Padronização das variáveis; 2. Implementação do software REDCap ( Research Electronic Data Capture ) institucional; 3. Desenvolvimento de formulários de coleta de dados ( Case Report Form – CRF); 4. Expansão do registro para outros centros de referência utilizando o software REDCap; 5. Treinamento da equipe e dos centros participantes pelo POP (Procedimento Operacional Padrão).

Conclusões

A descrição da metodologia utilizada para implementar e expandir o RIAM pode auxiliar outros centros e pesquisadores a realizar estudos semelhantes, compartilhar informações entre instituições, o desenvolvimento de novas tecnologias em saúde e auxiliar nas políticas públicas em doenças cardiovasculares. (Arq Bras Cardiol. 2020; 114(3):446-455)

  • Base de Dados
  • Doenças Cardiovasculares / mortalidade
  • Estudo Multicêntrico
  • Infarto do Miocárdio/fisiopatologia
  • Isquemia Miocárdica / fisiopatologia
  • Políticas Públicas de Saúde
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06/04/2020 DOI: 10.36660/abc.20190036
ABC
Editorial

Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?

Chris T. Longenecker

A febre reumática (FR) e sua sequela valvar, a doença reumática cardíaca (DRC), têm sido um flagelo para a humanidade há muito tempo, e apenas recentemente tem ocorrido um declínio acentuado da FR nos países de alta renda. No entanto, o Estudo de Carga Global de Doenças (Global Burden of Disease – GBD) estima que mais de 275.000 mortes devido à DRC ainda ocorrem a cada ano em todo o mundo, especialmente em países de baixa e média renda, incluindo o Brasil.

Nesta edição da revista, Figueiredo et al. apresentaram uma modelagem ambiciosa da carga da doença e dos custos da FR e DRC no Brasil. Usando dados do Sistema de Informações Hospitalares do Brasil, seus achados centrais são que as taxas de mortalidade por FR e DRC aumentaram em 215% e 42,5%, respectivamente, de 1998 a 2016. Além disso, o custo estimado para procedimentos relacionados ao diagnóstico de FR/DRC, intervenções como a cirurgia valvar, e as hospitalizações por complicações da DRC, como acidente vascular cerebral e endocardite, foram de aproximadamente US$ 27 milhões em 2019.

[…]

  • Antibiótico Profilaxia/economia
  • Cardiopatia Reumática/economia
  • Febre Reumática/economia
  • Hospitalização/economia
  • Políticas Públicas de Saúde
  • Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares/mortalidade
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10/10/2019 DOI: 10.5935/abc.20190178 Visualizações 1
Figura 1
ABC
Artigo Original

Febre Reumática: Uma Doença sem Cor

Estevão Tavares de Figueiredo et al. Luciana Azevedo Marcelo Lacerda Rezende Cristina Garcia Alves

Resumo

Fundamento:

O Brasil tem aproximadamente 30.000 casos de febre reumática aguda (FRA) por ano. Um terço das cirurgias cardiovasculares realizadas no país se deve às sequelas da doença reumática cardíaca (DRC), a qual é um importante problema de saúde pública.

Objetivos:

Analisar as séries históricas de taxas de mortalidade e custos das doenças, projetando tendências futuras para oferecer novos dados que possam justificar a necessidade de implementação de um programa de saúde pública para FR.

Métodos:

Foi realizado um estudo transversal com análise de séries temporais a partir de dados do Sistema de Informações Hospitalares do Brasil, de 1998 a 2016. Modelos de regressão linear simples e o método de suavização exponencial de Holt foram utilizados para modelar o comportamento das séries e fazer previsões. Os resultados dos testes com um valor de p <0,05 foram considerados estatisticamente significantes.

Resultados:

A cada ano, o número de mortes por DRC aumentou em média 16,94 unidades, e a taxa de mortalidade por FRA aumentou em 215%. Houve um aumento de 264% nas despesas de hospitalização por DRC, e as taxas de mortalidade por DRC aumentaram 42,5% (p-valor < 0,05). As taxas de mortalidade estimadas para FRA e DRC foram, respectivamente, 2,68 e 8,53 para 2019. O custo estimado para a DRC em 2019 foi de US$ 26.715.897,70.

Conclusões:

De acordo com a realidade brasileira, o gasto relativo a 1 ano de DRC seria suficiente para a profilaxia secundária (considerando uma dose de penicilina G benzatina a cada 3 semanas) em 22.574 pessoas por 10 anos. Este estudo corrobora a necessidade de políticas públicas de saúde direcionadas à DRC.

  • Antibioticoprofilaxia/economia
  • cardiopatia reumática
  • Febre Reumática
  • Hospitalização/economia
  • Políticas Públicas de Saúde
  • Procedimentos Cirúrgicos Cardiovasculares/mortalidade
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29/07/2019 DOI: 10.5935/abc.20190141 Visualizações 1
ABC
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As Sociedades Médicas e as Universidades Públicas

Charles Mady

As sociedades médicas são instituições importantes e fortes em nosso país. Tomo como exemplo, a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), da qual a maioria dos que estão lendo este texto faz parte. Nunca fiz política societária, mas a acompanho com interesse. Impressiona a determinação nas acirradas disputas entre concorrentes em época de eleição. Esses grupos, tendo sempre membros de corpos docentes de universidades, dispendem muita energia para se colocarem nas posições de comando. Assim é o jogo, que não raro migra para caminhos tortuosos. Portanto, os recursos humanos de sociedades e universidades têm muito em comum, tendo em vista que promovem atividades científicas e didáticas, educando profissionais por todo o país, tanto na modalidade presencial, como pelos meios de comunicação. A qualidade das informações recebidas é diretamente proporcional à das universidades e de seus membros. Por isso, as sociedades devem ter enorme interesse na evolução intelectual de nossas universidades. Sendo assim, perguntas se impõem:

Há empreendimentos construtivos para a melhoria das universidades públicas por parte das sociedades? São essas energias, encerradas as eleições, utilizadas em seus benefícios? Se não são, quais seriam os projetos para haver uma maior interação entre esses dois universos? Esses projetos seriam úteis para atenuar a constante queda de qualidade das academias?

[…]

  • Educação Médica
  • Políticas Públicas de Saúde
  • Sociedades Médicas/tendências
  • Universidades/tendências
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01/03/2019 DOI: 10.5935/abc.20180241

Como citar este artigo

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Vaz J, Abelin AP, Schmidt MM, Oliveira PP, Gottschall CAM, Rodrigues CG, Quadros AS, et al. Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2020;114(3):446-55.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Vaz, Jacqueline; Abelin, Anibal Pereira; Schmidt, Marcia Moura; Oliveira, Pedro Piccaro de; Gottschall, Carlos A. M.; Rodrigues, Clarissa Garcia; Quadros, Alexandre Schaan de. Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 114, n. 3, p. 446-455, abr. 2020.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Vaz, J., Abelin, A. P., Schmidt, M. M., Oliveira, P. P. , Gottschall, C. A. M., Rodrigues, C. G., & Quadros, A. S. (2020). Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 114(3), 446-455.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Vaz, Jacqueline and Abelin, Anibal Pereira and Schmidt, Marcia Moura and Oliveira, Pedro Piccaro de and Gottschall, Carlos A. M. and Rodrigues, Clarissa Garcia and Quadros, Alexandre Schaan de. Criação e Implementação de um Banco de Dados Prospectivo e Multicêntrico de Pacientes com Infarto Agudo do Miocárdio: RIAM. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2020, vol. 114, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 446-455. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/criacao-e-implementacao-de-um-banco-de-dados-prospectivo-e-multicentrico-de-pacientes-com-infarto-agudo-do-miocardio-riam/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Longenecker CT. Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):355-6.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Longenecker, Chris T.. Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 355-356, out. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Longenecker, C. T. (2019). Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 355-356.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Longenecker, Chris T.. Febre Reumática no Brasil: Que Cor Deve Ser?. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 355-356. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/febre-reumatica-no-brasil-que-cor-deve-ser/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Figueiredo ET, Azevedo L, Rezende ML, Alves CG. Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;113(3):345-54.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Figueiredo, Estevão Tavares de; Azevedo, Luciana; Rezende, Marcelo Lacerda; Alves, Cristina Garcia. Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 113, n. 3, p. 345-354, jul. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Figueiredo, E. T. , Azevedo, L., Rezende, M. L., & Alves, C. G. (2019). Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 113(3), 345-354.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Figueiredo, Estevão Tavares de and Azevedo, Luciana and Rezende, Marcelo Lacerda and Alves, Cristina Garcia. Febre Reumática: Uma Doença sem Cor. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 113, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 345-354. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/febre-reumatica-uma-doenca-sem-cor/>. ISSN 0066-782X

EndNote RIS

Formato de Documento Eletrônico (Vancouver)

Mady C. As Sociedades Médicas e as Universidades Públicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia 2019;112(3):317-8.

Formato de Documento Eletrônico (ABNT)

Mady, Charles. As Sociedades Médicas e as Universidades Públicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, v. 112, n. 3, p. 317-318, fev. 2019.

Formato de Documento Eletrônico (APA)

Mady, C. (2019). As Sociedades Médicas e as Universidades Públicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia, 112(3), 317-318.

Formato de Documento Eletrônico (ISO)

Mady, Charles. As Sociedades Médicas e as Universidades Públicas. Arquivos Brasileiros de Cardiologia [online]. 2019, vol. 112, n. 3, [citado 2026-10-14], pp. 317-318. Disponível em: <https://journals.cardiol.br/article/as-sociedades-medicas-e-as-universidades-publicas/>. ISSN 0066-782X

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